sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Uf!

Paletes de papeis, pastas, pastinhas e pastões, resmas de agendas, praí desde 1912 aos dias de hoje, cabos nem sei de quê, carregadores de tudo e mais alguma coisa, telemóveis de 1910, garrafas com fios de bebidas espirituosas, bayblades, sabem o que é? Berlindes e cromos dos Pokemon, peças de decoração escondidas, lindas, cassetes de fita (que voltei a guardar), uma coleção da Disney de filmes de video VHS, que já nem tenho (também guardei, quem sabe um dia vou a um leilão de antiguidades), exames médicos desde 1940, que os anteriores foram para o lixo no destralhamento anterior... bom, nem vale a pena enumerar mais tralha com que enchi os contentores da vizinhança. Ainda cheira a tinta mas já tenho chão, lindo. E limpar a minha coleção de gatos uma a um e voltar a arrumar? Ainda comecei a contá-los mas perdi-me aí aos 150... Parece que está tudo limpo e arrumado e vai-se a ver e não. C'horror, mas ficai descansados que já desencardi as unhas.Só me falta comprar umas cortinas novas que as anteriores estavam cheias de unhadas de gato, um dia ainda os penduro na varanda. E amanhã vou pedalar, acabaram as obras, por agora...


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Ai os nervos

Os nervos, ai os nervos, esses trambolhos pontiagudos, responsáveis pela maioria dos nossos piripaques. Eu cá estou cheia de nervos, estou mesmo com muitos nervos eu, porque ando com obras em casa e porque ando sempre a destralhar e porque achei que já era uma minimalista e afinal não.
São Everestes de coisas espalhadas pela casa e que vou ter de limpar e arrumar nos devidos lugares. Cheira-me que se ainda não era suficientemente minimalista, agora é que vou passar a ser. Já olhei ali para um contentor perto de mim.... E gatos a meterem o nariz onde não devem e a atrapalhar, querem? Estou para aqui sentada no meu meio sofá a snifar tinta e sem chão, de janelas abertas e rodeada de máquinas e coisas amontoadas. Pelo menos é um serão diferente. Uma Gaja mete-se em cada coisa...

Findou o encanto

Todos os anos, em chegando os meses de Julho e Agosto , teríamos umas férias maravilhosas, de papo para o ar, veríamos o pôr do sol todas as tardes, quiçà o seu nascer, um dia ou dois, leríamos muito, comeríamos maravilhosas iguarias, beberíamos vinhos de marca, algumas bebidas espirituosas, viajaríamos para lugares paradisíacos, , estaríamos rodeados dos nossos, que mimaríamos até mais não, gargalharíamos a toda a hora, engordaríamos alguns quilos  e ficaríamos de molho no mar ou na piscina ou a torrar ao sol ou a fotografar locais bonitos e comidas fantásticas. Então, mostraríamos tudo ao mundo, nos Blogs, no Face e no Insta, quiçá até no Tweet, atualizando ao minuto a nossa felicidade, o nosso tom dourado, o nosso ar descansado de stress e preocupação.
Depois chegaria o dia de voltarmos ao trabalho, alegres e contentes, descansados, bronzeados e em tal modo zen que nada nos afetaria durante semanas por mais que nos atazanassem o juízo. Acordaríamos sem ser necessário despertador, cheios de motivação, vontade redobrada, dispostos a trabalhar horas a fio em prole de nós e de outrem sem nunca esmorecer, deprimir ou entristecer.
Só que não...

domingo, 23 de agosto de 2015

Silhueta


Sair bem cedo e chegar já quase noite, a rotina dissipou-se, as preocupações desapareceram, os horários não importam, o cansaço não se sente. Foram estradas e caminhos, gentes e locais. Cães a ladrarem à nossa passagem, bom dia senhor, boa tarde rapazes. Serras, vales, cabritos a saltitar. Gritos de aves, um coelho a fugir, o mato a restolhar, a brisa a secar-nos o suor. As gargalhadas, os ecos à nossa passagem, um céu imenso, o rio ao fundo, por vezes o mar. Quilómetros de brincadeiras, outros tantos de pensamentos. Decisões, resoluções... Sou leve, sou uma silhueta, sou eu. Estou feliz.


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Burra teimosa

Todos os anos me acontece o mesmo.
Todos os anos tomo a resolução de no ano seguinte não cometer o mesmo erro.
Todos os anos volto a fazer a mesma merda!

Voltei ao ginásio após um mês de pausa...

Mal me consigo sentar, mal me consigo levantar. Tossir é doloroso, mexer os braços é um suplício. Até as mamas me doem...
Xiça!