quinta-feira, 20 de abril de 2017

Prazer solitário

Colhi um pouco de sol
Colhi um pouco de mar
Guardei-os no meu bolso
Para mais tarde me deleitar

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Para sempre

A cuidar das flores te imagino
Nestes dias de saudade
E sempre que elas florescem
Penso em ti até à eternidade....

terça-feira, 18 de abril de 2017

Difícil de entender

Não compreendo esta angústia que por vezes me nasce no peito durante a noite apanhando-me adormecida e desamparada e acorda juntinho a mim em algumas manhãs cinzentas. Tolda-me o pensamento, atrofia-me o espírito, tira-me o ar e me inunda de tristeza. Aparece sempre em alturas inesperadas chegando de mansinho e pintando de cinzento tudo à minha volta.
Não compreendo.
Assim como não compreendo que se vá desvanecendo, dissipando ao longo do dia transformando-se em alegria e boa disposição.
Chego a pensar que o meu outro eu, sim tenho um outro eu, mais escuro e tenebroso, esteja à tentar apoderar-se de mim....

Quem diz que uma bike não cabe num Mini?

Está enganado pois está. Eu própria jurava que não cabia.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Guerra, só depois do café

A vida é uma guerra, o trabalho é uma guerra, as pessoas são um guerra. Eu própria sou uma autêntica guerra e todos os dias me levanto e me apronto para tal.
No entanto, guerra que é guerra, só depois do café que antes não há cá guerra para ninguém.
E o café tem de ser curto, intenso, sem açúcar e bem cedinho que gosto de começar as guerras assim que nasce o dia.
Mas havia de fazer uma pausa na guerra que estou a ficar cansada.
Mesmo com café as Guerreiras têm de descansar. Não têm?

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Mulheres polvo

Não sei quem decidiu dizer que as mulheres são multifunções e conseguem pensar e fazer várias coisas ao mesmo tempo. Bom, até somos e até pensamos e até fazemos montanhas de coisas enquanto o diabo esfrega um olho, mas, mas... Então e quando pela milésima vez chegamos a casa a correr à hora de jantar o próprio jantar e verificamos que não pensámos no simples pormenor de tirar algo da arca antes de sair de casa às oito da matina e esgotámos todas as ideias e improvisos e nem sequer encomendámos um frango de plástico na loja da esquina, ein? E quando temos a casa cheia de homens esfomeados que só sabem fazer uma coisa de cada vez que é estrelar ovos e/ou colocar no microondas comida congelada ein? Bom gente entendida e estudiosa, ou decidem que também os homens conseguem pensar e fazer várias coisas ao mesmo tempo incluindo de manhã lembrarem-se que têm de jantar à noite e saberem cozinhar sem destruir a cozinha ou eu quero ter uma pilinha para não ter que pensar em nada. Aliás, para pensar apenas uma coisa de cada vez, como ter fome por exemplo.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Quem tem amigas assim...

Que oferecem massagens de relaxamento no aniversário cá de moi même, tem tudo.
Fui hoje receber o meu presente, Oh! coisa mais boa.
Faço anos em Janeiro, alguém quer adiantar-se, quer?


domingo, 2 de abril de 2017

Sonhar, sempre

Esta manhã quando acordei preparei-me para guardar os sonhos debaixo da almofada e vestir a pele profissional para a semana, mas depois pensei, porquê? Porquê guardar os sonhos e não dar-lhes asas todos os dias, porque não deixá-los voar a nossa volta, pintar-nos o céu de sorrisos, a terra de alegrias e o coração de esperança? Porque não deixá-los fazer parte das nossas rotinas. Porquê? Trouxe-os comigo.

sábado, 1 de abril de 2017

Cenas alternativas

Estica aqui, torce ali, empurra, puxa, para os lados, para a frente, para trás, agulhas ao longo da perna, fita adesiva e até à próxima sessão. Aguardo a construção das palmilhas para corrigir os pés que no final de contas me causam as dores no joelho e na perna e me impedem de correr e caminhar sem dor. Daqui a mais umas sessões estou nova diz o matulão de dois metros que me anda a esticar. Sem químicos, sem contra indicações, sem efeitos secundários.
Cenas alternativas... 

terça-feira, 28 de março de 2017

Nunca é tarde

Foi quando o cinzento se apoderou dos meus dias e da minha vida, foi quando os meus filhos cresceram e ficaram independentes não querendo mais uma mãe galinha atrás deles, foi quando os meus amigos estavam ocupados, foi quando me sentia só. Foi quando os meus dias ficaram vazios e o meu tempo enorme, tão enorme que não sabia o que fazer com ele. Perdi-me, tentei achar-me, voltei a perder-me e o meu barco andou à deriva num mar revolto por algum tempo. Peguei porém no leme e tentei reajustá-lo. E reajustei-o pois foi aos quarenta e quatro anos que descobri uma nova paixão. E desde então que não paro de crescer e de aprender e de concretizar sonhos....


domingo, 26 de março de 2017

Vulnerabilidade

Olho para esta página em branco e vejo-a nua tal como me vi a mim um dia destes, nua no corpo e na alma, despida de tudo e de nada, como quem sobe ao púlpito e perante uma imensa plateia se lhe varrem as palavras. Ouvi as instruções que já conheço de cor, resignada e convencendo-me que há coisas de que não gostamos mas temos de fazer para o nosso próprio bem. E enquanto a máquina me apertava e espalmava as mamas, eu nua, percorria a plateia com os olhos à procura de um sorriso ou uma palavra de incentivo. Elas vieram, que um bom profissional sabe fazer bem o seu trabalho, mas não foi por isso que deixei de me sentir vulnerável e insegura, nua de roupa e de alma. Da plateia trouxe um "sim, está tudo bem". E uma constipação.

sábado, 25 de março de 2017

Há dias em que não sei o que é que sei. Mas de todas as coisas que não sei que sei, uma eu sei. A vida tanto tem de maravilhosa como de fodida.

Ramalhete




Dizem que é primavera mas as bátegas de água tocadas a vento embatiam nas minhas janelas. O frio gelado entrava por baixo da porta e eu quase tremia de frio. A pedalada não aconteceu. Não fui ver o mar, não fui até à serra, não me embrenhei pelos pinhais adentro neste momento prenhes de água. Sentindo-me presa, fechada e sem ar fui até ao quintal de Mamãe ver as camélias. Todas caídas no chão. As laranjas também assim como muitos botões de flores que entretanto haviam de desabrochar. O quintal estava cinzento e triste. Tal como eu. Um gato desconhecido e felpudo dormia enroscado debaixo do telheiro, um casal de melros namoriscava em cima da cerca. Tudo à espera... Fiquei gelada, colhi apenas um ramalhete de salsa e coentros para o jantar e corri para casa também eu à espera. Da primavera.

segunda-feira, 20 de março de 2017

A minha chave

Trago comigo uma chave. Esta chave abre e fecha gavetas todos os dias da minha vida. Hoje peguei nela cuidadosamente e abri a gaveta que fica à minha esquerda, coloquei lá o mau humor e a melancolia que esta primavera cinzenta me trouxe e tirei o meu melhor sorriso. Abri de seguida a que estava logo acima e coloquei lá os problemas e os contratempos, tirei a alegria que embora um pouco envergonhada anda aqui a rondar. Guardei a chave para amanhã.

domingo, 19 de março de 2017

Alinhar os chakras

Não sei o que raio é isso dos chakras mas que anda por aqui alguma coisa desalinhada lá isso anda. Foi por isso que aceitei mais um desafio, caminhada de 16 kms pela Fórnea, mesmo ao lado de Porto de Mós na Serra de Aire e Candeeiros no intuito de dar ar à alma e ao corpo e repor energias. 
Já perdi a conta às vezes que lá fui de bike mas a pé foi a primeira vez e não me arrependi nem um pouco, consegui até correr em algumas subidas. Descer é que foi o caraças, acho que me vão cair as unhas dos pés de ir todo o caminho a travar. A serra estava linda como sempre, já cheia de flores e cheirinho a primavera, pena o nevoeiro que não deixava ver muito longe.
Dos chakras não sei, só sei que ainda assim espero que tenham encontrado alinhamento e deixem de me acontecer "cenas" esquisitas.







sexta-feira, 17 de março de 2017

Rei morto, rei posto

Pois tenho a dizer-vos que o meu anjo Gabriel foi um anjo mas não  foi anjo suficiente para me salvar o ecrã do telemóvel que além  do padrão tigresa deixou de funcionar em certas zonas.  Continua deitadinho em cama de arroz para o caso de lhe querer passar. Entretanto já fui comprar outra vida que isto de viver sem vida não é vida.  Vou no entanto manter-me afastada de sanitas.  
Beijinhos e abraços

quarta-feira, 15 de março de 2017

terça-feira, 14 de março de 2017

Haveria de chegar o dia

Em que via a minha vida cair pela sanita abaixo. O telemóvel pois claro...
Depois de o pescar, envolvi-o em papel e corri à procura de ajuda. Salvou-o e Engenheiro Gabriel e não é por acaso o nome de anjo. Abriu-lhe o coração com muito jeitinho, deu-lhe com o desfribrilhador, injetou-lhe um produto para proteção da parte eletrónica, secou-o muito bem sequinho, ressuscitou. Um pouco periclitante ainda, continua a lutar pela vida cheio de tremuras e nervoso miudinho. Tenho agora um écran com padrão tigresa, coisa mai linda. 
Descansa numa taça de arroz, a ver se lhe passa.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Filhos que podiam ser os meus

Dou por mim a pensar como os meus dois pintainhos, hoje já belos e espigados frangotes, são tão diferentes um do outro.
Qual mãe galinha, sei que a partir do momento em que se choca um ovo, é-se responsável por ele e posso dizer que os choquei da mesma forma, que o ninho era igualmente, quente, fofo, cheio de amor e muito bem estruturado e que em todo o galinheiro não houve uma galinha ou um galo que os tivesse tratado de maneira diferente. São no entanto e apesar das parecenças físicas, pessoas com atitudes e perspetivas de vida completamente distintas, não querendo com isto obviamente dizer, julgar ou criticar as mesmas. Ser diferente não é ser mau ou ser bom.
Aflora-se-me no entanto uma dúvida, uma questão que sempre se me coloca quando oiço certas conversas, presencio certas coisas e vejo certas notícias, questão esta que me tem acompanhado como se de um karma se tratasse, como se uma cruz de assumidora de culpas tivesse sido inscrita na minha testa desde que decidi chocar dois ovos. Será que quando os granfotes partem um ovo, a culpa é sempre e só dos pais?

domingo, 12 de março de 2017

Olho o espelho e vejo-me demoradamente. 
Todos os dias me vejo e me reconheço e gosto ainda de me ver acabada de acordar. Gosto. 
Gosto quase todos os dias de mim.
É no entanto quando tenho tempo e me detenho em frente ao espelho, quando me olho demoradamente e com calma que vejo como o tempo tem passado por mim, este tempo que não pára, este tempo que não tem tempo de parar um pouco e esperar por mim.
Vejo umas pálpebras a ficarem descaídas outrora esticadas e lisas onde o eyeliner ficava perfeitamente desenhado, umas rugas ao pé dos olhos e da boca que escondem agora a sombra e o batom.  Vejo umas mãos brancas e com manchas, uma pela baça e cansada outrora coberta de sardas de que tanto me orgulhava, um ventre mole, uns ombros escanzelados, umas pernas finas. Sim, esta sou eu, aquela de quem gosto quase todos os dias. É quando tenho mais tempo que gosto menos de mim...


P.S. Vou trocar de espelho :)

quinta-feira, 9 de março de 2017

Clone

Tentei uma vez
No site do IMTT on line renovar a carta de condução. Fácil, barato e cómodo. Não tive sucesso, dava erro nos meus documentos e não conseguia avançar.
Tentei outra vez
Numa agência documental. Caro, fácil e igualmente cómodo. Não conseguiram, havia um erro nos meus documentos, não permitia avançar.
Tentei mais uma vez cheia de convicção e vontade de estar dentro da lei.
No próprio do IMTT ao vivo e a cores. Não consegui, há um erro nos documentos.
Isto é, há euzinha e mais uma outra pessoa com o mesmo número de carta de condução que eu...
E onde é que eu vou agora? à Torre do tombo onde alguém, há trinta e um anos se enganou a registar?
Resta-me esperar que alguém consiga resolver o imbróglio e rezar para que a polícia não me mande parar e veja que a minha carta está caducada...
Ele há coisas, e esta ein?

quarta-feira, 8 de março de 2017

Celebremos

Mulheres! Sejamos felizes vá e deixem-se lá  de tretas, os homens invejosos claro, disso de ser ridículo haver um dia da mulher e de que até precisamos de assinalar o nosso  dia e bla, bla, bla whiskas saquetas. Nós  somos mesmo especiais, eu pelo menos sou e hoje até  recebi uma flor e tive direito a uma massagem no meu local de trabalho. Ein? Especial mesmo.
Partilho a minha flor com todas as mulheres especiais :)

terça-feira, 7 de março de 2017

Heranças

Ficou-me de meu pai o gosto à  natureza, ao verde, à  beleza das flores. Ficou-me o gosto de apreciar o plantar para um dia ver nascer e crescer,  coisa que ele fazia nas poucas horas vagas que tinha.
E todas as primaveras tenho o privilégio de o ver sorrir, ainda que em pensamento, de o ouvir chamar-me para me mostrar orgulhosamente o que plantou para mim, para nós. Herdei uma cerca de camélias, um caminho de narcisos amarelos que vão florir lá para  Junho,   uma pérgula de glicínias maravilhosa.  Belos. Tão,  mas tão  belos quanto ele. Um maravilhoso tesouro foi o que eu herdei

segunda-feira, 6 de março de 2017

Ao contrário

Segunda-feira, acordei. O céu apresentou-se-me branco, coberto de neblina e uma chuva miudinha caía, enfadonha, enervante. Fonix! Odeio estes dias em que não  há  céu e eu fico envolta em branco. Dá -me falta de ar, claustrofobia, é  que nem a minha janela nova me salva.
Fiz a minha rotina matinal em modo robot com gestos lentos e olhos a meia haste dando apenas especial cuidado à colocação do fio ao pescoço para a letra do meu nome não  ficar ao contrário. Saí para me envolver no nevoeiro.
Não  resultou, descobri quando cheguei ao trabalho....

quinta-feira, 2 de março de 2017

Expectante

Mostrei-lhe o caminho à direita por o saber direito e com poucas curvas. Anteviam-se-lhe algumas subidas íngremes e difíceis, outras tantas descidas perigosas, percebiam-se umas quantas zonas densas de neblina e logo ali à frente até, um céu negro e cerrado, mas ao fundo vislumbrava-se uma enorme clareira, cheia de luz e de sol, verdes prados e muitos cavalos alados. Nuvens  brancas de algodão faziam sombra aos pássaros pousados nas árvores e uma bela melodia chegava aos nossos ouvidos.
Havia porém um outro caminho, o da esquerda que para ele brilhava num chamamento doirado, coberto de uma aura de sonho e de paraíso, um caminho que aos seus olhos o poderia levar à concretização do seu objetivo. 
A mim parecia-me um caminho impossível pois logo à frente tinha uma curva e até à curva apenas pedras e mato, depois da curva nada se via. Mas o que será que haveria mesmo depois da curva??
Escolheu o caminho da esquerda...
Aguardo expectante à espera de vislumbrar o tal brilho.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Ainda não é desta

Que a palavra "desisto" vai entrar no meu vocabulário.
Correr não é a minha praia, eu gosto é de pedalar na rua em liberdade, mas os meus horários só me permitem pedalar ao fim do dia e no inverno de noite, é perigosa esta aventura. Decidi então fazer-me à estrada e correr ao sabor das luzes da cidade, sempre levo com o vento nas trombas, oiço a minha música e espaireço a alma. Mexer e deitar fora o stress é a palavra de ordem.
No primeiro dia corri sete quilómetros e no dia seguinte não me conseguia mexer. Passados alguns dias, já recuperada, tentei de novo e fui perseguida por três cães, não levava água para os afugentar e corri como se não houvesse amanhã com eles à perna, livrei-me deles por fim mas quase não conseguia chegar a casa de tão cansada. Voltei a tentar por outros caminhos, mas a meio deu-me uma tão grande vontade de fazer cocó que cheguei a pensar entrar por alguma casa adentro para pedir uma ida ao wc. Ao invés, corri até casa praticamente de pernas fechadas a encolher o senhor castanho. Numa nova tentativa, deu-me uma dor na perna que cheguei a casa a andar e coxa. Demorei dias a recuperar.
Mau! Querem ver que tenho de desistir desta ideia? Mau, mau Maria!
Hoje, não vencida ainda pelas contrariedades, esvaziei a tripa antes de sair, levei duas pedras no bolso para atirar aos cães, a perna estava boa mas fui devagarinho. Yes! Corri quase nove quilómetros, não estava nada cansada, corria outros tantos se a minha perna marota não me atraiçoasse.
Esta minha teimosia ainda me mata, mas desistir é que não.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Já passou

Restabelecida foi finalmente a ordem nesta casa que mais parecia o camarim de um circo. 
Entre bigodes, cabeleiras, roupas desencantadas sei lá eu de onde, pinturas e adereços, tudo estava fora do lugar. Três dias de Carnaval e muitos disfarces depois, a gente desta casa finalmente aquietou-se. Filhos dormem a sesta, pais e gatos amolecem no sofá. Uf! Ainda bem que agora é só daqui a um ano, isto dos carnavais já me cansa.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

As palavras que não direi

Nos dias de sol em que acordo cinzenta, quase chuvosa até
Nem sei porquê
Nem sei porque não encontro as palavras, 
Nem sei porque me morrem na garganta ou porque se me afundam no coração
São palavras que calo, silêncios que grito, emoções que abafo
Nem sei porquê
Só hoje talvez... 
                    



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Anjo da guarda

Nas tuas asas me agacho
Nas tuas asas me cresço
Nelas me escondo e nelas me revelo

São asas de anjo, são asas de amor

Que nunca me falhem....

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A minha janela nova

O céu  está  azul. Um azul intenso mesmo à  minha frente, preguicoso e dengoso, esbatido ao fundo. Os cumes das árvores dançam num embalo lento e doce como quem me acena um cumprimento bem disposto. O ar ameno entra pela greta da janela aberta inundando a sala de fresco.  Uma ponta de serra na linha do horizonte, tão  tranquila e soberba como que a chamar por mim. Tenho uma janela nova.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Domingo à tarde

Refastelada eu no sofá de pernas no ar a descansar o corpinho de horas de pedaladas ao sol, batem à  porta. Uma senhora de saco de plástico  na mão a pedir ajuda para alimentar o seu filho. Começou  a contar-me a triste e desgraçada vida dela.... triste mesmo.
Ajudei a encher o saco, mas triste mais triste do que andar de casa em casa num domingo de sol a pedir comida, só  mesmo as canções do nosso festival da canção. ...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Eu gosto é de levar com o vento nas trombas

Pois gosto. Gosto é de pedalar ao ar livre, gosto é de saborear as lágrimas que me caem dos olhos por causa do vento, gosto do cheiro dos pinheiros, das paisagens, do barulho dos riachos e dos pássaros a cantarem à minha volta, gosto de ver as folhas a esvoaçarem à minha passagem, gosto de andar horas de sorriso na cara, gosto de ficar suja de lama, gosto de ficar com as pernas cansadas, o cu dorido, o cabelo colado à cabeça  e gosto de ficar com a alma livre, leve e solta. 
Tem sido difícil pois tem, com os temporais dos últimos tempos e depois de praticamente ter ficado entrevada ao decidir correr uma data de quilómetros a fugir da chuva quando há meses não o fazia resolvi montar a bike nos rolos, colocar imagens do National Geographic no PC mais uma banda sonora de passarada a chilrear e pedalar sem sair do lugar. À falta de cão, olhem, caço com gato. Podia até ser a mesma coisa pois podia, mas não é. Eu gosto é de levar com o vento nas trombas. Snif!



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Não gosto

Não gosto quando me arrombam os dias.
Metem-me o pé de cabra à porta e entram pelo meu dia adentro sem que eu consiga impedir. 
Trocam-me a tarde com a manhã, reviram-me as horas, deixam-me os minutos fora do sítio sem que os consiga encontrar. A calma fica assustada, a concentração foge com medo e o raciocínio fica num alvoroço.
Gosto ainda menos quando me arrombam as noites. Trocam-mas pelos dias, reviram-me os sonhos, desarrumam-me o descanso. A cama fica toda embrulhada, a pele exaltada e a rotina alterada.
Já venho, vou buscar uma corrente e um cadeado.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

É

E no meio do barulho que melhor oiço o silêncio.
É no escuro que melhor vejo a claridade

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Gostava

Sempre que as oiço, dizendo-as ou ouvindo-as sem que queira, juro a mim mesma que um dia vou ser capaz. Se há palavras, que eu sei, que voam com o vento, outras há que ficam gravadas no tempo, suspensas por um pequeno e ténue fio de voz num qualquer recanto da memória. Essas, as que ficam, são muitas vezes como pequenas agulhas que se vão espetando na pele e que a nós e aos outros fazem doer em certos momentos. E doem uma eternidade...
Talvez possa ainda chegar o dia em que eu consiga dourá-las, contorná-las, enfeitá-las com flores e berloques para que não mais doam. Gostava. É que eu teimo em acreditar em palavras...

Esternocleidomastoideo!
Hoje esta dói-me p'ra caraças.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Pintei



Lanterna para a noite

Pintei uma porta para o mundo e saí
Pintei uma janela para o amor e amei
Pintei uma lanterna na noite e olhei
Pintei estrelas, pintei flores
Pintei o céu e o mar
Pintei filhos, pintei mães
Pintei a alegria e a felicidade
Pintei...



sábado, 4 de fevereiro de 2017

E após vinte e um dias de pausa forçada pedalei!
Acordei e não quis saber de nada, peguei na bike e fiz-me ao caminho. Contra o vento, contra a chuva, contra o tempo, fui. O vento estava tão forte que dificultava a pedalada e me empurrava para trás mas em chegada à praia verifiquei que o mar amainou e pareceu-me até ver um pequeno raio de sol a tentar furar por entre as nuvens, chuva nem vê-la. Não vi vivalma, não me cruzei com ninguém por aquelas bandas, mas não há que fiar pois à vinda para casa assim que resolvi agachar-me atrás de um pinheiro para escorrer a água às azeitonas ao ar livre apareceu um carro, dois corredores e uma moto. Raios, uma Gaja já nem pode fazer uma mijinha no pinhal descansada...
Foram apenas trinta quilómetros mas alegraram o meu coração. 
Bom fim de semana.





quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Preciso

Há dezoito dias que não pedalo, mais precisamente há quatrocentas e quarenta e duas horas. Porque faz um frio de rachar, porque chovem cães e gatos, porque é noite às cinco da tarde, porque não tenho companhia. Não, não é por nada disto pois não há chuva, não há frio, não há noite, muito menos falta de companhia que me impeçam de pedalar, simplesmente outras prioridades e urgências me têm impedido de o fazer. A minha vida está virada do avesso e eu já não sei o que faça. Não pedalo há dezoito dias, não corro há dois meses, não vou ao ginásio há 4 e não vou ver o mar nem a serra já nem sei há quanto tempo.
E eu preciso disto como de pão para a boca... Começo a definhar de corpo e de alma.
Preciso de ouvir as ondas, preciso de ver a espuma a espalhar-se na areia, preciso de silêncio. Do silêncio da serra, de subir lá acima para ver a imensidão do céu, do cheirinho dos pinhais acabados de cortar, de correr pelas ruas da cidade, embrenhada na noite com um telhado de estrelas e a lua a iluminar-me. Preciso, de paz, de sossego e de tempo para pensar. Ou para não pensar em nada. Preciso.

(este blog está a ficar uma grande chatice, eu sei)

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Palavras ao vento

Acredito. Sou de acreditar.
Acredito nas palavras, acredito nas atitudes.
Acredito no amor, na amizade e no respeito. Acredito na honestidade e na justiça, na  integridade e na inteligência e acredito em muitos outros valores que me ensinaram e que preservo a todo o custo.
Em casa, no trabalho, na rua e em todo o lado. Acredito.
No entanto, deparo-me muitas vezes com um dilema.
Acredito nas palavras ou acredito nas atitudes?
Estas confundem-se, baralham-se, desencontram-se amiúde. O que umas dizem, as outras contradizem.
Valerão as palavras, ou serão as atitudes que tudo nos dizem, ainda que sem falar?


Giras aos 50

Tal e qual como fomos aos quarenta, aos trinta ou aos vinte. Tal e qual como seremos aos sessenta e aos setenta. Basta cuidarmo-nos e gostarmos de nós, alimentarmos o corpo, regarmos a alma.
Com esta chuva a minha alma está bem regada, agora vou só ali colocar um pouco de CC cream na cara mais um eyeliner e um rímel e vestir um conjunto de calças e blusa rosa nude e uma botinha de salto médio e cano alto preta. Ah! Tenho todo um conjunto de acessórios dourados que me ofereceram no aniversário para estrear. Ah! Por via das dúvidas que isto dos cinquenta é lixado, ontem fui renovar o corte do cabelo, mantive-o comprido, como as "teenagers".
Inté.

sábado, 28 de janeiro de 2017

E ontem...

Sorri!
Sorri à meia-noite quando o meu homem me encheu de beijos e abraços apertados.
Sorri durante todo o dia quando os colegas passavam para comer do meu bolo e abraçar-me e brincar com a minha idade.
Sorri à noite quando cheguei à festa que o marido organizou, com os meus amigos e a família todos à mesma mesa, sorri com os brindes, sorri com as cantorias, sorri com o bolo e com as velas.
Sorri quando cheguei ao bar onde o meu amigo foi tocar e me cantaram os parabéns perante toda aquela gente.
Sorri com as mensagens e com os telefonemas, sorri com os comentários no blog.
Sorri. Muito.
Obrigada a todos os que contribuíram para tornar o meu dia um dia muito especial.




sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Viço

Diz por quem lá passa que a partir dos cinquenta se perde o viço.
Dizem da pele que fica seca e sem brilho, do cabelo que branqueia e fica ralo e das rugas, que se cravam na pele. Do corpo, dizem que já mostra as marcas de uma vida começando a mover-se mais lentamente e que mazelas surgem do nada.
Já da alma o que dizem é dúbio. Uns afirmam que fica mais serena e sábia, mais madura, outros afirmam que mostra uma certa revolta e algum ressentimento, outros ainda que finalmente lhe chega a calmaria. Eu cá não acho nada disso, uma alma é uma alma e nunca perde o viço, a exuberância ou o verdor. O que acontece é que muitas ficam presas em estereótipos enganosos.
Sei lá! Só sei é que parece que a partir de hoje vou perder o viço.
Que sa lixe, que do viço cuido eu. Não vou deixar de me meter em aventuras, não vou deixar de subir serras a pedalar nem de as descer que nem uma louca por cima das pedras, não vou deixar de me vestir como uma miúda, nem de me rir às gargalhadas no meio de uma reunião, nem de chegar a casa de manhã de sapatos na mão depois de ter dançado a noite toda (claro que depois vou demorar três meses a recuperar, mas isso não interessa nada). Não vou parar de sonhar. Não vou, nunca, deixar andar a vida sem lutar por ideais e por justiça nem vou nunca deixar de tentar mudar o mundo. Continuo a querer fazer o meu cruzeiro de sonho pelos fiordes da Noruega e continuo a querer pedalar pela Europa dias e dias sem fim. Conformar-me e ficar quieta é que não.
Venham de lá os 50!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Sem título

Abotoei o casaco, enrolei o cachecol e calcei as luvas. Saí para a noite fria.
O ar estava gelado e queimava-me as narinas e os lábios, ainda assim inspirei o mais profundamente que podia vezes sem conta para depois expelir pequenas nuvens de vapor quente que se desvaneciam lentamente no ar. Andei depressa, quase corri como quem solta os espíritos que atormentam e entorpecem e que teimam em ficar. Afugentei as nuvens negras para que me aparecessem as estrelas, assustei os pensamentos maus para que se aproximassem os bons, corri com a angústia para deixar que a calmaria voltasse.
à minha passagem os cães ladravam e corriam de um lado para o outro atrás dos portões daquela rua que me parecia infindável, nervosos, raivosos. Eu percorria aquela rua, sem destino traçado, estranha e sem nexo. Entretanto os cães agigantaram-se, o ladrar tornou-se um grunhido feroz e vários pares de olhos brilhantes barravam-me o caminho. De relance vi que havia uma rua à minha esquerda e mudei de rumo. Assim que me viro deparo-me com mais olhos brilhantes, cheios de ódio prontos para me atacar. Decidi então retroceder para o caminho inicial mas à luz da lua vi desenhado um monstro de três cabeças e três caudas e num ápice pensei em desatar a correr.
Lentamente desabotoei os botões do casaco, despi-o, tirei as luvas e o cachecol, não queria que nada me impedisse de conseguir o meu intento. Inspirei profundamente uma vez mais e mentalmente proferi "três, dois, um.."
Em grande estrondo caí da cama abaixo enrodilhada no lençol e no pijama meio despido acordando a casa toda. Nunca vou saber o que aconteceu a seguir...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Desaparecida

Há já algum tempo que não me vejo, me procuro e não me encontro.
Tenho saudades de mim.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Uf!

Estive dez horas para ver a Mata Hari morrer. Chiça, raios partam a rapariga. Gostei do filme mas tenho o cu quadrado.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

É impressão minha

Ou anda tudo como eu, enregelado, desmotivado, enjojado e sem vontade de partir para as ruas da bloga, batendo às portas e janelas, ler, meter conversa, mandar umas larachas? É impressão minha e as blogo pessoas estão à lareira embrulhadas nas mantas a beber chá quente sem vontade de nada ou sou só eu que tenho o deditos frios que não conseguem encontrar as teclas certas para formar palavras e frases e falar das maravilhas da vida e das estrelas e das flores geladas e das árvores nuas e das estradas cheias de gelo? Isto anda paradito não anda?

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Escolhas

Bem sei que sabemos que as nossas proprias escolhas poderão  não  ser as melhores para nós.
Bem sei que sabemos sempre se as escolhas dos outros são  as melhores ou não  para os outros.
Bem sei que muitas vezes temos dúvidas se as escolhas valem a pena.
Tenho tantas dúvidas. .. .

domingo, 15 de janeiro de 2017

Spa

O tempo escorrega-me por entre os dedos sem que o consiga agarrar. Não chego para as encomendas. Quando assim é sou tomada por uma apatia que me deixa longe de tudo e de todos, uma espécie de escudo invisível, uma linha que me separa de certas dores, de certos sentimentos, que me faz fugir das pessoas, que me deixa perdida.  
Aparentemente e no final de contas parece que não estou sozinha nisto, sim, eu sei, isto do tempo é coisa para dar nos nervos a muitas mulheres que não sabem para onde se virar. Vai daí que "Migas"e eu, neste fim de sábado gelado que prometia lareira e roncos no sofá, fizemo-nos ao SPA de água salgada. 
Nós, as gajas, no meio de milhares de bolhas de água quente e fria, caminhos sobre pedras, jacuzzi, cascatas, jatos de alta pressão. Há tanto tempo que não fazia isto que já nem me lembrava o quão sabe bem. Durante setenta minutos andei dentro da água salgada rodeada de bolhas por todo o lado. Fechava os olhos e conseguia flutuar, sentia as bolhas nos pés, nas pernas, nas costas, inspirei profundamente o aroma a mar. Leve tão leve. Como que por magia a minha alma foi ficando vazia de certos lixos, limpa, o vapor levou-me a ansiedade e o aperto que trago cá dentro. Sei que devia, mas não consegui ir ao banho de gelo no fim, eu queria era uma massagem, mas essa fica para a próxima.
Quero ir outra vez amanhã e depois de amanhã e no outro dia... 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

À espera

À música de fundo sobrepõe-se o burburinho de pessoas a falar.  Umas andam de um lado para o outro ao telemóvel,  outras observam sossegadas, a maioria conversa circunstâncias e banalidades. Apenas vejo uma pessoa a ler. Alguém desfaz a árvore  de Natal à  entrada e uma auxiliar grita o nome de alguém. A fila de atendimento chega à  porta e o som dos números a passaram não  pára. De um lado do hall as consultas externas das crianças, do outro as dos velhinhos. Entram macas, saem macas, velhinhos muribundos, crianças  a correr, carrinhos de bebé passam apressados num contraste entre a vida e a morte, entre a energia e a apatia, a alegria e a tristeza....
Eu, aqui no meu canto, espero e desespero. Isto dos hospitais é tão  fascinante quanto deprimente. Sei que todos se esforçam para tornar isto melhor mas eu já  não  consigo ouvir pessoas, cheirar pessoas, ver pesdoas. A música enerva, a campainha enerva, as rodas das macas e dos carrinhos a deslizarem, enervam. Porque não trouxe eu um livro para ler enquanto espero  e desespero?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Esta pele que não é a minha

Visto por vezes uma pele que sinto não ser a minha, é fria e pouco elástica, no entanto gosto dela. Protege-me dos ventos fortes e das tempestades, os relâmpagos nem os sinto.
Há porém dias em que insisto vesti-la e a odeio, pois protege-me igualmente das brisas leves e doces, dos dias amenos de sol, do calor dos sorrisos.
Nunca sei bem que pele vestir ou em que parte do dia chegou a hora de despir uma e vestir a outra...

domingo, 8 de janeiro de 2017

A rosa

Maldizia eu a minha vida por nem sentir as mãos enquanto estendia duas máquinas de roupa pela manhã bem cedo para conseguir fazer todas as tarefas necessárias e ir pedalar à tarde, que raio de vida esta e estendia e prendia cada peça com molas coloridas cá nos meus pensamentos, quando os meus olhos bateram num ponto de luz direcionado  exatamente para a minha frente. Levantei a toalha que estava a estender e deparei-me com esta rosa na qual até ao momento não tinha reparado. Tão singela, tão bela, tão feliz por estar ao frio e a aquecer-se com os raios de sol da manhã. 
Sorria para mim...

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Sessão extraordinária

Havendo vários assuntos a debater pendentes de reestruturação, organização e decisão, reuni comigo própria. Da ordem de trabalhos, todos os assuntos foram discutidos, não pela ordem de prioridades, mas por uma ordem aleatória inicial e depois como todos sabemos, um assunto leva a outro e conversa vai, conversa vem, discussão para aqui, argumento para ali, acabei por dar encerrada a reunião ao fim de algumas horas, sem conclusões aparentes. Na ata ficou registado que na próxima sessão extraordinária com a minha pessoa, irei definir um plano de ações para discutir assunto a assunto por prioridades até à exaustão por forma a que fique decidida a sua conclusão.
Este ano está a começar muito mal e eu vou ter de parar de devorar chocolates. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Lágrimas

Ao olhar um pouco para trás, acabei por recordar que dois mil e dezasseis me trouxe algo há muito esquecido. Lágrimas!
Havia mais de três anos que água salgada não corria dos meus olhos e antes disso, uns cinco anos. Talvez tenha o saco lacrimal entupido, ou queira sempre ser tão forte e durona que não deixo a alma falar, desta vez porém, o dito saco lacrimal traiu-me. E não foi apenas uma tremidela de queixo, um aperto no peito ou aquela dor de quando algo nos atinge e nos fere ou a tristeza que se nos apodera do corpo e da alma, foi tudo isto e muito mais, foi uma explosão, foram lágrimas descontroladas, daquelas que saltam dos olhos sem nós querermos, nos toldam a vista, nos borratam a cara de rímel e ensopam lenços e lenços. Foram daquelas lágrimas que não temos hipótese de travar e que por mais que queiramos não conseguimos parar até que a tristeza se vá! E foi. Devia chorar mais vezes.

domingo, 1 de janeiro de 2017

Passagem arrumada

Não fui a Sidney, nem a Nova Iorque, nem mesmo à Madeira, fui mesmo comer as doze passas e abrir a garrafa de champanhe no areal da Nazaré com os meus amigos, depois de uma mariscada bem regada para não me dar o frio. Coisa de pobre mesmo, mas não foi por isso que não deixou de ser uma boa passagem para o novo ano. Desejei saúde, sucesso e muita felicidade para os meus, desejei ter força nas pernas para pedalar o mesmo ou mais do que no último ano em que pedalei mais de 6.000 kms e fui muito feliz. Desejei ler mais e melhor, desejei trabalhar cada vez com mais afinco e mostrar que sou uma guerreira, prometi nunca me deixar abater por pormenores sem importância, prometi fazer tudo para ser feliz. Passagem arrumada. Venha de lá esse ano novinho em folha!