quarta-feira, 24 de agosto de 2016

domingo, 21 de agosto de 2016

Como não podia deixar de ser

Esta que aqui vos escreve começou mais uma semana de férias. A pedalar, claro!
Vi-me negra para subir a serra e chegar lá acima, acho até que escorri todas as calorias ingeridas nos últimos tempos, mas esta fininha até deitou fumo a descer em direção a S. Martinho do Porto e do pastel de nata quentinho. Yupiii! Venham de lá esses dias de papo para o ar.

Quase, mesmo quase a chegar lá acima. Uf!!


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Estranha forma de ser

Estou há  horas neste silêncio.  Talvez há  dias ou meses nem sei. Também  não  sei quando foi que comecei a estranhar as palavras, as conversas. Não  sei quando deixei de querer falar, muito menos quando deixei de querer ouvir. No inicio diagnostiquei-o passageiro, mas agora sei, agravar-se-á  a cada dia que passa. Estou apreensiva. Estará o meu mundo a ficar mais pequeno ou, pelo contrário,  a ficar cada vez maior?

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Ai a minha vida

Eu cá  tinha dor de cotovelo, afinal diz que é  epicondilite.  As coisas que aparecem a uma gaja.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Outrora

Eu sou da terra,  eu sou do céu,  eu sou da lua.  Eu sou forte e robusta, eu sou grande.

As minhas raízes cresceram e tornaram-se grossas e imponentes esgravatando a terra e cravando-a bem fundo, tão  fundo que nenhum tremor desta terra me abanará. 
Os meus braços cresceram fortes e longos espalhando-se em meu redor protegendo do sol e da chuva quem por aqui estiver. 
As minhas folhas bailaram alegremente, brilhando à  luz do sol e da lua espalhando sorrisos e amor.
Longas e felizes foram as palavras que todos pareciam ouvir.

Mas esta já  não  sou eu. 
Já  não  sou forte nem imponente, as minhas raízes já  não são tão robustas e fortes, os meus braços  quedaram-se e já  não protegem ninguém. As minhas folhas  já não  brilham nem bailam. Cai uma todos os dias. 

Esta já  não  sou eu. 
Eu sou muito maior....



quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Baralhação

Os lençóis  e as fraldas estão bordados, as botinhas tricotadas, os fatinhos alinhados,  cheirosos e macios, prontos nas gavetas a espera da chegada das cegonhas vindas de Paris.
Ondas de amor e esperança espalham-se pelos ares contagiando pessoas e arrancando sorrisos. Mães prenhes de vida e de amor aguardam pacientemente o dia em que a cegonha lhes vai deixar a porta um embrulho que choraminga.

As cegonhas porém que iniciaram há  pouco os seus voos, perfiladas umas atrás  das outras desenhando uma linha de renovação no céu, encontram-se agora às voltas, desorientadas, perdidas neste céu ensanguentado de fumo, cinzas e até  labaredas. Não  sabem para onde ir,  não  sabem o que fazer. ...
Estão desesperadas.