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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Sábado à noite

Ainda me lembro dos sábados à noite de há uns anos, em que chegávamos apressados a casa dos pais para tomar banho e aprontarmo-nos para mais uma saída. A vida era vivida à pressa sempre com medo que o mundo terminasse no dia seguinte e tínhamos de viver a 1000 à hora. Eram os jantares, eram os bares com música ao vivo, eram as discotecas, eram as combinações com os amigos, sempre com horas marcadas, o encontro no café do costume, as noites longas mas que nunca chegavam para tudo o que queríamos fazer. Era a loucura, era a pressa de viver a vida.
Hoje são os nossos filhos que chegam apressados, aprontam-se e saem para mais um sábado à noite.
E lá ficamos nós, os dois.
Chegámos da pedalada e o homem vinha de desejos. O homem, o meu! Sim, é meu, por uso capião, por amor, por amizade, por cumplicidade, por anos e anos de vivência em conjunto onde um diz mata e o outro diz esfola. Sim, do futuro não sei, só sei do passado e do presente e desses sei que as nossas metades fazem um todo, somos cara e coroa, somos unha e carne, somos os dois um só. Nem consigo imaginar a minha vida sem ele, o meu amor, o meu companheiro, a minha muleta, sempre, sempre a surpreender-me.
Mas dizia eu que ele chegou de desejos. Tomou banho e foi às compras...


Salada e polvo e bacalhau assado. Ah! E uma garrafa de vinho, por isso é que estou assim, lamechas...