sexta-feira, 3 de julho de 2015

A arte de passear o animal

Há quem vá passear o béubéu ou o miau. E depois há os outros que vão passear o cavalo pela trela e de bike.....
Conseguem ver bem? Eu cá ia causando um acidente em cadeia para captar o momento. 


quinta-feira, 2 de julho de 2015

Tudo (ou quase) aquilo de que gostamos e nos dá prazer sai-nos caro

Já nem falo de carrões, casas fantásticas, roupas e sapatos de marca, tecnologia, viagens, que isso cada um tem à medida da sua carteira. Alguns até as adquirem a uma medida superior à da carteira mas depois pagam as favas e arrependem-se para o resto dos seus dias, mas isso é lá da vida de cada um e cada um é que sabe.
Mas posso falar de livros, de museus, de uma ou outra ida ao restaurante, de um concerto musical, fotografia, cinema e uma infinidade de coisas que gostamos e nos dão prazer mas nem sempre podemos porque nos saem muito caras. E não estou só a falar de dinheiro.
Eu estou particularmente a falar de uma coisa que gosto muito e me dá imenso prazer mas que me sai caro. O desporto. Quem me conhece e quem me lê sabe que respiro desporto e o encaro como modo de vida. Ginásio, caminhadas e Btt fazem parte dos meus dias e deixam-me feliz. Nunca vou por obrigação, vou porque adoro.É o cuidar do corpo e da mente, é o fazer algo que gosto e me dá prazer, é o fazer algo por mim e pela minha auto-estima, é o impor-me desafios e superá-los, é o ar puro, as paisagens de cortar a respiração no cimo do monte, o convívio, os locais que conheço que seria impossível conhecer sem a minha bike.
Não me queixo mas sai-me caro.
Saio do trabalho a correr, quando já consegui despachar tudo e ou vou para o ginásio onde as aulas começam às 18:30 ou pedalar. São duas horas minhas que passam a voar mas  que me saem caras.
Não é só o custo da bike, sua manutenção e todo um conjunto de apetrechos caríssimos, os equipamentos e as sapatilhas para o gym e a mensalidade, é aquilo de que prescindo à conta destas duas horas diárias. 
Prescindo de muitos outros gastos e gostos para poder ter a minha byke e todos os equipamentos necessários,  prescindo de muitas coisas para ter tempo para fazer desporto. Montras, compras, cabeleireiros e outras coisas de gaja, cinemas, museus, fotografia, tenho até viajado menos. Tenho muito pouco tempo para a casa ou para ler, ou até para blogar pois tenho de me dividir entre familiares, amigos,  casa e trabalho para poder fazer desporto. E não me ralo com isso.

Bom, peço desculpa porque não era bem isto que queria escrever mas maridão está a ver a Gala do Sporting e não se cala com comentários e a tentar adivinhar quem ganha os galardões e não me deixa concentrar.

Mas em jeito de resumo e conclusão, é que não me importa nada com aquilo que prescindo para fazer uma coisa que gosto de paixão. É importante fazermos o que gostamos nem que para isso algumas outras coisas fiquem para trás. Vivamos em pleno.





quarta-feira, 1 de julho de 2015

Digam-me como

Tenho uma pequena cena congénita no olho esquerdo. Coisas que herdamos dos nossos progenitores, normalmente más, claro e que me limita a visão. Em garota ainda andei  de óculos e com o olho direito tapado a ver se estimulava o outro lado, mas nada. As vergonhas que eu passei por causa daquela pala no olho e nem sequer surtiu efeito. Nem sei como não me apelidaram de pirata, Camões, ou mesmo cáolho ou outra coisa bem pior, mas não, a garotada gostava de mim. Valeu-me isso. 
Mas dizia eu que nem com lentes o gajo lá vai, porque afinal é uma cena congénita e não há nada a fazer. Vê menos e ponto final. Em contrapartida sempre vi muito bem da ala direita mas, e porque nestas coisas há sempre um mas, a puta da idade e o facto de trabalhar com computadores já fez os seus estragos e tenho de usar uns óculos de ver ao perto e semi-perto. Para quem não sabe, semi-perto é aí até uns 80 cm. Mesmo à cota portanto.
Agora, digam-me!
Como é que uma gaja estilosa (que quer ser, vá), que não vê um telho ao perto e não tem lentes de contacto, pinta os olhos de manhã sem ficar a parecer que levou um murro em cada olho? Ein??
E como é que faz um risco fino e direito com lápis ou eyeliner ein?  E como é que vê se tem a quantidade certa de sombra em ambos os olhos? E como é que põe a máscara nas suas lindas mas loiras pestanas e não à volta? Ein?
Vá, digam-me como.

terça-feira, 30 de junho de 2015

3, 2, 1 Partida! Começaram as corridas

As corridas para as depilações, as manicuras e as pedicures
As corridas para as lojas, para as promoções e para os saldos
As corridas para as férias, para as praias, para as bolas de Berlim, para os aeroportos
As corridas daqui para fora
Eu cá ainda só corro para o trabalho...

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Puzzle

No fundo ela teria mesmo a necessidade de o menosprezar, minimizar, ignorar, fazer questão  de o reduzir à sua insignificância para que ele não pudesse nunca pensar que alguma vez teria importância ou valor. Denotava-se até um pouco de agressividade  no olhar e na voz. Ele sabia-o.
Estava bem assim pensava ela, há pessoas que trazem a verdade espelhada na cara e a sinceridade na língua. Essas, é importante fazê-las calar.
Haveria no entanto momentos e dias em que seria inevitavelmente necessário mudar de atitude. Alguma atenção, um pouco de doçura, talvez até alguma importância ou um pouco de valor teriam de ser demonstrados pois faltaria uma pequena peça para concluir o puzzle. Peça essa que poderia ajudar a concluir o puzzle do suposto poder, essa doce e maravilhosa sensação que tinha provado e já não vivia sem. Um gosto algumas vezes amargo é certo, mas um gosto que queria para sempre.
Uma vez concluído, tudo voltaria ao normal, até haver necessidade de concluir mais um.
Se ele estivesse para isso...

sábado, 27 de junho de 2015

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Problemas no canal

Estou a falar daquele canal, o da mancha, que une o Reino Unido a França, onde existe o Eurotunel. O túnel ferroviário por onde circulam milhares de produtos, veículos e pessoas fazendo do longe, o perto. 50,5 kms de túnel, inaugurado em maio de 1994 após sete anos de construção. Das obras mais importantes feitas na Europa nos últimos tempos que aproxima rapidamente coisas e pessoas. Uma das minhas funções profissionais é enviar coisas para o estrangeiro e acontece que sempre que envio algo para a nossa vizinha Inglaterra, já sei que alguma calamidade vai acontecer e os produtos não vão chegar a tempo e horas. Problemas no canal, sempre problemas no canal! 
Passei a estar atenta pois nunca me tinha apercebido de tal questão. Desde greves, incêndios, curto-circuitos, falhas de energia, acontece de tudo um pouco naquele canal atrasando todo o fluxo normal.
Esta semana não foi excepção. Inspecções estão a ser levadas a cabo devido aos distúrbios causados pelos migrantes que tentam a todo o custo atravessar mares. Os migrantes e o mar. Desta feita não morreram afogados porque por acaso construíram lá um túnel, mas o mar parece ser para eles fatal como o seu destino. Não bastam os exemplos anteriores para os fazer parar. Ou o desespero é tão grande que para eles morrer ou não morrer é uma questão de menor importância...