sexta-feira, 6 de março de 2015

Sai uma lata de castrol

Diz a Doutora que devo "fazer cuidado" com aquilo que meto na boca. Ó diabo...  Fiquei para aqui a pensar nas coisas que meto na boca pois claro. 

Nos entretantos e ainda que o castrol não seja esquisito e não escolha género ou tamanho, que raio quererá ele de um palito com pernas??? E só por causa das coisas, esta semana já comi 3 vezes pão com queijo, 2 ovos estrelados, peixe frito, rissois fritos, bifes com natas. Ah e hoje é dia de confraria, sai pastel de nata!

Na segunda-feira começo a dieta, só não sei ainda em qual.

Ó pá!!

O problema dos homens....

São as mulheres! Sempre as mulheres :)

quinta-feira, 5 de março de 2015

Não tomes os comprimidos não...

Ontem ao pegar no meu bolinhas azul para ir do trabalho para o ginásio, achei-o estranho. Não estranho tipo calado, com ar de amuado ou estranho tipo enervado e refilão, nem estranho tipo agressivo e aos gritos, não, estranho assim tipo, a direito andava muito bem e direitinho, mas a curvar e a desfazer as curvas, o volante não queria ir. Eu virava para a esquerda e ele queria ir para a direita, eu virava para a direita e não conseguia, que ele teimava  em querer ir para a esquerda, tão pesado, tão pesado que quase não tinha força nos braços para o dominar. 
Algo na direção, pensei, já que não havia luzes acesas no painel e furado também não era que até parei para verificar. Sei que não fui além dos 40 kms hora o caminho todo, que com tanta dificuldade nos braços para virar o volante, até ia com medo que o gajo se finasse ali mesmo no meio da estrada.
Mediante queixa, maridão foi experimentar e verificou ele que estava tudo nos conformes, não lhe achava nada, nem um amuo, nem uma birra, nada. Já comigo... Raios!!
Hoje percebi então o zénite da coisa, o busilis da questão, o mistério da condução. Esperta que nem um alho eu. Discorro cá coisas..
Eu não consigo é mexer os braços! Tudo quanto é músculo braçal está nas últimas e grita de dor. Ele é biceps, ele é triceps, ele é ulna e radio, até me dói o tv e o vhs e até o rfm sei lá,  tudo derivado da aula de Body Pump onde já não ia há séculos...

terça-feira, 3 de março de 2015

Histórias II - Acompanhante

Dirigiu-se ao cacifo apressada, tirou a bata, descalçou as botas de biqueira de aço, enfiou tudo lá dentro, pegou no casaco e na mala, despediu~se das colegas e saiu a correr. Estava ansiosa por chegar a casa, tomar o seu duche relaxante, despir-se daquele cheiro, daquela personagem e pôr o seu perfume. Assim que chegou ao carro, olhou o nome na agenda e esboçou um sorriso.
No caminho para casa foi pensando em como tinha tanta sorte em ter conseguido aquele turno, assim podia dormir de manhã antes de voltar ao trabalho que a noite ia ser longa.

Já em casa e enquanto mordiscava uma maçã abriu o roupeiro. A sua melhor lingerie, preta, como ele gostava, o vestido cor de beringela, aquele que melhor lhe acentava, o decote evidenciava-lhe o peito firme e a cor fazia sobressair os seus olhos cor de avelã e a sua pele cor de pêssego. Afinal era o seu melhor e mais assíduo cliente, aquele, o único que lhe retribuía o prazer que ela lhe dava. Sentia até uma certa afeição, um gostar tremelicante, uma fraqueza nas pernas quando ia ter com ele, mas sabia, ela sabia que não podia ir além disso. Se ultrapassasse aquela ténue linha, aquele muro invisível, aquela ponte sem retorno, perder-se-ia para sempre, não haveria volta...

Tomou o seu banho, calmamente, deixando correr a água pelo corpo revigorando-o e passou o creme hidratante. A depilação estava impecável, as unhas também, as sobrancelhas no seu melhor que ainda ontem cuidara delas. Maquilhou-se e penteou-se como se de uma profissional se tratasse, aliás, ela já tinha sido profissional nessa área, mas trabalhava demasiadas horas, não dava para conciliar e ela queria dinheiro, esse vil metal que lhe permitia obter certas mordomias. A lingerie, as meias de seda, o vestido, os sapatos de marca e a mala igual. O casaco, faltava o casaco, de fina fazenda de um costureiro nacional conhecido. Olhou-se no espelho, deu uma volta. "Perfeito"!
Ela sabia que era a melhor, a mais bonita, a mais elegante, a mais meiga, aquela que todos queriam.

Dirigiu-se então ao restaurante combinado onde ele a esperava para jantar e começou o ritual, o jogo que gostava de jogar, o da sedução. Depois seguiram para o hotel, descalçaram-se e esticaram-se na cama, ele hoje queria conversar. E durante duas horas ele falou, falou e ela afagava-lhe o cabelo, dava-lhe a mão e ouvia...
Entretanto ele calou-se, olhou-a nos olhos e começou a desapertar-lhe o vestido, chegou a hora de ela lhe dar prazer.

Ao chegar a casa, pôs a mão na mala para procurar a chave e tocou no envelope. Aquela noite rendera-lhe 200 Euros. 200 Euros!! O carro já estava pago, a casa comprada, mobilada e a ser paga, tinha jóias verdadeiras, um telemóvel topo de gama. Tinha roupas e sapatos de marca,  frequentava os melhores restaurantes e hotéis, andava nos melhores carros, mas tudo isto só podia usar à noite claro, quem iria compreender aquelas coisas com um salário de operária. 

Enfiou a chave na porta de casa e abriu-a, uma casa linda porém escura, fria, sozinha, desprovida de calor humano. Não tinha amigos, quase não tinha ninguém, nem sequer um gato no sofá à sua espera. Tinha tudo, mas não tinha nada, valeria tudo aquilo a pena? Ela não passava no final de contas de uma prostituta de luxo...

Ah! Tinha algo, tinha uma bata e umas botas de biqueira de aço dentro de um cacifo à sua espera amanhã.
Deitou-se exausta e dormiu.

Coisas que me arrepiam...

Ainda ontem trocava fraldas cheias de xixis e cocós  e já estou a poucas semanas da viagem de finalista do secundário de MaiNovo. E isto é coisa para me fazer nascer uns cinco ou seis cabelos brancos, senão uns  10 ou 20 ou mesmo toda uma cabeleira!

Após todos estes anos ainda me espanta verificar o quão diferentes são um do outro os meus dois filhos, nascidos do mesmo pai e da mesma mãe e tendo tido a mesma educação, o mesmo tipo de alimentação e até de terem bebido a mesma água, da mesma fonte de onde Papai trazia uns garrafões para mim, que a da torneira, dizia ele, sabia a desinfetante.

A MaisVelho não lhe interessou a viagem de final de curso, a tal semana de grande curtição em Espanha, longe dos pais e com o consentimento e o patrocínio deles. A ele, bastam-lhe dois ou três amigos, a sua escrita de letras de rap e hip hop, a escolha das batidas e os concertos onde dá a conhecer a sua visão do mundo tão sui generis e virada para o anti-social.

Já a MaiNovo, interessa-lhe o mundo. Todo um mundo lá fora, à espera de ser desbravado e explorado por ele. Se um é virado para o interior, o outro é completamente virado para o exterior, ter amigos, muitos, correr mundo, passarinhar aqui e ali, ter vários grupos diferentes pelos quais se divide, conviver, ir a jantares e a festas, este filho é um social. A ele pouco lhe importa a leitura ou a escrita, a ele interessam-lhe sobretudo as pessoas.

Muito se fala dos perigos e dos acidentes destas viagens de finalistas, muitas histórias ouvimos que acabam em tragédia e a mim isto arrepia-me e deixa-me a tremelicar cá por dentro, mas como dizer não a um miúdo que tem cumprido com os seus deveres e obrigações porque algo poderá correr mal?

E depois lá vai ele, uma semana para Espanha com mais uns quantos, com Pai e Mãetrocínio...


segunda-feira, 2 de março de 2015

Assim haviam de ser as rotundas



Era capaz de passar horas às voltas nesta rotunda sem ninguém me apitar ou fazer sinais de luzes ou sequer gesticular como quem diz "estás na faixa errada, sua...", ou "devias ir por dentro ou por fora sua...",  "não sabes o código sua..." Quando muito ia ter os meus colegas a chamar-me que eles já iam lá à frente e eu nunca mais saia da rotunda.

Apesar de adorar btt, por vezes também pedalo na estrada e vejo que se há ciclistas que andam na estrada fora das ciclovias e lado a lado, embora até seja permitido por lei mas dificulta o trânsito, há muitos automobilistas que fazem tangentes e muitas vezes até secantes propositadamente e apitam para nos assustar, provocam, atravessam-se à nossa frente, travam de repente e mudam de direção sem fazer pisca como se nós não existíssemos. Muitos detestam ciclistas e acham que as estradas são deles e que os ciclistas não devem estorvar-lhes.
Que é lá isso?
Eu sou ciclista e automobilista e sei respeitar ambos os lados, as estradas são de quem anda nelas.
Vá, respeitemo-nos uns aos outros!

domingo, 1 de março de 2015

Das duas uma

Está decidido, para a próxima ou rapo o cabelo ou apareço em casa de carapinha!

Uma gaja aproveita que está a chover e não vai pedalar e passa três loooongas horas e meia no cabeleireiro onde anda para ir há meses. Vem de lá com pentes e escovas e tintas e pratas que chegam para 3 anos mas ainda assim, chega a casa toda contente e a sentir-se gira com as suas novas madeixas nos 10 longos cabelos que ainda lhe restam e ninguém diz nada???
Uma gaja sofre muito...