terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Outros carnavais
domingo, 7 de fevereiro de 2016
Tomates
sábado, 6 de fevereiro de 2016
Utopia
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Eu que sou de listas
Ja disse aqui muitas vezes que sou de listas, não sei viver sem listas. Listas de projetos , de desejos, listas de despesas, afazeres, listas de compras. Ir às compras sem lista significa chegar á despensa e verificar que trouxe mais 1kg de arroz para juntar aos 5 que ja lá estavam e açúcar, que não tinha nem um, ficou por comprar. Arranjei entretanto um livrinho minúsculo onde vou anotando as faltas de supermercado e que anda sempre comigo. Técnica esta infalível, mas que demorou anos a aprimorar e veio finalmente reduzir a quantidade de post it's dentro de tudo quanto é bolso, carteira, etc. Eram às dezenas por todo o lado.
Chegada ao super, saco do meu livrinho minúsculo e toca a andar. Nunca falha.
Um dia destes não conseguia ler um pequeno item da minha lista. Procuro os óculos na carteira, tarefa dificílima no meio da confusão que é uma carteira de mulher e lá os encontro. Numa letra muito certinha e pequenina, que não a minha, claro, mas a de MaiNovo, leio
- "dodotes"
Dodotes???? Assim de repente só me ocorrem toalhetes para limpar rabos a bebes, será? Mas para que raio de cena quereria o meu filho de 18 anos tal coisa?
Liguei-lhe obviamente logo ali, para esclarecer as dúvidas.
Então não são as toalhitas a melhor receita do mundo para limpar sapatilhas?
Então e não é que resulta mesmo?
Limpam peles, camurcas, riscos das paredes, moveis de cozinha, pelos de gato, tudo. Os toalhetes do rabo dos bebés e não necessariamente de uma determinada marca, que ninguem me paga a publicidade, as toalhitas em geral, limpam tudo!
E esta ein?
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Eu também quero dizer que tenho gente cá minha
Eu tenho a minha Manuela. Ela só chegou cá a casa no ano de 2016, resoluções cá minhas, mas a Manuela faz milagres nos quartos dos meus filhos, consegue limpá-los e arrumá-los sem os matar (até ao momento, claro) e deixar o teto da casa de banho onde os patos cá de casa estacionam de vez em quando tão branquinho. Aquilo é tanto vapor e humidade que vai não vai nascem lá cogumelos. Ela dá volta a tudo.
E tenho também a minha Vininha, que é só atravessar a estrada ou telefonar e ela arranja-me de tudo possivel e imaginário ao sábado de manhã para eu ir pedalar descansada. Ela é peixe fresco, queijos, morcelas quentinhas, frutas e legumes, o belo do rissol de camarão caseiro, broa amarela, tudo. Não sei viver sem a minha Vininha, além disso ela deixa-me lá entrar de pantufas e fato de ciclismo mesmo antes da hora de abertura.
E ainda tenho Mamãe, que me apanha a roupa do arame e me deixa ovos caseiros e laranjas em cima da mesa da cozinha. E sopa de tomate feita por ela e panados que eu adoro. E depois ouve as minhas mágoas sem pestanejar. Isso sim, é de valor.
Eu também, tenho gente cá minha.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Noites
A noite ia já avançada, a sala e o sofá já vazios, apeteceu-me fumar um cigarro á lareira.
Esparramada ali a frente, a olhar as chamas, o calor a queimar-me as pernas e a alastrar até ao peito. Que bom. Rosa Maria, deitada na sua almofada mesmo ali deitou-me um olhar ensonado, "festinhas, quero!" A sensação do pêlo macio e sedoso, ela a esticar-se de prazer e a dar-me turrinhas na mão. Impagável. Gato Zé enroscafo no sofá levantou as orelhas ciumento, aproximou-se e deitou-se a meus pés "festinhas, também quero!". Deitei o cigarro ainda no início para a lareira e com as duas mãos ali estive a massajar barrigas de gato dengoso não sei por quanto tempo. Quando dei por mim as chamas tinham morrido e os paus eram agora pequenas bolas moribundas.
Fui para a cama e desta feita, ao contrário de em muitos outros dias, bastaram segundos para cair num sono profunfo.
