sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

É noite!

Estou na cama a dormir, tento virar-me e sinto um peso no estômago. Abro os olhos e vislumbro na escuridão o perfil da gata a dormir aninhada na minha barriga. Como terá ido parar ali, não teria ela outro lugar para  dormir senão em cima de mim? Eis que a cabeça desperta, prenhe de ideias e frases soltas que se me agigantam querendo ver a luz. É à noite que tudo ganha uma forma dantesca, é à noite, em que está escuro como breu, que tudo nos parece mais sombrio, mais estreito, mais íngreme. Ideias, imagens, cenas soltas,  frases feitas passam-me a correr pela mente, agora em completo alerta.
Desde a festa de aniversário de MaisVelho, à secretário no trabalho amontoada de papeis, ao vidro do carro que não abre, a porta da cozinha que não fecha, as lâmpadas que teimam em se fundir por toda a casa, o frigorífico que deita água, a arca onde nasce mais gelo que no Polo Norte e o secador que explode. Depois ainda vem a limpeza para fazer, a roupa para engomar, as ervas do jardim que tenho para arrancar, o leite e o queijo que esqueci de comprar...
Entretanto chegam também os projetos que tenho por concretizar, mais os que tenho ainda por registar, mais os sonhos e as vontades que à luz da noite, ou a falta dela, parece que nunca vingarão.
Finalmente vem o tempo que não tenho, o salário que não estica, o cansaço que se apodera de mim, a coragem que se esvai, a determinação que se esfuma, quais cortinas de nevoeiro que teimam em ficar cerradas, presas na falta de ar da noite.
Tenho calor, tenho frio, tenho sono, estou exausta. Adormeço finalmente e toca o despertador...
Putas das insónias!!

quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

Já há festa no castelo

Flausina Amarela acabou de me enviar um SMS. É o aniversário de um dos pagens do rei e começaram as festividades... Eu seria muito feliz naquele castelo e só de olhar já ganhei diabetes...
Flausina amarela, filha, tu arrefinfa-lhes!



O tom do conhecimento

Do Re Mi Fa Sol La Si Do
Oito tons, oito possibilidades que temos para fazer com que nos ouçam com prazer e com vontade. Oito tentativas que temos de acertar ou falhar quando falamos. O tom faz toda a diferença!
Há gente que sabe sempre tudo e raramente tem duvidas ou se engana. Admiro! Gosto de escutar e aprender com essas pessoas quando elas falam em Do Re Mi Fa ou Sol. Já os que falam o que sabem ou até o que não sabem em La Si ou Do, o tom da arrogância , da superioridade e da agressividade, dispenso, são sons demasiado agudos e estridentes para os meus tímpanos tão sensíveis.

quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

Há uma dúvida que me assola

Para mim uma reclamação será sempre uma oportunidade de melhoria, embora saiba que há reclamações que de tão estapafúrdias não tem pés nem cabeça e também há pessoas que reclamam sempre por duas razões, por tudo e por nada, fazendo com que todos fujam delas. Além disso, a pessoa que reclama e sempre mal vista como se de um leproso se tratasse e sempre criticada. E os que aceitam tudo são apelidados de panhonhas e apáticos sem opinião. 
Gente! Somos mal e rudemente atendidos num estabelecimento, vemos uma situação que achamos dever ser denunciada, estão a lixar-nos a fartazana, levamos com uma mosca na sopa..... 
Reclamamos ou engolimos a mosca, pagamos e vamos embora todos contentes só para não levantar ondas?? 

segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

A Flausina Amarela

Bem sei que nunca vos apresentei a Flausina Amarela e talvez um dia destes até vos conte a sua triste e ao mesmo tempo hilariante e e linda história, mas por agora saibam apenas que ela é uma princesa que foi atirada da janela do castelo pelas filhas de sua madrasta e amigas ficando cega de um olho, coxa e marreca e tendo sido enviada para uma sucursal do castelo em Adevagar-Se-Vai-Ao-Longe, para tratar de umas merdas que ninguém queria fazer. Isto, porque ao invés de lhe ter dado o badagaio com a queda, Flausina era rija como cornos e sobreviveu.
Telefona-me hoje muito aflita, coitadinha, sua voz chegou entre-cortada e quase não se ouvia porque em Adevagar-Se-Vai-Ao-Longe chega lá pouca rede e não se apanha net, não podendo por isso enviar-me um whatsapp. Dizia-me ela que merda que já era de novo segunda-feira e que continuava um calor do caraças, que mal tinha conseguido descansar o seu único olho de tanto papel e que lhe doía a marreca p'ra caraças.
Pois eu disse-lhe que não ligasse a essas coisas e que fundássemos masera o clube das "Segundas feiras no Castelo" e fizéssemos festas de arromba com os gajos a servirem bolinhos e cafezinhos e a contarem as peripécias do fim de semana. Depois, o resto da manhã, os gajos coçavam a micose enquanto falavam de gajas e nós gajas, cortávamos em fulana e sicrana, líamos as notícias e visitávamos blogues e fazíamos postagens inspiradoras. Que tal?
Finalmente seria já de tarde e a neura já teria passado. Começaríamos então a trabalhar, felizes e contentes e gratas pela vida maravilhosa que tínhamos.
E vocês, o que vos parece? Quererão vocês, queridas flausinas azuis e rosas e verdes, juntar-se a este clube, o clube das "Segundas-feiras no Castelo", para onde vamos estar em pulgas para ir, às segundas de manhãzinha? 

domingo, 26 de Outubro de 2014

sábado, 25 de Outubro de 2014

As corajosas tolas do Brasil Ride

Terminou mais uma edição do Brasil Ride Btt que andei a seguir desde o início.
Por ser uma prova mítica do Btt, por estarem lá portugueses a correr que ficaram bastante bem classificados e também porque participou um amigo que fizemos nos Açores. Mas do que vos quero falar é da coragem e determinação de duas tolas que participaram numa das provas mais difíceis e duras desta modalidade vejam bem, numa bicicleta "tamdem". A classificação não lhes interessava, nem podia, pois se aquilo é difícil numa bike normal e para os homens, imagino só duas mulheres numa bike de 2 lugares...  Nas fotos estão sempre a rir, parece-me que se divertiram imenso e animaram o pessoal por lá. Além disso deram uma lição a muita gente, estas tolas simpáticas, conseguiram chegar ao fim! Gosto delas.