quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Como os dias de chuva podem acabar em grande

Hoje o "meu" ginásio quis oferecer um miminho aos clientes. E o que escolhi eu, ein?
Não uma drenagem linfática, não uma lipoaspiraçao não evasiva, não um tratamento de rosto, não uma sessão laser para tirar as manchas, eu escolhi, uma massagem de relaxamento!
Ó meu Deus, estou nova!

E amanhã minha gente, vou estar aqui com a Nina  Yuupiii!


Quero fugir

O céu  está escuro e dele cai uma morrinha, parece que chora baixinho. O ar está  pesado, o chão  está  molhado,  o pessoal anda enervado.
Caras fechadas, corpos arrepiados, semblantes carregados. Ninguém fala, ninguém sorri e a todos parece que a seta da infelicidade os atingiu. Dói-lhes a alma...
Somos um povo de sol, eu sei, mas tirem-me daqui.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

"Underground"

Sala escura, isolada, de fumo enevoada
Folhas rasgadas de palavras sentidas, de prosas gritadas
Sentimentos mudos, corações esquecidos, vidas estilhaçadas, mundos partidos
Ao fundo a aparelhagem debita novos sons, novos beats, que com sorte, tornar-se-ão hits
Microfones ligados, cigarros mal apagados, sentidos alterados
Copos cheios, copos vazios, lãmpadas sem luz
Corpos cansados, debotados que esta vida seduz
Vivem de noite, vegetam de dia
Alimentam-se de sonhos e de ódios no seu dia a dia
Estranhos, alienados, diferentes e afastados
Underground!
Um mundo em cuja porta não quero entrar e onde nas janelas não me permitem espreitar...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Parece que as coisas são mesmo como são

Todos os anos é a mesma coisa e este não é nem vai ser diferente, hoje o ginásio estava á pinha. Faziam fila para entrar, uns porque regressaram, outros porque vão começar, outros porque habitualmente fazem desporto porque sim, porque gostam, porque se sentem bem e faz parte das suas rotinas. Nem a chuva nem o temporal os demoveu das suas resoluções para o novo ano. E se as coisas são como são, lá para o final de Fevereiro, tudo volta ao normal.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Pelo sim, pelo não

Sonhei!
Sonhei que tinha sido acontecido mais um Natal e que um novo ano tinha começado. 
Chovia copiosamente mas eu encontrava-me quente no meu abrigo, na minha concha quente e protegida de tudo e de todos. 
Fiquei na dúvida. Sim, parecia-me que sim, que tinha sido natal, que tinha lido sobre isso nos blogs e no facebook, que o tinha visto nas ruas e na TV, que tinha visto o fogo de artifício e que tinha estado no meio da multidão a comer doze passas e a pedir doze desejos mentalmente. Sonhei que na primeira passa pedi saúde e prometi fazer tudo para ser feliz. Sonhei que a maioria das pessoas tinha tido um mês de dezembro louco e desenfreado e que praticamente todos tinham comido e bebido demais e tinham tido dias de enorme felicidade. Sonhei que todos depositaram neste novo ano as esperanças de um recomeço, a vontade de fazer melhor, de serem melhores. 
Depois sonhei que se tinham acabado as férias para a maioria e que a angústia pairava no ar porque no fim de contas o recomeço era penoso, tão penoso que até doía. Fiquei na dúvida. Não era afinal um recomeço uma coisa boa?
Pelo sim pelo não coloquei o relógio a despertar e decidi que acordaria com vontade de ser feliz.
Pelo sim, pelo não. Nisto dos sonhos nunca se sabe...

sábado, 2 de janeiro de 2016

Já está!

Agora que já acabou o derby e que marido está para ali que não lhe cabe um feijão frade num sítio que eu cá sei de tão contente, já posso dizer-vos que fomos e viemos na Paz do Senhor. 
Subi serras e montes sem fim, fiquei toda enlameada, esfomeada, gelada, vi-me grega para lá chegar. Estava tão cansada hoje, coisa não muito boa para começo de ano, mas que logo vai voltar ao lugar. 
Não sou gaja de grandes fés, nem de religiões, nem de fanatismos, muito menos gosto desta ostentação, mas sou de vontades, de determinações, de querer e de poder. Sou de fés cá minhas e assim que surgiu a ideia fui a primeira a alinhar. Se não era objetivo passou a ser e este é um sítio que me deixa de coração pequenino. Pequenino pela grandiosidade, pelo sentimento, pelos arrepios na espinha que me dão aquelas pessoas cheias de fé que se vêem por lá, de faces carregadas, de olhos de choro, de joelhos feridos de pagar promessas feitas em momentos de desespero. Não questiono, cada um sabe de si. Talvez lá volte para a benção dos ciclistas lá para Março.


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Ora arranquemos lá com isto

Não fosse o último dia de dois mil e quinze me ter levado o meu cão e eu estar com ele no pensamento, esta teria sido mais uma viragem de ano cheia de alegria e muita esperança. 
Era um bom cão, o meu, de olhos meigos, pelagem quase branca, e umas patorras enormes. Cinquenta quilos de cão. Tão tonto que ele era, todas as manhãs corria que nem louco pelo quintal de orelhas ao vento e depois vinha deitar-se a meus pés para as festinhas do dia. Já me morreram três cães, todos já velhinhos, todos me fizeram falta, todos me fizeram sentir um pouco mais vazia. Custa-me a partida dos meus animais.
E agora que estive a procrastinar todo o santo dia e até já estou cansada de não fazer nenhum, arranquemos lá com isto do novo ano. Amanhã, por coisas cá minhas, é dia de pedalada até Fátima.