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terça-feira, 18 de agosto de 2015

A cobra

Íamos a pedalar por cima da ponte, ali entre Pedrogão Grande e Pedrogão Pequeno e parámos para espreitar o rio Zêzere lá em baixo. Foi quando a vimos, chamámos-lhe de imediato "a cobra". Isto é só uma parte, pois a puta da cobra vai do rio até lá acima às casas, tão grande que nem a consegui apanhar toda.


Ora ali estava um belo de um desafio, disse um. Dasse! Só gente doida, pensei, aquilo parecia o Alpe d'Huez da volta a França, eu não vou conseguir, disse eu logo. Eis senão quando, dei por mim atrás deles à procura do caminho para subir a cobra e a pensar "Ora, eu consigo, eu consigo, eu consigo"

Conseguem vê-los lá em baixo na ponte?
E agora, mais perto, já vêm? Pois...
Eu disse-lhes que partia um pouco mais acima para lhes tirar fotos a subir e depois acompanhava-os, mas não, assim não valia disseram eles, tinha de partir lá de baixo... Aí fui eu... Dasse!
E ponham "Dasse" nisso, que ela era inclinada e comprida como um raio, em calçada romana e com alguns buracos. Até eu fiquei surpreendida, que por vezes menosprezo as minhas capacidades, mas consegui mesmo subir o caraças da cobra sem desmontar e sem parar. Claro que cheguei lá acima sem vontade de tirar fotos, o coração a querer saltar pela boca e as pernas tremiam-me tanto que tive de parar um pouco para descansar e beber toda a água que levava comigo. Se me tapassem a boca finava-me ali mesmo.

Mas tenho de confessar, não me cabe uma palha no cu. Eu e a minha máquina nova somamos e seguimos.

(Desculpem-me o superego, isto passa. Há momentos em que pequenas vitórias nos sabem como pão para a boca...este, por coisas cá minhas, foi um deles)

domingo, 16 de agosto de 2015

Aí está ela!

Apresento-vos a minha nova Black Jaquina da Silva Cube com roda grande. 
Estou cada vez mais apaixonada :) Ando a mostrar-lhe umas paisagens lindas.


domingo, 12 de julho de 2015

Assim está bem

Quem por aqui passa sabe que adoro pedalar e seja um qualquer passeio sozinha ou com amigos, uma prova ou um passeio organizado em autonomia, desde que seja para pedalar, meta paisagens e desafio, sou suspeita, pois para mim é quase sempre bom.
Mas na realidade e paixão à parte, isto das provas ou dos passeios de Btt organizados não tem só coisas boas. 
Percursos mal marcados que fazem com que nos percamos, falta de assistência da organização em caso de acidente ou problemas técnicos, banhos de água fria no fim de chegarmos todos badalhocos e esfalfadinhos da silva ou um reforço a meio da prova e um almoço que deixe muito a desejar em termos de qualidade e/ou quantidade, limitam o sucesso destas coisas e fazem com que alguns pensem duas vezes antes de se inscrever, porque afinal, as inscrições são sempre pagas e não são baratas.
Mas hoje não. Hoje o reforço foi um luxo e almoço foi um buffet digno de um casamento.

Isto é apenas uma pequena parte da mesa das entradas. A mesa dos quentes até javali tinha, a dos doces nem falar. Tudo uma delícia. 
Assim está bem.


domingo, 31 de maio de 2015

Não importa

Não importam as dores nas pernas, não importam os arranhões, os picos nas mãos, as marcas dos calções nas pernas, o pó, as gotas de suor a escorrerem pela cara e pelo corpo, o cabelo empastado, as pedras, o cansaço. Não importa beber a água quente dos bidões, comer as sandes espalmadas de andarem na mochila, as barras energéticas derretidas, os furos, as subidas quando já quase não temos força e os kms que ainda faltam...




O que importa é a alegria e a felicidade que sentimos, o sorriso interior e exterior durante todo o caminho, as gargalhadas, o companheirismo, o sabor a desafio, a vontade e o gosto de conseguir chegar. O que importa é o sentimento de liberdade, a visão das paisagens maravilhosas, o esquecer do bulício do dia a dia, o estar ali para nós e para os outros. O que importa é o arrepio de satisfação e superação que nos percorre ao chegarmos a cada cume, ao ultrapassarmos cada dificuldade. 
São muitas as vezes que em várias situações da minha vida utilizo estes ensinamentos e ganho forças para continuar. Sem dúvida que tudo isto me tem tornado uma pessoa melhor...




sexta-feira, 15 de maio de 2015

Conceitos de férias

Não fazer nada
Ficar de papo para o ar na praia a torrar ou a sombra
Viajar para longe ou viajar para perto
Passear por sítios conhecidos ou desconhecidos
Ler e ou escrever 
Passar a tarde numa esplanada, comer um gelado, ir para a neve esquiar, caminhar na serra
Pedalar! 
Pedalar, pedalar, pedalar

Hoje levantámo-nos cedo, pegámos nas bikes e rumámos para Norte. A ideia era ir almoçar a Figueira da Foz. Já lá fui algumas vezes mas de carro, é tão longe...
Parece-me que preciso urgentemente de começar a tomar os comprimidos ou de ser internada, tal é a demência desta minha cabeça maluca, meto-me em cada coisa..
Adiante.
Um longo caminho nos esperava e o vento conspirava contra nós. Lufadas de ar fresco a arrepiar-nos a pele e a encher-nos  os pulmões de um ar tão puro e tão forte. A bem dizer nem precisava de tanto ar muito menos a soprar contra mim com quanta força tinha. Por vezes era tão forte que me empurrava para trás, para o lado e depois para o outro lado, que mais parecia uma ciclistas bêbeda. Tão bêbeda que em chegando à ponte para a Figueira da Foz, lá no alto, tive tanto medo, mas tanto medo de ser atirada lá para baixo que tive de desmontar e levar a bike à mão. Nem assim ele me deu tréguas, falta de peso diz o marido.
Lá chegámos sãos e salvos, almoçámos, passeamos de bike pela marginal e começamos a voltar para casa, agora sim, com o vento pelas costas. Gosto muito mais dele assim, a dar-me um empurrãozinho por trás.
Parámos algumas vezes para apreciar as vistas, para lanchar e para descansar o rabo, Lá fiquei eu com mais um andar novo, este é de duas assoalhadas, nem sei como me vou sentar logo à noite para jantar durante horas. O jantar anual dos Primos é coisa para demorar várias horas...
E lá chegámos a casa com 139 kms de viagem. Diz marido que já posso ir a Lisboa de bike, que já me aguento. Está bem abelha, acho que ele também precisa de comprimidos.

Pois é, quem diria há uns tempos atrás que o meu conceito de férias um dia iria ser passar o dia a pedalar...


Total da viagem


Lagoa da Ervideira


Da Ponte Edgar Cardoso


Passeando pela marginal



domingo, 10 de maio de 2015

Guardadora de vacas


A serra é uma imensidão de beleza e mistério e veste-se de mil cores, mas aqui no meio do nada e sem nenhum humano por perto além de nós, vestia-se de preto e branco com brincos amarelos.
Mais à frente e no nosso trilho demos com uma vaca e seu bezerro de poucos dias. Não sei como tinham ido ali parar, mas quanto mais nos aproximávamos mais corriam à nossa frente, afastando-se cada vez mais do sítio onde estavam as outras. A vaca mãe estava assustada e mugia com medo que fizéssemos mal à sua cria. Tive uma epifania, quiçá à conta daqueles ares tão puros e daquela imensidão de céu à minha frente que vai não vai me amolece a alma. Pedi ao pessoal para encostar, saltei o muro e sem as vacas me verem corri para a frente, saltei para o trilho e enxotei-as de volta. Montámos as bikes e seguimos o nosso caminho certos de que as tínhamos salvo. Acho que dava uma boa guardadora de vacas. 
Das de quatro patas.


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Nem tudo são rosas

Pedalar deixa as suas marcas.
Umas mangas desenhadas nos braços, umas luvas de dedos cortados nas mãos, umas tiras de capacete e uns óculos na cara, uns calções nas pernas. Uns arranhões, algumas cicatrizes. Cada uma tem uma história, cada uma tem um dia e uma hora, cada uma é uma marca da minha felicidade.





domingo, 3 de maio de 2015

E então Gaja Maria, só consegues mexer os olhos ó quê?

Ó quê!
Pois que gostava de vir aqui dizer que fiz o desafio com uma perna às costas e se este só tivesse tido 75 kms podia dizê-lo, mas não, teve 110, 2.700 de altimetria acumulada, trilhos maravilhosos mas muito técnicos e super difíceis,  muita pedra, subidas de perder de vista, descidas perigosas. Duro, muito duro, o mais duro que fiz até hoje. Os últimos 25 kms foram um enorme sacrifício, o cansaço instalou-se e o percurso ficou ainda mais complicado. Cheguei a pensar algumas vezes "não posso mais" mas depois o meu marido dava-me um empurrão e dizia, "vá, tu consegues" e o alento voltava.
Superei o desafio após quase 12 horas a pedalar. Cheguei super cansada mas feliz e ainda me deram os parabéns, afinal as mulheres que se aventuraram neste desafio contavam-se pelos dedos de uma mão e algumas atalharam pela escapatória, todas muito mais novas. 
Apanhei um escaldão, tenho as pernas e os braços todos arranhados dos arbustos e mal me consigo sentar, mas conto no meu currículo de bttista cota, o maior desafio das redondezas. Venha o próximo!
Tenho de agradecer aos rapazes que foram esperando por mim cheios de paciência, pois ando mais devagar que eles e ao maridão que carregou a minha bike a atravessar o rio e a subida de pedras, animando-me e incentivando-me sempre.
Não sou nem me sinto nenhuma heroína. Não ganhei nenhuma medalha, não salvei milhares de crianças, não descobri a cura para o cancro, nem apanhei todos os assassinos e violadores do mundo, eu sou apenas uma mulher de meia idade que descobriu que consegue superar desafios.

E tenho de vos dizer ainda uma coisa:
"Nunca desistam, muitos menos antes de começar"


Algumas fotos de sítios onde dava para parar:












sexta-feira, 1 de maio de 2015

Estou p'raqui numa ralação

Este é o menu para amanhã....
Dizem que é duro, mas duro, são paredes e mais paredes para subir e muitas descidas perigosas pela Serra do Sicó, 106,3 kms. Disse sempre que ia e sempre estive animada, mas ontem começou aqui a dar-me aquele frio na barriga, aquela ansiedade que me dificulta a respiração. Estou aqui numa ralação. Será que que estou a sobrevalorizar os meus limites e devia não ir?
O meu marido diz que eu não vou apanhar UM empeno, mas O EMPENO!
Eu? Continuo a querer ir, eu vou. Logo se vê. Se eu não aparecer por aqui nos próximos dias, é porque estou em coma. Enviem-se soro e oxigénio. Ah! E um kit de pernas novo e um rabo sem ser assado que amanhã por esta hora é como ele vai estar.
Inté


domingo, 26 de abril de 2015

Soube-me a pouco

À hora marcada para a pedalada estava a chuviscar e começaram a chegar mensagens do pessoal a negar-se mas eu, como sou teimosa e já estava equipada, arranquei. Fraquitos pá!
Bom, a chuva parou e não apanhei nem um pingo, já o vento, bom, o vento era como se todas as forças ocultas se tivessem juntado para me atacar. Ocultas porque o vento nem sempre vinha de frente, de quando em vez era com cada lufada lateral que se eu estivesse desatenta era coisa para me derrubar. Duas horas chegaram para me fazer querer voltar para casa, não sem antes dar bastante luta, mas tive de render-me já que as forças ocultas frontais e laterais estavam a querer vencer-me pelo cansaço pernal. Sozinha não me atrevo por percursos sinuosos e desconhecidos e na estrada é sempre mais descampado e o vento muito mais forte.
E agora estou para aqui com um gosto a pouco na boca....
Esperem!!
Será que depois disto ainda me vai saber a pouco?


segunda-feira, 20 de abril de 2015

terça-feira, 14 de abril de 2015

Ser Gaja é

Abrir o guarda vestidos, sim, o guarda vestidos, que closet não é para todas e ver que está cheio de roupa mas não tem nada para vestir. É vestir uma peça atrás da outra e não se sentir bem com ela naquele dia, só porque sim. É gostar de ir às compras, é gostar de lá ver uma blusa nova ou umas calças ou um vestido especial à espera de serem estreados quando apetecer. É gostar de ter malas e sapatos e botas... Sombras para os olhos de várias cores, acessórios para o cabelo, lenços, pulseiras, perfumes e outras coisitas mais. Coisas de gaja, vá. Ser gaja é assim, o que se há-de fazer?
Mas tudo isto para quê? Tudo isto para vos dizer que gosto de sapatos. Pronto! Gosto de sapatos e quero mostrar-vos os meus sapatos novos a estrear antes da primeira saída e antes de ficarem cheios de pó e de lama. Ai que são tão lindos que até tenho pena de os usar.
Sou uma peneirenta, eu sei, mas o meu maridão estraga-me com mimos...



Os anteriores pedalaram cerca de 5.000 kms, vou guardá-los e usá-los ainda muitas vezes. São brancos mas já estiveram pretos por diversas vezes, foram lavados na máquina de tão sujos, foram trincados pelo cão, andaram ao frio e ao calor, foram a locais maravilhosos, subiram paredes e desceram trilhos incríveis, andaram por montanhas, por vales, por riachos, na areia da praia, na pedra e percorreram estradões sem fim. Foram comigo a Santiago de Compostela, a Portalegre, a Idanha, a Vale de Cambra, ao castelo de Óbidos, eu sei lá.... Espero que estes me levem ainda mais longe.

domingo, 12 de abril de 2015

Mania das grandezas

Grande serra, grande céu, grandes subidas, grandes descidas, grandes pedras...
É tudo à grande, manias...

Então e vocês, esse domingo? Aposto que se estava bem ao solinho na praia ou na esplanada a beber uma bejeca...




sábado, 11 de abril de 2015

Sobrevivi!

Papeis?
Quinta e sexta dei cabo deles todinhos. Bom, deixei dois ou três para segunda-feira vá, não fossem as papeleiras ficar tristes de tão vazias.
Mas é fim de semana e foi dia de pedalada. Digam lá que não terminei em grande ein? há que repor as calorias gastas, não?



segunda-feira, 23 de março de 2015

Acho que vos induzi em erro

Nem sou eu, nem a bike é minha na foto do post anterior. Fui ver uma prova do campeonato de XCO, mas como fotografa. Amadora ainda por cima. Captei este momento que me deixou a pensar.... 
Nem sempre os desafios dependem apenas de nós. Ainda assim vale a pena não desistir deles. Certo?

Quando não basta querer