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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Primeiro grande amor


A paixão passou, o amor esfriou e a relação murchou..
Anos de paixão foram dando lugar a anos de luta no intuito de minimizar aquela angústia, aquela solidão e os desenganos de ambas as partes. Mas com o tempo as vozes foram-se calando, os abraços foram escasseando, os sorrisos foram-se perdendo. E o coração foi mirrando. Nada mais havia que dissessem um ao outro embora o que os unia ainda fosse maior do que o que os separava, no entanto, um certo momento houve em que um basta tomou forma.
É difícil viver em desamor.
Entretanto, ambos encontraram outras vozes, outros beijos e abraços, outros que os aconchegassem nas noites tristes. Seriam outros amores?
Não, diz-me ela, que o primeiro grande amor nunca se esquece e fica para sempre colado na pele. Dele nasceram frutos e esses frutos são dos dois. O melhor dos dois. Daqueles dois.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Como degelar uma arca frigorífica em três tempos


Quando a arca já sobreviveu muitos anos, coisa em desuso nos tempos de hoje e ainda é do tempo que de um dia para o outro cria tanto gelo que as gavetas não abrem e a porta não fecha, que remédio tenho senão calçar umas luvas e pegar num facalhão de bico para raspar.
Isto é um trabalho que adio constantemente de chato que é e de ficar com as pontas dos dedos tão tesas que nem consigo coçar os olhos.
Mas a técnica tem vindo a refinar-se então, é retirar tudo do interior, com o skate dos putos levar a arca para o pátio e com a faca a raspar e a mangueira de regar as plantas e em alta pressão, é trabalho de meia hora.
Limpar e secar, voltar a colocar no lugar em cima do skate, ligar, et voilà! Arca limpinha e operacional.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Cheia de t’ouvir


Penso cá com os meus botões, o que tem vindo a suceder a algumas pessoas de tão bom coração que dizem ter dedicado a vida aos outros em detrimento das delas.
Cansaço, revolta, incompreensão?
Que raio de traumas lhes terá a vida trazido?
Frontalidade é uma virtude, já inconveniência e falta de tato nas palavras traz aborrecimento.
Ser pessoa culta, observadora, boa analista de personalidades e situações, são virtudes que admiro, já achar que se sabe e domina tudo e não saber quando parar de falar para ouvir um pouco, é maçador. Um monólogo não uma conversa.
Sentido de humor, qualquer, nem que seja negro, irónico ou simplesmente inocente, adoro. Já quando alguém leva as brincadeiras como ataque pessoal, é, no mínimo, descolhoante (pardon my french!)
Concluo, portanto, que nem sempre a idade torna as pessoas sábias, compreensivas e conhecedoras do que as faz felizes. Muitas tornam-se azedas e os fretes que não querem fazer toldam-lhes os sentidos, transformando-as.
Felizmente que podemos ver nos outros no que poderemos tornar-nos e o que queremos e não queremos para nós.
E em comparando grupos de pessoas, podemos sempre fazer-nos seguidores dos melhores.
Assim espero, pois também não sou um poço de virtudes….

segunda-feira, 8 de julho de 2019

A Guerra dos Plásticos


Aos poucos quero juntar-me a ela. Dói-me o coração ver aqueles rios de lixo plástico, os animais a morrerem por causa dele, os pinhais cheios de despojos de quem não tem consciência, em suma, a terra a morrer e eu a ver.
Já temos o mar, a terra e o ar contaminados e daqui a mais começamos a cair para o lado que nem tordos como se diz na gíria. Assim como cuidamos da nossa casa e de nós, devemos cuidar do nosso planeta.
Esta não é uma guerra fácil tendo em conta que a nossa vida está rodeada de plástico, de manhã à noite e em todos os locais por onde passamos, mas os pequenos passos de cada um, fazem muito, por isso, vamos lá à luta.
Reciclagem já faço há muito e raramente deixo escapar algo e ai de quem deixe cá em casa. Tenho vindo a substituir recipientes de plástico por vidro e reutilizo garrafas, frascos de vidro e latas. Uso e abuso de cestos de verga. Não uso palhinhas que já não há bebés em casa, nem louça descartável, lavem e limpem que faz bem exercitar os bíceps, cotonetes também não uso, limpem masé os ouvidos com o dedo mindinho ou deixem crescer a unhaca e agora, estou a tentar abolir os sacos. Na mercearia peço para pesar avulso e coloco tudo no saco de pano que levo sempre comigo, no supermercado, levo sacos antigos comigo e encho-os com os diferentes géneros para a pesagem. Em casa volto a guardá-los e reutilizo-os até se estragarem. Só então vão para o lixo. Outros lixos domésticos e comestíveis, guardo para as galinhas de Mamãe.
Sei que não é muito aquilo que faço, mas já é alguma coisa e conto que seja cada vez mais.
Feliz por contribuir.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

“Diz-que” boas mesmo boas


São as mulheres de cinquenta, mais doces e sumarentas, e por isso mais maduras e prontas a apanhar da árvore. Sabem das coisas e têm mais calma, e além disso já não possuem arestas nem quinas vivas, são, portanto, mais redondas e encaixam melhor.
Gostei de ouvir e até fiquei fã de quem proferiu tais palavras, mas só por causa das merdas decidi que quero as minhas arestas e quinas vivas de volta. Voltei ao ginásio e em três dias consegui um andar novo. Ai que me dói tudo! Livrem-se! Livre-se quem disser que eu não já não consigo de volta a minha alta performance ginastical e as arestas de antigamente, que eu mato.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

A olho

Há uns tempos Mamãe foi passear e não encontrando nada digno para nos presentear, aparece cá em casa com uma tablete de quilo. Ui!!! Todo um quilo de chocolate para devorar. Ora, nada mais adequado para a minha pessoa, pois claro, que era do negro e apenas a minha pessoa é apreciadora de tal iguaria. Pois que novecentos gramas marcharam quase de seguida ficando uns míseros cem gramas por ali a cirandar que no verão há outras cenas mais doces para degustar. Passeando pela despensa dei com os olhos neles e nada como interiorizar o sentido de que "nada se perde tudo se transforma". E eu transformei! Misturei uns ovos, um pouco de açúcar, manteiga, cem gramas do dito, juntei um pouco de magia, tudo a olho, claro e "voilà! " une petite mousse au chocolat. Minha, só minha, toda minha!



terça-feira, 29 de maio de 2018

Problemas no blogger

Sou só eu a quem já não aparecem os comentários do blog no email desde o dia 25 ou aconteceu a todos? O blogger está estranho e apercebi-me de algumas alterações. Passa-se o mesmo convosco ou é só mesmo comigo? Já fui ao fórum de ajuda e aconteceu um pouco pelo mundo, mas não vi ninguém a queixar-se por aqui....

domingo, 25 de março de 2018

Talhão 256

E agora deixemo-nos cá de coisas que hoje foi um dia muito importante para o talhão 256 do Pinhal de Leiria. Hoje foi o dia em que veio gente de todo o país para plantar 67500 pinheiros bravos e assim rearborizar, apenas uma pequena parte do nosso pinhal ardido, eu sei, mas temos de começar por algum lado. Se até aqui eram quilómetros e quilómetros de cinzas e pinheiros queimados, agora que muitos já foram cortados e o terreno preparado para a replantação, são quilómetros e quilómetros de nada, de chão vazio, pequenos montes e declives de deserto. Julgo que já não vou viver o suficiente para ver estes pinheiros adultos, mas que o vejam os meus filhos ou netos e por isso temos que rapidamente replantar a área. Fui de bike e ainda aproveitei para procurar um pouco de verde.







domingo, 18 de fevereiro de 2018

Dúvidas, a minha vida é só dúvidas

Olhei pelo canto do olho o calendário e resmunguei. É isto todos os anos. Em dezembro é o natal e a passagem de ano, em  fevereiro é o carnaval e o dia dos namorados, em março é o dia da mulher e do pai, em abril é a páscoa, há o dia da criança, dos avós,  o são joão, o pedro e o António, o aniversário de casamento, o de namoro, o próprio do aniversário de umas quarenta pessoas importantes, o dia de pagar o IMI, o dia de pagar os seguros, o dia de ir a um batizado, a um casamento, a uma comunhão, enfim, um sem número de dias festivos onde temos/devemos investir. E eu, chata e ranzinza, estou pelos cabelos com tanta festa, tanta loja com montras temáticas, tanto apelo ao comércio e às comemorações só porque sim que me dão cabo do orçamento. Para bem ser acabava com todas estas merdas lamechas todas, mas no meio disto tudo há uma coisa que me lixa a sério. Porque raio dou eu tanta importância ao Dia da Mãe?

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Uma árvore vale muito

Uma árvore vale muito e este ano perdemos imensas.
Vamos todos sofrer com isso! Já estamos a sofrer com isso!
Vai daí que fui aos ctt para comprar uma e estavam esgotadas. Depois chegou o Natal e ofereceram-me duas. Estranho ir aos ctt comprar árvores não é? Eu explico, mas olhem que ninguém me pagou para fazer publicidade, eu estou a falar disto porque aqui na minha zona ardeu 80% de pinhal o que me deixou desolada e seria bom que muitos de nós tivessem a iniciativa de comprar as suas árvores para reflorestar o nosso Portugal. Pena que esta iniciativa terminou em 31 dezembro mas muito provavelmente e devido às circunstâncias, irá haver outras.
Nos ctt por 3 eur compra-se um kit "vale uma árvore", os ctt comunicam à Quercus, a pessoa regista a sua árvore que será plantada na primavera de 2018 e cuidada durante 5 anos eu seu nome, a pessoa recebe por email notícias sobre a sua árvore e sobre o bosque onde é plantada. Foram escolhidas 28 espécies de árvores autóctones e alguns lugares para a plantação. Não é fantástico?
As minhas estão registadas e aguardo ansiosamente notícias sobre a sua plantação para as visitar. As minhas até já tem uma ninhada de coelhos para abrigar eheheh

umaarvorepelafloresta.quercus.pt