segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Eu quero um kit de ferramentas!

Gaja Maria Ninguém! É o que eu sou, há pois é.
Assisti na TV à entrevista a alguns bloggers famosos que acabaram por sair dos seus empregos para serem bloggers a tempo inteiro. Porque escreviam bem, porque tinham muitos seguidores, porque a publicidade que eles fazem aumenta as vendas em muito, pois então e essas ditas marcas pagam-lhes a peso de ouro toda a publicidade que lhes fazem, oferecem-lhes montanhas de coisas e são todos muito felizes e prósperos.
Ora eu, que escrevo mal p'ra caraças, que não tenho muitos seguidores e que sou uma chata de primeira, mas estou fartinha de fazer publicidade à borlix, não recebo ponta de um chavelho.
Eu publicito as marcas das minhas bikes, mais dos sapatos de encaixe e do capacete, os fatos e as meias que uso, os lugares lindos por onde passo, as pêras e as maçãs de Alcobaça, até as Minis que bebo pelo caminho e ninguém me oferece um pneu, uma chave sextavada, uma inscrição numa maratona. Eu quero um kit de ferramentas!
Bom... pensando bem é melhor não que não as sei usar, mas eu quero uns sapatos de encaixe e um capacete em tons de azul para fazer "pandã" com a minha bike de estrada, eu quero um equipamento do grupo "Fuga Rosa", eu quero uns óculos novos que os meus têm as lentes riscadas, eu quero que me paguem a inscrição no Transportugal Tour, eu quero um patrocínio para ir pedalar na Transilvania!
Não?
Não, que eu sou a Gaja Maria Ninguém
Não, porque ninguém compra bikes pelo simples facto de eu mostrar fotos das minhas
Não, porque ninguém quer saber o que visto ou calço para pedalar
Ora! Pois fazem mal, muito mal! Vocês pá....


domingo, 25 de setembro de 2016

Reconciliação

Ontem de manhã, só de marido e filhos e após uma semana difícil, peguei na minha música e na bike e fiz-me à estrada com o intuito de ir passear sozinha até à Lagoa da Ervedeira. Bastantes quilómetros para pedalar sozinha mas talvez fosse até mais longe, dependendo do cansaço e das tendinites com que tenho lutado ultimamente pois até é coisa pouca, para os projetos futuros que tenho em mente. Logo se via.
Embrenhei-me nos meus pensamentos e ao som da minha música constatei que este mundo que é só meu, cresce um pouco mais todos os dias. Reconheço-me cada vez mais escassa de palavras e com cada vez mais silêncios, alguma solidão da qual não fujo e até procuro, muito trabalho, muitas mudanças que não sei se vão ser boas, algumas tristezas, muitas desilusões, algumas questões de saúde, tantas coisas postas em causa, tantos medos que nem costumo ter. Concluía  eu que  no fim de contas a vida não é um mar de rosas e que apesar de tudo só tenho é que a levar para a frente sem medos, quando toca o telefone a convidarem-me para uma tarde de btt. Ups! Apesar de ainda ir a caminho da Lagoa, aceitei prontamente que eu nunca me nego a uma pedalada. 
Abrandei o ritmo para não me cansar tanto, fui até à Lagoa e voltei, almocei a correr, troquei a roupa transpirada, mudei de bike e lá fui para uma pedalada com os amigos. O que me diverti, as gargalhadas que dei, as paragens que fizemos para beber minis, eu que nem gostava de cerveja, para comermos maçâs e pêras diretamente das árvores. Após um total de cento e trinta quilómetros não consigo explicar como não me sentia cansada pois necessitava disto para me reconciliar com a vida e comigo própria. 
Não posso, não quero, que este mundo que é só meu tome conta da minha vida.



terça-feira, 20 de setembro de 2016

Transformer

É Mamãe,  a Transformer com superpoderes que fez dos figos esta pequena maravilha.

Figos em calda

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Os dias em que não te consigo ver

Há  dias em que te vejo, sem te ver. Vejo-te, olho para ti e tu estás  lá, és  mesmo tu, mas não  és, eu nem te reconheço. ...
Será de ti? Será de mim?

sábado, 17 de setembro de 2016