Olhem para ela coitada, deitadinha a descansar. Diz que quer fazer greve e reivindicar uns dias de descanso, mas eu respondi-lhe que não há cá greves para ninguém e que até tem sorte de eu não poder pegar nela todos os dias, coisa que eu até gostava... Pedalar faz-me tão bem.
terça-feira, 7 de julho de 2015
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Lojas para Mães?
Fui às compras com MaiNovo. Yeah! Há c'anos que não andava assim descansada uma manhã inteira a bater perna pelas lojas. Entra e sai, mexe e remexe, veste e despe, fica bem não fica. Na sua maioria, lojas de roupa jovem para ele e eu ia cuscando. Eu queria porque queria uns calções para sair à noite na praia ou mesmo para andar com a perninha ao léu no fim de semana, até que, numa dessas lojas me apaixonei por uns. Fui experimentar Yeah! Diz MaiNovo:
- Ó mãe, são giros e ficam-te bem, mas isto são lojas para pitas como as filhas das tuas amigas, agora imagina-te a encontrares uma delas vestida igual a ti...
Toing! Passou-me uma nuvem pelos olhos, cinzenta com'ó raio e armada em carapau de corrida que até me toldou as vistas. A semente da dúvida começou ali a germinar e a crescer assustadoramente. Raios partam o puto que até é capaz de ter razão.
Haverá então lojas de mães e lojas de filhas ou apenas o bom senso, o gosto e os tamanhos da roupa poderão determinar onde devemos dirigir-nos para comprar roupa depois dos 40? Depois dos 45, vá. Será que eles nos vêm assim, cotas armadas em pitas?
Bom larguei os calções e dirigi-me a outra loja que é dividida em parte mães e parte filhas. Não deve ser esta a ideia, mas aparentemente até poderá ser.
Escolhi isto:
Vesti e chamei-o para opinar, foi aprovado. (O que ele não sabe é que isto veio do lado "filhas" da loja") :))))
domingo, 5 de julho de 2015
Nortada
Aqui pelo Oeste tem-se sentido um vento fresco e muito forte vindo de norte. Enquanto o resto do pais anda a suar as estopinhas e a correr para as praias, fazer praia por aqui não parece tarefa fácil a julgar pela quantidade de guarda-ventos e chapéus de sol deitados e a voar pelas praias fora.
Hoje fui pedalar rumo a norte e já estava a desesperar. Nem o facto de ir na roda do marido a coisa ficou mais fácil, as eólicas rodavam com tanta força que estava a ver quando as pás se soltavam e saiam disparadas acertando-me na pinha. Não aconteceu que aquilo é coisa feita para os ventos fortes. Imagino só a quantidade de energia que elas têm produzido ultimamente, uma coisa daquelas no meu quintal é que era, mandava logo a Edp às urtigas. Arbustos, pinheiros e tudo o resto andava desalmado numa dança frenética que até assustava. O barulho do vento era tanto que se sobrepunha à música que ia a ouvir. Assustador.
E ali ia eu já com as pernas a gritar clemência que mais parecia que estava a subir a Serra da Estrela e a pensar que o melhor seria mesmo dar meia volta e fazer o percurso ao contrário e a favor do vento. É que isto de remar contra a maré nem sempre nos trás algo de bom. Mas tal como na vida a persistência vence muitas vezes e eu sou teimosa que nem uma mula, uma mula gira, mas muito teimosa mesmo e lá continuei sempre na roda do homem. Chegámos a S. Pedro de Moel, comemos um pastel de nata, bebemos um café e vimos um pouco do torneio de andebol de praia. Energias repostas seguimos viagem para casa sãos e salvos. Não é a nortada que me vai fazer parar e remar contra as marés é o meu nome do meio, mas já chega de soprar com tanta força, não? Por este andar ainda levanto voo.
sexta-feira, 3 de julho de 2015
A arte de passear o animal
Há quem vá passear o béubéu ou o miau. E depois há os outros que vão passear o cavalo pela trela e de bike.....
Conseguem ver bem? Eu cá ia causando um acidente em cadeia para captar o momento.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Tudo (ou quase) aquilo de que gostamos e nos dá prazer sai-nos caro
Já nem falo de carrões, casas fantásticas, roupas e sapatos de marca, tecnologia, viagens, que isso cada um tem à medida da sua carteira. Alguns até as adquirem a uma medida superior à da carteira mas depois pagam as favas e arrependem-se para o resto dos seus dias, mas isso é lá da vida de cada um e cada um é que sabe.
Mas posso falar de livros, de museus, de uma ou outra ida ao restaurante, de um concerto musical, fotografia, cinema e uma infinidade de coisas que gostamos e nos dão prazer mas nem sempre podemos porque nos saem muito caras. E não estou só a falar de dinheiro.
Eu estou particularmente a falar de uma coisa que gosto muito e me dá imenso prazer mas que me sai caro. O desporto. Quem me conhece e quem me lê sabe que respiro desporto e o encaro como modo de vida. Ginásio, caminhadas e Btt fazem parte dos meus dias e deixam-me feliz. Nunca vou por obrigação, vou porque adoro.É o cuidar do corpo e da mente, é o fazer algo que gosto e me dá prazer, é o fazer algo por mim e pela minha auto-estima, é o impor-me desafios e superá-los, é o ar puro, as paisagens de cortar a respiração no cimo do monte, o convívio, os locais que conheço que seria impossível conhecer sem a minha bike.
Não me queixo mas sai-me caro.
Saio do trabalho a correr, quando já consegui despachar tudo e ou vou para o ginásio onde as aulas começam às 18:30 ou pedalar. São duas horas minhas que passam a voar mas que me saem caras.
Não é só o custo da bike, sua manutenção e todo um conjunto de apetrechos caríssimos, os equipamentos e as sapatilhas para o gym e a mensalidade, é aquilo de que prescindo à conta destas duas horas diárias.
Prescindo de muitos outros gastos e gostos para poder ter a minha byke e todos os equipamentos necessários, prescindo de muitas coisas para ter tempo para fazer desporto. Montras, compras, cabeleireiros e outras coisas de gaja, cinemas, museus, fotografia, tenho até viajado menos. Tenho muito pouco tempo para a casa ou para ler, ou até para blogar pois tenho de me dividir entre familiares, amigos, casa e trabalho para poder fazer desporto. E não me ralo com isso.
Bom, peço desculpa porque não era bem isto que queria escrever mas maridão está a ver a Gala do Sporting e não se cala com comentários e a tentar adivinhar quem ganha os galardões e não me deixa concentrar.
Mas em jeito de resumo e conclusão, é que não me importa nada com aquilo que prescindo para fazer uma coisa que gosto de paixão. É importante fazermos o que gostamos nem que para isso algumas outras coisas fiquem para trás. Vivamos em pleno.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Digam-me como
Tenho uma pequena cena congénita no olho esquerdo. Coisas que herdamos dos nossos progenitores, normalmente más, claro e que me limita a visão. Em garota ainda andei de óculos e com o olho direito tapado a ver se estimulava o outro lado, mas nada. As vergonhas que eu passei por causa daquela pala no olho e nem sequer surtiu efeito. Nem sei como não me apelidaram de pirata, Camões, ou mesmo cáolho ou outra coisa bem pior, mas não, a garotada gostava de mim. Valeu-me isso.
Mas dizia eu que nem com lentes o gajo lá vai, porque afinal é uma cena congénita e não há nada a fazer. Vê menos e ponto final. Em contrapartida sempre vi muito bem da ala direita mas, e porque nestas coisas há sempre um mas, a puta da idade e o facto de trabalhar com computadores já fez os seus estragos e tenho de usar uns óculos de ver ao perto e semi-perto. Para quem não sabe, semi-perto é aí até uns 80 cm. Mesmo à cota portanto.
Agora, digam-me!
Como é que uma gaja estilosa (que quer ser, vá), que não vê um telho ao perto e não tem lentes de contacto, pinta os olhos de manhã sem ficar a parecer que levou um murro em cada olho? Ein??
E como é que faz um risco fino e direito com lápis ou eyeliner ein? E como é que vê se tem a quantidade certa de sombra em ambos os olhos? E como é que põe a máscara nas suas lindas mas loiras pestanas e não à volta? Ein?
Vá, digam-me como.
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