quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Máscara

Foi por detrás daquela máscara que tudo aconteceu. As guerras, os duelos, os debates. A raiva e o desespero, a solidão e a tristeza, a dúvida. Mas também o amor e a amizade, o querer. Foram as luas minguantes, as brumas que tudo escondem, tudo toldam e tudo escondem. Mas depois vieram os sóis e as luas, a vida a brotar de dentro e a voltar ao normal. A máscara tudo esfuma e tudo tapa e só os mais atentos conseguem vislumbrar através dela. Ninguém o fez..... Ou até fez e muito.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Ainda que não me perguntem


- Então GM, como vai essa dieta ein?
Eu quero porque quero dizer-vos.
-Ooooolhem, vai bem muito obrigada.
Na verdade, e segundo a nutri do gym eu nem tenho excesso de peso, mas eu sei, porque sei, que nós sabemos destas coisas, eu tenho três teimosos quilos acima do meu peso habitual que chegaram assim de mansinho e se foram instalando ali para a zona da cintura e da barriga, vá. Alguém os perdeu e eu achei-os pronto. E depois comprei umas calças de cintura subida, verdes e justas, mas a alargar para baixo tipo maxi saia mas em calça, lindas de morrer e acontece que não consigo respirar dentro delas….
Vai daí que me propus a alguns cuidados extra na alimentação que me fazem andar em ressaca de açúcar e gorduras, ao regresso ao ginásio que me tornou paralítica durante alguns dias  e o beber água com limão como se não houvesse amanhã que me faz praticamente viver no wc. Eis que na quinta-feira passada tive desejos de sopa de grão que comi desenfreadamente e depois no sábado a pedalada parou na TiMaria dos Queijos e o cervejão e a farinheira grelhada estavam uma delícia e no domingo à noite havia festa na terrinha e marchou o arroz doce quentinho fazendo-me recuperar o perdido, snif!
Esperem… eis que voltei a entrar nos eixos e estou a portar-me lindamente agora, mas, e porque nestas merdas há sempre um mas, hoje é dia de confraria do pastel de nata… Ai que eu não respondo por mim.

Fiz granola!! Ó p'ra ela tão maravilhosa :)





quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Modernices ou a vida dentro de um retangulo


É certamente por estas e por outras que os CTT, os tais do correio caracol, estão se finando e procuram desesperadamente outras vias de negócio como a banca e os transportes expresso…
Ora, gaja que é gaja, vai não vai tem de fazer uns certos exames a peças do  seu corpitcho. Antigamente iam levar-se as lamelas devidamente acondicionadas aos correios que laboratórios só os havia em Lisboa e no Porto e em se sendo da província, nicles batatoides, enviavam-se por carta. Depois passou-se a ir ao dito laboratório ali perto pessoalmente entregar a caixinha cujo resultado chegava a casa pelo tal dito correio caracol, levava-se ao médico e bla, bla bla whiskas saquetas. Hoje e com estas modernices das internetes, a assistente do próprio médico trata da entrega das lamelas em mão, o resultado vem para uma gaja por email que por sua vez o reencaminha ao médico que por sua vez instrói a assistente para telefonar a informar que uma gaja tem uma receita do Dr. com um tratamento para levantar. Tudo isto num espaço de dias. E vejam bem que até já há receitas que nos chegam ao telefone que é smart e sendo smart basta mostrá-lo na farmácia e já todos sabem do que se trata. Quem está mesmo lixado é quem não tem smarts e internetes. E depois admiram-se que uma p’ssoa passe a vida de volta dos smarts e não saiba viver sem eles. É que os smarts hoje em dia têm a nossa vida lá dentro.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Todos diferentes, todos iguais, uns mais do que outros


Ouvi que alguns casais com o tempo se vão tornando parecidos, se adaptam, se transformam e se fundem à imagem um do outro.  Há mesmo teorias e estudos sobre isso e até já vi imagens de casais vestidos de igual… Isto só pode ser nas Américas ou na China, claro, onde todos os fenómenos acontecem inclusivamente esse, mas várias ilações eu já tirei por aqui, tantas vezes acontece que se um é desportista, ambos se tornam desportistas, se um é gordo, ambos se tornam gordos, se um é culto, ambos se tornam cultos, mas também já vi aberrações que não lembram a ninguém e me espanta como alguns casais estão juntos há tantos anos, sendo eles tão opostos e parecendo não haver um único ponto em comum.
Eu cá não sei, mas no caso do Zé e da Lili sempre houve diferenças que no fundo eles foram respeitando sem invadir demasiado o espaço um do outro, mas, pessoalmente estou em querer que o tempo acentuou essas diferenças e que com esse mesmo tempo um pequeno fosso foi se instalando dando origem a um abismo que se tornou a determinada altura difícil, senão impossível de transpor. Existem razões algumas que a própria razão desconhece e uns se acham seres tão perfeitos que tentam fazer os outros à sua própria imagem criando sem se aperceber um distanciando enorme, fazendo silenciar quereres, fazeres e sentires do outro. E os silêncios doem por demais, as distâncias matam devagarinho e as circunstâncias ditam os desencontros. Talvez matem mais a um do que a outro, ou calem mais um do que o outro, o que é certo é que há um momento em que a magia já há muito que se foi e tudo deixa de fazer sentido. Decididamente já não se quer ser perfeito, já não se quer agradar ou deixar andar, quer-se ser apenas e só o que se é e pronto. Se por um lado quero aconselhar que sim, que lutem para diminuir a distância e os silêncios, por outro tenho vontade de dizer que não, que vão finalmente ser o que são…

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Não, não consegui explicar de forma a fazer-me entender…


Hoje tentei explicar a alguém que também não, não era capaz de me levantar às sete da manhã para fazer exercício físico mas que sim, sete, seis ou mesmo cinco se fosse para ir subir uma qualquer serra a pedalar ou andar uma ou duas horas de carro para ir conhecer uma nova ciclovia no outono onde os noventa quilómetros de pedalada ao longo de um rio são mágicos porque as folhas de vários tons de dourado vão caindo ao passarmos, atapetando os caminhos e iluminando os céus, que sim, que não me custa o frio e o calor ou até a chuva, a madrugada ou a noite quando se trata de subir ao monte e ver o mundo lá de cima, bem pertinho do céu e das nuvens. Que sim, que tudo vale por aquela imensidão a meus pés, aquela paz, aquele silêncio. Que não, não me custa pedalar dias seguidos para conhecer novos lugares, que não me custa o suor, o cansaço, a dificuldade, o pó, as pedras e as silvas quando é para pedalar, que não me custa fazer vários quilómetros toda molhada porque descobrimos um riacho por entre as árvores e nos refrescámos vestidos e calçados lá dentro. Não, não consegui explicar..


quarta-feira, 5 de setembro de 2018

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Recaída


Hoje acordei comunista. Bom, comunista, não, é mais da oposição, seja ela qual for. Ou então, não, acordei apenas com vontade de dizer o que penso. E quando acordo assim é quando verifico todas as coisas que estão mal à minha volta com as quais eu discordo e quero/queria mudar. Não que nos outros dias não as veja, que vejo, mas nestes dias especialmente, em que acordo comunista ou da oposição vá, dá-me nas ganas e faço-as saber ao mundo, só que o mundo não quer nem saber e eu para aqui fico, com algumas palavras a menos e uma sensação de ter falado demais. Sempre fui assim, de querer mudar o dito mundo, nunca ganhei nada com isso, ou ganhei mesmo muito pouco, e entretanto, por conta de algumas ensinadelas, outras tantas zangadelas e enervadelas e muitas pisadelas, quase me deixei disso. Hoje e de quando em vez volto a ter recaídas. Raios e coriscos! 

Vá lá roam-se de inveja


Da minha marmita de hoje para o almoço. Em dieta, claro. É claro também que não vos vou falar dos estragos do fim de semana, nem do andar novo por causa do regresso ao ginásio, muito menos da constipação por ter andado a pedalar no sábado com 39 graus e ter metido a cabeça e os pés e todo o corpitcho debaixo de uma fonte para refrescar e de ontem ter sido corrida da praia com um frio do camandro. Não, isso são apenas pormenores que não interessam a ninguém. O que é preciso é foco, minha gente, foco!



terça-feira, 28 de agosto de 2018

Sim, sim, comecei

A dieta. Nem sei muito bem, mas se a minha marmita do almoço continha apenas é somente um "petite" bife de frango, enrolado e recheado com meia fatia de fiambre e meia fatia de queijo, dourado no forno com azeite e limão e três, apenas três palitos de batata frita e ainda e apenas um pêssego e uma gelatina zero calorias e se às três da tarde estou esganada com fome que já nem vejo.... Não, não comi o palito que fechava o "petite" rolo, mas sim, aparentemente comecei a dieta.

Sim, sim GM #1



Eu, que já fui uma organizada compulsiva, acabo de decidir que me enervam os organizados compulsivos. Credo! Vou chegar a casa e vou tirar tudo dos seus lugares, já não posso com listas, listinhas e listonas, listas de listas, listas de listas de listas, pastas e sub pastas, aplicações, exceis e outras organizações. E depois é taças, tacinhas e taçonas em crescente, tampas em decrescente, toalhas por cores, cuecas por tipos, meias por tamanhos, livros em degradé…
Nossa! Que violência.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Sim, sim GM

Acabei de decidir que estou gorda e vou fazer dieta.
Talvez amanhã que hoje é dia de confraria.... A do pastel de nata.
Ah! Amanhã também não que tenho o jantar de aniversário da cunhada...
Ummm! Segunda-feira...
Sim, segunda-feira é que é!

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Compram-se asas


Pois que isto das chamadas férias não me serviu de grande coisa e me encontro de novo invadida por um estranho cansaço e desprovida de paciência para enfrentar as merdices da vida. A vida havia era de ser apenas vivida, ponto. Sem um cérebro para nos atentar e um corpo para nos lembrar que temos certas peças que já não funcionam tão bem. Ao olho nasceu-lhe uma gordura, à barriga nasceram-lhe uns sinais, ao joelho deram-lhe umas dores. Aos que me rodeiam nasce-lhes tudo quanto é de mau a à minha cabeça, essa, nasceram-lhe umas dúvidas e umas angústias e até umas tristezas que teimam em me atazanar. Haviam era de nos nascer umas asas, mas no corpo, que na cabeça já as temos. Umas asas que nos levassem de certos lugares para fora quando as coisas ficam feias. Umas asas que nos levassem para planícies verdejantes com céus azuis e uns ribeiros para refrescar e umas flores para perfumar os ares. Umas asas que nos fizessem voar lado a lado com outros seres alados em noites repletas de luas brilhantes e em que as pessoas que estragam isto tudo, fossem transformadas em animais felpudos, com patas de veludo, dóceis e sem língua, claro. Sei que me decidi há pouco por um novo ano vida nova, mas no final de contas, depois do fogo de artifício tudo ficou igual. As asas estão me a falhar e as resoluções não conseguem voar. Porque serão alguns sapos tão indigestos e alguns dias tão longamente curtos? Raios partam que se me acabaram os chocolates e as bolachas e me falta o tempo para pedalar….

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

A olho

Há uns tempos Mamãe foi passear e não encontrando nada digno para nos presentear, aparece cá em casa com uma tablete de quilo. Ui!!! Todo um quilo de chocolate para devorar. Ora, nada mais adequado para a minha pessoa, pois claro, que era do negro e apenas a minha pessoa é apreciadora de tal iguaria. Pois que novecentos gramas marcharam quase de seguida ficando uns míseros cem gramas por ali a cirandar que no verão há outras cenas mais doces para degustar. Passeando pela despensa dei com os olhos neles e nada como interiorizar o sentido de que "nada se perde tudo se transforma". E eu transformei! Misturei uns ovos, um pouco de açúcar, manteiga, cem gramas do dito, juntei um pouco de magia, tudo a olho, claro e "voilà! " une petite mousse au chocolat. Minha, só minha, toda minha!



terça-feira, 21 de agosto de 2018

Dói dói

Pois que isto do trabalho dói.
Tirando a parte do fresquinho do AC, pode doer sim, especialmente quando a uma segunda-feira arrancas ao fim do dia a cento e duzentos a hora para uma linda praia perto de ti para rever uma amiga acabadinha de chegar do Norte  e acabas refastelada na esplanada até ao pôr do sol com uma bebida qualquer e a pôr a escrita em dia. Maravilha das maravilhas. Só de ver a azáfama das gentes, do mar para a toalha e da toalha para o mar e a corrida ao gelado e à bebida fresca, a desmontagem do estaminé  e o carregamento do mesmo pelas famílias praia acima, carregados até aos olhos com uma panóplia de cenas de praia mas felizes que só eles, uma gaja fica invejosa. Pois dói, dói quando na terça-feira acordas depois de uma noite quente e mal dormida e verificas que ao invés de voltares à esplanada, tens de ir pegar no batente.
Raios! Porque é que me fizeram linda e não rica...

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Isso de voltar ou não onde já fomos felizes

Podia até passar o dia numa praia da moda a fazer raios X a quem passa, mas isso é coisa que raramente acontece porque na praia, ou estou pasmada a contemplar o mar, ou quedo-me quieta e de olhos fechados a sentir o sol a estalar-me o sal do mar na pele e a ouvir o marulhar das ondas como que envolta num hipnotismo insane. Não, nada, mas nada paga a paz, o cheiro a maresia, a areia grossa debaixo dos pés, o correr a espantar o grupo de gaivotas pousadas na praia, todas viradas para o mesmo lado e o chapinhar nas ondas que beijam o areal vazio de algumas das minhas praias do Oeste.
Sem redes, sem internetes, sem cafés e cá em baixo, bem em baixo, rodeada de amigos como á trinta anos atrás, as gargalhadas, as memórias contadas e partilhadas a quatro,  seis ou oito, o almoço de pernas cruzadas á chinês debaixo dos guarda sóis, a sesta da tarde, as brincadeiras na água, o pôr do sol e a caminhada de volta no fim, até lá bem acima, de volta á realidade.
Já nem me lembrava bem como eramos felizes com tão pouco, nesta praia outrora quase deserta. A vida andou e desandou, desesperou por vezes, mas voltou. Estamos voltando a sítios onde fomos felizes e onde voltamos a ser.
É que há praias no Oeste que têm cascatas de água.....

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Isto das tascas blogosféricas

Tenho lido por aí que os blogues morreram.
Não sei bem, mas na verdade, não me parece que seja uma pausa de verão esta pasmaceira em que se encontra a blogosfera em geral.
Há muito que se tem vindo a assistir a várias mortes de tascas, tasquinhas e até grandes casas, casas de boas leituras e muitas das que não morreram ainda, estão praticamente moribundas. Terão seus donos partido para outros locais longínquos deixando suas tascas ao abandono? Terão, ao invés de terem tascas de rua, partido para outras, em centros comerciais cheios de gente, ou mesmo partido para a criação de megastores? Terão perdido a inspiração, a vontade de escrever?
Não sei, mas terão certamente outros pontos de interesse, outras motivações para onde partiram com toda a certeza.
Pessoalmente, confesso que o mesmo se passa comigo. Acuso o desgaste  e a saturação, a falta de interesse e inspiração, a falta de sentido para a coisa e a falta de tempo para fazer a canjica rala que alimenta esta micro tasca. Não sei se a hei-de fechar, se apenas fecharei as janelas e deixe a porta entreaberta, mas por ora aqui ficará, ainda, moribunda como tantas outras.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Pronto, já podem matar-me se quiserem

Diz-se por aí que no mundo virtual, todos criam personagens bonitos e bons e felizes.
Pois eu admito aqui e agora que sou uma péssima mãe, péssima filha, esposa, irmã e amiga. Colega de trabalho então, até sou capaz de ser uma autêntica bruxa. Já andei a conduzir e ao telefone, já passei traços contínuos vezes sem conta e ando quase sempre em excesso de velocidade. Já matei animais, especialmente aranhões, melgas e lagartixas e faço-o de novo e sempre que o consiga fazer a uma distancia considerável. Já roubei fruta em quintais alheios e uma vez até roubei uma braça de uma planta, a dona viu e queria chamar a polícia, quase a matei à má língua. Dei umas palmadas nos meus filhos e fiz bullying a uma vizinha quando era garota. Já menti, já omiti, custa-me pedir desculpa, sou do mais arisca que pode haver e não gosto cá de beijoquices. Sou teimosa e refilona que só visto, orgulhosa então, deve haver poucas como eu. Sou egocêntrica e tenho dificuldade em colocar-me no lugar dos outros. Quando embirro com alguém ou alguma coisa, não vejo um palmo à frente do nariz.
Não vivo do blog porque sou burra que nem uma porta e não só porque não quero, mas porque não tenho capacidade para tal. Não sou rica porque não tive a esperteza nem de casar com um homem rico nem de ascender na profissão. Não sou linda, nem alta, nem boa como o milho e simpática é só às vezes. Não aprecio velhinhos nem criancinhas birrentas.
Resumindo e concluindo, não ando aqui para enganar ninguém nem aqui nem na vida real. Dissimulada é o que não sou nem um bocadinho, mas até gostava. Mesmo! É que isto de morrer de morte matada não há-de ser fácil.
E pronto! Assim sendo podem então matar-me, mas aviso já que sou dura de morrer.
Já morri de amor, de desgosto, já morri de dor e de tristeza, já morri de várias outras mortes e voltei sempre a nascer.
Sei nadar, sei fugir a correr e de bicicleta, sei body combat e já não tenho vesícula. Por isso, vejam lá como é que me matam, ok?
Até!



P.S. Vejam lá bem isso que eu até sou gira e fixe e sei fazer algumas coisas mais ou menos ok? Ah! E gosto de animais e de algumas pessoas e choro nos filmes, sou trabalhadora, amiga de quem é meu amigo e muito leal. Bom, pese embora tudo o que disse ali em cima, sou até bastante prendada. Reconsiderem isso do matar-me, vá.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Saber ler...

Era o que eu queria fazer ao pensamento do segurança que vive na gurita da fábrica perto de minha casa. O que pensará ele ao ver-me voar na lomba mesmo frente ao seu portão praticamente todos os dias, faça sol ou faça chuva, um dia a correr, no outro de bicicleta e no outro de carro, depois de novo de bicicleta, de novo a correr e depois de carro para lá e para cá num sem parança sem explicação. Eu sei que eu bem o vejo a espreitar quando eu passo praticamente a gritar Ahhh! lá vem ela, a maluquinha. Vou começar a fazer-lhe fixes para que ele tenha mesmo a certeza que eu não bato bem da bola.


A praia hoje às 7 da tarde estava brutal!


terça-feira, 7 de agosto de 2018

Destes dias de verão

Dos quarenta graus não me lembro, mas lembro-me das sardinhas e dos pimentos regados com azeite e vinho e a broa a acompanhar. Lembro-me das ventoinhas a soprar vento por cima da mesa. Lembro-me da música dos anos 80 e 90 em altos berros naquele quadrado de pátio, dos baldes de água atirados a uns e a outros, das mangueiradas á queima roupa e dos gins a passarem de mão em mão. Lembro-me dos pés descalços a chapinharem no chão, da dança frenética, das gargalhadas, da roupa a secar na varanda. Lembro-me dos telemóveis enxarcados em cima da mesa e lembro-me de me sentir fora de contexto e retraída mas depois lembro-me de me soltar e entrar nos jogos. Lembro-me de dançar, lembro-me das piadas de sempre, das brincadeiras de sempre, das gargalhadas de sempre. E lembro-me agora, ao ver os vídeos daquele dia, que embora cada um á sua maneira, ainda somos felizes. E amigos. Vai pra lá de trinta e muitos anos......

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Calores

O calor atrofia-me o espírito que quer voar e não consegue. O ar está denso e quente, impede-me de respirar e não me  permite voos. O calor para-me o corpo, impede-me o sono e o descanso. O calor derrete-me o pensamento. Estou parada no tempo e no espaço como se isso fosse alguma vez possível....
Mas! E porque existe sempre um mas, vivo no Oeste e afinal de contas o nevoeiro e o fresco voltaram. É bom viver no Oeste.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Outra vez

Quis o destino, irónico que só ele, que eu finalmente compreendesse porque raio me calha, todos os dias, por vezes até várias vezes e em vários locais, a última meia folha de papel higiénico do rolo. Não, não é porque os outros se estão literalmente cagando para mim e ou para os outros que vêm a seguir, ou  porque apenas o digníssimo próprio cu lhes interessa. É porque o destino assim quer. Ele que que eu aprenda de vez que, pese embora haja muita merda que se limpa até que o algodão não engane, algumas vezes faz-se merda que não se consegue limpar....

P.S. Desculpem o baixar do nível.
Por favor substituam a merda por cocó e o cu por rabo. Ah! E o cagando por defecando.
Agradecida.

A última meia folha do rolo de papel higiénico!

Tiro e queda, calha-me sempre.
Só pode ser um sinal divino.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Até dói

Se dói, voltar ao trabalho depois das férias... Dói tanto que ainda ando aqui a colar pensos rápidos por todo o corpo e a cabeça ainda está ligada às máquinas....
Mas foi, foi um solzinho na tola e no corpitcho, foi água salgada, foi areia, foi uma vidinha de dondoca sem cozinhar, lavar e passar. Há lá coisa mais boa?
E foi, foi o livro "um sopro de vida" da Clarice Lispector que encontrei numa livraria perto de mim, com o qual me identifico mas que é um total desassossego. Sei agora que sou ainda mais desassossegada do que alguma vez imaginava e que  nem a idade me traz a tranquilidade que tanto anseio. Preciso dar mais uma volta à minha vida, isso sim.
Foi, foi a série "The Handmaid's Tale" tão... Intensa, tão forte, mexe tanto cá dentro que quando fecho os olhos ainda vejo algumas cenas.
Foi, foi "A casa de papel" boa, muito boa.
Foram as pedaladas, foi mais um Caminho, o Caminho Poente, Nazaré - Fátima - Casa, 106 kms para acender uma vela e praticamente ser escorraçada do recinto porque tinha uma bike na mão e não podia incomodar os peregrinos.... Triste, muito triste, inconveniente, arrogante e vergonhoso que foi aquilo.
Foi, foi dançar e pular num concerto longe de mim com os amigos.
Foi, mas foi, acima de tudo perceber que preciso de me meter aí nalguma seita ou grupo de terapia ou quem sabe aprender a fazer crochet para que esta inquietação se vá. Já nada me valha, nem férias, nem trabalho, nem diversão, nada. Sou um caso perdido de desassossego e inquietação. Posto isto, resta-me andar aqui, atrás do rebanho até à coisa amainar :))
Se amainar.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Entretanto a Oeste

Segunda semana de férias é passada aqui pelo meu Oeste. O Oeste do nevoeiro e do céu cinzento e do vento e da água do mar gelada. Filhadaputa de sorte esta que só falta chover mas que até está previsto para amanhã...
Posto isto, decidi que não ia ficar para aqui a lamentar-me e a bater com a cabeça nas paredes e hoje acordei determinada a contrariar a minha má sorte. Peguei na bike e na mochila com a tralha de praia disposta a parar apenas quando encontrasse sol. Foi ali aos setenta quilómetros, uma da tarde, almocei na esplanada e fiz-me ao areal de bike e tudo. Sei que fui o centro das atenções durante a montagem do estaminé, mas depois vieram as miúdas surfistas e a praia esqueceu-se de mim. Cheguei ciclista, encostei a bike ao pau ao lado do da da bandeira que estava verde, saquei da toalha e num instante me fiz banhista pois trazia o outfit por baixo do jersey e dos calções. Saco do protetor, óculos, livro e tomo umas banhocas no mar. Gente, do melhor. E depois, se levam pranchas de surf, rádios em altos berros, bolas e raquetes, colchões, barcos, porque não bicicletas? Não sei porque não param de olhar..
Depois do gelado fiz-me de novo ao caminho para voltar a casa. Foi um total de cem quilómetros que eu fiz hoje para ter quatro horas de praia. Tinham bastado oito kms para cada lado de carro da parte da tarde que foi quando apareceu o sol nas praias e podia ter tido uma tarde inteirinha de sol. Poder podia, mas não era a mesma coisa...






sábado, 21 de julho de 2018

Sim, cinquenta e depois?


"A pele que habito" 
Clarice Lispector

Nas minhas caminhadas pelos areais dei por mim a tentar adivinhar as idades das mulheres com quem me cruzava e a comparar-me com elas. Excepto as mais idosas e as mesmo novas é difícil adivinhar idades mas uma conclusão consegui tirar, as mulheres a partir dos trinta e cinco, na sua maioria, transformam-se ou iniciam por essa altura um processo de transformação. Não vale a pena ter ilusões. Salvo algumas exceções, as mulheres com a idade engordam, perdem as formas, as peles descaem, os cabelos ficam fracos, as pernas ganham derrames e varizes, a pele ganha manchas. E não venham cá dizer-me que são as portuguesas que não se cuidam,  não fazem exercício e têm uma alimentação incorreta. Não. As inglesas, as espanholas, alemãs, nórdicas, brasileiras e até as do leste, nenhuma, ou muito poucas escapam. Pois é e depois?
Depois é cagar nisso e seguir em frente que a juventude já não volta mas nós ainda estamos aqui para as curvas. É certo que a cintura já não vai voltar, a barriga já não vai alisar, o cabelo já pouco vai brilhar e as pernas nunca mais vão voltar a ser as mesmas, mas é cuidar da saúde do corpo e da alma, assumir cada centímetro de pele e ser feliz. E depois temos o sol e a sombra, temos o contemplar o mar, temos a brisa a acariciar-nos o corpo, o mar a refrescar-nos a pele. Temos um livro, um pensamento, uma imaginação criativa, uma boa conversa, música. Temos vida, temos saber, temos tranquilidade e calmaria. A praia é tão boa aos vinte quanto aos cinquenta e há que tirar partido dela em pleno. Bom, a água agora parece-me bem mais fria que antigamente e já não me apetece mergulhar. Havia também de me saber bem uma cadeirinha para não andar a rebolar o corpicho na areia, mas carregar cadeiras para o areal não é coisa que me agrade, também já não me agrada muito aquela caloraça e areia constantemente na toalha e ter de me besuntar de creme de cinco em cinco minutos e.... caramba! Ter vinte anos é que é, vale tudo, tá-se bem com tudo :)))

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Alô, alô

Pois posso dizer-vos que aqui por terras do sul há muuuuiiittto sol e mar e calor e até vento. Pessoas então é mato de todas as raças e cores...
Mas por onde andam os Tugas afinal?
Também vos posso dizer que não há protetor que me salve e que a coisa se repete ano após ano. É o filha da mãe do karma e eu voltei a ser prima das lagostas. E sim, voltei a apanhar um escaldão nos pés. Pois... Dizem que o protetor é resistente à água, mentira.... A partir de agora, écran total em toda eu e não há cá facilitansos.
Posso também dizer-vos que tenho levado a chave da praia para a abrir todas as manhãs mas hoje, finalmente, o botão desligou-se e cometi uma loucura, dormi até às 9:30. Yeahh! Palmilho quilómetros pela praia todas as manhãs, não sei para quê, são cenas do meu bicho carpinteiro e de quem adora sol, gosta de apanhar sol mas não consegue estar a torrar. Ah! Só trouxe dois livros, já marcharam.
E prontus! A fotossíntese está quase e tenho de entregar a chave a outros. Eu já vou.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

O clube dos fartos desta merda

Vou riscar-me de sócia que isto é muita merda, demasiada merda e eu estou fartinha de tanta merda. Eu agora quero é água salgada, sol a aquecer-me o pelo e a areia a enterrar-me os pés. Ah! E bolas de Berlim e uma somersby fresquinha e um livro. Ou dois vá. Eu agora, o único barulho que quero ouvir é o das ondas, o único calor é o do sol, os únicos pios são os dos pássaros. Fui!

quarta-feira, 11 de julho de 2018

sardas, sardinhas e pintarolas

Sempre fui sardenta e não posso expor-me ao sol e ao ar sem proteção máxima sob pena de virar lagosta. Vivo bem com isso e até acho uma certa piada e às pessoas que tentam eliminar as suas sardas e manchas à viva força, usando cremes caríssimos, esfoliantes, branqueadores, limão e pedra pomes, aconselho o uso da burka pois qualquer raio de sol as faz acirrar. Desde que ando de bicicleta e estou mais ao ar livre, apesar de usar sempre protetor tenho vindo a ganhar cada vez mais e este ano, um ano sem sol, já me caiu a pele dos braços e das pernas duas vezes. Não consigo disfarçar as marcas dos óculos e das tiras laterais do capacete que tenho na cara e pese embora as minhas tentativas para disfarçar, há quem repare neste aspeto curioso, mas giro, giro vai ser quando finalmente for à praia quase em pelota mas a parecer trazer um jersey e uns calçoes vestidos. O que vale é que ao fim de três dias toda eu serei uma big sarda com metro e meio composta por milhares de sardinhas minúsculas, por isso estejam atentos, se virem por esses areais fora uma lagosta sardenta de jersey e calções, poderei ser eu. Digam-me olá.

Coisa boa mesmo boa das férias dos outros

E deste tempinho de merdunça aqui do Oeste sem ponta de sol é que as pessoas estão sogaditas paradas e quietas algures por outras paragens ou no vale dos lençóis e as estradas estão vazias. Não se vê vivalma à exceção claro, daqueles que como eu adoram o seu trabalho e não arredam pé.
Ai se me apanho de papo para o ar nem que seja num areal ao frio e à chuva.....

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Não sei...

Mas gostava de entender porque há - de a vida complicar-se tanto em certos momentos, porque nos dá e nós tira constantemente, porque nos põe à prova todos os dias. Só espero estar à altura de tanto desafio....

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Sou muito rica

Neste ano de 2018 já pedalei mais de 3.000 kms por estradas e trilhos do nosso país e se pudesse já tinha pedalado o dobro ou o triplo, mas uma gaja não nasceu rica e tem de trabalhar para dar uma educação digna e um futuro aos filhos e ganhar algum papel para depois poder pedalar. 

Desde que pedalo que já conheci lugares fantásticos e pessoas incríveis que nem fazia ideia que existiam. É claro que o calo que já ganhei no cu, as marcas dos arranhões na pele, os calções desenhados nas pernas e os óculos na cara por conta do sol não contam, que esses mostro-os com orgulho e um sorriso na cara. Muito mais do que isso são as imagens que trago gravadas na alma, os ensinamentos que ganhei para a vida, os momentos de alegria e felicidade que vivi, o ar puro que respirei, o verde que vi, o azul que senti. Mais do que tudo isso é que não sendo rica em bens, sou riquíssima. 

No fim de semana passado fui com o maridão à Figueira da Foz, um total de 135 kms a dois. Já lá fomos outras vezes mas cada vez que vamos, descobrimos coisas que nunca vimos. E assim vamos enriquecendo... 


quarta-feira, 27 de junho de 2018

Ano Novo

Ano Novo é quando um homem quiser. Ou uma mulher, vá. E se assim o dizem, assim o façam que é como quem diz, era chegada a altura de parar com os então seus dilemas sobre rumos a seguir, far-se-ia um novo ano em pleno junho e resoluções seriam tomadas, seguidas e muito provavelmente, concretizadas. E no caso de tais resoluções se revelarem infrutíferas, far-se-ia outra vez um novo ano, quem sabe lá para setembro....

terça-feira, 26 de junho de 2018

Salamaleques

Salamaleques, nove horas, rodeios, há quem lhe chame até de educação, cultura, saber, ou ainda, saber viver. Chamem-lhe o que quiserem, é uma arte que não domino. Mas gostava.

P. S.
Mas se é saber viver, pelo menos façam - no com classe e mestria, com saber de verdade.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Saber amar

Pegou numa borracha e um a um foi apagando os que aparentemente não lhe queriam bem. Quando deu por si viu-se só, submerso na solidão e na angústia da sua vida apagada e triste. Esqueceu-se de esquecer e de perdoar. Esqueceu-se de amar....

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Giboia

Estou muito engraçada eu hoje derivado de uma noite em claro à conta de andar a tentar fotografar feixes de luz das trovoadas desta noite pendurada na varanda. Não consegui captar nem um, claro, problemas do obturador lento digo eu. E lenta fiquei eu do cérebro e da língua que ainda não me recompuz, trago aqui uma giboia enrolada ao pescoço que mais parece um cachecol. Odeio, fico nervosa, tenho medo de trovoadas mas estas fascinam-me e eu resolvi lutar contra o meu medo. Além de não ter resultado pois de cada vez que começava um ribombar eu fugia a sete pés, não preguei olho e estou hiperativa de movimentos ainda por cima desfasados de tudo o resto em mim.  A cota não bate com a perdigota, uma hiperativa a bocejar de 5 em 5 segundos. Já alguma vez viram? Sou eu.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Vai e vem

Acordei esta madrugada estranhando a claridade e a brisa que se faziam sentir no quarto  e só depois lembrei que a sacada fora escancarada para a noite na hora de dormir. Cobri as pernas com o lençol e olhei em volta, toda a casa dormia ainda, mas Rosa Maria, a minha gata amarela aguardava como sempre na mesa de cabeceira olhando-me para me dar os bons dias. Respirei fundo, bem fundo, até encher e esvaziar ao limite o ar dos pulmões. E consegui fazê-lo sem nada que o atravessa-se a meio e o impedisse de circular como em tantas outras ocasiões. Por hoje, a minha angústia se foi, sinto-me tranquila. Não sei... mas o meu peito está mais leve.

Isto do Portugal

É bom quando há bola e não há fogos, nem cheias, nem secas ou outras tragédias para chorar. É mesmo que haja, isso agora não interessa nada, o que importa agora é unirmo-nos à volta da TV com uma bejeca na mão é um cachecol da seleção ao pescoço. Há caraças!

terça-feira, 19 de junho de 2018

Casacaria

Isto são anos e anos de casacos. Casacos volumosos, de todos os tamanhos, cores e feitios, casacos curtos, compridos, pretos, castanhos, azuis, grossos, finos, desportivos, clássicos, impermeáveis, de pelo, sem pelo, de lã, de fazenda, de pele, eu sei lá. Já não sei o que faça a tanto casaco, onde os arrume  ou esconda que são casacos por todo o lado e ai de mim que faça alguma escolha para doar que esta gente é agarrada às coisas. Já tentei de tudo, roupeiros, cabides, bengaleiros, arrumados nos quartos, no hall, no corredor, eu sei lá. Só ainda não tentei a fogueira porque lá me queimaram viva em seguida. Tenho cá para mim que um mercadinho é que era. Vendia a casacaria toda e ia de férias para a Comporta ou assim. Quécacham?

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Talvez quando o sol vier...

Eu e tantos outros pela blog fora que se quedam mudos e quietos voltem a querer botar faladora. Hoje pela tarde deu um ar de sua graça, o tal de sol e logo apeteceu rir e dizer umas parvoíces, mas foi-se que está ainda envergonhado. Talvez amanhã apareça e venha para ficar.
Bom, eu cá ando, e nos entretantos dei por mim em testes ao champô de cebola. Bem bom por sinal. Depois, dei por mim a mal caber no biquini e fui ao ginásio, estou aqui que nem posso, depois dei por mim a insistir numa crise existencial que teima em demorar a largar-me, a desgostar-me e a desgostar que os outros desgostem de mim.
Raios! Se o sol não vier depressa me desfaço em desgostares. ..

É há pouco ainda dei por mim a ir  ver o mar, que este pelo menos nunca me falha, está sempre lá. Umas vezes enervado e revoltado, outras tranquilo e muito calmo, mas sempre lá, à minha espera...

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Castigos divinos

Se os há, já levei com um.
No sábado a pedalada desaguou num enorme morangal. Ora, passar sem parar perante tão bela e gostosa visão? Naaaa! Não só parámos como nos embrenhamos plantação adentro procurando os morangos maduros e engulindo-os não sem antes os saborearmos. Delícia dos deuses, ainda que um pouco a medo sem sabermos se tinham pesticidas recentes que nos provocassem daqueles desarranjos intestinais de caixão à cova. Que salixasse, mas tal não aconteceu, o que aconteceu, isso sim, foi que a partir de então comecei a sentir uma dor forte no joelho que foi aumentando de intensidade e praticamente cheguei coxa e com a perna pendurada a casa. Quase, mesmo quase a cair-me o joelho. Gelo e pomada nada fizeram e no domingo tive de abandonar a pedalada a meio para regressar a casa cheia de dores. E aqui ando eu. Não bastava a depressão por causa desta morrinha de água que não pára de cair, como agora que vem lá o sol e eu estou perneta. E isto só à conta de ter levado 2 morangos sem autorização, meia dúzia vá, bom, uma barrigada deles que me vão sair caríssimos em fisioterapia...
Toma lá morangos!

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Zé preto, o gato mijão

E o cúmulo dos cúmulos deu-se quando S. Exa. Zé preto o gato mijão, numa bela manhã destas, ainda euzinha na cama mas já a claridade iluminava o quarto, entra sorrateiramente, de olhos pregados em mim e eu nele que topei-o logo, e sem perdermos o contacto visual, o bicho roda o corpicho, alça o rabo e esguicha uma xixizada contra o cortinado.... Saltei da cama em modo bunging jumping e em sprint larguei atrás dele, corredor fora, escada abaixo, divisão em divisão até ele andar às voltas à mesa sem que eu conseguisse apanhá-lo mas atirando-lhe tudo o que apanhava pelo caminho.
Que ele andava a mijar fora do penico eu já tinha percebido pelo cheiro, mas dar-se a um desplante destes?? Que é lá isso! Um gato que vive como um príncipe das Arábias, o pires de leite todas as manhãs, as taliscas de fiambre à tarde, a ração da melhor, a latinha de mousse gourmet dia sim dia não, a mantinha polar e a areia com cheirinho?Filhadamãe do gato! Está há duas semanas de castigo e não passa da garagem. Ainda assim, acha-se o principe, senão rei do pedaço, cheio de razão e armado em importante.  O gajo nem olha para mim, vira-me as costas quando me vê e nem sequer vem pedir fiambre ou mia para entrar. Ai que isto vai correr mal.

Sim, é este... 

Nicho de mercado

E pronto. Nesta nova estação chamada priminverno em que está um calor assim para o esquisito, descobri o meu negócio complementar. Vendo baratinhos estes casaquinhos para as maçãs. As minhas  já estão todas vestidinhas, não há frio que lhes chegue. Já a mim....


segunda-feira, 4 de junho de 2018

Evasão


Sou perita em fugas.
Fujo.
Fujo dos carros, da poluição, do buliço da cidade. Fujo das maldades, das guerras, das desgraças. Fujo das responsabilidades, fujo das tristezas, fujo de tudo e de todos.
Só não consigo fugir de mim...

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Demorei a tomar a decisão, mas afinal também quero falar da eutanásia

Sempre me pouparam às mortes. Viam-me com sensível, impressionável e tudo me causava pesadelos, por isso, sempre eram evitados à minha frente os assuntos  que falassem de sofrimento. Morte era palavra que não utilizavam perto de mim e ir a funerais estava fora de questão até ser adulta. Talvez por isso eu continue a evitar ir, não sei como enfrenta-los, como reagir, como atuar com as pessoas, que sentimentos me hei-de permitir sentir. Posso até dizer que perante tudo isto criei um escudo, uma proteção invisível.
Até que tive de enfrentar o atroz sofrimento de meu pai com uma doença terminal que o levou em três semanas. Foi levando-lhe as palavras, depois o sorriso, depois os movimentos, o discernimento... Até que o levou de vez quando já nem se mexia e nem os olhos abria, já nem sequer gemia. O estranho é que, nos últimos dias dei por mim a pedir a Deus que o levasse o mais depressa possível e o poupasse àquele sofrimento e até hoje tenho remorsos de ter feito aquele pedido a Deus para uma pessoa que eu tanto amava....
O meu escudo não funcionou.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Problemas no blogger

Sou só eu a quem já não aparecem os comentários do blog no email desde o dia 25 ou aconteceu a todos? O blogger está estranho e apercebi-me de algumas alterações. Passa-se o mesmo convosco ou é só mesmo comigo? Já fui ao fórum de ajuda e aconteceu um pouco pelo mundo, mas não vi ninguém a queixar-se por aqui....

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Fábrica de Sonhos

Sou possuidora de uma fábrica de sonhos. São sonhos que sonho acordada, ciente de que a maioria não passa disso mesmo. Sonhos! No entanto, esta fábrica que haveria de me fazer feliz, traz-me angustiada nos dias. Porque sonho sonhos impossíveis, porque alguns sonhos não são como os sonhei e outros, que sonhei e que são tal e qual quando se realizam, no fim de os viver, me deixam vazia deles.
Ainda assim tenho sonhado muitos que consigo concretizar e por estes dias lá foi mais um. Mais um que sonhei, mais um que realizei, mais um que excedeu as minhas expetativas.
Hoje...... Sinto-me vazia!

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Isto está bom é para o caracol

Esta tarde enquanto me senti pasmar a olhar a chuva pela janela que caía copiosamente fazendo-me lembrar um daqueles dias invernosos em que só apetece estar à lareira a aquecer a parrachita, resolvi tirar da gaveta da secretária a minha banana diária e fazer uma pausa. Isto, não fosse quem passa no corredor atrás de mim pensar que eu estava embalsamada e trabalhar que é bom, nada.
Ora pois que se lixasse masé a chuva, o problema é que a minha banana me deixou desconsolada. É que eu gosto delas firmes e hirtas, amarelas claro e lisas, a caminhar para o verde, deparei-me pois então com um autêntico pescoço de girafa, carregado de manchas castanhas, mole e cheia de fios. Acabei ainda assim por comê-la toda empapada e a custar a engolir mas a imaginá-la transformada em um queque acabadinho de sair do forno e a cheirar deliciosamente.
Ein? Aprendi isto num daqueles blogotretas de motivação. Ah poisé, temos de transformar as coisas más em coisas boas, mas depois pensei no preço da gasolina...

Olhem, isto está bom é para o caracol, não?

quarta-feira, 23 de maio de 2018

E assim é a vida

Andam a morrer-me pessoas.
Umas vão-me morrendo devagarinho, vão ficando moribundas, dia após dia, semana após semana, por vezes meses, até que acabam por se finar. Outras morrem-me sem eu querer. Algumas, mato-as eu. Só não sei se me morrem para sempre ou se ressuscitarei algumas....

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Hoje é que é!

Com uma lista enorme de tarefas para realizar ontem ao fim do dia, que durante o fim de semana estive muito ocupada social e preguiçosamente e não fiz um telho, dirigi-me muito apressada do trabalho para casa. Ao chegar ao pátio para realizar a primeira tarefa da lista, vi o meu gato Zé a dormir na espreguiçadeira e fui fazer-lhe festas, deu-me a moleza e recostei-me. Só um bocadinho. Senti as pernas tão pesadas e estiquei-as. Só um bocadinho. O Zé esticou-se e aninhou-se e eu... só um bocadinho, apaguei! Acordei às oito e tal quando os meus homens chegaram e perguntaram se não havia jantar. Quais tarefas, qual jantar.. Eu que mal consigo dormir de noite quanto mais de dia, dormi uma sesta que foi uma beleza. Não sei.. Mas hoje é que é!

Podemos?

"Terá sempre de haver uma explicação, uma razão de ser, um motivo para que aconteça ou podemos nós sentir-nos vazios depois de intensamente preenchidos, sentir-nos pesados depois de leves que nem uma pena, sentir-nos angustiados depois de plenamente felizes, ausentes depois de termos estado presentes, voar depois de presos à terra ou então parar depois de palmilhar o mundo.
Podemos?"

Flausina Amarela

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Seis unhas

Três em cada pé foi o que eu pintei esta manhã à pressa com o meu filho do lado de fora da casa de banho a pressionar. Seis unhas são apenas o que se vê, hoje dia dezasseis de maio, dia lindo de sol e  calor, dia em que resolvi, finalmente, dar ar as peles.
Gente, isto não é ser bimba, isto  não é ser pobre, isto não é Província , isto é genial, ok? Aprendam que eu não duro sempre!

Bom, estão um pouco escalabardadas, eu sei, mas foi o que se pôde arranjar...

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Oh pá não sei...

Sei que há uns tempos deu-me na telha e comprei uns pintainhos para Mamãe se entreter a cuidar e nos darem ovos para o jantar. Sei que os bichos cresceram e estão ali umas galinhas que é uma esmeração, lindas e cheias de pujança e todos os dias nos dão seis ovos.
Oh pá, mas eu não sei... Juro que são todas fêmeas em idade de primeira postura e irmãs gémeas, mas uma dá ovos castanhos, outra dá ovos gigantes, outra dá mini ovos e apenas três põe ovos normais Faltam-me os kinder e os de ouro, portanto. Não sei se lhes mande limpar o sarampo para canja, ou se as deixe ficar, são concertezamente agentes infiltradas, quiçá espias contratadas para me enervar...

domingo, 13 de maio de 2018

Grito

"Este grito que trago no peito, este fôlego de vida, esta gargalhada surda, este sorriso mudo, este querer ser o que não posso, esta dúvida constante, esta vontade dilacerante, o grito que trago na voz, calado, quase sempre calado, o manto que me tapa a alma, o xaile que me cobre o corpo....
Enquanto tiro e ponho os óculos, tique que ganhei recentemente e que me faz travar o pensamento e calar as palavras que teimosamente me voam sem eu querer, penso que tenho de arranjar novos estratagemas para sobreviver a mim própria, para me livrar de mim, aqui aprisionada em pensamentos e gritos e vontades. Eu sou o sim e o não, o quero e não quero, o sonho e a realidade, o tempo e o não tempo. Queria. Queria poder dizer, queria poder fazer, queria saciar esta sede e esta fome que me consomem a calma e me dão ganas de força..."

Flausina Amarela

E se eu vos disser

Que este bolo saiu do forno às cinco da tarde, ein?
Eu já vos disse, tenho termites em casa e já tive de pegar na vassoura e correr todos da cozinha.


terça-feira, 8 de maio de 2018

Anos de vida

Diz-me o doutor de meus filhos que conheço há anos e a propósito da minha recente viagem de bike, que eu havia de abrandar, que havia de ter mais cuidado pois o nosso coração é como o motor de um carro, quanto mais trabalha, mais se gasta e se cansa. Eu.... respondi-lhe o que de imediato me ocorreu, que é isto que me dá anos de vida e força para ultrapassar todos os contratempos . E é!!
Não, não é só bom, também é dor e é sofrimento, é quase morrer de calor num dia e dois dias depois entrar quase em hipotermia por causa do frio e da chuva, são as dores nas pernas e nos braços e nas costas, é o rabo quase em ferida de tantas horas em contacto com o selim, é o cansaço, é o esforço é o medo de cair ou de não conseguir chegar. Mas também é felicidade e alegria puras, é ar livre, é beleza, é conhecer, é ver o que os outros não vêm, fazer o que os outros não têm coragem de fazer, é testar o corpo e a mente, é chegar à conclusão que queremos, somos e podemos e que nada nem ninguém nos mete medo. É desafio, é adrenalina, é conquista, é paixão. E por último, é concluir que tentando e lutando conseguimos, é a mente a dominar o corpo, é não ficar e ir, é arriscar, é saber enfrentar os medos, é ganhar ao invés de perder, é esperança, é viver.
E isto é ou não ganhar anos de vida?




segunda-feira, 7 de maio de 2018

Dualidade


Sento-me no fundo da sala panorâmica frente ao mar e um pouco afastada de todos observando os pequenos grupos que se vão formando por entre aquele grupo maior. Observo alguns, saltitando de grupo em grupo, conversando, rindo, perguntando, dizendo, lembrando histórias do passado e não querendo perder pitada, bebendo de tudo e de todos, absorvendo e dando-se de corpo e de alma cheios de certezas e de palavras. Eu observo, ora a vista do mar, ora as pessoas e aquele saltitar tão caraterístico daquela família. Engraçado como me sinto tão de outra.  Sinto-me estranha, deslocada, até um pouco desassossegada. Observo de novo a vista e regozijo-me por ser quem sou, por apreciar o mar e o sol, por ver rios em montanhas secas, por saber apreciar silêncios, meus e dos outros, mas depois fico insegura e penso como me verão os outros, talvez uma antipática com mania de importante, uma alienada familiar e resolvo juntar-me a um dos grupos. Nessa altura já todos estavam de partida para outros grupos e eu fico de novo sozinha, desarmada. Vagueio pela sala. Ainda nessa manhã me reconheceram a cara chapada de meu pai com quem de facto me identifico em todas estas características incluindo a física e já estavam a jurar a pés juntos que era igualzinha à minha mãe. Perdi-me então de novo na minha identidade sentando-me e descalçando os saltos altos por baixo da mesa para que ninguém visse que até nisso a minha família é outra. No fundo sinto-me feliz por nenhum dos meus filhos ser assim, como eu…

domingo, 6 de maio de 2018

O meu mar

Se os dias em que pedalei pela serra foram fantásticos, se vi montes, se vi vales, se andei acompanhada do cântico dos pássaros, se passei riachos e aldeias, se me achei, me reencontrei, se a minha paz se engrandeceu, se a minha alma se recompôs, voltar à minha praia e ao meu mar dá-me sempre anos de vida. O sol voltou e eu fui vê-lo. Estava lá, tal e qual e à minha espera...



sexta-feira, 4 de maio de 2018

Só porque sim

Depois do frio e da chuva e do vento que apanhei no início da semana a pedalar na serra comprei um biquini que só vou usar lá para Julho ou Agosto. Voltei ao trabalho mas não me apetecia. Lavei sete máquinas de roupa que tenho agora para dobrar e engomar. Voltei a beber água com limão. Já estou de novo farta de pessoas... Eu Quero voltar para a serra...

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Caixa de surpresas

Existe em mim uma caixa. E em ti e nele e nela... Habita em todos nós uma caixa cuja tampa está prestes a saltar e a mudar o rumo dos acontecimentos, das nossas vidas, da nossa história. Olhando para trás dificilmente voltarei a acreditar que podemos traçar um plano de vida e segui-lo, pese embora o fizesse ou tentasse fazer até há bem pouco tempo. É que as nossas caixas, amarradas com finas fitas de seda, estão plenas de surpresas, e as delicadas fitas soltam-se ao entreabrir da tampa fazendo com que brote o mais profundo de nós. Tantas caixas há em que é preciso tão pouco para que se abra essa tampa, outras há que passam uma vida inteira fechadas. Não seremos apenas nós, tão pouco apenas os outros, será talvez um conjunto de circunstâncias quantas vezes alheias a nós que mantêm essas caixas fechadas, essas fitas amarradas. E quantas vezes aguardo ansiosamente que a tampa se abra e isso não acontece. E quantas vezes já mudei o meu rumo, quantas vezes já se me abriu a caixa e me surpreendi, quantas vezes já morri e quantas já renasci, quantas vezes já dei por mim e tentar sair por essa tampa entreaberta e a realizar sonhos, a fazer coisas difíceis e inimagináveis.  A minha caixa é cheia de surpresas. Está amarrada com finas e frágeis fitas de seda...

terça-feira, 1 de maio de 2018

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Siga!

Já pedalei 260 kms e ainda me faltam uns quantos. Muitos vá.
Já vi tanto. Por aqui aldeias com cinco casas e praticamente ninguém é mato. Algumas são lindas, as paisagens então, são fantásticas. Nunca pensei que houvesse tantas vacas neste país... É vacas de todas as cores e tamanhos

quarta-feira, 25 de abril de 2018

E prontus!

Um dia já lá vai pela GR 22 a  rota das aldeias históricas, primeira etapa Castelo Novo - Idanha - Monsanto já está. Foi abrir e fechar cercas, passar rios, dizer adeus às vaquinhas e às cabrinhas e pedalar com um calor do caraças. 29 graus, chega? Adoro estas aldeiazinhas típicas

domingo, 22 de abril de 2018

Manhã de domingo

E hoje, após seis dias de treino, resolvi que descansaria as pernas e o traseiro até quarta-feira, dia da partida para a grande aventura. Enquanto desossava o pato, sim, eu hoje estive prendada, desossei um pato inteiro, fiz arroz de pato não muito escondido, pão de ló e morangos com açúcar sem partir nem avariar nada. Posto esta constatação, lembrei-me de que ainda não vira a glicínia de Papai em flor e já era tempo dela. Dele. Limpei de imediato as mãos e corri para o quintal. A caminho, Toni, o gato estrábico de Mamãe enrodilhou-se nas minhas pernas quase me fazendo cair, aquele gato adora-me e dorme à minha porta todas as noites à espera das minhas festinhas logo pela manhã, depois vai à sua vidinha. E foi, mas atràs de mim, claro. Pois que a glicínia já está  em flor e a começar a abrir. O seu perfume está como todos os anos, inebriante e muito intenso. Esta glicínia é mágica, faz-me lembrar pessoas. uma pessoa em especial.... E faz-me tanta falta.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Diz que

Água com limão é do melhor para saciar a sede, fazer uma detox ao organismo e eliminar gorduras. Ora, estas cenas interessam-me . Vocês não sabem mas eu já fui vegetariana e crudivurista durante uma semana. Pois... Resolvi fazer uma detox e  andei a comer saladas com pimenta caiena e fruta durante oito longos dias.. . Houve alguns até que almocei e jantei melão... Sim, eu sei, é a tal cena dos alqueiros mal medidos. Mas bom, posto isto, o que é uma aguazita com limão ao longo do dia? Não seria nada se após a vasilha cheia, aí pelas dez da manhã eu não tivesse de andar a correr para o wc de meia em meia hora.
Ai... Esperem um pouco.
Voltei, mas vou ali comprar fraldas.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Ou vai ou racha

Isso ou falta de alqueiros bem medidos.
Como vou passar sete dias seguidos a pedalar, se não choverem cães e gatos, claro, decidi que esta semana haveria de treinar. Pois que ontem saí do trabalho a correr para pegar na bike e ir dar ao pedal. Ora, como num treino tem de se treinar, fui à net ver  de que lado soprava o vento e a que velocidade. Ok, fiz o meu treino mentalmente. Vou para a estrada com a bike de btt que é muito mais pesada e... contra o vento pois claro, que isso é que é de gaja rija e forte e determinada. Um bom treino é sair da zona de conforto, isso é que é.
Ah pois é, é. Tanto é que quase me deram três sincopes, uma por cada subida que fiz. E depois, evidentemente, só eu é que estava certa, mas cruzei-me com dezenas de ciclistas, todos a favor do vento e nas suas super leves bikes de estrada, lindos, leves e frescos que quando se cruzavam comigo, parecia que eu estava parada. Acho até que vislumbrei sorrisinhos irónicos, os parvos, ao verem a minha cara de tomate maduro prestes a explodir.
Com que idade se ganha juízo, ein?

Ah! Hoje lixei-os, fiz como eles.

Um dia ainda mato estes gatos

Este é "O meu espelho". Encomendado propositadamente para mim, com dois metros de altura para eu caber lá muito bem, pois sim que sou enorme eu :) e os outros tresentos e vinte e quatro espelhos da casa eram demasiado pequenos. Foi colocado estrategicamente ao fundo do corredor, perto da luz. Este é o espelho onde eu me vejo linda de morrer de manhã, à noite e a toda a hora, vá, que uma gaja tem de se ver. 

Os meus gatos acham que é um arranhador....

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Quase pronta

Faltam 9 dias para mais umas férias ao pedal e tenho quase tudo pronto. Desta vez não levo alforges, arranjei um maquinão.
Vejam! Vejam a versatilidade do bicho. Inveja ein?

terça-feira, 10 de abril de 2018

Este cinzento...

Que não me sai da alma nem do corpo, à semelhança do céu lá fora. As minhas nuvens são grandes e escuras e estão tão baixas  que quase as alcanço com as mãos. Quem me dera poder agarrá-las, empurrá-las, afastá-las de vez para deixar entrar o sol e o calor nesta minh'alma cansada e desgastada. Tantas vezes estas nuvens já vieram para depois se afastarem e deixarem passar a justiça e a verdade, a destrinça no pensamento daqueles que apenas se vêem a si próprios. Sei. Sei que mais tarde ou mais cedo isso acontecerá, acredito ou quero acreditar que todos os olhos verão a realidade e não apenas o que querem ver. Enquanto isso o tempo vai passando. 
Aqui fico. À espera.

Há já algum tempo

Que não ia ao Spa...
E posso dizer que após várias horas num banho de lama e outras tantas a tirá-la da bike, dos sapatos, da roupa, do cabelo (my God, o meu cabelo), fiquei como nova.