domingo, 10 de abril de 2016

É por isto...

A chuva era muita e o vento bastante forte, alguns queriam voltar para trás.
Felizmente ganharam os que queriam continuar, que a chuva ia parar.
E parou dando lugar ao sol, o vento continuava forte, mas o objetivo de visitar o parque de Merendas do Pisão, em Bajouca, Leiria que dizem ser lindo, foi cumprido. Pedalámos pela lama, atravessámos túneis, riachos, campos de grelos que estavam a ser colhidos para vender na feira de hoje e ainda nos juntámos a um casal de noivos num campo de papoilas para tirar fotografias com eles.
É por isto.
É por isto que eu não fico em casa:





sexta-feira, 8 de abril de 2016

Eu, os homens e as mulheres

De tanto conviver com homens, vivo com três, pedalo com vários,  trabalho na mesma sala com sete, já  penso e vejo como eles. Acho até  que já  falo de gajas, carros e futebol e ainda coço os tomates.
Definitivamente não  compreendo as mulheres. ..

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Enfeitiçada. Ou parece-me que

Hoje apetece-me fazer de mulher estátua. Sugaram-me as energias e estou ensonada, parada, enfeitiçada.
O céu  está  de novo cinzento e não  se sente o ar. Parece que o tempo parou.  E eu também  parece que parei. Acordei com o cabelo todo arrepiado, não  me sai uma palavra e o meu olhar só  procura o vazio. Pasmei. Estou cansada e não me apetece mexer um dedo sequer. Se calhar exagerei na corrida ontem pois parece que fui atropelada. Entretanto resolvi contrariar a coisa e vesti mini saia, rasguei logo as meias, pareço uma puta de beira de estrada. Merdunça para isto.  Vou ali beber três cafés  e ja volto. A ver se a coisa vai....

terça-feira, 5 de abril de 2016

Perdida

Não soube precisar quando se terá tornado o mundo tão pequeno para si. Aquelas paredes, outrora enormes e brancas que refletiam a luz, eram agora escuras, atarracadas, pareciam-lhe a ela uma clausura. O ar, tantas vezes leve e perfumado, era agora pesado, denso e lhe dificultava a respiração. O calor, morno, agradável, tornara-se frio, gelado e a solidão, o silêncio... O silêncio que tanto apreciara em determinados momentos, era agora penoso, sufocante, inquietante. E aquele silêncio que lhe doía no corpo e na alma.
O querer ir e ao mesmo tempo ficar, o querer ser e não ser, o fazer e o não fazer. Tudo se amontoava num enorme turbilhão dentro da sua cabeça. Foram dias, meses, talvez anos e anos até se sentir tão pequena, tão frágil, aprisionada, amordaçada, de coração triste e alma estilhaçada.

Partiria!

Caminhou sem destino dias e noites sem fim, perdeu-se inúmeras vezes, correu, voou, quis ver o tamanho do mundo e procurou. Procurou incessantemente um lugar grande, cheio de luz, quente e perfumado, nunca o encontrando.
Foram meses e anos é deriva, de alma perdida e ainda vazia, quando finalmente voltou a encontrar-se.

Voltou!

Off quê?

É  nestas alturas que me sinto uma pequena formiga sem eira nem beira,  indefesa, ignorante e tesa que nem um carapau que a qualquer momento cai para o lado de tanto trabalhar para sobreviver e tentar engordar o seu escanzelado porquinho mealheiro que esconde debaixo do colchão.

domingo, 3 de abril de 2016

Nascente

Quantas e quantas vezes eu já vi esta nascente triste, seca, praticamente estéril. Não foi o caso neste fim de semana pois a nascente do rio Lis está bem viçosa neste momento. Da terra brota água, límpida e cristalina, inundando as pedras e dando vida a tudo á sua volta. Mais á frente o caudal vai-se adensando e regando as plantações, as árvores, as flores e dando guarida a peixes e patos. A viagem deste fim de semana foi desde a nascente quase até ao mar onde ambos se fundem, uma viagem fantástica e alucinante. onde se podem lavar todas as tristezas, afogar todas as desilusões e ver a vida a nascer. Em breve conto seguir um outro rio bem maior, uma viagem bem mais longa e, espero, igualmente fantástica. Água é vida.