As corridas para as depilações, as manicuras e as pedicures
As corridas para as lojas, para as promoções e para os saldos
As corridas para as férias, para as praias, para as bolas de Berlim, para os aeroportos
As corridas daqui para fora
Eu cá ainda só corro para o trabalho...
terça-feira, 30 de junho de 2015
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Puzzle
No fundo ela teria mesmo a necessidade de o menosprezar, minimizar, ignorar, fazer questão de o reduzir à sua insignificância para que ele não pudesse nunca pensar que alguma vez teria importância ou valor. Denotava-se até um pouco de agressividade no olhar e na voz. Ele sabia-o.
Estava bem assim pensava ela, há pessoas que trazem a verdade espelhada na cara e a sinceridade na língua. Essas, é importante fazê-las calar.
Haveria no entanto momentos e dias em que seria inevitavelmente necessário mudar de atitude. Alguma atenção, um pouco de doçura, talvez até alguma importância ou um pouco de valor teriam de ser demonstrados pois faltaria uma pequena peça para concluir o puzzle. Peça essa que poderia ajudar a concluir o puzzle do suposto poder, essa doce e maravilhosa sensação que tinha provado e já não vivia sem. Um gosto algumas vezes amargo é certo, mas um gosto que queria para sempre.
Uma vez concluído, tudo voltaria ao normal, até haver necessidade de concluir mais um.
Se ele estivesse para isso...
sábado, 27 de junho de 2015
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Problemas no canal
Estou a falar daquele canal, o da mancha, que une o Reino Unido a França, onde existe o Eurotunel. O túnel ferroviário por onde circulam milhares de produtos, veículos e pessoas fazendo do longe, o perto. 50,5 kms de túnel, inaugurado em maio de 1994 após sete anos de construção. Das obras mais importantes feitas na Europa nos últimos tempos que aproxima rapidamente coisas e pessoas. Uma das minhas funções profissionais é enviar coisas para o estrangeiro e acontece que sempre que envio algo para a nossa vizinha Inglaterra, já sei que alguma calamidade vai acontecer e os produtos não vão chegar a tempo e horas. Problemas no canal, sempre problemas no canal!
Passei a estar atenta pois nunca me tinha apercebido de tal questão. Desde greves, incêndios, curto-circuitos, falhas de energia, acontece de tudo um pouco naquele canal atrasando todo o fluxo normal.
Esta semana não foi excepção. Inspecções estão a ser levadas a cabo devido aos distúrbios causados pelos migrantes que tentam a todo o custo atravessar mares. Os migrantes e o mar. Desta feita não morreram afogados porque por acaso construíram lá um túnel, mas o mar parece ser para eles fatal como o seu destino. Não bastam os exemplos anteriores para os fazer parar. Ou o desespero é tão grande que para eles morrer ou não morrer é uma questão de menor importância...
quinta-feira, 25 de junho de 2015
A espera
Estou para aqui esfaimada, em jejum, à espera da medicina no trabalho... Como é que um pormenor tão mínimo que é tomar o pequeno almoço antes de sair de casa faz tanta diferença ao nosso estado geral...
quarta-feira, 24 de junho de 2015
Enigma?
Não sei se o que vejo é o que realmente vejo, se é aquilo que quero ver, se é o que me querem mostrar ou se é aquilo que me mostram mesmo.
Mas por vezes até sei....
Mas por vezes até sei....
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Coisas que só acontecem à minha pessoa
No sábado choquei com um sinal de trânsito. Pois!
Não, não vi o raio do sinal porque ia numa caminhada em grupo a conversar com uma amiga e a olhar para ela.
Não, não tinha bebido. Ainda.
Primeiro ninguém me ligou, acharam que estava na brincadeira, mas perante o inchaço da minha fronte esquerda e eu toda arrelampada aos esses que até vi passarinhos e tudo e, atendendo a todo um historial de quedas, arranhões, esfarrapadelas e cortes, lá me puderam a gelo. Passou.
Lá mais para a noite fiquei em vinha d'alhos, mais em vinha que em alhos e nunca mais me lembrei. Eis que no domingo, passada a anestesia, além da ressaca, eu estava paralítica. Mesmo! A minha fronte esquerda toda dorida, o meu lombar direito, talvez do embate no sinal, teso que nem um bacalhau seco, cheia de dores que nem me conseguia mexer.
Tenho a dizer-vos que nem a sesta de ontem na praia, nem os benurons, pomadas e anti-inflamatórios de hoje surtiram qualquer efeito. Logo hoje que queria sair do trabalho, pegar na bike e ir pedalar qual Joaquim Agostinho e treinar velocidade pois maridão diz que eu já não sei rolar e só ando para aqui a empastelar. A ideia era chapar-lhe a média nas trombas. Mas com jeitinho vá, que ele é um querido e só quer é incentivar-me para eu melhorar.
Qual quê, parece que engoli um garfo!
E aqui estou eu, na cadeira de massagens que herdei de Papai, há horas a passar o rolo nas costas, a ver se isto me passa..
P'lamordeus, vocês nunca choquem com um sinal de trânsito.
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