Li o primeiro livro e vi o filme em dois dias. Já tenho ali o segundo e o terceiro para devorar a seguir.
Não são nenhum Ulisses é certo, mas são interessantes, frescos e leves para os dias de relax no verão. Chamem-me infantil que eu não me importo.
terça-feira, 11 de agosto de 2015
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Era uma vez uma lagartixa
Era uma lagartixa assim entre a cor da terra e o cinzento, às pintas, comprida, esguia e com uma cauda fininha e umas patas com cinco gadamunhos horripilantes. Muito feiosa mesmo.
Achava-se no entanto muito esperta e passava a vida a esconder-se e esgueirar-se por entre folhagens, muros e tudo o que a pudesse salvar de gatos, cães e outros bichos predadores, inclusive humanos que a achavam um réptil feio e repugnante e tentavam constantemente caçá-la, esborrachá-la. Era uma vida difícil a dela, mas ela sabia que nunca haveriam de a caçar, ainda haviam de a ver um dia.
O seu grande sonho era nem mais nem menos tornar-se um jacaré enorme e robusto que assusta-se tudo e todos e a fizesse uma poderosa vencedora.
Sendo exímia corredora e possuidora de grande arte e engenho lá ia sobrevivendo, muitas vezes à custa da vida de outras lagartixas mais fracas do que ela. Nunca tinha dúvidas e raramente se enganava, aliás, tinha mesmo a certeza que nada a podia deter. Seria um enorme jacaré no submundo das lagartixas. Então, comia todas as aranhas e insectos que conseguia apanhar, era vê-los de costas e pumba, lá marchavam mais uma bichezas. Cada vez mais matreira e refinada tentava a todo o custo subir na hierarquia das lagartixas. Por vezes via-se ao espelho e na loucura da ilusão conseguia até ver o seu corpo a tornar-se quase quase num enorme jacaré. Somava e seguia, confiante de que com o tempo atingiria o seu intento.
Cega naquela luta, esqueceu-se porém de que a sua cauda era enorme e esta ficou entalada e partiu-se. Distraída a olhar a cauda que apesar de partida ainda mexia pisaram-na, esborracharam-na, esfodaçaram-lhe aquelas patas pessonhentas. Não se finou, ficou no entanto moribunda o raio da bicha.
A ver se ela aprendeu que uma lagartixa nunca chega a jacaré.
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| A irmã da dita cuja lagartixa pessonhenta. (retirei a imagem da net, não consegui fotografar a verdadeira) |
domingo, 9 de agosto de 2015
Meia-noite
Domingo. Fim de férias. Apetece-me gritar. Quer dizer, não é bem gritar mas fazia-me bem dizer um palavrão ou outro, sei lá, mas asneiredo não é coisa que um Gaja fina e educada como eu diga assim de ânimo leve (que ideia...)
Fim de férias é lixado para não dizer fffffdido
Fim de férias é lixado para não dizer fffffdido
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
O meu pau de selfie
O que eu vi de paus de selfies nestas férias dava para fazer um verdadeiro canavial nas traseiras de casa. Era paus de selfie no mar, na piscina, nos areais, nos restaurantes, nos paredões. Uma pessoa mexia-se para qualquer lado e estava logo a levar com paus de selfie na cabeça. Pois é, o pau de selfie é a verdadeira estrela deste verão.
E eu, claro, não quis estar demodée. Eu, Gaja Maria, também tenho um pau de selfie e super original.
Eis o meu pau de selfie:
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
O meu barco pirata
Ontem à noite fiz-me ao mar no meu barco pirata.
Não que quisesse voltar aos saques, mas sim porque me apetecia navegar. Fui até à popa de onde soprava uma brisa fresca que sabia tão bem depois de um dia abrasador. Queria perscrutar o horizonte na esperança de me cruzar com Cuca, a Pirata e trocar dois ou três barris de rum por outros de pólvora seca. Desde a última vez que zarpámos para saquear um barco com contentores que rumava a Portugal que veio a tempestade e não só nos encharcou até à alma como também nos molhou toda a pólvora que ficou inutilizada. Restaram-nos vários barris de rum que nos servem para troca mas que a minha tripulação teima em gastar. Neste momento estão em grande algazarra ali no convés, após terem esvaziado mais um.
E, no entanto, estou sóbria, quero manter-me sóbria e aproveitar os últimos momentos desta derradeira viagem antes de voltar definitivamente a terra. Não sei quando voltarei a partir, talvez só lá para setembro...
terça-feira, 4 de agosto de 2015
Só para o estilo
Sim, porque ondas não há, fato não é preciso porque a água do mar está quente e eu não sei fazer nada com a prancha a não ser ficar dentro do mar agarrada a ela. Além disso tive de despir logo o fato que MaiNovo estava a chamar-me tola e cheio de vergonha. Anda uma mãe a criar um filho e a ensinar-lhe cenas e quando tenta que ele lhe ensine cenas a ela é isto...
Mas digam-me, tenho estilo, não? Não ok, eu perdoo-vos :)))
Mas digam-me, tenho estilo, não? Não ok, eu perdoo-vos :)))
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Querido diário
Reina a calmaria.
Aqui onde me encontro, nada se mexe. O mar não mexe, o vento não mexe, eu não me mexo. Além da caminhada de 10 kms pela praia a ver as vistas logo de manhãzinha, nem consigo mexer-me o resto do dia, o calor é mais que muito e suga-nos as energias. Além de ficar de molho e quieta a ler à sombra é difícil mexer-me. No primeiro dia li um livro, no segundo li outro. Não tenho bike! Estou a ressacar.... Não tenho bike!
Ontem a caminhada na praia, ao invés de ser para as praias do lado direito da casa, foi para as do lado esquerdo onde há uma praia de nudistas. Bom, a quantidade de saladas que havia para ali a badalar.... Giro, mesmo giro é ver homens e mulheres todos nus a jogar com as raquetes, há para ali coisas tão engraçadas aos saltos.... Também é lindo ver os homens a dormirem de lado com os tomates entalados nas pernitas, assim virados para trás e as mulheres a apanharem sol de perna aberta.... Lindo de se ver. Nada contra claro, a paisagem é um espectáculo.
Ontem à noite estivemos a jogar as cartas e a beber gin's na varanda. Estavam 30 graus e as bichezas da noite morderam-me as pernas, os braços e tudo o mais que conseguiram. Escusado será dizer que não dormi a noite toda pois passei o tempo a coçar-me. Quase li outro livro e por isso estou meia azamboada da cabeça, nota-se?
Bom querido diário, vou besuntar-me toda de protector e ver se vejo os gajos nus. Sei lá, para dar alguma ação aos meus dias de calmaria. Inté.
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