Já fui muito. Já fui tudo. Já fui nada.
Já fui eu. Já quis ser outras que não eu. Já tentei ser outras. Não deu.
Sou de projetos, sou de objetivos, sou de sonhos.
Sou de asas e nessas asas eu voo.
Não me canso de voar.
Serei muito, serei tudo, serei eu.
Voltarei a ser eu mas nunca vou parar de voar.
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quinta-feira, 28 de março de 2019
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
Pudesse eu
Enquanto olho as minhas unhas com o gel já a meio e as pontas riscadas e estragadas das luvas de andar de bike e decido a cor que vou colocar a seguir
Enquanto acho que amanhã vou ficar a pé porque hoje tive preguiça de ir às bombas meter gasolina e esperar pela minha vez e decido que amanhã saio mais cedo de casa para ir fazê-lo
Enquanto passo a responsabilidade do jantar para a mão maridão e decido zarpar a toda a velocidade para o ginásio.
Enquanto me esfalfo na aula de combat e logo a seguir na de spinning e decido que ainda vou fazer Hiit porque acho que podia passar horas naquilo sem me cansar
Enquanto decido andar de pijama no meio da rua pendurada nos muros dos vizinhos a salvar o meu gato de uma briga
Enquanto ando às voltas na despensa à procura de um chocolate e penso em decidir que havia de me deixar dessas gulodices...
Enquanto decido isto tudo e mais alguma coisa, penso cá com os meus botões que eu havia era de decidir em me preocupar mais com estas minudências do que com outras que me quedam de sorriso amarelo ou sem sorriso e aspeto de calmaria por fora quando por dentro sou um verdadeiro vulcão em erupção, uma autêntica mulher bomba capaz de se fazer explodir a qualquer momento.
Pudesse eu mandar nisto tudo e seria capaz de tomar decisões mesmo difíceis...
Pudesse eu.... faria e diria tantas coisas.
Enquanto acho que amanhã vou ficar a pé porque hoje tive preguiça de ir às bombas meter gasolina e esperar pela minha vez e decido que amanhã saio mais cedo de casa para ir fazê-lo
Enquanto passo a responsabilidade do jantar para a mão maridão e decido zarpar a toda a velocidade para o ginásio.
Enquanto me esfalfo na aula de combat e logo a seguir na de spinning e decido que ainda vou fazer Hiit porque acho que podia passar horas naquilo sem me cansar
Enquanto decido andar de pijama no meio da rua pendurada nos muros dos vizinhos a salvar o meu gato de uma briga
Enquanto ando às voltas na despensa à procura de um chocolate e penso em decidir que havia de me deixar dessas gulodices...
Enquanto decido isto tudo e mais alguma coisa, penso cá com os meus botões que eu havia era de decidir em me preocupar mais com estas minudências do que com outras que me quedam de sorriso amarelo ou sem sorriso e aspeto de calmaria por fora quando por dentro sou um verdadeiro vulcão em erupção, uma autêntica mulher bomba capaz de se fazer explodir a qualquer momento.
Pudesse eu mandar nisto tudo e seria capaz de tomar decisões mesmo difíceis...
Pudesse eu.... faria e diria tantas coisas.
sábado, 25 de março de 2017
Ramalhete
Dizem que é primavera mas as bátegas de água tocadas a vento embatiam nas minhas janelas. O frio gelado entrava por baixo da porta e eu quase tremia de frio. A pedalada não aconteceu. Não fui ver o mar, não fui até à serra, não me embrenhei pelos pinhais adentro neste momento prenhes de água. Sentindo-me presa, fechada e sem ar fui até ao quintal de Mamãe ver as camélias. Todas caídas no chão. As laranjas também assim como muitos botões de flores que entretanto haviam de desabrochar. O quintal estava cinzento e triste. Tal como eu. Um gato desconhecido e felpudo dormia enroscado debaixo do telheiro, um casal de melros namoriscava em cima da cerca. Tudo à espera... Fiquei gelada, colhi apenas um ramalhete de salsa e coentros para o jantar e corri para casa também eu à espera. Da primavera.
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Ultimamente falecem-me coisas
Falece-me o tempo, falece-me a luz e o ar em certas partes do dia.
Falece-me o sossego, a paciência e até o discernimento.
Não sei quanto tempo vai demorar até me falecer a boa disposição
A ver, se nos próximos quatro dias de descanso faço renascer algumas destas coisas.
Hoje fiz a minha árvore de Natal.
Falece-me o sossego, a paciência e até o discernimento.
Não sei quanto tempo vai demorar até me falecer a boa disposição
A ver, se nos próximos quatro dias de descanso faço renascer algumas destas coisas.
Hoje fiz a minha árvore de Natal.
domingo, 9 de outubro de 2016
Quietude em dias mornos
Das coisas boas que a idade me trouxe foi o saber apreciar as tardes de domingo em casa, de pantufas com o meu gato convalescente ao colo no meio do silêncio e da calmaria.
Se antes achava esta calmaria um desperdício de tempo, hoje vale por mil aventuras.
Se ontem tive tanto calor a subir a serra da Maunça de bike superando mais um desafio, já a descê-la fiquei gelada, se esta manhã ao parar na esplanada na Batalha para um café a meio da pedalada tive frio, esta tarde apeteceram-me pantufas.
Estamos em Outubro e anunciam este um dos Invernos mais frios dos últimos anos. Não sei, não sinto frio, por aqui está uma tarde morna até porém vestida de um manto cinza que me traz melancolia, aliás, calmaria como gosto agora de lhe chamar.
Acho que vou ler um pouco. Hoje tenho tempo.
Se antes achava esta calmaria um desperdício de tempo, hoje vale por mil aventuras.
Se ontem tive tanto calor a subir a serra da Maunça de bike superando mais um desafio, já a descê-la fiquei gelada, se esta manhã ao parar na esplanada na Batalha para um café a meio da pedalada tive frio, esta tarde apeteceram-me pantufas.
Estamos em Outubro e anunciam este um dos Invernos mais frios dos últimos anos. Não sei, não sinto frio, por aqui está uma tarde morna até porém vestida de um manto cinza que me traz melancolia, aliás, calmaria como gosto agora de lhe chamar.
Acho que vou ler um pouco. Hoje tenho tempo.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Um dia
Haveria eu de estar profundamente adormecida na minha cama king size, com lençóis de cetim de cor salmão e um edredon de penas de ganso raro do Cazaquistão e viria a criada com um nome Latino, a Consuelo, abrir-me os reposteiros devagarinho para deixar entrar a luz do sol através da enorme sacada virada ao mar dizendo "São horas Senhora."
Depois haveria de dizer que o meu banho estava pronto e eu calçaria os chinelos de fina pele com pompons cor de rosa e colocaria o robe de seda a condizer pelas costas para me dirigir á banheira redonda já cheia de água morna e muita espuma cheirosa. De seguida teria a roupa preparada por ela na cadeira, ajudar-me-ia a vestir, a maquilhar e pentear e calçar-me-ia os sapatos para eu não me baixar. Diria então que o pequeno almoço estava na mesa e eu iria até á sala onde teria sumo de laranja natural, chá, café, croissants quentes, compota, bolo de pera e manteigas várias, frutas exóticas e queijos. Eu, mordiscaria uma rodela de kiwi, beberricaria um café e diria "Não estou com apetite" ao que Consuelo responderia: "Tem reunião de Administração ás onze, Senhora, o Ambrósio está no carro á sua espera."
Daaaa-sssse!
Não ouvi o despertador, acordei assarapantada, mal lavei a cara, não me penteei, vesti o que me apareceu á frente, trinquei meio pão com manteiga pelo caminho, conduzi que nem uma louca a fugir do colete de forças, cheguei atrasada ao trabalho e esqueci-me da marmita com o almoço.
Mas onde é que anda a minha Consuelo??
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