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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Dualidade


Sento-me no fundo da sala panorâmica frente ao mar e um pouco afastada de todos observando os pequenos grupos que se vão formando por entre aquele grupo maior. Observo alguns, saltitando de grupo em grupo, conversando, rindo, perguntando, dizendo, lembrando histórias do passado e não querendo perder pitada, bebendo de tudo e de todos, absorvendo e dando-se de corpo e de alma cheios de certezas e de palavras. Eu observo, ora a vista do mar, ora as pessoas e aquele saltitar tão caraterístico daquela família. Engraçado como me sinto tão de outra.  Sinto-me estranha, deslocada, até um pouco desassossegada. Observo de novo a vista e regozijo-me por ser quem sou, por apreciar o mar e o sol, por ver rios em montanhas secas, por saber apreciar silêncios, meus e dos outros, mas depois fico insegura e penso como me verão os outros, talvez uma antipática com mania de importante, uma alienada familiar e resolvo juntar-me a um dos grupos. Nessa altura já todos estavam de partida para outros grupos e eu fico de novo sozinha, desarmada. Vagueio pela sala. Ainda nessa manhã me reconheceram a cara chapada de meu pai com quem de facto me identifico em todas estas características incluindo a física e já estavam a jurar a pés juntos que era igualzinha à minha mãe. Perdi-me então de novo na minha identidade sentando-me e descalçando os saltos altos por baixo da mesa para que ninguém visse que até nisso a minha família é outra. No fundo sinto-me feliz por nenhum dos meus filhos ser assim, como eu…

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Caixa de surpresas

Existe em mim uma caixa. E em ti e nele e nela... Habita em todos nós uma caixa cuja tampa está prestes a saltar e a mudar o rumo dos acontecimentos, das nossas vidas, da nossa história. Olhando para trás dificilmente voltarei a acreditar que podemos traçar um plano de vida e segui-lo, pese embora o fizesse ou tentasse fazer até há bem pouco tempo. É que as nossas caixas, amarradas com finas fitas de seda, estão plenas de surpresas, e as delicadas fitas soltam-se ao entreabrir da tampa fazendo com que brote o mais profundo de nós. Tantas caixas há em que é preciso tão pouco para que se abra essa tampa, outras há que passam uma vida inteira fechadas. Não seremos apenas nós, tão pouco apenas os outros, será talvez um conjunto de circunstâncias quantas vezes alheias a nós que mantêm essas caixas fechadas, essas fitas amarradas. E quantas vezes aguardo ansiosamente que a tampa se abra e isso não acontece. E quantas vezes já mudei o meu rumo, quantas vezes já se me abriu a caixa e me surpreendi, quantas vezes já morri e quantas já renasci, quantas vezes já dei por mim e tentar sair por essa tampa entreaberta e a realizar sonhos, a fazer coisas difíceis e inimagináveis.  A minha caixa é cheia de surpresas. Está amarrada com finas e frágeis fitas de seda...

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Sem volta

Longe vai o meu tempo, aquele em que por alturas da Pascoa havia grandes limpezas. Um ritual que veio passando de geração em geração e me calhou em herança. Paredes e tectos eram esfregados, janelas lavadas, armários forrados e reorganizados, colocados naperons lavados. Mas eu nem uso naperons e o pó amarelo dos pinheiros ainda nem veio, há muito que esqueci as grandes limpezas. O meu tempo é agora de fuga, de evasão, o meu tempo é agora de largar as paredes e os tectos, de sair para a rua e beber da vida.

terça-feira, 13 de março de 2018

Cuidadora

Sou supostamente uma cuidadora. Cuidadora de filhos. cuidadora de pais, de casa, de trabalho, de mim e de todos os outros. Os que me rodeiam. É suposto os cuidadores saberem cuidar. Cuidar é amar, ajudar, apoiar. É educar, orientar, ensinar. Cuidar é saber respostas, é saber tomar decisões, é arranjar soluções. Cuidar é fazer dos filhos, dos pais, da casa e do  trabalho, pessoas e lugares felizes e perfeitos sem querer nada em troca. Todos os dias acordo determinada a ser a melhor cuidadora do mundo, mas todas as noites acabo concluindo que não o sei ser. E todas as insónias me trazem uma certeza. Necessito, eu própria que cuidem de mim...

segunda-feira, 12 de março de 2018

Alma minha desassossegada que se encanita por tudo e por nada

Se ontem eu queria matar pessoas, hoje foi um dia de tréguas, tréguas da chuva, tréguas do vento, tréguas do meu pensamento. O céu não chorou e chegou até a estar pintado de azul por vários momentos, o verde até me pareceu mais verde e a minha alma sossegou. Lá fiz as pazes com a minha pessoa. 
Vesti o meu melhor sorriso, calcei a minha boa disposição e fiz-me à vida embrenhando-me no trabalho o dia todo. E se a marmita do almoço trazia uma sopita e uma empada de galinha para tirar os remorsos baleares do fim de semana, o lanche foi bolo desmanchado. Feio mas bom que estava o gajo. 
Voltei ao foco e fui ao gym, esmerei-me no jantar e para o dia ser perfeito, só faltou mesmo o voo sincronizado do pelotão de pássaros da uma da tarde, mas a primavera está tardia.  Bem que perscrutei o horizonte mas não deram um ar de sua graça, há muito que não os vejo e, julgo, não voltarão tão depressa, parece que vai continuar a chover. Se amanhã eu voltar a querer matar pessoas, desculpem qualquer coisinha, é derivado dos nervos em franja, sim, a tal que cortei à tigela há uns tempos e já voltou a crescer.
Que alma esta a minha, tão mas tão desassossegada. Encanita-se por tudo e por nada.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Julia

Quando deu por si encontrava-se no meio de um caminho desconhecido. Um caminho que descia em direção a um largo de onde não se vislumbrava saída. Esse largo estava envolto em uma leve bruma e havia pessoas. Apesar de haver muitas, as pessoas estavam sós, longe umas das outras, tinham um olhar apático e movimentos presos, praticamente não se mexiam, não falavam, pareciam paradas numa cápsula de tempo, amarradas a um marasmo sem volta. Agradável e cómodo porém, aquele caminho até ao largo. Bonito e confortável o tal largo. Não fora no entanto aquele o caminho que escolhera em tempos e do qual se desviara nem sabia como. Esse, era a subir, em direção à vida, ao sol e aos sorrisos. O que escolhera tinha mar e serras e caminhos vários, uns verdejantes e mornos, outros cinzentos e frios mas também era cheio de vida, de projetos e de sonhos.
Era a hora  então, seguiria de imediato por um atalho pois em chegando ao largo poderia não conseguir sair....

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Portagem

Ultimamente entram e saem mais pessoas da minha vida do que aquilo que consigo processar.
É um verdadeiro corropio e ainda por cima a uma velocidade praticamente de jacto. No fim da passagem fica apenas aquele rasto de fumo branco que conforme os ventos demora mais ou menos a dissipar-se. Sinto-me uma portagem, uma fronteira, um ponto de passagem com tranqueira que abre e fecha constantemente e onde no fim de contas tudo passa mas ninguém pára. Não porque tenha sido propriamente a causadora de tal mas porque a vida é um comboio que rola sobre carris e pára em todos os apeadeiros, uns entram, outros saem  e a puta da vida é mesmo assim. Bem que me dizem vezes sem conta que temos de ser duros. Sejamos portanto duros, duríssimos e distantes e frios que as mossas nos duros são difíceis de deixar marcas.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Saber amar

Disse-me, olhando distraída como quem se sente perdida, que o amor lhe fugiu e se escondeu em parte incerta. Disse-me que seu coração mirrou e se encontra encarquilhado. Já não sabe esperar, pacientar, contornar, já não sabe proteger ou amparar, já não sabe cuidar ou gostar. A não ser de si. E de si tem dúvidas. Sente-se órfã de coração e de amor.
Eu.... não tive palavras.
Acho que também eu já não sei amar.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Memória seletiva

Não lembro as palavras
Não lembro a expressão
Não lembro o dia ou sequer a hora
Mas lembro
Perfeitamente
As promessas em vão

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Expressão?

Às vezes parece que falo Chinês pois o que digo nem sempre é aquilo que os outros ouvem. Na dúvida, é estar calada. Ou encolher os ombros e estar calada. Ou sorrir e estar calada. Ou então chorar, espernear, olhar de vinte formas possíveis, mas não esquecer, estar calada! O chinês é de facto difícil de entender...

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

E foi assim

Um ano nunca é só mau ou só bom. Um ano traz-nos coisas boas e coisas más e o que interessa é que entre o que nos traz de bom e de mau, o saldo seja sempre positivo.
Ao som do Ed sheeran folheei  o meu caderno de 2017 e detive-me na página dos objetivos. A lista não era grande, tinha apenas quatro ou cinco items sendo que o primeiro era ser feliz e o último era deixar de fumar. Dois dos items do meio não foram conseguidos, transitaram para 2018 e ainda que continuem a ser difíceis de atingir, a ideia é continuar a tentar. Do último que era deixar de fumar aos cinquenta anos tenho a dizer que foi um sucesso. Apesar de não fumar mais do que três ou quatro cigarros por dia, eram demais. Estou agora em paz com este assunto. Do item principal, em esmioçando, teria muito para dizer, o ano começou mal, cheio de contratempos, muitas contrariedades, questões de difícil resolução, alegrias aqui e ali, mais contratempos, depois tudo se foi compondo e tudo descambou de novo e de novo tudo se compôs e por aí fora, caindo e levantando-me logo a seguir. Tentando não esmorecer, inventando novos alentos, arranjando motivações e fazendo por fazer acontecerem coisas boas, o que gosto e o que quero. Nunca a tristeza levou a melhor durante muito tempo. Tenho ainda de falar do outro item do meio do qual fizeram parte vários desafios pessoais. Do que me propus e do que dependeu de mim, todos foram superados que eu sou de ir ao fim do mundo para isso. É difícil eu desistir de um desafio.
Por fim tenho de vos dizer que os anos nunca são fáceis nem difíceis, são trezentos e sessenta e cinco dias nunca iguais uns aos outros e, na maioria, são o que fazemos deles.
Posto isto, o Ed Sheeran lá ia cantando o "Perfect", mas de perfect eu não tenho nada, o que tenho é um balanço positivo e uma enorme vontade de fazer de 2018, mais um ano, que entre o deve e o haver, há-de ter um resultado liquido bastante favorável à minha pessoa. 
Fechei o caderno e fiz-me à vida.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Por cá

Hoje a minha "apneia" transportou-me de novo para a rua, mesmo em frente aos meus olhos. Chove. As árvores bailam freneticamente, embaladas talvez por uma qualquer melodia rápida e nervosa. Deve estar frio, mas eu sinto-me bem cá dentro. Não está aqui sol (ainda) e existem alguns focos de incêndio, uns a serem apagados, outros nem por isso, mas apesar de tudo e da aura iluminada de uma enxaqueca pairar mesmo por cima dos meus olhos, sinto-me bem. Estou quentinha.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

O tal mês

Este mês é o tal mês.
Aquele que me faz pensar e repensar, o que me mete nervos, o que me deprime.
Este mês é aquele em que vou passar do meio século para a frente quando continuo a não saber bem quem sou. Agradeço. Agradeço a vida, agradeço a alegria, agradeço a felicidade.
No entanto, sei que já tenho idade para ter juízo, mas todos os anos é a mesma coisa e cada vez pior, não há meio de assentar e aceitar de uma vez a idade que tenho. Ora acho que ainda estou aqui para as curvas e meto-me em desafios físicos malucos ora sinto que não tenho energia nem idade para fazer certas coisas. Ora vou até ao ginásio e faço duas aulas seguidas e não, não é pilates e ioga, é body combat e cycling, ou body pump e Hiit, ora tenho medo que me achem ridícula. Olho para mim e vejo-me nova, sinto-me nova, quero fazer o que as novas fazem. Depois olho as outras pessoas da minha idade e penso que o meu espelho me anda a enganar. Eu não sou nova!
Tanto projeto, tanto plano e eu que já não sou nova...
Há pois... masé que as minhas vitaminas já chegaram, vocês vão ver. Ó se vão.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Talvez

Talvez seja da idade. Talvez...
Não porque seja algo velha, ou menos nova, mas porque já vivi tantas emoções, porque já me iludi e desiludi tanto, porque já fiz tantas coisas boas. E más. Porque já fui tão feliz e infeliz, tão triste e tão alegre. Talvez seja por tudo isso que algumas coisas se tornam tão relativas, tão suaves, tão pouco importantes. Ou talvez tenham mudado as prioridades, os interesses. Ou talvez eu esteja diferente. Ou igual. Para melhor. Ou para pior. Talvez...

terça-feira, 21 de novembro de 2017

A bolha

A bolha, a barreira, o muro, a linha. Chamem-lhe o que quiserem, mas é uma espécie de escudo que fui construindo à minha volta, sem saber até, como, ou porquê. Uma  bolha através da qual não consigo deixar que passem para cá, ou eu própria para lá. Esta bolha agiganta-se  cada dia que passa e apesar do fosso, da distância e da espécie de pedestal onde me encontro, cada vez estou mais certa da necessidade dela. Ela protege-me de quase tudo e quase todos.
Tenho medo no entanto.
Medo que esta bolha me feche em mim....

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Paixão

Aquele ardor no estômago, aquela ansiedade que nos tira o ar, aquela alegria desmedida, aquele sorriso estúpido na cara, aquela vontade de abraçar e apertar. Um sentimento que vem e que vai e que por vezes volta e outras não.
Sou de paixões.
Por causa das paixões já fui pintora, ginasta, escritora, patinadora, exploradora e investigadora , decoradora, fotografa e agora sou ciclista. Esta última bateu-me forte e não me larga.
Por causa das paixões já fui louca por homens, mulheres, animais, trabalho e até por coisas.
Por causa das paixões já cometi loucuras. Por causa das paixões já chorei e já ri muito, já fiz coisas incríveis e já deixei outras por fazer.
Tenho paixões recorrentes e uma delas vai e vem há para aí uns trinta anos e tenho mais duas que nunca me passaram  nem vão passar. Essas chamam-se filhos. Além disso sou de paixões, todos os dias me apaixono, todos os dias sinto algumas borboletas na barriga de um lado para o outro e o meu pequeno coração transborda. Tanto que não sei o que lhe faça.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Garrano

Vejo-me.
Vejo-me livre e feliz a cavalgar por entre colinas, sinto a liberdade, o prazer, o vento nas orelhas, sinto os cascos a chapinhar no mar enquanto galopo na praia, galopo sozinha, galopo acompanhada. Galopo,  troto, lado a lado com os outros, por vezes uns à frente, outros atrás, quase sempre no mesmo sentido. Crinas ondulantes, olhos focados, pelo brilhante, vejo-me correndo algumas vezes a mudar de direção, outras a voltar para trás, algumas a ser guiada mas nunca me vejo fechada numa cerca, contrariada, obrigada, amordaçada.
Sou um garrano selvagem e indomável mas estou um pouco cansada de ser eu.

domingo, 24 de setembro de 2017

Eu sei, tenho uma grande pancada

Está mais que visto que não bato bem da bola, queria descansar, queria fazer uma pausa e foi precisamente quando não parei quieta. Quis fazer uma pausa na escrita e não aguentei. Não aguentei não saber de alguns dos meus amigos virtuais e descobri que tenho tantos, obrigada. Não aguentei o deserto em que se tornou a minha caixa de e-mail, não aguentei não saber o que fazer ao serão, não aguentei quando achei que não tinha palavras e me fartei de escrever no meu caderno. Voltei.
Achei que a minha alma estava cansada e não a deixei descansar, achei que o meu corpo estava cansado e não parei de me mexer. Achei que estava dez quilos mais gorda, a roupa mostrava-me que estava dez quilos mais gorda e eu sentia-me dez quilos mais gorda, voltei ao ginásio e fiz uma avaliação, afinal são só dois e diz que sou uma cota muito ativa e em forma. Vai daí que fiz ginástica como se não houvesse amanhã e praticamente fiquei entrevada. Já estou melhor. Fiz uma passeio de Btt onde me fartei de comer pó e areia mas no fim aprendi finalmente a ter prazer em beber cerveja. Já gosto de minis! Uma das minhas amigas estava deprimida e eu sentia-me deprimida e no meio das lamentações percebemos que não se pode dar confiança a certas merdas da alma e que conseguimos dar a volta por cima. E damos. Fiz duzentos quilómetros para cantar os parabéns aos vinte anos de MaiNovo com umas velas que levei na carteira e ficámos todos super felizes. Hoje fiz cento e sessenta e cinco quilómetros de bike com outra amiga para lhe provar que ela era capaz. E foi. Percebi que as mulheres, além de serem fodidas umas para as outras, têm um enorme poder sobre os homens e que eu não sou uma delas. Destralhei a minha vida de algumas pessoas e de algumas coisas e sinto-me muito mais leve.
E é mais ou menos isto. Até amanhã!

domingo, 10 de setembro de 2017

Pausa

São tantas as coisas que diariamente solicito a mim própria.
Praticamente todas me trazem satisfação e alegria mas também algumas tristezas e dores. É assim a vida. São assim as vidas. Mas de tantas coisas que me tenho pedido, algumas já não cabem em mim e escrever, neste momento, é uma delas. Sinto-me tão cansada... No meio deste cansaço calam-se-me as palavras quando apenas algumas querem sair e,  temendo que não sejam as certas, resolvi calá-las por uns tempos e descansar. Vou fazer uma pausa, voltarei aqui quando "as minhas" palavras voltarem.

P.S.
Hoje fui subir a Serra d'Aire e Candeeiros para ir mostrar a Fornea a uns amigos. Fiquei muito feliz por eles mas custou-me tanto subir a Serra hoje. É que afinal não é só a alma que trago cansada, o corpo também.
Vou descansar e voltarei. Até breve!


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Manhã de Agosto

Estranha esta fria manhã de Agosto. Tão fria que tive de vestir um casaco antes de sair de casa. Triste era o semblante das poucas pessoas com quem me cruzei, verdadeiros autómatos a quem acabaram de ligar o botão. E mais estranho ainda é o frio que sinto cá dentro esta manhã. Não entendo como tal é possível numa manhã de Agosto.