terça-feira, 31 de março de 2015

segunda-feira, 30 de março de 2015

Zona de conforto

Árvores, casas e carros passavam por mim a correr. Um cão ou outro olhava para mim, mas nenhum deles se atreveu a perseguir-me, eles sabem-nos indefesos por vezes, ou até não, talvez ontem não lhes apetecesse simplesmente correr atrás de mim, era domingo...
O céu estava pintado de mil tons de cinza e o vento soprava contra mim, tentando dificultar-me a pedalada. Sentia cada músculo das pernas em esforço e as lágrimas corriam-me por baixo dos óculos, que eu limpava com as luvas. Eram do vento.
Há muito que não pedalava assim, sozinha. Sozinha não, eu, a minha bike e a minha música. Sabendo que não ia ter companhia, levei umas músicas novas. Levei um novo espírito também. Levei comigo a ideia de "sair da minha zona de conforto" frase que não me larga de há uns tempos para cá quando me foi dito que os resultados acontecem quando saímos da nossa zona de conforto  e vamos à procura. Não sei bem em que fase da minha vida me terei eu acomodado numa qualquer zona de conforto, eu que sou uma lutadora, mas uma coisa é certa, dispus-me a largá-la e a deixá-la para trás, dispus-me a sair dessa tal zona em várias áreas da minha vida.
E lá fui eu, 60 kms de céu e de ar fresco e de vento só para mim, as praias a passarem, uma a uma, desertas e frias, o mar ao fundo e eu a passar por elas e a sorrir por dentro e a cantar aos berros as minhas músicas, plena de alegria e satisfação.
Quem me via havia de pensar que eu estava a fazer alguma corrida e me tinha esquecido de pendurar o dorsal, mas não. Era apenas eu a tentar sair da minha zona de conforto.

Como nos filmes

Acordo de madrugada. É ainda noite e já não consigo dormir. 
O calor da cama, aquecida pelos nossos corpos, mais pelo dele que pelo meu, claro, são reconfortantes e apaziguadores da minha mente já desperta e pronta para mais um dia. A respiração dele é calma, serena e ritmada de quem dorme profunda e descansadamente. Sinto uma calmaria, uma paz, uma enorme satisfação. Aquele retângulo porém, já não é suficiente para me prender ali. Nunca foi. Sempre tive pressa de acordar, sede de viver, de nunca perder tempo a dormir, de fazer coisas...
Calço as pantufas, ponho um polar pelas costas e desço as escadas, sei exatamente onde pôr cada pé, sei todos os cantos e recantos, todas as curvas, todos os tapetes e tudo aquilo que tenho de contornar na minha casa sem acender as luzes. Sei-a de cor.
Os gatos continuam enroscados no sofá, o cesto da roupa por passar continua ali, impávido e sereno, desta vez está mais vazio, dei-lhe um bom adianto, a casa de banho já não está húmida dos banhos da noite anterior, há pelos de gato pelo chão, a banca da cozinha tem migalhas e a toalha ainda está na mesa, do jantar tardio de MaisVelho.
Não cheira a café nem a pão quente como nos filmes, a sala está escura e a casa está fria. O dia nunca mais nasce...
Volto para a cama e abraço-me a ele, está quentinho. Vou tentar dormir e acordar de novo, desta vez como nos filmes.

domingo, 29 de março de 2015

sexta-feira, 27 de março de 2015

Os meus felinos são um espetáculo

Ele, não sai de perto da Sara Sampaio


Ela, tem a mania que é um ouriço


Sim, estou muito enervada

Não sei como isto foi acontecer, mas desta vez não cheguei a tempo para ir com o rebanho e não faço parte dos 40% de portugueses que vão de férias na próxima semana. Ó meu Deus! Não vou ter fotos de casas rurais lindas de morrer, nem das praias cheias com mar ao fundo, ou da bejeca na esplanada ou do gelado a meio da tarde. Credo que não vou poder contar no facebook o que vou fazer desde que me levanto até que me deito em férias de Páscoa, nem colocar posts no blog a meter nojo. Mas como é que isto me foi escapar??
Ah, mas vocês vão ver, ó se vão.
Quando virem as minhas fotos das estradas sem trânsito, do lugar que consegui mesmo à porta do trabalho, do refeitório calmo e vazio e eu a espreguiçar-me em plena hora de trabalho... Vão todos, mas todos a correr trabalhar, eu sei que vão.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Sei que já passou o dia dos posts sobre os pais

Mas dia do pai é quando um filho quiser e eu hoje apetece-me por cá para fora que voltei a visitar o meu e voltei a olhar aquela fotografia em que ele está a sorrir e com ar feliz. Gosto tanto daquela fotografia. Conversei com ele. Fui contar-lhe os últimos acontecimentos, lembrar-lhe o quanto gosto dele, falar-lhe da falta que ele me faz e dizer-lhe que tenho saudades...