quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Voltou! Finalmente.

Chegou ontem, dentro de uma caixa, apertada, num contentor. Vinha tristonha, com alguns arranhões no cromado e o conta kms avariado. Ela olhou para mim, eu olhei para ela... que saudades.
Hoje fomos passear juntas e é verdade, o outono chegou, as praias estavam no mesmo sítio, calmas e serenas, vazias de gente. O mar estava quase parado, lindo como sempre e o por do sol, mágico, fantástico. 
Chegámos já era noite e já fazia frio, mas a brisa fresca fez maravilhas. Alma lavada, pensamentos no lugar, saudades repostas. Siga! 






quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Os amigos e os outros

Muitas pessoas passam pelas nossas vidas.
Algumas vão ficando, vão-se aproximando, nós vamos deixando, vão rindo connosco, partilhando momentos, momentos bons, momentos maus, sentimentos, emoções, risos e lágrimas. Recebem mas também dão, ouvem-nos, falam-nos, estão sempre presentes nos momentos em que precisamos. Não só  nos aceitam como somos sem questionar como também nos chamam à razão quando necessário é. Contamos com eles e eles contam connosco. Esses são os amigos do peito, os que estão próximos de nós porque os escolhemos e nos escolheram a nós, alguns, durante uma vida inteira até. Tenho a felicidade de ter alguns assim. 
Depois há os conhecidos, os que aparecem nas nossas vidas em certas circunstâncias, que vemos de tempos a tempos, de uns gostamos mais e até consideramos amigos, porque criamos empatia com eles, porque são bem dispostos, porque nem os conhecemos bem mas também nunca nada houve para que nos afastemos deles, uns vêm e vão, outros vêm e voltam a vir.
E depois há os colegas, colegas de escola, de profissão ou de equipa que de uma forma ou de outra nos são impostos. Normalmente somos obrigados a viver parte dos nossos dias com estas pessoas, algumas até ficam nossas amigas, ou pelo menos aparentemente e durante o tempo em que lhes servimos de alguma coisa, mas a maioria não passam de colegas que nos viram as costas e nos prejudicam à mínima contrariedade. Nesta minha vida já vi de tudo. Gente justa, gente com valores, gente que sabe ser líder, gente que entende as hierarquias, gente que sabe trabalhar em equipa. Mas também já vi muita injustiça, muitos traidores, muita liderança por imposição, muito bullying a colegas e subordinados, complots, lutas pelo poder, gente muito mal formada, gente muito má, gente que é capaz de tudo. Uma atitude gera outra ainda pior e é uma bola de neve. É de arrepiar.  Feliz ou infelizmente, nas nossas vidas temos de lidar com todo o tipo de gente e sobreviver. Não é fácil, é aliás muito difícil, especialmente porque passamos mais tempo com colegas do que com as nossas pessoas, mas já que se passa tanto tempo juntos, porque não, pelo menos, respeitarem-se uns aos outros? 
Estou cansada, muito cansada de ver e ouvir gente a degladiar-se. Pude-se eu e agarrava na minha bike e fugia daqui...


terça-feira, 6 de outubro de 2015

Cortar o mal pela raiz

Então já digeriram isso dos votos e dos resultados e da nossa vida para os próximos anos? Óptimo!
Eu cá cortei o mal pela raiz. Não que não tenha votado, que votei, não que não tenha seguido atentamente os resultados e os comentários e tudo e tudo, que segui, analisei, escamoteei. Tudo. Estou deveras impressionada com os portugueses e ainda mais fiquei, especialmente quando cheguei ontem ao refeitório da empresa e estava tudo de cor de laranja. Era apenas a farda da empresa afinal, mas uma grande sala pintalgada de laranja. Não sei....
Mas dizia eu que cortei, tudo, mas mesmo tudo. Lembram-se da minha buganvília linda e maravilhosa da qual não me cansava de falar e fotografar e lamentar dos milhares de folhas e flores que tinha de varrer e dos telhados a vergar com o peso e do churrasco que não podia acender com medo de um incêndio? Pois é, a marido e a mim deu-nos a vontade da poda e antes que viesse o outono e o inverno, a queda da folha portanto, munimo-nos de escafandros, que aquilo tem mais espinhos que um ouriço enervado, luvas, tesouras de podar, carro de mão, ancinhos, pás e vassouras e toca a cortar. Primeiro a medo, uma braça aqui, outra ali...


Depois entusiasmamo-nos com a ideia de não ter de varrer folhas durante todo o outono e todo o inverno e pimba. Após seis horas, todos picados e arranhados, cortámos, acarretámos braças enormes e varremos milhares de folhas e flores. Deixámos a coitadinha da árvore assim...
Ai que estou tão triste. É que estou mesmo, só me apetece chorar, eu que nunca choro. Uma árvore com quase 25 anos...


Era assim...



segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A arte de fazer malas

Fazer malas para viajar é coisa para ser uma verdadeira arte.  
Quantas e quantas vezes metemos lá dentro tantas coisas inúteis que nunca na vida utilizamos mas que achamos que nos vão ser absolutamente necessárias e vamos a ver vêm intactas de volta a casa. Quantas e quantas vezes só não levamos mesmo é aquilo que nos faz falta.
Quantas e quantas vezes acabamos por nos esquecer da coisa mais essencial como a escova de dentes, o pente ou o carregador do telemóvel...
Eu, fui para os Açores sem biquiki! Vejam bem que desgraça a minha...
Viajando num voo low cost, paguei apenas uma bagagem com 15 kgs para dois. Um par de calças vestido assim como umas sapatilhas e um casaco na mão para os dias todos, 2 kg de cuecas, meias, t-shirts, pijama e artigos de higiene para dois e 13 kgs de cenas para andar de bike. Não era para isso que eu ia?
Pois é, acontece que no fim da segunda etapa, o pessoal resolveu que queria ir relaxar as pernas moídas e cansadas e retemperar forças para a etapa do dia seguinte nas águas quentes e ferrosas da Poça da Dona Beija, sim, a tal, a poça da juventude, a ver se no dia seguinte estavam novos...
Imaginem a minha figura.... 
Boxers do marido com letras na frente a dizer Indícios....
Bandana de usar por baixo de capacete a servir de top..
Bronzeado à ciclista...
Sapatilhas à falta de chinelos que deixava à beirinha das poças...
Aí vai ela banhar-se na Poça da Dona Beija cheia de gente. E ela, eu, toda ralada... 
Estava tão gira, que tenho a certeza que nos próximos dias irá haver uma corrida do mulherio a tudo quanto é loja à procura de boxers a dizer Indícios...
Eu? Gostei tanto que no dia seguinte voltei ao meu outfit de banho na poça, desta vez na Caldeira Velha.
Tão mas tão bom.
Fait attention ã? Gaja Maria, fazer malas não é para qualquer um.


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

E por falar em silêncio

Já se calavam as cornetas e as caravanas de carros a apitar e os megafones a apregoar palavras tontas desta campanha eleitoral. Cansada de esferográficas, de panfletos, de palavras carregadas de mentiras. Menos barulho e mais atitudes senhores. Venha o diabo e escolha....

Quanto mais falam menos dizem


Falam devagar, muito devagar, pausadamente, com espaços  e borboletas que esvoaçam a cada palavra, deixando fugir o raciocínio
Falam depressa, tão depressa, comem palavras, atropelam frases para arrepiar caminho para o final
Falam tão alto
Falam tão baixo
Falam tão mal
Falam tão bem
Falam com agressividade
Falam com doçura
Falam, falam, falam
Nunca ouvem
Cada vez mais aprecio o silêncio...