domingo, 24 de setembro de 2017

Eu sei, tenho uma grande pancada

Está mais que visto que não bato bem da bola, queria descansar, queria fazer uma pausa e foi precisamente quando não parei quieta. Quis fazer uma pausa na escrita e não aguentei. Não aguentei não saber de alguns dos meus amigos virtuais e descobri que tenho tantos, obrigada. Não aguentei o deserto em que se tornou a minha caixa de e-mail, não aguentei não saber o que fazer ao serão, não aguentei quando achei que não tinha palavras e me fartei de escrever no meu caderno. Voltei.
Achei que a minha alma estava cansada e não a deixei descansar, achei que o meu corpo estava cansado e não parei de me mexer. Achei que estava dez quilos mais gorda, a roupa mostrava-me que estava dez quilos mais gorda e eu sentia-me dez quilos mais gorda, voltei ao ginásio e fiz uma avaliação, afinal são só dois e diz que sou uma cota muito ativa e em forma. Vai daí que fiz ginástica como se não houvesse amanhã e praticamente fiquei entrevada. Já estou melhor. Fiz uma passeio de Btt onde me fartei de comer pó e areia mas no fim aprendi finalmente a ter prazer em beber cerveja. Já gosto de minis! Uma das minhas amigas estava deprimida e eu sentia-me deprimida e no meio das lamentações percebemos que não se pode dar confiança a certas merdas da alma e que conseguimos dar a volta por cima. E damos. Fiz duzentos quilómetros para cantar os parabéns aos vinte anos de MaiNovo com umas velas que levei na carteira e ficámos todos super felizes. Hoje fiz cento e sessenta e cinco quilómetros de bike com outra amiga para lhe provar que ela era capaz. E foi. Percebi que as mulheres, além de serem fodidas umas para as outras, têm um enorme poder sobre os homens e que eu não sou uma delas. Destralhei a minha vida de algumas pessoas e de algumas coisas e sinto-me muito mais leve.
E é mais ou menos isto. Até amanhã!

domingo, 10 de setembro de 2017

Pausa

São tantas as coisas que diariamente solicito a mim própria.
Praticamente todas me trazem satisfação e alegria mas também algumas tristezas e dores. É assim a vida. São assim as vidas. Mas de tantas coisas que me tenho pedido, algumas já não cabem em mim e escrever, neste momento, é uma delas. Sinto-me tão cansada... No meio deste cansaço calam-se-me as palavras quando apenas algumas querem sair e,  temendo que não sejam as certas, resolvi calá-las por uns tempos e descansar. Vou fazer uma pausa, voltarei aqui quando "as minhas" palavras voltarem.

P.S.
Hoje fui subir a Serra d'Aire e Candeeiros para ir mostrar a Fornea a uns amigos. Fiquei muito feliz por eles mas custou-me tanto subir a Serra hoje. É que afinal não é só a alma que trago cansada, o corpo também.
Vou descansar e voltarei. Até breve!


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

A vida maravilhosa de Jacinta

A sua formação em Engenharia Mecânica, a sua inteligência e profissionalismo, a sua boa disposição e a sua beleza fizeram com que tivesse muitos amigos, um bom emprego, que pudesse viajar para locais exóticos, comprar roupas de marca, viver na zona cara da cidade. A sua vida era maravilhosa e ela escrevia com eloquência e paixão, retratando os seus momentos felizes. O seu blog era um sucesso. As fotos das festas, dos lugares fantásticos onde ia, do seu aspeto impecável tornaram o seu instagram um sucesso também. Era uma vida das revistas, uma vida de sucesso e felicidade. Cansou-se, no entanto, de manipular imagens e palavras, chegou um momento em que o que ela queria mesmo era falar da sua solidão, do emprego precário de onde nunca tinha conseguido sair, das roupas que nunca teve, da tristeza que sentia. Apagou tudo e criou um novo blog, um novo instagram.

Na realidade Jacinta até era parecido com Joaquina e ali ela podia ser o que quisesse. Agora para variar seria uma jovem desesperada por uns tempos. Depois, logo se veria…

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Pérola

Pedalei para fora da estrada, embrenhei-me no mato, muitas curvas e contra curvas, umas subidas e outras tantas descidas  ladeadas de um verde florescente que os raios de sol fazem brilhar. De um lado uma barreira, do outro uma ravina e um curso de água, os trilhos são túneis feitos de árvores e vegetação, o chão é um tapete de folhas macias, de cima caem folhas à minha passagem. Chamam-lhe a Amazónia. Bem lá no meio houve a intervenção do homem, que tornou aquilo seu e pôs ao seu jeito.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Rejubilemos

O ar está fresco e caem uns pingos do céu. Cheira a terra molhada. Que seja um bom dia deste ano novo :))

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

E eu a pensar

que o ano começava em janeiro, afinal é em setembro. Por aí já pululam os balanços e as resoluções e eu, por via das duvidas, reinscrevi-me no ginásio, noutro ginásio para ser diferente, vale?

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Sem título

Quando o coração fica doente, a alma tem falta de ar e o olhar perde o brilho, o  corpo anda sem viço, a mente vagueia e as palavras fogem. Tal e qual uma planta a quem não regam a terra, o coração murcha quando não é alimentado, mas ao contrário da planta que não consegue ir à procura de água, o coração pode ir à procura de alimento quando quer. Se quiser.
O meu coração está doente e eu não sei o que faça.