quarta-feira, 13 de junho de 2018

Talvez quando o sol vier...

Eu e tantos outros pela blog fora que se quedam mudos e quietos voltem a querer botar faladora. Hoje pela tarde deu um ar de sua graça, o tal de sol e logo apeteceu rir e dizer umas parvoíces, mas foi-se que está ainda envergonhado. Talvez amanhã apareça e venha para ficar.
Bom, eu cá ando, e nos entretantos dei por mim em testes ao champô de cebola. Bem bom por sinal. Depois, dei por mim a mal caber no biquini e fui ao ginásio, estou aqui que nem posso, depois dei por mim a insistir numa crise existencial que teima em demorar a largar-me, a desgostar-me e a desgostar que os outros desgostem de mim.
Raios! Se o sol não vier depressa me desfaço em desgostares. ..

É há pouco ainda dei por mim a ir  ver o mar, que este pelo menos nunca me falha, está sempre lá. Umas vezes enervado e revoltado, outras tranquilo e muito calmo, mas sempre lá, à minha espera...

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Castigos divinos

Se os há, já levei com um.
No sábado a pedalada desaguou num enorme morangal. Ora, passar sem parar perante tão bela e gostosa visão? Naaaa! Não só parámos como nos embrenhamos plantação adentro procurando os morangos maduros e engulindo-os não sem antes os saborearmos. Delícia dos deuses, ainda que um pouco a medo sem sabermos se tinham pesticidas recentes que nos provocassem daqueles desarranjos intestinais de caixão à cova. Que salixasse, mas tal não aconteceu, o que aconteceu, isso sim, foi que a partir de então comecei a sentir uma dor forte no joelho que foi aumentando de intensidade e praticamente cheguei coxa e com a perna pendurada a casa. Quase, mesmo quase a cair-me o joelho. Gelo e pomada nada fizeram e no domingo tive de abandonar a pedalada a meio para regressar a casa cheia de dores. E aqui ando eu. Não bastava a depressão por causa desta morrinha de água que não pára de cair, como agora que vem lá o sol e eu estou perneta. E isto só à conta de ter levado 2 morangos sem autorização, meia dúzia vá, bom, uma barrigada deles que me vão sair caríssimos em fisioterapia...
Toma lá morangos!

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Zé preto, o gato mijão

E o cúmulo dos cúmulos deu-se quando S. Exa. Zé preto o gato mijão, numa bela manhã destas, ainda euzinha na cama mas já a claridade iluminava o quarto, entra sorrateiramente, de olhos pregados em mim e eu nele que topei-o logo, e sem perdermos o contacto visual, o bicho roda o corpicho, alça o rabo e esguicha uma xixizada contra o cortinado.... Saltei da cama em modo bunging jumping e em sprint larguei atrás dele, corredor fora, escada abaixo, divisão em divisão até ele andar às voltas à mesa sem que eu conseguisse apanhá-lo mas atirando-lhe tudo o que apanhava pelo caminho.
Que ele andava a mijar fora do penico eu já tinha percebido pelo cheiro, mas dar-se a um desplante destes?? Que é lá isso! Um gato que vive como um príncipe das Arábias, o pires de leite todas as manhãs, as taliscas de fiambre à tarde, a ração da melhor, a latinha de mousse gourmet dia sim dia não, a mantinha polar e a areia com cheirinho?Filhadamãe do gato! Está há duas semanas de castigo e não passa da garagem. Ainda assim, acha-se o principe, senão rei do pedaço, cheio de razão e armado em importante.  O gajo nem olha para mim, vira-me as costas quando me vê e nem sequer vem pedir fiambre ou mia para entrar. Ai que isto vai correr mal.

Sim, é este... 

Nicho de mercado

E pronto. Nesta nova estação chamada priminverno em que está um calor assim para o esquisito, descobri o meu negócio complementar. Vendo baratinhos estes casaquinhos para as maçãs. As minhas  já estão todas vestidinhas, não há frio que lhes chegue. Já a mim....


segunda-feira, 4 de junho de 2018

Evasão


Sou perita em fugas.
Fujo.
Fujo dos carros, da poluição, do buliço da cidade. Fujo das maldades, das guerras, das desgraças. Fujo das responsabilidades, fujo das tristezas, fujo de tudo e de todos.
Só não consigo fugir de mim...

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Demorei a tomar a decisão, mas afinal também quero falar da eutanásia

Sempre me pouparam às mortes. Viam-me com sensível, impressionável e tudo me causava pesadelos, por isso, sempre eram evitados à minha frente os assuntos  que falassem de sofrimento. Morte era palavra que não utilizavam perto de mim e ir a funerais estava fora de questão até ser adulta. Talvez por isso eu continue a evitar ir, não sei como enfrenta-los, como reagir, como atuar com as pessoas, que sentimentos me hei-de permitir sentir. Posso até dizer que perante tudo isto criei um escudo, uma proteção invisível.
Até que tive de enfrentar o atroz sofrimento de meu pai com uma doença terminal que o levou em três semanas. Foi levando-lhe as palavras, depois o sorriso, depois os movimentos, o discernimento... Até que o levou de vez quando já nem se mexia e nem os olhos abria, já nem sequer gemia. O estranho é que, nos últimos dias dei por mim a pedir a Deus que o levasse o mais depressa possível e o poupasse àquele sofrimento e até hoje tenho remorsos de ter feito aquele pedido a Deus para uma pessoa que eu tanto amava....
O meu escudo não funcionou.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Problemas no blogger

Sou só eu a quem já não aparecem os comentários do blog no email desde o dia 25 ou aconteceu a todos? O blogger está estranho e apercebi-me de algumas alterações. Passa-se o mesmo convosco ou é só mesmo comigo? Já fui ao fórum de ajuda e aconteceu um pouco pelo mundo, mas não vi ninguém a queixar-se por aqui....