quinta-feira, 29 de outubro de 2015

:))) !! ?? ... ,,, :D:D:D

Devem achar que sou uma chata, que só escrevo coisas chatas e sem jeito e que a julgar pela quantidade de :) e :))) e :D:D:D que escrevo nos posts e nos comentários, não devo ter nada mais que me venha à ideia. Há pessoas que criticam este tipo de coisas, assim como criticam quem usa muitas,, e !! e ?? Aliás, há pessoas que criticam tudo e mais alguma coisa. São, claro, supra sumos da escrita. Pois são. Mas não, à semelhança de que sorrio sempre quando falo, e quando não sorrio toda a gente nota logo, esta é uma forma de eu sorrir ao escrever. Aliás, muitas vezes, um sorriso vale mais que mil palavras. Dizem que as palavras leva-as o vento, já um sorriso, quando é genuíno, mostra os nosso sentimento e o apreço que temos pelas pessoas e pelas coisas que dizem e escrevem. 
Até amanhã :)

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O problema

Não, o problema não são os cinco cabelos brancos, não são as pálpebras descaídas, não é o duplo queixo nem as mamas que já não olham para o céu. O problema não é já não ter cintura de vespa, o cu de pato ou as coxas magricelas. O problema não é uma gaja começar a esquecer-se onde mete certas merdas nem o facto de ter de se levantar a meio da noite para fazer xixi. O problema não é a profissão estagnada, não é ter os filhos fora de casa a voar sozinhos, os pais já velhinhos,  a chuva ou o frio. O problema não é ter dias maus de vez em quando, não são as dúvidas existenciais, nem sequer nunca ganhar um prémio no euromilhões para poder desopilar. O problema não é estar com um humor de cão nem achar que o mundo está virado do avesso, que as pessoas estão cada vez mais malucas e que ninguém me compreende. Não, o problema é este cab@ão deste furúnculo na perna do tamanho de uma abóbora menina que me dói com'ó caraças. Isso e este filha-da-mãe deste torcicolo no pescoço que mal me deixa virar a cabeça. Ai que estou tão precisada de uma massagem...

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Super Lua

Hoje acordei com um peso no corpo, uma angústia no coração e uma melancolia na alma. Não lhe dei grande importância, certa de que passaria, atribui-lhe mau feitio, mal dispostice, sei lá. Não respondendo  a minha alma e o meu coração apertado não sabendo eu porquê à minha vontade de os contrariar, instalou-se-me uma tristeza, uma insatisfação, uma grande incerteza. Só estou bem onde não estou. Deve ser a influência da última Super Lua do ano, que ainda consegui vislumbrar hoje  por entre as nuvens mas que logo ficou encoberta. É o fascínio da Lua.


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Qual halloween qual quê!

Está prestes a fazer vinte e dois anos que aconteceu uma das mais assustadoras épocas de halloween do último século. 
Foi por altura do "Pão por Deus", chamava-se assim na altura, agora é que é só modernices, que eu pari um ratito no meio de uma grande aventura. Um ratito porque apesar de eu ter enfardado um quilo de merendeiras quentes acabadas de fazer, tal não foi suficiente para o fazer engordar e crescer, mas talvez tenha sido demais para o fazer nascer no dia um de novembro, um mês antes do tempo, minorca, com apenas dois quilos e tão aflito coitadinho de meu MaisVelho. 
Foi das melhores histórias de partos dos últimos tempos, pois nesse tal dia, deram-me para o jantar uma bela de uma sopa de feijão no hospital. Não, nem queiram saber do bonito efeito que aquilo causou, mas estando a sala de partos cheia de gente pois era a mudança de turno, aquilo estava à pinha e não imaginam a confusão. E eu ali de perna aberta e o marido prestes a desmaiar, que já não sabiam a quem acudir, se à criança aflita para nascer, se à parturiente a aperceber-se da situação, se ao pai, todos prestes a finarem-se. Eram tantos que depressa se dividiram nas tarefas e o rapaz lá acabou por nascer às 23:58 do feriado o que valeu uma grande salva de palmas de toda aquela assistência, com o barulho ainda vieram mais e o pediatra ocupou-se dele, o pai, lá o sentaram numa cadeira e eu lá ouvi finalmente o puto chorar o que me deixou mais descansada. No fim disto tudo e passadas umas horas apagou-se-me a luz, bati com a cabeça e levei três pontos. Nunca antes visto, ir parir e levar pontos na cabeça. No final das contas tudo acabou bem e ratito, pai e mãe ficaram felizes e contentes. Qual halloween qual quê.

domingo, 25 de outubro de 2015

Isto de Fazer marmelada é perigosíssimo

Sou uma devoradora de marmelada. 
Todos os dias como ao lanche uma peça de fruta e duas ou três tostas com marmelada, porque é mais um pouco de fruta, porque é doce e porque é uma enorme fonte de energia para os desportistas de alta competição como é o meu caso. Cof, Cof! Ok, sou gulosa, nada a fazer. 
Posto isto todos os anos me aventuro nesta difícil e perigosíssima arte que é fazer a minha própria marmelada. Sei que querem esta receita super secreta e por isso vou partilhá-la convosco.

Marmelos + açúcar louro + pau de canela + casca de limão + um pouco de água  + 2 pitadas do ingrediente secreto, a conice.
Tirar os caroços aos marmelos e cortá-los aos pedacinhos, cuidado com as facas que aquilo é rijo p'ra caraças (este ano correu bem, vá lá) e colocar tudo no tacho deixando cozer durante uma hora com a exceção do ingrediente secreto. Após essa hora, tempo durante o qual vocês começam a babar pois a vossa casa fica  com um cheirinho praticamente igual ao do paraíso, pegam na varinha mágica, trituram tudo e deixam mais um pouco ao lume para apurar.
Eis que chegou o momento da primeira pitada de conice, retirei a tampa para espreitar se minha marmelada estava já no ponto certo, salta uma bolha fervente e um pingo vai direitinho à minha cara, segunda pitada de conice, esfreguei!
A marmelada estava pronta mas eu fiquei com uma queimadura na cara do tamanho de uma moeda de dois euros. Bom não é? Agora que já passaram dois dias já só tem o tamanho de uma moeda de um euro, mas dói que se farta.
Gente, nunca façam marmelada com este ingrediente secreto, vão à loja e comprem já pronta em caixinhas.
Voilà:

sábado, 24 de outubro de 2015

Malucos

Hoje não vimos coelhos nem corujas nem comunidades ciganas, muito menos atropelamentos. 
Hoje não vimos o sol a pôr-se, não se via a lua, nem as estrelas porque o céu estava coberto de nuvens, mas hoje, estas quatro alminhas de Deus foram às nove da noite subir e descer pedra para a Serra d'Aire e Candeeiros  com uns meros luzecus nos volantes das bikes para nos iluminar os trilhos. A paz e a quietude daquele lugar é indescritível. As nossas gargalhadas ecoaram no meio do nada e as luzes das cidades lá em baixo parecIAm mágicas. Como o mundo é lindo pela noite. Andei quase três horas com um sorriso de orelha a orelha, mas de boca fechada, claro, não fosse saltar uma pedra e partir-me a cremalheira. Se pedalar durante o dia é bom, à noite é ainda melhor e só não tive vários orgasmos cósmicos porque tinha de ir muito atenta às pedras e do cosmos nem vê-lo. Se é perigoso andar na pedra à noite? é um pouco que eu sei porque já lá andei muitas vezes de dia, mas na verdade, à noite parece tudo bem mais fácil pois não se vê um telho. E panca, muita panca nestas cabeçorras.
Bom, já comi o nestum com mel, vou descansar as perninhas. Bom fim de semana.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Lusco fusco

Abro a porta de casa e tudo o que enxergo são silhuetas. 
O contorno do gato à janela, sombras das migalhas na banca da cozinha, a sombra de um camião a passar na rua, a casa quase às escuras. Da janela vejo o céu tingido de laranja, é o sol a pôr-se lá ao fundo no mar que não consigo ver daqui.
É nesta altura do ano que esta luz difusa entra por nossas casas adentro ao fim de mais um dia. Tudo fica sombrio, escuro e nós teimamos que ainda não é hora de acender as luzes, no entanto já quase não se vê e na próxima semana já vai ser mesmo noite a meio da tarde. Detesto o horário de inverno.