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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Como sobreviver a isto de ser mãe?

As mães são do caraças! Os putos fazem cagadas até ao pescoço, eles vomitam a casa toda e a nós, eles sujam mais roupa que um exército inteiro em plena batalha campal, eles fazem-nos passar noites e mais noites sem dormir, eles abrem cabeças e partem pernas e depois mostram-nos o sorriso nr. 10, aquele do cachorrinho abandonado e dizem "mamã querida" e nós derretemo-nos todas, inchamos de orgulho e ainda agradecemos a Deus a benção que nos deu.
Mas digam-me como, como é que eu vou gerir isto??


Bom, depois de ter sobrevivido a todas estas mensagens e mais umas quantas sem o ter morto e sem me ter dado um enfarte por cada uma que recebi, aqui a minha pessoa é capaz de tudo. E ponham tudo nisso, que isto de ser mãe tem coisas que a própria coisa desconhece. Não bem assim que se diz pois não? Passa a ser...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Nem que passem 200 anos

e um comboio ou vários, haja uma hecatombe, um desabamento, uma explosão, umas mais do que outras, é certo, mas as mães são sempre mães.
Eu também sou mãe, mas hoje venho aqui falar como filha, que com quarenta e tal anos ainda sinto as preocupações, os cuidados, a proteção da minha mãe, como se tivesse sete.
Com setenta e muitos anos, a braços com a sua solidão de viúva recente, com as limitações de saúde que a idade lhe trouxe e com todas as responsabilidades de manter uma casa sozinha, esta mãe galinha, a minha, continua a preocupar-se com as suas pintainhas, mais comigo até e nem sei porquê, talvez porque sou a mais nova, a menos sensata e assertiva, aquela a quem de quando em vez lhe "pára o relógio", e por isso no ver dela, a mais frágil e periclitante, a que precisa de apoio e proteção.
Protege-me, poupa-me, cuida de mim para que não sofra e, quando é inevitável sofrer, minimiza e dá-me força, quando ela própria necessita ainda mais.
Sempre preocupada se cheguei a casa, se cheguei tarde e não tenho jantar, se está tudo bem. Quantas vezes eu chego à noite e tenho à porta de casa uma panela de sopa ou a comida preferida dos meus filhos, ou a minha. Quantas vezes encontro a bacia da roupa apanhada do estendal e dobrada (os nossos quintais são comuns). Enfim, tantas coisas, coisas de mãe que mesmo a precisar de ajuda, se esquece dela em prole dos filhos e dos netos, como sempre assim foi.
E eu pergunto-me inúmeras vezes: Estarei eu à altura de ser filha? Será que um dia estarei à altura de ser uma mãe assim? Estarei eu à altura dos meus anjinhos da guarda?


Não sei o que se passa com as minhas hormonas...

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Fez ontem 17 anos

Que eu trouxe a vida mais um ratito. Eram 2,300 kgs de gente mas que me encheram o coração de um amor do tamanho do mundo...


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Soltar as amarras

Soltar as amarras

Seguir em frente
Sem olhar para trás
Sem saber o que esperar.
Viajar ao sabor do vento
Deixar-se levar como as águas do rio
Que não voltam jamais ao ponto de partida.
Há momentos em que nos sentimos soltos.
Não temos mais as raízes a nos prender.
Os frutos já estão cumprindo seus ciclos
A espalhar as suas sementes
Para novos frutos desabrocharem.
Não precisamos ser mais árvore frondosa
Que dá guarida e acolhe.
Sem raízes e sem dar frutos
Podemos ser rio que corre.

Por: Isabel C.S, Vargas

Chegou o momento. O momento em que ele quis soltar as amarras e despojar-se dos restantes sinais da sua infância e do tempo que já passou. Parece-me querer partir definitivamente livre ao encontro do seu futuro. Os leves e ténues fios que o ligavam à infância jaziam amontoados à saída da porta do quarto. As prateleiras foram ficando vazias, o roupeiro também. Calças curtas, t-shirts gastas e encolhidas, meias aos bonecos foram, uma a uma, fazendo crescer o monte. Até a coleção de livros da Disney, a mota do Action Man, o skate e as fotos dos seus herois...
Restou sim, um pequeno laço, uma pequena recordação, a ligação que perdurará para além das suas memórias e recordações, muito bem arrumadas no cantinho da saudade. 
Da minha... e talvez da dele...
MaiNovo também já é um Homem!

A recordação de infância que ficou...


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Isto dos filhos crescerem...

E já não haverem sessões de colinho e miminhos.
Isto de já não nos chamarem Mamã Quida e de já não nos abraçarem apertadinho.
Isto de eles já não andarem de roda de nós 24 horas por dia.
Isto de verificarmos de repente que já não é preciso  dar-lhes banho, nem vesti-los, nem cortar-lhes a carne nem levá-los  a escola e a natação e ao judo e ao futebol.
Isto de ficarmos com tanto tempo livre que até faz medo.
Isto de eles já não se abrirem connosco e de não quererem que façamos parte ativa do mundo deles.
Isto de eles saírem todas as noites depois do jantar para irem beber café e de aos fins de semana chegarem quase de manhã, ou mesmo de manhã, vá e dormirem o dia todo.
Isto depois do 1º impacto após repararmos nisso tudo e nos 3 ou 4 anos seguintes em que andamos a bater mal e a pensar no sentido da vida e na treta que pode ser ter filhos e no sentido que faz abdicarmos de viver por eles e de nos privarmos de muitas coisas por eles e de os amarmos tanto, mas tanto que até dói e nos sentirmos tristes por nos acharmos excluídos e abandonados.
Apesar de tudo, isto de os filhos crescerem até que tem as suas vantagens...
Todas as noites a casa só para nós dois, maridão e eu, eu e maridão...
Comandos, TV, PC, Tablet, tudo livre e desimpedido...
Não ter de fazer grandes refeições porque eles comem o que há e se não comem, venham cá amanhã ou façam eles que se são crescidos para a independência, também o devem ser para as responsabilidades... Voltei ao ginásio, comecei a andar de bike, por vezes dias inteiros sem preocupação, vou às compras descansadinha, sem ninguém  a fazer birras e a dizer que tem fome ou calor ou xixi, ou que está cansado... Sou dona dos meus horários e sinto-me no direito de já não ser eu a limpar os quartos deles.
Sinto-me no direito de atirar sapatilhas para o quintal quando pela milésima vez as encontro espalhadas pela casa.
Sinto-me no direito de lhes chamar a atenção quando fazem merda e ainda me sinto no direito de continuar a zelar por eles na sombra e sem que eles queiram ou percebam.
Digamos que pesar de tudo, é muito bom sermos os seus anjos da guarda, fazendo-os crer que estão por conta deles e ainda assim, sermos mais livres para fazer coisas que gostamos, certo?
Sim, isto é a perspetiva de uma mãe que teve de se habituar à ideia de que os seus filhos cresceram, eu!

domingo, 4 de maio de 2014

Não resisti!

Tenho mesmo de vos mostrar o presente que recebi de MaiNovo a propósito do Dia da Mãe :):)



quarta-feira, 26 de junho de 2013

Nós, as Mães!

Finalmente a sementinha germinou e a nossa felicidade é imensa.
Do tamanho do mundo…
Mas… e agora? Agora tudo muda, agora vamos ser a MÃE, vamos dar vida, vamos proteger, mimar, cuidar, educar alguém que vai depender de nós, que vai conhecer o nosso cheiro, a quem vamos aninhar nos nossos braços e a quem vamos cantar cantigas de embalar..
Inexplicavelmente surgem laços e sentimentos por aquele ser que sentimos a crescer dentro de nós a quem já amamos loucamente mas de quem temos tanto medo…Medo de o perder, medo de que algo não corra bem, medo de não sermos capazes, medo do que virá. Temos dúvidas, ansiedades e o nosso coração quase salta do peito todos os dias.
E depois… depois de tudo preparado com o maior amor e carinho até ao mais ínfimo pormenor, acontece o milagre e trazemo-lo ao mundo.
Aquele ser tão frágil, aquela pele tão macia, aquele cheirinho tão bom. E vem 1º banho, o 1º sorriso, a 1ª papa, os 1os passos. Tudo nos enche o coração até transbordar, de tanta felicidade que sentimos. O nosso amor é tão, mas tão grande que nem o conseguimos quantificar, assim como as nossas preocupações e angústias que nunca mais param…
Vivemos em sobressalto porque não come ou não dorme ou tem febre ou chora..
Depois porque ainda não anda ou não fala ou ainda não tem dentes..
E depois porque faz birra e quer tudo e é teimoso e não faz o que lhe ensinamos..
E depois porque já não quer o nosso colo, os beijinhos e a história antes de dormir…
E depois porque não estuda, ou quer uma tatuagem, ou experimenta o 1º cigarro..
Meus Deus, tanta preocupação…
E nós, as mães, por vezes felizes e por vezes tristes, mas sempre cheias de amor incondicional, rimos e choramos e temos dúvidas e por vezes não sabemos o que fazer ou o que dizer e por vezes fazemos coisas erradas, loucas, desesperadas. Muitas vezes dói-nos o coração, muitas vezes não dormimos ou não comemos porque temos de castigar, ordenar e dizer não.
Nós as Mães, que por vezes também necessitamos de colo e de beijinhos e de uma história, “daquele colo”, “daquele beijinho” Por vezes tristes, magoadas, estilhaçadas, continuamos a cuidar, a proteger, a amar incondicionalmente os nossos filhos, sejam eles o que forem... bons ou maus, bonitos ou feios, inteligentes ou não, carinhosos ou não, meigos ou não, mas são nossos e nós amamo-los, certo?



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Mães e filhos

É sabido que alguns filhos quando crescem, deixam de admitir certas atitudes por parte dos pais e é também sabido que os pais desses filhos, continuam a querer tê-los debaixo da asa, achando que podem e devem continuar a repreendê-los e a tentar orientá-los para os caminhos que acham ser os correctos, não sendo, de todo, os mesmos desses filhos.
Instala-se a confusão portanto.
E é nessa confusão que são ditas e feitas coisas que resultam num afastamento tal que faz doer a alma de tão sofrido.
Encontro-me nesse ponto com o meu mais velho.
Ontem tive de o ir buscar ao médico, o que de certa forma me deu uma grande alegria, pois poderia caminhar ao  lado dele, no mesmo sentido que ele.
Fui comprar-lhe um lanchinho (antes de chegar ao pé dele, comi metade, mas o que conta é a intenção, certo?), esperei pela consulta com ele, fomos à farmácia e depois à Vodafone trocar os cartões para 4G.
Encontrei uma conhecida.
-Ai este é o teu mais velho?Ai que lindo, está um homem feito, que giro ver assim mãe e filho, até parecem irmãos (esta foi a parte que mais gostei, claro), que relação tão bonita...
Pois inchei de tanto orgulho e felicidade por tal momento de rara beleza.
Digam-me vocês que são sábios e assertivos: Não podia ser sempre assim em vez de andarmos às turras? Estes 2 burros teimosos não podiam entender-se?


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Palmadas, sim ou não?

É certo e sabido que nos dias de hoje nenhum educador, quer seja  pai, mãe, ama ou professor, pode dar um estalo ou um puxão de orelhas, quanto mais uma palmada numa criança, sob pena de vir logo a TV, os jornais, a protecção de menores ou a assistência social avaliar a situação e até, quem sabe, tirar os filhos aos pais e colocá-los numa instituição, onde muitas vezes são agredidos, violados e sabe-se lá o que mais.
Não sou a favor da violência, mas penso que uma palmada, dada na hora certa pelo motivo certo, nunca fez mal a ninguém, até pelo contrário. Também sei que isso não soluciona qualquer problema, mas quando mais nada os faz entender que aquela atitude é errada, talvez uma pequena palmada os faça pensar e entender.
Eu tenho 2 filhos. O mais velho levou alguns estalos e várias palmadas e posso dizer que nunca resultaram no por mim pretendido, enquanto o mai novo levou 3/4, se tanto, nunca mais voltando a cometer os erros pelos quais foi punido e só a palavra estalo já funcionava.
Eu própria levei várias palmadas em casa, reguadas na pré e na escola primária e até com uma cana de 3 metros que uma das professoras tinha para não ter de se levantar da secretária.
É claro que alguns episódios ficaram na minha memória, mas não foi por isso que não me tornei uma adulta normal e bem resolvida.
Mas também me lembro que o meu pai nunca, mas nunca me bateu e eu ainda o respeitava mais do que a minha mãe que todos os dias "me sacudia o pó",
Sempre coloquei  à vontade os professores dos meus filhos. Que fizessem  o que achavam adequado ao comportamento deles, o desrespeito é intolerável em qualquer situação.
Mas é claro que nunca me vi a braços com agressões por parte dos professores, mas cheguei a saber de escândalos de pais por causa de um estalo, quando um fedelho estava a pontapear uma auxiliar.
Sim, há casos e casos e há que ponderar antes de partir para a violência, mas até nos dias de hoje, um estalo, se necessário, nunca matou ninguém, excepto o orgulho de certas pessoas.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Neste Natal

Este Natal resolvemos oferecer a carta de condução ao nosso mais velho que já tem 19 anos.
Embora não seja grandemente merecedor de tal presente, uma vez que não se esforçou para fazer o 12º ano  e seguir os estudos conforme tinha todas as condições para fazer, este ano está a trabalhar enquanto acaba a disciplina em atrazo para retomar os estudos, tem-se mostrado mais responsável e parece ter as ideias mais em ordem. Achando nós que ele aprendeu a lição, resolvemos dar-lhe (mais) um voto de confiança. A forma como vai ele usar e disfrutar deste voto de confiança, ainda vamos ver, mas penso que mais tarde ou mais cedo, vai acabar por se tornar num homem às direitas e, tal como ele diz, tenho de ter consciência e de me habituar à ideia de que ele é diferente dos outros. De facto é, as ideias dele pouco ou nada se identificam com as minhas e as do pai e não há nada que façamos ou digamos que o consiga mudar.
Talvez esteja mesmo na hora de me habituar e conformar com esta diferença. Talvez esteja na hora de ficarmos em paz com ele e ele connosco. Talvez esteja na hora de parar de o tentar modificar...
Só espero muito sinceramente que consiga ser feliz com as escolhas e decisões que tomar.
E é tudo por agora.

P.S.
Fogo, que estou a ficar uma chata de 1ª. Vocês desculpem, vou ter mesmo de parar com estas lamechices, senão entretanto ninguém visita aqui o estaminé...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Estou triste!

Ontem houve um ajuntamento popular lá em casa. 
Os meus filhos, a semelhança dos últimos dias, revoltaram-se porque fui para o ginásio e só cheguei a casa às 20.30 h para fazer o jantar e só jantámos às 21:05 e eles estavam esganados com fome e eu fui descansadinha divertir-me e não penso neles, coitadinhos.
Tem sido assim nos últimos dias, quando chego a casa há sempre discussão por causa do jantar.
Adverti todos que não ía prescindir do meu ginásio e eles já eram todos grandes, se tinham fome comessem qualquer coisa ou fizessem o jantar, além disso, faço muitas vezes jantar e eles nem lhe tocam por esta ou por aquela razão...
Fiz-me de durona e fui firme nas minhas palavras, não vou dar abébias a homens feitos que dizem ser adultos para outras coisas, mas no que toca a responsabilidades ou colaboração em casa, "tá quieto ó mau"!
Sim, fui durona, mas estou cheia de dúvidas, será que é minha obrigação ou que estou a voltar a ser má mãe ao tomar esta atitude? Acima de tudo estou muito triste por esta conversa maxista e exigente deles. Eu não sou uma criada, mas sou a mãe, será que devo ceder em mais isto? Ou não deviam já eles querer aprender a fazer alguma coisa e a ajudar os pais nas tarefas?
Eu faço limpeza mais o pai, eu lavo, estendo, apanho e passo a ferro, eu vou às compras e faço a comida, asseguro o conforto e a estabilidade, além de muitas outras coisas. Das coisas que faço para mim é o ginásio, unhas de gel de 3 em 3 semanas, cabeleireiro de 3 em 3 meses, umas compritas de vez em quando e o Btt. E é de há uns 3 anos para cá, pois dediquei-me totalmente à casa e a eles desde que nasceram a esta parte.
Não será justo, agora que estão crescidos aprenderam que as coisas mudam não só nas permissões para sairem mas também nas suas obrigações??
Desculpem o desabafo, a sério, mas..
Estou triste!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

As 50 sombras de Gaja Maria

Já sabem que 1 das minhas sombras é a relação não muito boa com o meu filho mais velho.
E parafraseando a Anastacia das "50 sombras de Grey", ultimamente, o meu ego encontra-se bem escondido em baixo do sofá devido a azeda troca de palavras entre mim e a minha maior e mais profunda sombra nos últimos dias.
Em contrapartida, a minha deusa interior está super feliz e até bate palmas, pois maridão voltou do Alentejo...

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Quando os filhos deixam de ser nossos!

Eu até acreditava que a partir da altura em que os concebemos e eles nascem, os filhos são para toda a vida, a única coisa 100% nossa.
E foi tão bom ser mãe, eu que até nem tinha esse sentido da maternidade assim tão apurado e a palpitar dentro de mim, adorei cada momento.
Era tão bom senti~los de volta de mim, ou a chamar "Onde tu tás Mãe?" de cada vez que me perdiam de vista ou quando davam aquele abraço bem apertado ou aqueles beijinhos repenicados ou quando iam parar à nossa cama para uma sessão de mimos.
 Mas há uma fase, um momento em que uma mãe se sente triste e amargurada, sozinha e abandonada, por aqueles a quem tanto ama e por quem tudo faz.
Não sei, os meus são assim, fazem-me sentir assim. Sinto que em algum momento falhei na transmissão de valores e sentimentos.
Dizem-me que é normal e que mais tarde eles voltam para perto de nós.
Não sei!
Passaram a isolar-se nos seus quartos, já não querem estar connosco, nem ir a sitio nenhum connosco, nem conversar, nem sequer que partilhemos das vidas deles, das coisas deles, dos sentimentos deles.
Não querem um pai ou uma mãe amigos, é eles lá e nós cá, bem longe. Pouco sei ou nada das vidas deles, pois só se aproximam se estão doentes ou precisam de alguma coisa.
Até aqui era só o mais velho e lá nos consolava a companhia do mais pikeno que era meigo e conversador, agora, prestes a fazer 15 anos também já quase o perdemos.
E para não me sentir sozinha, para não pensar na saudade que tenho deles, porque já não tenho de lhes dar banho ou partir a carne, ou lera história ao deitar, ou mesmo jogar à bola com eles, eu dedico-me a outras coisas como o BTT, cursos de fotografia, ginásio, blog e outras coisas tais.
É que às vezes doí um pouco ser mãe!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar…


Lembram-se desta canção brasileira?
Nada mais verdade e eu.. eu estou em modo zombie.
É o que faz viver a 8 kms da praia

- Verão
- Discotecas a bombar
- Ladies night
- Mãe de 2 filhos adolescentes… gajos
- Cada um foi com amigos diferentes.
- Por isso, cada um chegou a horas diferentes, tarde, muito tarde…
- Ambos (os dois J) se esqueceram das chaves (mãe não sabe)
- Mãe em alerta vermelho.
- Xixi, água, xixi, calor, água.
- Dorme, acorda, vai espreitar aos quartos
- Dorme, acorda, vai espreitar aos quartos
- Adormece, toca o telefone para ir abrir a porta a um.
- Adormece, toca o telefone para ir abrir a porta a outro.
- Mãe sossega e adormece, toca o despertador.

NNNÃÃÃOOO!!!

Ó Deus, pelo menos podias deixar que eu dormisse que nem uma pedra, ein?

terça-feira, 3 de julho de 2012

Como podemos mover montanhas

Sim, podemos! Sim, queremos!
A blogosfera é surpreendente e nós fazemos parte dela, façamos então, e também, parte destas causas tão nobres:

Tens um mano na barriga? Pólo Norte I
Tens um mano na barriga ? Pólo Norte II


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Carta aberta ao meu filho (que desta vez não vou enviar)



Pululam pela blogosfera mães a falar das maravilhas da maternidade, da tamanha alegria e felicidade que é termos um ser a crescer dentro de nós e darmos vida a um rebento a quem amamos loucamente, infinitamente....
Concordo plenamente com todas e eu própria já passei por isso 2 vezes.
Infelizmente, neste momento vivo uma realidade bem diferente....

Pergunto-me todos os dias o que foi que aconteceu e quando aconteceu.
Em que altura das nossas vidas conviver se tornou um inferno, uma batalha campal diária?
Um filho tão desejado, um bebé tão amado, uma criança tão protegida e querida por todos...

Passei horas a ver-te dormir, noites a ouvir-te respirar, dias a ver-te brincar.
Muito cedo revelas-te uma grande inteligência capaz de gerir uma enorme rebeldia e irreverência e capaz de manipular todos à tua volta, cedo fomos tendo de enfrentar adversidades, problemas de saúde que tiveste, desajustes de comportamento, atitudes a que, estes pais inexperientes, foram tentando adaptar-se.

De alguma forma, e eu falo por mim, errei nas minhas atitudes e decisões, pois agora, tu com 18 e eu com 45, parecemos o cão e o gato, os nossos dias são um inferno, discutindo o dia todo.
Não sei porque não consegues de todo entender que deves respeito aos teus pais e tens de seguir algumas regras básicas. Uma pessoa que não tem meios de subsistir sozinho e vive com 3 outras pessoas, tem de respeitar.
Regras ou leis, para ti não existem, achas ter o direito de mandar em todos, ofendes, manipulas, desafias, magoas, exiges sem nunca dar nada em troca, viras-te à mãe, queres bater no irmão, ralhas com o pai, entras e sais quando queres,  refilas com a comida, refilas com tudo e pedes dinheiro, sempre o dinheiro.
E ainda dizes que um dia te vais vingar de nós, de todo o mal que te fazemos...

Mas estás a falar do quê???

Do amor incondicional que temos por ti?
De tudo o que desculpamos só porque sim?
De tudo o que damos sem mereceres?
Das coisas que teimamos em ensinar-te?

Estou esgotada!
Sinto-me cansada, sinto-me vazia...
Acima de tudo sinto-me triste, muito triste...
Triste por desejar que saias de casa e vás à tua vida para que tenhamos um pouco de paz, triste porque não consigo dar a volta a esta situação, triste por já duvidar do meu amor incondicional, que tu tens vindo a matar aos poucos.
Triste porque tenho outro filho e nem sempre tenho condições de lhe dar atenção por tua causa.
Triste por não saber o que fazer....

Sonho com o dia em que pedimos desculpa um ao outro e fica tudo bem, 
Sonho com o dia em que deixas de olhar para mim com esses olhos cheios de ódio e me abraças,
Sonho com o dia em que vamos os dois passear e rimos e brincamos um com o outro, como quando tu eras pequenino e vinhas ter à minha cama e ficávamos abraçados assim durante toda a noite....

Já tomei esta atitude mil vezes, já tentei de tudo, já compreendi, já desculpei, já ultrapassei, já pus mil pedras em cima de ofensas....
Agora não posso mais, não acredito mais, não quero mais...

E isto dói...
Dói demais....



sexta-feira, 16 de março de 2012

Eu tenho duas termites



Há quem tenha bébés, filhotes, princesas, rapazes, quiduxos, mais-que-tudo, amores…
Eu cá, tenho 2 termites!
Além de alguns carreiros de formigas que por vezes aparecem aqui e ali e que eu extermino de imediato, qual exterminadora implacável de Biokill na mão, tenho em casa 2 seres terríveis e devoradores de frigoríficos e despensas (com 14 e 18 anos).
E esses eu não consigo (nem quero) exterminar.
Mas fico maluca, completamente possuída, quando 2-3 dias após o abastecimento, chego a casa à noite, abro o frigo e… vazio! Não há iogurtes, não há queijo nem fiambre, nem leite nem nutella, nem pizzas de ir ao micro-ondas, nem pães com chouriço congelados… nada!
Olho então em redor da despensa e… embalagens de batatas vazias, caixas de bolachas aparentemente intactas, vou a pegar nelas… vazias, atum… não há, pão… não há, bananas… não há! Chocolates então… é de um dia para o outro, frutos secos, aperitivos… nadinha de nada!
Chego a ter de esconder coisas e se aparece alguém lá em casa de surpresa, passo uma vergonha, nunca tenho nada para oferecer, dirijo-me ao esconderijo para ir buscar e…. foi descoberto e está vazio!
OMG!
Além de passar a vida a acarretar coisas dos supermercados para casa, entretanto e a continuar assim, não ganho para alimentar estas termites…


sexta-feira, 2 de março de 2012

“Inspecção para a tropa”


Antigamente era obrigatório e bem chegando a idade, todos os rapazes tinham de ir, agora como só vai quem quer e como ninguém quer, inventaram o Dia da Defesa Nacional.
O meu filho foi convocado a comparecer e foi passar um dia na Base Aérea 5, Monte Real. Só podia faltar justificando.
Levaram-nos e trouxeram-nos, deram-lhe comida e mostraram e explicaram o que é e como funciona, uma seca diz ele, que já conhecia.
Levei-o até ao local da partida e perguntei:
- Queres que vá contigo?
- Achas? Não sei se sabes mas tenho 18 anos e é por isso que estou aqui, já não preciso da mamã. Só mesmo tu para me perguntares uma coisa dessas.
….. Vai buscar!

O meu filhote ficava tão giro assim, não ficava?

Foto tirada por mim. (Faz parte do meu trabalho final do curso de fotografia)

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ainda a adolescência… (post sério e muito sentido!)

Também já fui adolescente, há alguns anos é certo, mas também já fui.
Também me sentia revoltada não sei com quê, também era do contra, também queria sair e não me deixavam, também pedia coisas que não me davam, também fui contrariada, também queria mudar o mundo e também tinha as hormonas a fervilhar.
Às vezes também me passava pela cabeça fugir de casa, partir para o sonho e para o desconhecido, seguir convicções e cortar as amarras.
Mas não foi por isso que desrespeitei os meus pais, que descarreguei a minha raiva e o meu ódio na minha irmã ou nas pessoas que me amavam… incondicionalmente!
Não foi por isso que deixei de cumprir com as regras existentes em casa nem pus de lado os princípios que me ensinaram.
Não foi por isso que deixei de tomar atitudes sensatas, que cometi loucuras ou me desviei do meu caminho.
Sempre soube o que queria para mim e ensinaram-me a lutar.
Assim o fiz e assim tem sido o meu lema, sempre, mas sempre respeitando os outros. Posso dizer que tenho conseguido na vida aquilo que quis para mim e tenho sido muito feliz com esta atitude.
Como posso eu então, aceitar estas coisas vindas de um filho ingrato, malcriado e exigente???
Sinto-me completamente esgotada e frustrada e, pior ainda, não sei o que fazer mais, pois já esgotei tudo o que sabia.
Estou tão magoada e tão triste que só me apetece desistir dele, agora com 18 anos e deixá-lo por sua conta e risco, deixá-lo sofrer, e não mais o proteger, não mais dar, recebendo em troca apenas uma frieza e uma ingratidão que me assusta.
Mas onde é que eu errei?
O que andei eu a fazer mal todos estes anos, que não consegui transmitir-lhe os princípios que aprendi, a generosidade, o amor e a amizade pelos outros, a compreensão, o perdoar e o respeito?
Sempre fui uma Mãe presente e preocupada, sempre acompanhei o seu percurso escolar e pessoal, por vezes até na retaguarda, para ele não perceber. Quando tive dúvidas ou me sentia impotente, falei com psicólogos, com professores, com Gabinetes de apoio, frequentei reuniões de pais e alunos, fiz tudo e mais alguma coisa.
Pois quer parecer-me, que foi tudo em vão…
Mas que raio de adolescência é esta, onde tudo o que é mal feito é normal e banal alegando que os tempos são outros?
Já nem falo das coisas de que me privei, das noites sem dormir, das corridas para os hospitais durante a noite, das dores e dos sofrimentos que tive por ele e em vez dele.
Já nem falo dos sonhos que sonho para ele, pois isso já vi que a decisão não é minha.
Mas uma coisa é certa, não aceito esta atitude e agora vou ser radical…
Vou pôr o amor incondicional de lado, vou esquecer o amor de mãe que há em mim.
Agora mais que nunca vou ditar novas regras e ai de quem não as cumpra….

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Já é "maior"!


Parabéns ao meu filhote "mais grande"! 18 anos....
Por todas as razões e mais alguma, todos queremos muito fazer 18 anos.
Não sei bem porquê, porque no dia seguinte está tudo absolutamente igual. Não é pelo facto de contarmos mais um ano de vida que passamos a ter "poder" com pensamos que vai acontecer.
Só aos poucos as coisas se vão modificando quando nós fazemos por isso, quando vamos tomando atitudes mais adultas, conquistando confiança, ganhando maturidade, modificando e solidificando nossas decisões, nossas formas de ver as coisas, ancarando a vida e resolvendo os problemas.
E assim, aos poucos. todos vão vendo que estamos a ficar adultos...
Tenho esperanças que o meu filho "rebelde" durante o próximo ano se  modifique e consiga ultrapassar esta adolescência conturbada.
Parabéns a nós!