quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Dia 23 - curioso

Como nos pegamos às coisas e depois, quando é necessário, acabamos por colocar as nossas vidas em caixotes e nos livramos de alguns. 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Dia 22 - Tau!

Quando algo está mal,  devemos denunciar, mas quando está bem, temos de elogiar, certo? 
Fiz uma marcação online na Segurança Social para entrega de documentação para as nove horas desta manhã. Cheguei um pouco a medo, pois era a minha primeira vez nestas lides, não perguntei sequer quem era a última pessoa da fila e fiz assim um ar de importante, mas a rezar para que a marcação funcionasse ou era ali linchada de imediato caso ousasse passar a frente de alguém. Quando a porta abriu estavam umas trinta pessoas para tirar senhas e olhavam todos uns para os outros comentando, esta senhora veio depois, aquela veio antes, o outro só chegou agora, etc e eu pimba, marcação. Gente, eu tenho marcação para as nove horas. Fui a primeirinha a ser atendida eram nove e um. TAU!
Resumindo, a coisa funciona e ainda ensinei algumas pessoas como se faz. 

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Dia 21 - Sem tempo

Um dos argumentos que usamos para não fazer certas coisas. 
A mim hoje não me apetecia escrever. 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Dia 20 - Fatal como o destino!

A última meia folha de papel higiénico é minha! Minha, só minha, sempre minha, de manhã, à tarde e à noite. Minha!! Yes! 

domingo, 19 de janeiro de 2020

Dia 18 e 19 - Será que lá chego?


Tem  oitenta e três anos e é verdade que se sente cansada, trôpega e anda muito devagar. Tem dificuldade em lembrar-se das coisas, está constantemente a telefonar-me sem querer porque não atina com o telefone e depois ou não fala ou não me atente de volta deixando-me à beira de um ataque de nervos. Tem uma obsessão com limpezas e uma energia que me deixa estupefacta. Conduz, a vinte à hora é certo, mas quase todos os dias vai dar a sua voltinha, às compras, ao cabeleireiro e à manicure, à farmácia e ao cemitério, aquela mulher não pára. Quantas vezes vou dar com ela pendurada num escadote a apanhar laranjas, ou a tirar as cortinas para lavar que até me apetece bater-lhe. Incrível a energia que Mamãe ainda tem que me chega a fazer inveja. Hoje deu mais uma vez provas de que ainda não perdeu o dedo para a cozinha, fez para a família o melhor bacalhau com natas de sempre.
Deusmaconserve assim.

E se fim de semana significa pedaladas, ontem a chuva trocou-me as voltas. Mas eu fui...






sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Dia 17 - Manhã de sonho

Era.
Se ao dar entrada no hospital às 10.58 para uma consulta de oftalmologia, fosse atentida dentro de quinze ou vinte minutos, meia hora vá. Mas não que o SNS está sempre no seu melhor. Ainda se tivesse levado o meu livro ou a net funcionasse, ainda se houvesse voluntários a oferecer chá, café e bolachas que ninguém quer, mas que fica sempre bem, estaria entretida e nem dava pelo tempo passar. Mas não que o SNS está sempre no seu melhor. Uma p'ssoa tem de estar ali, apertada numa cadeira com mais tresentas e noventa e nove pessoas a tossir e a tagarelar e a pigarrear à espera que se lembrem de a chamar e quando finalmente chega a sua vez, já raivosa, descabelada de tanto coçar a cabeça com os nerves, cheia de calor e com vontade de matar alguém, corre para o consultório para a habitual consulta de dois minutos.
Salvou a manhã o fato de ter ter ouvido a notícia de que tudo está bem com seu olho operado. 
Não sei quem pode melhorar isto nem que seja um pouco mas de certo que a mim, que pago todas as cenas e mais algumas para que este país ande para a frente, me assiste o direito de se me encanitarem os nerves cada vez que me vejo nestes lugares nestas circunstâncias.