terça-feira, 19 de março de 2019

Glicinia

RE-Post 8 de maio 2015

Lembro-me sempre dele quando olho a glicinia em flor, as folhas tão verdes, as flores de um lilás tão vivo, o aroma tão intenso a primavera. Gosto de passar perto e inspirar aquele aroma, imagino-me no paraíso. 
Parece até que ainda o vejo, todos os sábados, pendurado no escadote a atar e cuidar das braças que teimam em se espalhar por sítios que ele não quer. Tudo é cuidadosa e meticulosamente projetado e executado por forma a atingir a perfeição por ele idealizada, como de resto, saía perfeito tudo o que fazia.
Sábado após sábado eu ia ver qual era o projeto daquele dia e todos os anos por esta altura eu lhe dizia que cortasse uma braça da glicinia e ma plantasse num vaso. Eu queria uma glicinia daquelas no meu jardim, plantada por ele.. Todos os anos ele acabava por se esquecer. 
Foi já no hospital, poucos dias antes de partir na sua eterna viagem para o céu que meu pai me disse, assim do nada, que fosse lá a casa e que perto do poço estava um vaso com uma glicinia plantada e já em fase de crescimento para mim.
Ainda não a trouxe, mas quase todos os dias vou ver a dele.



segunda-feira, 18 de março de 2019

Baixou em mim

A Gaja Maria Kondo.
Sim, a tal das arrumações e organizações. Credo!! Sim, credo!!
É que apesar do meu estado perneta, enclausurada, em repouso e recuperação, nem por isso consigo expulsar a sem parança que há em mim...
Posto isto e além de ler e ver séries e tv, juro que até já gosto um pouquito do programa da Cristina mas estava a dar-me cabo dos tímpanos que a moça guincha p'ra caraças, introduzi uma nova táctica na mina rotina.
Ver vídeos de DIY, organização, arrumação, decoração. Tudo em ão portanto.
Em seguida passei à ação.
Sentadinha, de gaveta em gaveta, seleção, novo método de dobragem, novo método de organização arrumação. Duas horas ou três por dia para não me cansar muito.
Digam lá, não fica um mimo? Pena isto só durar uma semana, duas na loucura...

Só uma pequena amostra:








quinta-feira, 14 de março de 2019

E enquanto a vida acontece lá fora

Que eu bem a vejo da minha janela, aqui estou eu, em repouso e de perna no ar.
Perna no ar no sofá, perna no ar na cama, perna no ar nas consultas do hospital, perna no ar no pátio, a apanhar sol...


quinta-feira, 7 de março de 2019

Fogo cruzado

Nas cinco noites que passei no hospital, perneta, senti-me como se de uma trincheira se trata-se.
Se na primeira noite não passei do corredor, o que até veio a revelar-se de valor pois tinha todo um enorme espaço para respirar e muita ação para me distrair, a partir daí, passei para uma enfermaria com três camas, o que também, de início, me agradou bastante. Fiquei na cama do meio, entre duas velhinhas acamadas, frente à tv, tudo muito calminho, tudo muito arrumadinho.
As velhinhas eram umas queridas.
Depois dos banhos, pequeno-almoço e medicação, instalei-me e relaxei.
Foi quando começou a guerra.
Parece que caí de para quedas num autêntico fogo cruzado.
Uma velhinha ressonava de um lado, a outra respondia do outro. Uma engasgava-se, a outra quase cuspia a dentadura. E eu ali no meio.
Eis que começo a ouvir tiros espaçados de um lado. Do outro responde uma rajada de metralhadora.
E eu ali no meio.
Aquilo eram morteiros, tiros de espingarda, carabinas. Juro que até houve disparos de kalashnikovs, rifles e outra maquinaria pesada. Algumas, estou certa, deitavam molho no final.
E eu ali no meio. Pedi para ser aberta uma greta da janela para renovar o ar, uma delas constipou-se. Ficou rouca mas não perdeu o piu e o tiroteio e a ressonância continuaram por quatro dias.
E eu ali no meio, na trincheira a levantar bandeira branca sem ninguém me dar confiança.
Quando tive alta e respirei ar puro, juro que até tive tonturas...
Vai uma p'ssoa para o hospital para se curar e sai de lá toda amarela e esburacada de tantos tiros.

terça-feira, 5 de março de 2019

Vida de perneta



Estou perneta já lá vão dez dias.
Fui finalmente operada na quinta feira e na sexta já vim para casa.
Mas, para quem não sabe, eu sofro de bichos carpinteiros e sábado já me sentia tão bem que fui ao jantar de carnaval do meu grupo do costume. No domingo, com a ajuda das minhas duas pernas auxiliares passeei pelo quintal, pedi para me levarem a ver o mar e fui lanchar a casa de uns amigos.
Pois. Sou doida, eu sei.
Na segunda, quando fui fazer o penso o meu pé assemelhava-se a um peixe balão sem boca e fui avisada para estar sogadita e com o pé no ar, gelo e mais gelo ou estragava tudo.
Convenci-me então que tenho todo o tempo do mundo e que pese embora tudo e mais alguma coisa, o tempo é o que fazemos dele, o que me dá forte nos nervos mas tem de ser.
É que eu tinha a mania que não tinha tempo. E quem acha que não tem tempo, vive a mil e eu vivo e gosto de viver a mil.
Eu sei, sou teimosa que nem uma mula, ainda por cima, uma mula sem parança.
Mas se eu quero porque quero ficar boa o mais breve possível para poder voltar a viver a mil e pedalar, pedalar, pedalar, que eu preciso voltar a pedalar, tenho de me resignar à minha simples vidinha de perneta em recuperação.
Aceito o pequeno almoço na cama, tomo banho sentada, venha tudo quanto é mimo que eu quero (vou ficar uma Mureia, metade mulher, metade baleia).
Resumidamente tenho de passar os dias de papo para o ar no sofá.
Já marchou o livro que estava a meio há semanas, o resto da série da Casa de Papel e toda a do Narcos. A fila de espera é imensa. Ai mas ai que tenho tanto que fazer. Tantos livros, tantas séries, tantos blogues para ler, tantos mails do trabalho para ver e até quem sabe trabalhar à distância.






sexta-feira, 1 de março de 2019

E assim se gasta meia vida

Fui de bicicleta à bênção dos ciclistas a Fátima. 
Em chegada lá, não coloquei a puta da  vela a arder porque a fila tinha mais de um quilómetro, não assisti à missa pois havia dezenas de ciclistas e não se ouvia nada. 
Fui almoçar uma sandocha de leitão, portanto.
Antes tivesse esperado e antes tivesse ficado. Ou nem sequer devesse ter ido. Sei lá eu. 
O que eu sei é que na volta vinha a descer um estradão a cento e duzentos à hora e aparece-me uma curva fechada que não consegui fazer. O instinto deu-me para travar. Mal feito! A roda da frente esbarrou e eu esbardalhei-me feio. 
Esfarrapei todo o lado direito nas pedras e fiquei aflita de um pé. Respirei fundo, bebi água, descansei, endireitei-me, ajeitei o orgulho ferido e mais o pé e aí vou eu. Doía-me horrores mas dava para pedalar. Pedalei mais vinte quilómetros até não poder mais pelo que foram levar-me a casa. 
De casa ao hospital, tornozelo partido, tíbia rachada perna acima. Rica coisa fui arranjar.
Cinco dias de internamento, cirurgia e três parafusos no pé depois, aqui estou eu... já em casa, perneta, de férias forçadas e cheia de mimo. Trabalhar e pedalar só daqui a uns meses...


terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Cuidado!


É tão fácil e rápido fazer compras online. Basta colocar o número do cartão de crédito, o nome e a validade e depois os três números de segurança que estão escarrapachados atrás.

Sou adepta desta modalidade de compras e até tenho bastante cuidado em não utilizar sites que não sejam fidedignos. A questão é que alguns até parecem, mas têm gente desonesta a manuseá-los. Isso e gente à espreita em tudo o que é canto nisto nas internetes e à espera de um deslize de alguém.

À Marta dali da zona das Antas, a duzentos quilómetros de onde eu habito, portanto, que fez compras no valor de duzentos e tal euros no continente online com o meu cartão, estimo bem que as cervejas e os peixes que mandou entregarem lá na casinha dela, lhe tenham dado uma enorme caganeira.

O dinheirinho já voltou para a minha conta, a ela não sei o que vai acontecer, mas a caganeira desejo-lha na mesma, ok?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Se tem cara de benuron

Perguntou a minha amiga a alguém que desfiava um Rosário de doenças há mais de meia hora.

O que eu me ri

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Fragilidades



Não gosto de fingir que tenho uma vida maravilhosa de princesa rica, mas também não gosto de expor as minhas fragilidades e as minhas apreensões. Ambas, tendem a poder ser mal interpretadas e podem trazer-me dissabores. Então das duas uma, ou falo, ou calo-me e a opção é sempre minha.

E posto isto,
Quantas vezes escrevo e apago logo em seguida….
Quantos textos em rascunho tenho por aqui sem os levar à luz…
Quantos pensamentos, quantas tristezas, quantas dores acabam por ficar caladas …

A opção fica-se muitas vezes por falar das coisas boas que me acontecem, das que gosto e me fazem feliz, das que me puxam para cima o ego e das que fazem as pessoas comentar nesse sentido. Quem não o faz, nem que seja para tentar ultrapassar e esquecer os sentimentos menos bons?
Hoje, no entanto, queria falar de uma das minhas fragilidades. Quando digo na brincadeira que sou má mãe, não é brincadeira, é sentido e verdadeiro e esta frustração incomoda-me todos os dias.

Não sei ser mãe!

Os meus filhos já são adultos e até são uns bons meninos. Não são no entanto aquilo que gostaria que fossem, não porque sou teimosa, presunçosa ou obstinada, mas porque acho que outros caminhos teriam sido melhores para eles e eu só lhes quero o melhor, mas lá vou me resignando e habituando-me a lidar com as suas escolhas, nunca sem grande sofrimento, confesso, especialmente quando acho serem más escolhas.

A grande questão é que não consigo conversar com eles, fazer com que me ouçam ou ouvir o que querem dizer e levá-los a pensar mais assertivamente sem a coisa descambar. Acabamos sempre por trocar galhardetes e acusações, ficando chateados e amuados uns com os outros. Isto estilhaça-me o coração. A maior dificuldade é sempre a mesma, fazê-los cumprir regras e entender o meu ponto de vista. Eu, considero ter mais saber e eles consideram que eu estou fora do contexto atual. Eles acham sempre que eu não sei nada e nem sequer vale a pena ouvirem-me e vice-versa, claro.  Será porque falo demais, porque não sei falar, porque não sei mesmo do que falo ou porque falo o que não devo?

Morro um pouco por dentro sempre que isto acontece e acho que a culpa é minha por que não sei ser mãe. Porque ser mãe não é só amar e amar incondicionalmente. Ser mãe é saber amar. E eu não sei.
Pese embora tudo, uma coisa eu sei, tenho tentado de tudo. Mesmo! Achando que não sei ser mãe, cheguei a recorrer a pedo-psiquiatras, psicólogos, conversas e mais conversas, castigos, técnicas variadas e até algumas palmadas, ajuda de professores e educadores, familiares, amigos. Faço o que posso e o que sei, mas de alguma forma me sinto sempre culpada de não saber ser mãe. Todos os dias penso no assunto e decido na minha cabeça que hoje vai ser diferente. Em alguns dias até é, mas nos outros volta tudo ao mesmo. Dizem que um dia eles vão acabar por entender e se chegar a nós, que isso acontece com todos. Não acho. Ou então não quero achar porque estes são meus e os meus têm de ser especiais. E esta é a minha luta.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

“Diz-que” boas mesmo boas


São as mulheres de cinquenta, mais doces e sumarentas, e por isso mais maduras e prontas a apanhar da árvore. Sabem das coisas e têm mais calma, e além disso já não possuem arestas nem quinas vivas, são, portanto, mais redondas e encaixam melhor.
Gostei de ouvir e até fiquei fã de quem proferiu tais palavras, mas só por causa das merdas decidi que quero as minhas arestas e quinas vivas de volta. Voltei ao ginásio e em três dias consegui um andar novo. Ai que me dói tudo! Livrem-se! Livre-se quem disser que eu não já não consigo de volta a minha alta performance ginastical e as arestas de antigamente, que eu mato.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Digam-me lá



Se a minha Manuela não passou ao lado de uma grande carreira.


Ela não deveria ser técnica de limpeza, mas sim engenheira licenciada e doutorada e ainda outras coisas em ada. Além de criativa põe os planos em prática e com sucesso. Não me coloca problemas, mas apresenta-me soluções.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Quando te dás conta que não tomaste os comprimidos...

Estás a ter uma conversa séria no trabalho e sentes um leve arranhar no pescoço, mesmo junto ao gorgomilo. Mandas a mão ao local e dás com a etiqueta que devia estar atrás, mas não, está mesmo ali, à frente, com um pequeno chumaço e tudo..
Isto tem-me acontecido tanto ultimamente que sou gaja para lançar a moda.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

E foi assim


Quatro horas e meia de chapinhanso Luso e Bussaco acima e Luso Bussaco abaixo. A água brotava do chão cheia de força e escorria trilhos abaixo formando pequenos rios que fomos trepando um a um. Pedras e pedregulhos, árvores caídas, lama. Chapinhámos durante cinquenta quilómetros de pura diversão. Não valeu o banho de água fria do Luso no fim nem eu não ter levado na bike vários garrafões para encher com aquela água pura e cristalina, mas valeram as fotos para registar o momento, valeu o leitão e o frisante na Mealhada, valeu o companheirismo e as gargalhadas todo o caminho, valeu também o tareco de primeira classificada no meu escalão que trouxe para casa. Não que houvesse mais alguma maluca com mais de cinquenta anos a aventurar-se naquilo, por isso o ganhei, mas até fica bem na minha prateleira de troféus. 😊




quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Yoga

Tive uma nova epifania e deu-me para ir experimentar uma aula de Yoga.
Gente! Estou até ao momento a tentar desatar os nós que fiz com os braços e as pernas. Mas sim, aauummmmm, aauummmmm.
Estou zen e com um torcicolo no pescoço.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Vinte sete de Janeiro é um dia do caraças

O meu.
Cheguei há muitos anos, antes da hora prevista, minúscula e cheia de speed na goela. Nunca mais parei. Dizem de mim que era reguila. Ainda sou e nem a idade me tranquiliza.
Sou muito...refilona
Não suporto...atrasos
Eu nunca...digo nunca
Eu já...fui à América
Quando eu era criança...usava óculos e aparelho nos dentes
Neste exato momento...estou à rasquinha para ir ao wc
Eu morro de medo de...aranhas
Eu sempre gostei...que me surpreendam
Se eu pudesse...dava a volta ao mundo a pedalar
Fico feliz...quando os meus filhos estão felizes
Se eu pudesse voltar no tempo...fazia tudo igual
Adoro...animais
Quero muito ir...dar uma volta ao bilhar grande
Eu preciso de...amor e uma bicicleta
Não gosto de ir...a funerais
E pronto.
Partilho convosco, amigos virtuais e não só um bolinho que sou moça prendada (quando quero)



quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

O que me prende


Já há muito que queria ter falado sobre a minha família do trabalho, mas como falar de trabalho nos blogs pode criar “azias” em algumas pessoas, tenho me inibido de tal.
É hoje.
Sim, o que temos no trabalho é tipo uma família, afinal de contas passamos mais tempo lá do que em qualquer outro lugar ou com quaisquer outras pessoas. No meu caso até almoço lá, passo muitas, muitas horas com aquela gente.
E se dentro das famílias, existem pais e mães que nos amam e nós amamos incondicionalmente, irmãos e primos do coração, tias velhas e chatas e outras porreiraças, primas e primos invejosos, falsos e velhacos que não nos podem ver nem nós a eles, tios birrentos e teimosos de quem passamos a vida a fugir,  alguns parentes afastados, outros até que nunca chegámos a conhecer e amigos, que os amigos também fazem parte da família, no trabalho é igual.
Eu tenho tudo isso e muito mais pois estou no seio de uma família numerosa. Há, portanto, familiares de todos os tipos e para todos os gostos.
Tive a sorte, no meio desta gente toda, de acabar por ir parar a um departamento de primos fixolas. Somos unha e carne, tipo mosqueteiros mesmo. É um por todos e todos por um, sempre. Seis homens e eu. Um nem precisa falar para os outros saberem o que está a pensar, estamos sempre de acordo e entendemo-nos muito bem. Choramos e rimos em conjunto e quando um tem problemas todos ajudam, quando o trabalho não corre bem, todos apoiam. Vamos à happy hour ás sextas-feiras e eu sou um deles. Contam sempre comigo. Estou muito grata por fazer parte deste grupo de primos e fico feliz todos os dias por vir trabalhar por causa deles.
Não tenho dúvidas. Naqueles momentos em que a vontade é bater a porta e sair daquele lugar, o companheirismo, a amizade e o bom ambiente que nos une, pesa cinquenta por cento para nós sete. 
E é o que me prende, sim.


terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Rotinas novas


Se há uns anos, ter de passar um domingo em casa era como se me estivessem a matar, agora matam-me se me fizerem sair de casa.
No verão é praia, claro, que estar ali a torrar ora de um lado ora de outro como quem assa frangos a ouvir as ondas de olhos fechados e a cheirar a maresia é bem melhor do que preguiçar fechada dentro de casa com sol lá fora. Mas aí a partir de novembro e até abril, gosto de hibernar aos domingos. Mas só à tarde, claro, que de manhã é para pedalar. Nem sei como é que isto me foi acontecer, mas a lareira a crepitar, a manta nas pernas, gatos ao colo, livro, computador, telemóvel, filmes e séries sem fazer ponta de um corno e após ter passado a manhã a cansar-me, dá-me anos de vida. Passeios dos tristes, hipermercados, lojas e centros comerciais, ir ver jogos disto e daquilo, barulhos e confusões? Não me chamem que eu agora quero é paz e descanso. E quando chega a hora do lanche ou da janta e verifico que não há pão? Ui! Vai tu, não vai tu, não me apetece, vai tu. É quase sempre o mesmo que vai. Ele, claro, voluntário à força se não estiver a ressonar. Vai daí grelham-se uns petiscos à lareira, bebe-se um copito e relaxa-se até ser dia. Ah tardes de domingo boas.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Sei bué sobre ventos


Vi as árvores a abanar. Fui ver. Ora bem, Norte, Sul, Este e Oeste, (a ajudar com as mãos virada a Norte) olhar as bandeiras e as árvores. Está de Norte! Meu dito, meu feito e confirmado na minha app secreta no telefone que é esperto que nem um alho. Meus colegas olharam-me estupefactos. Percebo mesmo bué de ventos. Desde que me dediquei às pedaladas que me vi obrigada a estudar a situação que isto de enfrentá-lo ou ir à sua boleia tem muito que se lhe diga. Mas uma coisa é certa, quando uma Gaja vai de bike, ele está sempre, mas sempre de frente, dificultando a pedalada. Quer me cá parecer que ele vira conforme lhe dá na real gana só para me lixar. Sei bué sobre ventos é o que vos digo, quando a bike até abana está para aí a 40km/hora e quando só me faz chorar os olhos, de 12 a 24 km/hora. Quando nem consigo pedalar o melhor é voltar para casa. Ah. E quando não há vento, não há vento. Viram como eu como eu sou entendida em ventos?