Hoje são os nossos filhos que chegam apressados, aprontam-se e saem para mais um sábado à noite.
E lá ficamos nós, os dois.
Chegámos da pedalada e o homem vinha de desejos. O homem, o meu! Sim, é meu, por uso capião, por amor, por amizade, por cumplicidade, por anos e anos de vivência em conjunto onde um diz mata e o outro diz esfola. Sim, do futuro não sei, só sei do passado e do presente e desses sei que as nossas metades fazem um todo, somos cara e coroa, somos unha e carne, somos os dois um só. Nem consigo imaginar a minha vida sem ele, o meu amor, o meu companheiro, a minha muleta, sempre, sempre a surpreender-me.
Mas dizia eu que ele chegou de desejos. Tomou banho e foi às compras...
Salada e polvo e bacalhau assado. Ah! E uma garrafa de vinho, por isso é que estou assim, lamechas...