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sábado, 28 de janeiro de 2017

E ontem...

Sorri!
Sorri à meia-noite quando o meu homem me encheu de beijos e abraços apertados.
Sorri durante todo o dia quando os colegas passavam para comer do meu bolo e abraçar-me e brincar com a minha idade.
Sorri à noite quando cheguei à festa que o marido organizou, com os meus amigos e a família todos à mesma mesa, sorri com os brindes, sorri com as cantorias, sorri com o bolo e com as velas.
Sorri quando cheguei ao bar onde o meu amigo foi tocar e me cantaram os parabéns perante toda aquela gente.
Sorri com as mensagens e com os telefonemas, sorri com os comentários no blog.
Sorri. Muito.
Obrigada a todos os que contribuíram para tornar o meu dia um dia muito especial.




sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Viço

Diz por quem lá passa que a partir dos cinquenta se perde o viço.
Dizem da pele que fica seca e sem brilho, do cabelo que branqueia e fica ralo e das rugas, que se cravam na pele. Do corpo, dizem que já mostra as marcas de uma vida começando a mover-se mais lentamente e que mazelas surgem do nada.
Já da alma o que dizem é dúbio. Uns afirmam que fica mais serena e sábia, mais madura, outros afirmam que mostra uma certa revolta e algum ressentimento, outros ainda que finalmente lhe chega a calmaria. Eu cá não acho nada disso, uma alma é uma alma e nunca perde o viço, a exuberância ou o verdor. O que acontece é que muitas ficam presas em estereótipos enganosos.
Sei lá! Só sei é que parece que a partir de hoje vou perder o viço.
Que sa lixe, que do viço cuido eu. Não vou deixar de me meter em aventuras, não vou deixar de subir serras a pedalar nem de as descer que nem uma louca por cima das pedras, não vou deixar de me vestir como uma miúda, nem de me rir às gargalhadas no meio de uma reunião, nem de chegar a casa de manhã de sapatos na mão depois de ter dançado a noite toda (claro que depois vou demorar três meses a recuperar, mas isso não interessa nada). Não vou parar de sonhar. Não vou, nunca, deixar andar a vida sem lutar por ideais e por justiça nem vou nunca deixar de tentar mudar o mundo. Continuo a querer fazer o meu cruzeiro de sonho pelos fiordes da Noruega e continuo a querer pedalar pela Europa dias e dias sem fim. Conformar-me e ficar quieta é que não.
Venham de lá os 50!