domingo, 22 de janeiro de 2017

Uf!

Estive dez horas para ver a Mata Hari morrer. Chiça, raios partam a rapariga. Gostei do filme mas tenho o cu quadrado.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

É impressão minha

Ou anda tudo como eu, enregelado, desmotivado, enjojado e sem vontade de partir para as ruas da bloga, batendo às portas e janelas, ler, meter conversa, mandar umas larachas? É impressão minha e as blogo pessoas estão à lareira embrulhadas nas mantas a beber chá quente sem vontade de nada ou sou só eu que tenho o deditos frios que não conseguem encontrar as teclas certas para formar palavras e frases e falar das maravilhas da vida e das estrelas e das flores geladas e das árvores nuas e das estradas cheias de gelo? Isto anda paradito não anda?

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Escolhas

Bem sei que sabemos que as nossas proprias escolhas poderão  não  ser as melhores para nós.
Bem sei que sabemos sempre se as escolhas dos outros são  as melhores ou não  para os outros.
Bem sei que muitas vezes temos dúvidas se as escolhas valem a pena.
Tenho tantas dúvidas. .. .

domingo, 15 de janeiro de 2017

Spa

O tempo escorrega-me por entre os dedos sem que o consiga agarrar. Não chego para as encomendas. Quando assim é sou tomada por uma apatia que me deixa longe de tudo e de todos, uma espécie de escudo invisível, uma linha que me separa de certas dores, de certos sentimentos, que me faz fugir das pessoas, que me deixa perdida.  
Aparentemente e no final de contas parece que não estou sozinha nisto, sim, eu sei, isto do tempo é coisa para dar nos nervos a muitas mulheres que não sabem para onde se virar. Vai daí que "Migas"e eu, neste fim de sábado gelado que prometia lareira e roncos no sofá, fizemo-nos ao SPA de água salgada. 
Nós, as gajas, no meio de milhares de bolhas de água quente e fria, caminhos sobre pedras, jacuzzi, cascatas, jatos de alta pressão. Há tanto tempo que não fazia isto que já nem me lembrava o quão sabe bem. Durante setenta minutos andei dentro da água salgada rodeada de bolhas por todo o lado. Fechava os olhos e conseguia flutuar, sentia as bolhas nos pés, nas pernas, nas costas, inspirei profundamente o aroma a mar. Leve tão leve. Como que por magia a minha alma foi ficando vazia de certos lixos, limpa, o vapor levou-me a ansiedade e o aperto que trago cá dentro. Sei que devia, mas não consegui ir ao banho de gelo no fim, eu queria era uma massagem, mas essa fica para a próxima.
Quero ir outra vez amanhã e depois de amanhã e no outro dia... 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

À espera

À música de fundo sobrepõe-se o burburinho de pessoas a falar.  Umas andam de um lado para o outro ao telemóvel,  outras observam sossegadas, a maioria conversa circunstâncias e banalidades. Apenas vejo uma pessoa a ler. Alguém desfaz a árvore  de Natal à  entrada e uma auxiliar grita o nome de alguém. A fila de atendimento chega à  porta e o som dos números a passaram não  pára. De um lado do hall as consultas externas das crianças, do outro as dos velhinhos. Entram macas, saem macas, velhinhos muribundos, crianças  a correr, carrinhos de bebé passam apressados num contraste entre a vida e a morte, entre a energia e a apatia, a alegria e a tristeza....
Eu, aqui no meu canto, espero e desespero. Isto dos hospitais é tão  fascinante quanto deprimente. Sei que todos se esforçam para tornar isto melhor mas eu já  não  consigo ouvir pessoas, cheirar pessoas, ver pesdoas. A música enerva, a campainha enerva, as rodas das macas e dos carrinhos a deslizarem, enervam. Porque não trouxe eu um livro para ler enquanto espero  e desespero?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Esta pele que não é a minha

Visto por vezes uma pele que sinto não ser a minha, é fria e pouco elástica, no entanto gosto dela. Protege-me dos ventos fortes e das tempestades, os relâmpagos nem os sinto.
Há porém dias em que insisto vesti-la e a odeio, pois protege-me igualmente das brisas leves e doces, dos dias amenos de sol, do calor dos sorrisos.
Nunca sei bem que pele vestir ou em que parte do dia chegou a hora de despir uma e vestir a outra...

domingo, 8 de janeiro de 2017

A rosa

Maldizia eu a minha vida por nem sentir as mãos enquanto estendia duas máquinas de roupa pela manhã bem cedo para conseguir fazer todas as tarefas necessárias e ir pedalar à tarde, que raio de vida esta e estendia e prendia cada peça com molas coloridas cá nos meus pensamentos, quando os meus olhos bateram num ponto de luz direcionado  exatamente para a minha frente. Levantei a toalha que estava a estender e deparei-me com esta rosa na qual até ao momento não tinha reparado. Tão singela, tão bela, tão feliz por estar ao frio e a aquecer-se com os raios de sol da manhã. 
Sorria para mim...