quinta-feira, 1 de outubro de 2015
E por falar em silêncio
Quanto mais falam menos dizem
Falam devagar, muito devagar, pausadamente, com espaços e borboletas que esvoaçam a cada palavra, deixando fugir o raciocínio
Falam depressa, tão depressa, comem palavras, atropelam frases para arrepiar caminho para o final
Falam tão alto
Falam tão baixo
Falam tão mal
Falam tão bem
Falam com agressividade
Falam com doçura
Falam, falam, falam
Nunca ouvem
Cada vez mais aprecio o silêncio...
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Acabou a aventura Açoriana
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| Uma pequena amostra de uma subida |
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| As ditas vaquinhas |
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Etapa III Ponta Delgada -Sete Cidades - Ponta Delgada
Feito!
Azores Challenge Mtb terminado. Desafio superado.
Estou cansada, de rabo todo assado mas ja sem cheiro a bosta de vaca que um bom banho tratou do assunto, um belo de um bife com um tinto Açoriano a acompanhar e estou quase nova.
Hoje, além de montes de bosta espalhados por todo o lado qual campo minado, um verdadeiro jogo de sorte não pisar tais armadilhas, ainda passamos por um lago de bosta, sim aquilo era um enorme lago de bosta, quem não conseguisse pedalar e pusesse o pé no chão, ficava com ele enterrado. Uns diziam que era lama mas eu posso comprovar que não pois fui atingida por um fragmento que saltou da roda da bike que seguia a minha frente e era mesmo merda cujo cheiro me acompanhou por muitos e longos kms de subidas e descidas. O percurso foi muito duro, mais kms, mais subidas, mais descidas. Mas o que ganhei em convívio e companheirismo, em paisagens maravilhosas, em satisfação e alegria deixou-me deveras mais rica. Sinto-me riquíssima pois não é apenas nos livros que se aprendem coisas, é também nas alegrias e nas dificuldades. Estas ensinam-nos imenso.
Subimos e percorremos todo o topo da cratera da lagoa azul das Sete Cidades, descemos e percorremo-la rente a água, voltamos a subir e percorremos o topo da lagoa verde, voltamos a descer. Tudo atapetado a verde e com o mar muito azul e imenso do outro lado. Indescritível...
Pelo caminho adoptamos um terceiro elemento para a nossa dupla. Fizemos uns amigos e a bike dele avariou, ela continuou connosco. Chegamos a meta os três de mão dada. Foi lindo.
Contar-vos-ia montanhas de coisas mais, mas já nem consigo abrir os olhos de tanto sono e cansaço. Fica para depois.
Inté
sábado, 26 de setembro de 2015
Etapa II - Ponta Delgada -Lagoa do Fogo - Ponta Delgada
Feito!
Os mancos, o marreco e a Gaja da dor por baixo da costela estão-se a safar.
Duro, muito duro. A subida até a Lagoa parecia não ter fim, foram kms e kms sempre a subir e as descidas eram muito perigosas. Bastantes quedas, felizmente nenhuma comigo.
Vacas, bosta de vaca, cheiro a bosta por todo o lado, as rodas da bike cheias de bosta de vaca, toda eu estornicada de bosta de vaca. Estou farta de vacas, uma delas assustou-se a nossa passagem e desatou a correr na nossa direção. Assustei-me tanto que pedalei por ali a baixo a toda a velocidade, estava a ver que espetava em alguma árvore que por ali aparecesse de repente, mas não. Para me vingar de tanta vaca, tenho-lhes comido os seus belos bifes e os seus queijos. E se eles são bons...
Estou cansada e tenho as pernas a pedir esplanada e umas bebidas frescas para amanhã e apesar de termos ido relaxar esta tarde para as águas quentes da Poça da Dona Beija nas Furnas, estou receosa com a etapa pois tem mais quilómetros e ainda mais subidas...
Tiramos fotos, paramos varias vezes para ver a paisagem, abastecer e confraternizar com meio mundo, os que vieram com o mesmo espírito que nós, porque os outros, os que vieram para ganhar só os vimos passar por nós, não dão confiança a ninguém.
Resumindo, cansada mas feliz.
Inté
Etapa I o prólogo
Já está!
Prova de velocidade de 3,5 kms. Arrancar a frio a cento e duzentos, aliás, o mais depressa que consegui não foi fácil. Isto para mim não é uma competição, mas não quero ser a última dupla da tabela, não sei se sou mas fonix que me ia saltando o coração pela boca. Por muito que a classificação não nos intetesse é mais forte do que nós dar o melhor e as pessoas pelo caminho a baterem palmas dá-nos velocidade extra. Se não dá, pelo menos dá-nos incentivo.
Amanhã é para curtir e em ritmo de passeio para chegar ao fim em condições de fazer a terceira etapa. A minha dupla tem um handicap de 20%, pela idade e porque eu sou mulher, partimos quinze minutos mais cedo.
Este ambiente dá cá uma adrenalina, um frenesim de arrepiar....
Então inté, vou descansar.

