Sala escura, isolada, de fumo enevoada
Folhas rasgadas de palavras sentidas, de prosas gritadas
Sentimentos mudos, corações esquecidos, vidas estilhaçadas, mundos partidos
Ao fundo a aparelhagem debita novos sons, novos beats, que com sorte, tornar-se-ão hits
Microfones ligados, cigarros mal apagados, sentidos alterados
Copos cheios, copos vazios, lãmpadas sem luz
Corpos cansados, debotados que esta vida seduz
Vivem de noite, vegetam de dia
Alimentam-se de sonhos e de ódios no seu dia a dia
Estranhos, alienados, diferentes e afastados
Underground!
Um mundo em cuja porta não quero entrar e onde nas janelas não me permitem espreitar...