segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Insania

Enquanto fazia desenhos na areia com os pés e apanhava conchas, enquanto andava e se deixava acariciar pelo sol e pelas pequenas ondas do mar ia deixando se levar pelos outros. Eles à frente naquele passo certo e seguro, elas atrás tagarelando alegremente e ela entre eles, caminhando em silêncio pensando em como se estranha em certos dias e horas, em como tantas vezes se sente bem em silêncio no meio do barulho, em como se acha uma solitária lá no fundo. Há dias em que gosta de se deixar conduzir mas noutros sente-se vazia lá dentro por se deixar apagar e anular. Nesses dias vê o mundo por fora calmamente, aparentemente, porque lá dentro.... Lá dentro há uma chama que arde, intensamente.

15 comentários:

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    1. Pois há Isa e também há várias formas de olhar e apreciar a vida :)

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  2. E ainda bem que a chama interior nunca se apaga ;)

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    1. Acho que todos temos essa chama Lápis, umas mais adormecidas do que outras, mas temos :)

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  3. fez-me lembrar os caminhos que fazia com as irmãs e as primas, atrás dos pais, na praia :)
    foi bom recordar!

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    1. É uma forma de estar ativo na praia para quem não tem paciância para estar parado Laura. É bom :)

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  4. Andas a passear muito miúda, às vezes na lua, outras com os pés assentes 😀
    Que nunca se apague essa chama.
    Bjits

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    1. E é mau Mena? Passear é sempre bom :)
      Besitos

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  5. Quem não se depara com algumas contradições dentro de si? :)

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    1. Pois é Luisa, estamos sempre a conhecer-nos e aos outros. Avida é uma constante aprendizagem :)

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  6. Entre uns e outros, encontraste o teu espaço. O que importa mesmo é que saibamos SEMPRE onde fica o nosso espaço, neste ou naquele dia e, que pode saudavelmente, nem ser sempre o mesmo. Para garantir as mudanças, está lá a CHAMA.

    Beijocas tantas miúda

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    1. Como sempre sabes das coisas Non, lês tão bem as minhas entrelinhas... Nem sempre acho que o meu espaço seja o certo mas é o meu e aquele com que me sinto bem. Beijocas grandes :)

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  7. Fiquei arrepiada.
    Sou tão eu, em muito do que descreves.

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    1. É bom saber Magui, que eu não sou o único ser alienado por aqui :)))
      Beijinhos

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  8. Os dias não têm de ser todos iguais. Aliás, não são.
    E o silêncio pode não ser solidão; é quando se vê e escuta o que a tagarelice, o frenesim do movimento, a velocidade abafam.
    Bj.

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