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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

O que me prende


Já há muito que queria ter falado sobre a minha família do trabalho, mas como falar de trabalho nos blogs pode criar “azias” em algumas pessoas, tenho me inibido de tal.
É hoje.
Sim, o que temos no trabalho é tipo uma família, afinal de contas passamos mais tempo lá do que em qualquer outro lugar ou com quaisquer outras pessoas. No meu caso até almoço lá, passo muitas, muitas horas com aquela gente.
E se dentro das famílias, existem pais e mães que nos amam e nós amamos incondicionalmente, irmãos e primos do coração, tias velhas e chatas e outras porreiraças, primas e primos invejosos, falsos e velhacos que não nos podem ver nem nós a eles, tios birrentos e teimosos de quem passamos a vida a fugir,  alguns parentes afastados, outros até que nunca chegámos a conhecer e amigos, que os amigos também fazem parte da família, no trabalho é igual.
Eu tenho tudo isso e muito mais pois estou no seio de uma família numerosa. Há, portanto, familiares de todos os tipos e para todos os gostos.
Tive a sorte, no meio desta gente toda, de acabar por ir parar a um departamento de primos fixolas. Somos unha e carne, tipo mosqueteiros mesmo. É um por todos e todos por um, sempre. Seis homens e eu. Um nem precisa falar para os outros saberem o que está a pensar, estamos sempre de acordo e entendemo-nos muito bem. Choramos e rimos em conjunto e quando um tem problemas todos ajudam, quando o trabalho não corre bem, todos apoiam. Vamos à happy hour ás sextas-feiras e eu sou um deles. Contam sempre comigo. Estou muito grata por fazer parte deste grupo de primos e fico feliz todos os dias por vir trabalhar por causa deles.
Não tenho dúvidas. Naqueles momentos em que a vontade é bater a porta e sair daquele lugar, o companheirismo, a amizade e o bom ambiente que nos une, pesa cinquenta por cento para nós sete. 
E é o que me prende, sim.


terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Rotinas novas


Se há uns anos, ter de passar um domingo em casa era como se me estivessem a matar, agora matam-me se me fizerem sair de casa.
No verão é praia, claro, que estar ali a torrar ora de um lado ora de outro como quem assa frangos a ouvir as ondas de olhos fechados e a cheirar a maresia é bem melhor do que preguiçar fechada dentro de casa com sol lá fora. Mas aí a partir de novembro e até abril, gosto de hibernar aos domingos. Mas só à tarde, claro, que de manhã é para pedalar. Nem sei como é que isto me foi acontecer, mas a lareira a crepitar, a manta nas pernas, gatos ao colo, livro, computador, telemóvel, filmes e séries sem fazer ponta de um corno e após ter passado a manhã a cansar-me, dá-me anos de vida. Passeios dos tristes, hipermercados, lojas e centros comerciais, ir ver jogos disto e daquilo, barulhos e confusões? Não me chamem que eu agora quero é paz e descanso. E quando chega a hora do lanche ou da janta e verifico que não há pão? Ui! Vai tu, não vai tu, não me apetece, vai tu. É quase sempre o mesmo que vai. Ele, claro, voluntário à força se não estiver a ressonar. Vai daí grelham-se uns petiscos à lareira, bebe-se um copito e relaxa-se até ser dia. Ah tardes de domingo boas.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Hyacinthus



A minha Manuela das limpezas é uma idiota pois tem sempre imeeensas ideias.
Algumas brilhantes, outras nem por isso, para não falar no que acaba por partir ou estragar à conta de tanta mudança. A minha Manuela é um furacão capaz de levantar o sofá com uma mão e aspirar em baixo com a outra, mas eu até agradeço (se não deixar cair o sofá, claro).
Estou sempre em ânsias para chegar a casa às quartas-feiras e descobrir qual foi a ideia que teve essa semana e tenho a dizer-vos que tenho tido muita sorte nunca me ter calhado encontrar a cozinha no quarto e o quarto na sala. Mas tenho jacintos em novembro. Ah pois é! Um pouco raquíticos é certo, mas tenho. E esta ein? A minha Manuela é ou não é um espetáculo?


terça-feira, 9 de outubro de 2018

Descabelada

Comentei com o marido que este inverno havíamos de tosquiar a buganvilia pois ela alastra como se não houvesse amanhã e os vizinhos já andam com certeza a proferir palavras de escárnio e maldizer contra nós com tanta folha e flor a esvoaçar por todo o lado e guias cheias de espinhos a invadir muros e telhados.
Qual inverno qual quê, no Inverno as escadas e os telhados tornam-se escorregadios e muito perigosos. Não é tarde nem é cedo, é já!
Antes.....
Depois....
Mais ou menos euzinha depois de dar umas tesouradas no meu próprio cabelo :)



quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Ah malvada que desta é que te tramaste!

Vamos lá ver se é desta que a aranha que vive no meu espelho para me assombrar vai com os cães.
Biokill com ela!!

 Muuhahahah


segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Todos diferentes, todos iguais, uns mais do que outros


Ouvi que alguns casais com o tempo se vão tornando parecidos, se adaptam, se transformam e se fundem à imagem um do outro.  Há mesmo teorias e estudos sobre isso e até já vi imagens de casais vestidos de igual… Isto só pode ser nas Américas ou na China, claro, onde todos os fenómenos acontecem inclusivamente esse, mas várias ilações eu já tirei por aqui, tantas vezes acontece que se um é desportista, ambos se tornam desportistas, se um é gordo, ambos se tornam gordos, se um é culto, ambos se tornam cultos, mas também já vi aberrações que não lembram a ninguém e me espanta como alguns casais estão juntos há tantos anos, sendo eles tão opostos e parecendo não haver um único ponto em comum.
Eu cá não sei, mas no caso do Zé e da Lili sempre houve diferenças que no fundo eles foram respeitando sem invadir demasiado o espaço um do outro, mas, pessoalmente estou em querer que o tempo acentuou essas diferenças e que com esse mesmo tempo um pequeno fosso foi se instalando dando origem a um abismo que se tornou a determinada altura difícil, senão impossível de transpor. Existem razões algumas que a própria razão desconhece e uns se acham seres tão perfeitos que tentam fazer os outros à sua própria imagem criando sem se aperceber um distanciando enorme, fazendo silenciar quereres, fazeres e sentires do outro. E os silêncios doem por demais, as distâncias matam devagarinho e as circunstâncias ditam os desencontros. Talvez matem mais a um do que a outro, ou calem mais um do que o outro, o que é certo é que há um momento em que a magia já há muito que se foi e tudo deixa de fazer sentido. Decididamente já não se quer ser perfeito, já não se quer agradar ou deixar andar, quer-se ser apenas e só o que se é e pronto. Se por um lado quero aconselhar que sim, que lutem para diminuir a distância e os silêncios, por outro tenho vontade de dizer que não, que vão finalmente ser o que são…

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Compram-se asas


Pois que isto das chamadas férias não me serviu de grande coisa e me encontro de novo invadida por um estranho cansaço e desprovida de paciência para enfrentar as merdices da vida. A vida havia era de ser apenas vivida, ponto. Sem um cérebro para nos atentar e um corpo para nos lembrar que temos certas peças que já não funcionam tão bem. Ao olho nasceu-lhe uma gordura, à barriga nasceram-lhe uns sinais, ao joelho deram-lhe umas dores. Aos que me rodeiam nasce-lhes tudo quanto é de mau a à minha cabeça, essa, nasceram-lhe umas dúvidas e umas angústias e até umas tristezas que teimam em me atazanar. Haviam era de nos nascer umas asas, mas no corpo, que na cabeça já as temos. Umas asas que nos levassem de certos lugares para fora quando as coisas ficam feias. Umas asas que nos levassem para planícies verdejantes com céus azuis e uns ribeiros para refrescar e umas flores para perfumar os ares. Umas asas que nos fizessem voar lado a lado com outros seres alados em noites repletas de luas brilhantes e em que as pessoas que estragam isto tudo, fossem transformadas em animais felpudos, com patas de veludo, dóceis e sem língua, claro. Sei que me decidi há pouco por um novo ano vida nova, mas no final de contas, depois do fogo de artifício tudo ficou igual. As asas estão me a falhar e as resoluções não conseguem voar. Porque serão alguns sapos tão indigestos e alguns dias tão longamente curtos? Raios partam que se me acabaram os chocolates e as bolachas e me falta o tempo para pedalar….

segunda-feira, 26 de março de 2018

O lugar das coisas

O de cada um no sofá e à mesa, o lado da cama, o da pia da casa de banho à esquerda e à direita, o das prateleiras dos sapatos de cada um. O do capacete da mota no chão da garagem, o do frasco de iogurte largado no sofá, o de cada manta dobrada, uma sim, outra não, no lugar onde cada um se senta. O dos ténis no chão da sala, o do caderno na mesinha de cabeceira, o de um casaco caído do cabide, o de um boné, ou vários, no móvel do corredor, o da roupa esquecida em cima do bidé ou o do rolo de papel higiénico acabado e por substituir....
Há coisas que nunca mudam. O lugar das coisas por muito que queiramos.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Posto isto..

Enquanto a música chega entrecortada e às ondas ao rádio coletivo e agora estrategicamente colocado junto à janela, o vento uiva lá fora. Não sei como aquelas árvores não estão já descabeladas de tanto abanar. Apesar de mais um resto de tempestade, chegam réstias de sol à minha janela e passaritos esvoaçam lá fora.  Debatem-se contra o vento mas lá vão avançando e ganhando terreno. Tal como eu. Hoje é sexta feira, dia de confraria e vai haver sangria ao almoço. É bom sinal.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Últimas

Elucidou-me este fim de semana mê rique filhe, muito sensato e assertivo o raças do miúdo, que o facebook se tornou a rede social dos  velhotes que se divertem a postar e a comentar a vida dos outros. Dantes faziam-no na rua, boca a boca e ao vivo e a cores, agora fazem-no comodamente em casa. Passaram a ter a língua na ponta dos dedos. Então e a rapaziada, pergunto. A rapaziada evoluiu naturalmente e naturalmente foi deixando o face mudando-se para o insta, o twitter, o snapchat e outros que tal. A rapaziada odeia cusquices.
Concordo com ele e também constato que de há uns meses a esta parte as amigas de mamãe e outros velhotes da minha rua me enviaram pedidos de amizade. Acho engraçado e muito bom para eles acompanharem os tempos modernos, mas as tendências estão a mudar sim e o face deixou de ser de longe uma rede social interessante. Não por causa da média de idades dos utilizadores, mas por causa do seu conteúdo e do rumo que as redes sociais estão a tomar.
Don't like!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Mariquices

Ah! Agora que também eu já tenho uma dessas doenças da moda, sou chique e estou bem mais integrada na sociedade moderna e já tenho até mais um assunto para falar com pessoas e para entrar em grupos e chats e tudo e tudo, yeah!
Ah pois, que isto das cenas virtuais é que é.
Além disso, estou muito mais descansada pois já não vou morrer de caganeiras. 
Vocês desculpem-me a expressão mas... sim, muitas caganeiras. E que caganeiras!
Pois que eles é o gluten, eles é a lactose, eles é as alergias, eles é as intolerâncias a tudo e mais alguma coisa e eu a rir-me destas mariquices. Entretanto desconfiei e amuei aqui com a minha tripa, fartinha de me pregar partidas, sem que me ocorre-se tal possibilidade e sujeitando-me a exames mirabolantes que ainda por cima me invadem aqui os buracos e as entranhas.
Ao ler pela bloga uns posts sobre o assunto, lembrei-me de fazer uns testes. Tira leite normal mete leite de amêndoa ou de arroz, tira iogurtes, tira queijos, volta a meter, voltava tirar e.. Voilà! A tripa melhora, a tripa piora, volta a melhorar. Não sei porquê mas parece que me tornei intolerante à lactose. Toma, embrulha, gaja do campo que tem a mania que isso são tudo mariquices...

domingo, 5 de novembro de 2017

Eu sabia!

Que ao invês de ter escolhido a quinta e a sexta para não fazer porra nenhuma a seguir a um feriado, devia ter escolhido a segunda e a terça antes do feriado. É que assim sendo era menos uma segunda-feira. Mas para que porra têm de existir segundas, ein? Além disso a ideia era não fazer porra nenhuma, porra! Não parei, estou cansada.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Lembranças de Santiago

Como em tudo nesta vida, o tempo vai suavizando os acontecimentos, sossegando as emoções e apagando certos pormenores até então presentes em nós todos os dias. Há no entanto momentos que nos ficam gravados nos recantos da memória e vai não vai, a nossa cabeça vai buscá-los. Das memórias que me acompanham constantemente, uma delas é sobre a grande viagem a Santiago onde conclui o quão pequenos e relativos são os nossos próprios mundos, apesar de os acharmos os maiores e mais importantes de todos. Numa enorme montanha, cada um de nós não é mais do que uma das pedras e há egos tão, mas tão grandes, que uma montanha não chegaria para os albergar.
Momentos houve em que ía focada no meu próprio sofrimento, nas minhas próprias dificuldades, nas minhas dores nas pernas,  no pó, no calor abrasador ou no suor a escorrer-me para os olhos, no peso dos alforges e nos quilómetros que ainda me faltavam para chegar, quando avistava outros peregrinos, a pé, carregadíssimos, coxos, e com aquele calor a caminharem apoiados nos cajados mas que continuavam a andar, cheios de vontade e determinação e a sorrir nos desejavam "Bon Camino". Noutro lugar deparei-me com um cesto de limões e garrafões de água à disposição de quem passa-se, noutro ainda, numa fonte estava um casal a encher garrafões de água e assim que nos aproximámos afastou-se para que saciássemos a sede e molhássemos a cara e depois... depois veio a Labruja e eu não podia com a minha bike tão pesada para subir aquelas pedras até lá acima e alguém ma levou. Chamei-lhe o meu anjo da guarda e nesse momento jurei a mim mesma que iria recordar-me para sempre daqueles momentos e do que eles me ensinaram.
E é por tudo isto que quando oiço alguém apregoar o quão maravilhoso é e os outros não, me sinto estranhamente alienada e num outro mundo....





sábado, 1 de abril de 2017

Cenas alternativas

Estica aqui, torce ali, empurra, puxa, para os lados, para a frente, para trás, agulhas ao longo da perna, fita adesiva e até à próxima sessão. Aguardo a construção das palmilhas para corrigir os pés que no final de contas me causam as dores no joelho e na perna e me impedem de correr e caminhar sem dor. Daqui a mais umas sessões estou nova diz o matulão de dois metros que me anda a esticar. Sem químicos, sem contra indicações, sem efeitos secundários.
Cenas alternativas... 

domingo, 31 de julho de 2016

A gente

Os dias vão continuar a suceder-se inundados de luz e de calor e o sol vai continuar a pôr-se no mar tingindo-o de mil cores observadas e admiradas por milhares de olhos de coração agigantado. Gargalhadas de alegria e felicidade vão chegar das praias, espuma branca vai saltar das ondas chapinhadas por mil pés. As esplanadas vão continuar cheias de gente bronzeada a beber cervejas frescas ociosamente e os restaurantes vão estar á pinha de gente esfomeada e a empanturrar-se. As estradas vão continuar entupidas de carros com gente dentro, famílias inteiras para cá e para lá e todos andam na rua saltitando de sombra em sombra durante o dia e respirando profundamente o ar fresco á noite. Gente feliz e descontraída a apreciar cada momento das tão esperadas férias, sem horas, sem correrias, muitas até sem saber o que fazer a tanto tempo disponível.
Amanhã regresso ao trabalho.Se por um lado o fim das férias me traz sempre um amargo de boca, como quem diz uma sensação de fim de algo por que tanto ansiei e que me faz tão bem e me deixa mais feliz, por outro, após esta pausa e depois de preparar tudo e até voltar a ligar o despertador para amanhã ainda me sinto leve, descansada, renovada. 
Boas férias pessoas.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Ensinamentos

Há muitos anos tive uma instrutora de ginástica numa coletividade perto de mim. 
De tez pálida, muito sardenta e cabeleira farta, tão, mas tão farta, encaracolada e ruiva, nada a condizer com a sua nacionalidade brasileira. O seu corpo era gracioso e gingava que parecia que falava, andando. A Jaciara, apesar de autodidata, era uma força da natureza. Na sua voz doce e cantada dava aulas de step, ginástica localizada, alongamentos e até danças folclóricas brasileiras que nos sabiam sempre a pouco de tão divertidas que eram. E para completar ainda nos dava conselhos de mulher para mulher. Sabia da vida, de moda, de beleza, de tudo. E tudo partilhava connosco. Uma coisa me ficou para sempre. Dizia a Jaciara: "Mininas, cabeça errguida! Porr mais qui si sintam tristes e dêprimidas, zangadas, mágoadas, piquenas, mirradas, minhas mininas, olhem em frente, sempre em frente. Barriga pra dentro e cabeça errguida, ein? Nunca isqueçam!" Hoje a Jaciara faz workshops de coaching e eu frequento um ginásio com professores doutorados, mas nunca esqueci. Caminho sempre, sempre de cabeça erguido e a olhar em frente. Só esqueço de encolher a barriga vá...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Xiça!

Se algo de bom existe numa virose que nos faz regorgitar por vários orifícios, tremer e andar com a cabeça á roda numa autêntica tonteira, esse algo é uma sesta a meio da tarde. Isso e uma limpeza intestinal e outra estomacal. Xiça!!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

E ao dia 28 de Dezembro

Mesmo a tempo do fim do ano dois mil e quinze realizei mais um objetivo. 
Segunda-feira, férias. Acordei cedo como habitualmente, abri a janela e o dia estava chuvoso, a casa estava em ordem, fruto de um domingo de limpezas e por isso achei que merecia, decidi ficar no quentinho. A casa estava calma, silenciosa. O gatos Zé e Maria vieram enroscar-se a meus pés e passados alguns minutos a olharem para mim e a ronronarem, adormeceram. Embalada naquela quietude fiz o que há meses não conseguia, peguei no livro que andava a ler desde Setembro e acabei-o de uma assentada. Há muito que não demorava tanto  a ler um livro. Foi-me incutido bem cedo o gosto de ler, gosto das palavras, das frases que me contam histórias e me ensinam coisas. Já li centenas delas, mas a curiosidade de as saber completas leva-me muitas vezes a ler livros inteiros numa noite só. O tempo, esse, não estica, os afazeres são muitos e os objetivos a que me proponho ainda são mais e muitas vezes não pego nos livros por saber que não consigo parar antes de os ver chegar ao fim e isso custa-me noites de que preciso para descansar e os olhos já não são o que eram, sinto-os cada vez mais cansados. Não  podia no entanto deixar este objetivo por cumprir e como sempre que pego num livro, as letras sucediam-se apressadamente, capítulo após capítulo. Sorvi-as a todas com pressa e avidez certa de saber o final da história. Não sabia, o que ainda mais me surpreendeu. Todos os livros me surpreendem. Há muito que não passava uma manhã na cama a ler o que me fez recuar aos tempos de adolescente em que não havia computadores nem smartphones e a TV só tinha quatro canais. Eu, lia livros ao som do Oceano Pacífico na radio e adorava. 
A ver se em dois mil e dezasseis volto a ler histórias.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A vida é uma caixa de surpresas

Passamos tantos dias da nossa vida á procura de algo de que precisamos tanto, por vezes até  desesperadamente e não encontramos.
Quando finalmente desistimos e até nos convencemos que afinal de contas não precisávamos assim tanto desse algo, deixam-nos um embrulho á porta.
E nós,  não sabemos se o desembrulhamos ou não  para ver o que está  lá  dentro...