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terça-feira, 23 de junho de 2020

Dia 135 - Ósculos


Tenho saudades, quero ver. Vou. E quando vou e vejo, fico ali num impasse. Ficamos num impasse. O primeiro impulso é o cumprimento, o toque, o beijo com a mão no ombro ou nas costas, um afago no cabelo, uma carícia leve, para logo em seguida se recuar e se dar um passo atrás, transformando uma espécie de arco íris uma nuvem cinzenta. Talvez não tão cinzenta, mas ainda assim branca a tapar o sol no momento. Não que seja muito de ósculos, mas agora queria.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Dia 132 - será?


Naquela intermitência de sono leve em que não se consegue discernir se dormimos ou se estamos despertos, imaginei-me longe, muito longe, a correr por entre as urtigas atrás do cão cor de fogo. Sentia as pernas a ficarem arranhadas, mas só pensava em chegar ao fim do caminho, rente ao muro ladeado de flores. O cão alcançava-me e juntos rebolávamos pela erva enlaçados um no outro e depois voltávamos de novo ao início do caminho para repetirmos a correria e os abraços e as festas no pelo sedoso do meu companheiro de brincadeiras.
Quando chegasse a noite, minha irmã assobiaria, eu regressaria a casa, ela ajudar-me-ia a tomar banho para se assegurar que eu tirava toda a terra do cabelo e dos pés e das unhas, jantaríamos em família e eu adormeceria no sofá de tão cansada das correrias. O cão, esperaria por mim até ao dia seguinte no tapete da entrada.
Entretanto, comecei a coçar as pernas, picadas das urtigas e vi-me na minha cama, ainda cansada, mas tão feliz achando que era outra vez criança e que a minha alma era ainda livre e pura e despreocupada. Procurei o cão cor de fogo mas não encontrei, também já não havia muro ladeado de flores nem caminho para correr.
O despertador começou a tocar e eu comecei a pensar. O pequeno almoço por fazer, o jantar por pensar, a roupa por estender, o pó por limpar e um dia de trabalho à minha espera… O seguro por pagar, as compras por fazer, uma subscrição por cancelar, uma encomenda por fazer. Uma consulta por confirmar, uns telefonemas por fazer, o frigorífico por reparar....

terça-feira, 2 de junho de 2020

Dia 127 - Reencontro

Desde vinte de março que não nos olhávamos ao vivo e a cores. Foi ontem.
Sem auscultadores, sem câmaras, sem filhos a chamar, sem gatos a passar em frente ao ecran e sem lar ao fundo. Não que isso fosse mau, mas era sem dúvida diferente e se dúvidas houvesse que as pessoas têm uma vida fora do trabalho, esta foi a prova. É bom que se saiba que somos profissionais, mas também somos pais, mães, filhos e gestores de uma panóplia de coisas fora do trabalho. Se somos ou não competentes, com certeza que o seremos, à nossa maneira e uns mais do que outros e em diversas áreas. Somos humanos e por isso não somos perfeitos. E viva a diferença.
Pese embora tudo isto, arrisco dizer que foi emocionante voltar a ver esta minha segunda família com quem quase passo mais tempo do que com a minha primeira e voltar a sentar-me naquele meu lugar tão familiar. Em tempo de introspeção arrisco também em perguntar-me se gostaria que certas coisas fossem diferentes para ser mais e ser melhor em tudo. Sim, gostaria. Se sempre tivermos certezas e nunca dúvidas, nunca teremos a oportunidade de uma melhoria. E eu  tenho sempre tantas dúvidas, sempre questiono, sempre mudaria algumas coisas. Se me deixassem. A ver...

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Dos sentidos ou da falta deles

Todos os cinco fazem o seu trabalho que nos é imprescindível.
Se podemos viver sem algum deles?
Poder, podemos , mas não é a mesma coisa.
Neste momento estou privada , provisoriamente, de cinquenta por cento da visão devido a uma cirurgia e posso dizer que vivo com bastante dificuldade. Movimento-me muito bem em casa pois conheço-a de olhos fechados, mas não posso trabalhar, não posso conduzir, consigo escrever porque sei onde se localizam as letras, mas não consigo ler sem aumentar em muito o tamanho das letras. Felizmente que hoje a tecnologia nos ajuda muito  e uma coisa é certa, todos nós nos adaptamos às nossas limitações e aprendemos a viver com elas, desde que o queiramos fazer.
Bom, neste momento até posso estar a comer formiguinhas que se estiverem quietinhas nem as vejo, e até posso estar a responder a mensagens em alhos, quando a pergunta foi em bugalhos, mas com tudo isto, entendo cada vez melhor a dificuldade e a luta dos cegos por uma vida mais segura e mais digna.
Pessoas, facilitemos na parte que toca a cada um pois nunca sabemos o que nos reserva o futuro.
Eu já venho, são só mais uns dias. Espero.

domingo, 24 de novembro de 2019

A Rainha das probabilidades

Euzinha, pois claro... Passo então a elucidar-vos porque "probabilidades" é o meu nome do meio.
Pessoas, qual a probabilidade de, sendo possuidora de uma carta com a marcação de uma cirurgia, entregue em mão pela própria da Soudoutora e, em me apresentando no hospital, em dia e hora combinados, tomar conhecimento de que a data da dita cirurgia foi alterada, não se sabe para quando, e se terem esquecido de me avisar? Cinco pessoas em cem mil talvez? Pois eu fui uma delas.
E em ficando cheeinha de nervos, decidi ir correr para a mata, deserta de árvores neste momento pois arderam nos fogos e foram cortadas mas ainda assim plena de ar puro e vegetação rasteira verdejante.
Pessoas, qual a probabilidade de alguém ir correr cinco quilómetros e lhe dar uma súbita e inadiável vontade de fazer cocó num local onde nem um coelho se consegue esconder e sem um petit papier para limpar o ass? Posso adiantar-vos que nunca de tal coisa ouvi falar, mas que o meu rácio é de três vezes para seis corridas. Pois.... Nunca vou poder correr uma maratona ou sequer uma meia... Nem imagino as vezes que teria de parar para correr quarenta e dois quilómetos..
Posto isto, lá encontrei um pequeno arbusto e por detràs me agachei. Umas folhinhas serviram de papier hygiénique e as mãozinhas lavei-as no riacho. Adiante que a tropa manda desenrascar!
E pessoas, qual a probabilidade de no mesmo dia, a minha Manuela das Limpezas e braço direito de Mamãe, me envia um SMS a informar que arranjou um emprego a tempo inteiro e se vai para outras paragens?
E ainda, pessoas, qual a probabilidade de alguém ir às compras ao supermercado e em chegando a casa a porta da bagageira não abrir e quase ter de desmontar o carro todo para tirar os congelados, ein?
Olhem, pessoas, vou ali procurar um sítio para falecer conamaguento de tantos nerves!

terça-feira, 2 de julho de 2019

Minutias


Apesar do detox e da tática do deixa para lá contando até vinte, trinta ou até cinquenta, persistem os meus problemas com minudências.
A mudança do rolo do papel higiénico pós términus, ou a falta dela, os ténis espalhados na sala e ou outras cenas várias, muitas, fora do sítio, são coisas que me encanitam os nerves. Já vómito de gato em forma de bola de pelo, restos de ceia tardia de filhos em férias espalhados pelo sofá e cozinha de pernas para o ar derivado da confeção da mesma e ainda, garagem repleta de sacos resultantes do esvaziamento de quarto de estudante, é coisa para me dar vontade de gritar.
Não gritei.
Fechei a porta, muito devagarinho e zarpei para o trabalho
Pode ser que logo tudo esteja nos seus lugares.
Ou talvez não.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Bolo com cheiro a TiDite


Entre todos os tios e tias da minha extensa família, havia a Tia Edite.
Exímia boleira e costureira, a minha preferida e da qual guardo preciosas lembranças das tardes a cortar e cozer na máquina de costura fatos para as bonecas e do cheiro a bolos. Aquele cheirinho a bolos que se espalha pelas divisões da casa e fica impregnando paredes e cortinas durante horas, assim era. Entrávamos em sua casa, inspirávamos e com um sorriso corríamos para a cozinha na expetativa de ver a maravilha que iria sair do forno. Ao lado do bolo grande para as clientes, havia sempre uma pequena forma com um bolo pequenino para os sobrinhos que aparecessem. Aquela alegria e aquele sorriso fácil de quem gosta de partilhar era tudo para nós. E para ela.
Guardei religiosamente a receita do bolo de côco dela como se de uma relíquia se tratasse e fiz para levar para o encontro com os primos este ano. Nem tive tempo de o fotografar pois assim que deram pelo cheiro a TiDite, foram todos provar. O cheiro coincidia com o sabor. 
Vá lá que me correu bem 😊

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

O que me prende


Já há muito que queria ter falado sobre a minha família do trabalho, mas como falar de trabalho nos blogs pode criar “azias” em algumas pessoas, tenho me inibido de tal.
É hoje.
Sim, o que temos no trabalho é tipo uma família, afinal de contas passamos mais tempo lá do que em qualquer outro lugar ou com quaisquer outras pessoas. No meu caso até almoço lá, passo muitas, muitas horas com aquela gente.
E se dentro das famílias, existem pais e mães que nos amam e nós amamos incondicionalmente, irmãos e primos do coração, tias velhas e chatas e outras porreiraças, primas e primos invejosos, falsos e velhacos que não nos podem ver nem nós a eles, tios birrentos e teimosos de quem passamos a vida a fugir,  alguns parentes afastados, outros até que nunca chegámos a conhecer e amigos, que os amigos também fazem parte da família, no trabalho é igual.
Eu tenho tudo isso e muito mais pois estou no seio de uma família numerosa. Há, portanto, familiares de todos os tipos e para todos os gostos.
Tive a sorte, no meio desta gente toda, de acabar por ir parar a um departamento de primos fixolas. Somos unha e carne, tipo mosqueteiros mesmo. É um por todos e todos por um, sempre. Seis homens e eu. Um nem precisa falar para os outros saberem o que está a pensar, estamos sempre de acordo e entendemo-nos muito bem. Choramos e rimos em conjunto e quando um tem problemas todos ajudam, quando o trabalho não corre bem, todos apoiam. Vamos à happy hour ás sextas-feiras e eu sou um deles. Contam sempre comigo. Estou muito grata por fazer parte deste grupo de primos e fico feliz todos os dias por vir trabalhar por causa deles.
Não tenho dúvidas. Naqueles momentos em que a vontade é bater a porta e sair daquele lugar, o companheirismo, a amizade e o bom ambiente que nos une, pesa cinquenta por cento para nós sete. 
E é o que me prende, sim.


terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Rotinas novas


Se há uns anos, ter de passar um domingo em casa era como se me estivessem a matar, agora matam-me se me fizerem sair de casa.
No verão é praia, claro, que estar ali a torrar ora de um lado ora de outro como quem assa frangos a ouvir as ondas de olhos fechados e a cheirar a maresia é bem melhor do que preguiçar fechada dentro de casa com sol lá fora. Mas aí a partir de novembro e até abril, gosto de hibernar aos domingos. Mas só à tarde, claro, que de manhã é para pedalar. Nem sei como é que isto me foi acontecer, mas a lareira a crepitar, a manta nas pernas, gatos ao colo, livro, computador, telemóvel, filmes e séries sem fazer ponta de um corno e após ter passado a manhã a cansar-me, dá-me anos de vida. Passeios dos tristes, hipermercados, lojas e centros comerciais, ir ver jogos disto e daquilo, barulhos e confusões? Não me chamem que eu agora quero é paz e descanso. E quando chega a hora do lanche ou da janta e verifico que não há pão? Ui! Vai tu, não vai tu, não me apetece, vai tu. É quase sempre o mesmo que vai. Ele, claro, voluntário à força se não estiver a ressonar. Vai daí grelham-se uns petiscos à lareira, bebe-se um copito e relaxa-se até ser dia. Ah tardes de domingo boas.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Hyacinthus



A minha Manuela das limpezas é uma idiota pois tem sempre imeeensas ideias.
Algumas brilhantes, outras nem por isso, para não falar no que acaba por partir ou estragar à conta de tanta mudança. A minha Manuela é um furacão capaz de levantar o sofá com uma mão e aspirar em baixo com a outra, mas eu até agradeço (se não deixar cair o sofá, claro).
Estou sempre em ânsias para chegar a casa às quartas-feiras e descobrir qual foi a ideia que teve essa semana e tenho a dizer-vos que tenho tido muita sorte nunca me ter calhado encontrar a cozinha no quarto e o quarto na sala. Mas tenho jacintos em novembro. Ah pois é! Um pouco raquíticos é certo, mas tenho. E esta ein? A minha Manuela é ou não é um espetáculo?


terça-feira, 9 de outubro de 2018

Descabelada

Comentei com o marido que este inverno havíamos de tosquiar a buganvilia pois ela alastra como se não houvesse amanhã e os vizinhos já andam com certeza a proferir palavras de escárnio e maldizer contra nós com tanta folha e flor a esvoaçar por todo o lado e guias cheias de espinhos a invadir muros e telhados.
Qual inverno qual quê, no Inverno as escadas e os telhados tornam-se escorregadios e muito perigosos. Não é tarde nem é cedo, é já!
Antes.....
Depois....
Mais ou menos euzinha depois de dar umas tesouradas no meu próprio cabelo :)



quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Ah malvada que desta é que te tramaste!

Vamos lá ver se é desta que a aranha que vive no meu espelho para me assombrar vai com os cães.
Biokill com ela!!

 Muuhahahah


segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Todos diferentes, todos iguais, uns mais do que outros


Ouvi que alguns casais com o tempo se vão tornando parecidos, se adaptam, se transformam e se fundem à imagem um do outro.  Há mesmo teorias e estudos sobre isso e até já vi imagens de casais vestidos de igual… Isto só pode ser nas Américas ou na China, claro, onde todos os fenómenos acontecem inclusivamente esse, mas várias ilações eu já tirei por aqui, tantas vezes acontece que se um é desportista, ambos se tornam desportistas, se um é gordo, ambos se tornam gordos, se um é culto, ambos se tornam cultos, mas também já vi aberrações que não lembram a ninguém e me espanta como alguns casais estão juntos há tantos anos, sendo eles tão opostos e parecendo não haver um único ponto em comum.
Eu cá não sei, mas no caso do Zé e da Lili sempre houve diferenças que no fundo eles foram respeitando sem invadir demasiado o espaço um do outro, mas, pessoalmente estou em querer que o tempo acentuou essas diferenças e que com esse mesmo tempo um pequeno fosso foi se instalando dando origem a um abismo que se tornou a determinada altura difícil, senão impossível de transpor. Existem razões algumas que a própria razão desconhece e uns se acham seres tão perfeitos que tentam fazer os outros à sua própria imagem criando sem se aperceber um distanciando enorme, fazendo silenciar quereres, fazeres e sentires do outro. E os silêncios doem por demais, as distâncias matam devagarinho e as circunstâncias ditam os desencontros. Talvez matem mais a um do que a outro, ou calem mais um do que o outro, o que é certo é que há um momento em que a magia já há muito que se foi e tudo deixa de fazer sentido. Decididamente já não se quer ser perfeito, já não se quer agradar ou deixar andar, quer-se ser apenas e só o que se é e pronto. Se por um lado quero aconselhar que sim, que lutem para diminuir a distância e os silêncios, por outro tenho vontade de dizer que não, que vão finalmente ser o que são…

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Compram-se asas


Pois que isto das chamadas férias não me serviu de grande coisa e me encontro de novo invadida por um estranho cansaço e desprovida de paciência para enfrentar as merdices da vida. A vida havia era de ser apenas vivida, ponto. Sem um cérebro para nos atentar e um corpo para nos lembrar que temos certas peças que já não funcionam tão bem. Ao olho nasceu-lhe uma gordura, à barriga nasceram-lhe uns sinais, ao joelho deram-lhe umas dores. Aos que me rodeiam nasce-lhes tudo quanto é de mau a à minha cabeça, essa, nasceram-lhe umas dúvidas e umas angústias e até umas tristezas que teimam em me atazanar. Haviam era de nos nascer umas asas, mas no corpo, que na cabeça já as temos. Umas asas que nos levassem de certos lugares para fora quando as coisas ficam feias. Umas asas que nos levassem para planícies verdejantes com céus azuis e uns ribeiros para refrescar e umas flores para perfumar os ares. Umas asas que nos fizessem voar lado a lado com outros seres alados em noites repletas de luas brilhantes e em que as pessoas que estragam isto tudo, fossem transformadas em animais felpudos, com patas de veludo, dóceis e sem língua, claro. Sei que me decidi há pouco por um novo ano vida nova, mas no final de contas, depois do fogo de artifício tudo ficou igual. As asas estão me a falhar e as resoluções não conseguem voar. Porque serão alguns sapos tão indigestos e alguns dias tão longamente curtos? Raios partam que se me acabaram os chocolates e as bolachas e me falta o tempo para pedalar….

segunda-feira, 26 de março de 2018

O lugar das coisas

O de cada um no sofá e à mesa, o lado da cama, o da pia da casa de banho à esquerda e à direita, o das prateleiras dos sapatos de cada um. O do capacete da mota no chão da garagem, o do frasco de iogurte largado no sofá, o de cada manta dobrada, uma sim, outra não, no lugar onde cada um se senta. O dos ténis no chão da sala, o do caderno na mesinha de cabeceira, o de um casaco caído do cabide, o de um boné, ou vários, no móvel do corredor, o da roupa esquecida em cima do bidé ou o do rolo de papel higiénico acabado e por substituir....
Há coisas que nunca mudam. O lugar das coisas por muito que queiramos.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Posto isto..

Enquanto a música chega entrecortada e às ondas ao rádio coletivo e agora estrategicamente colocado junto à janela, o vento uiva lá fora. Não sei como aquelas árvores não estão já descabeladas de tanto abanar. Apesar de mais um resto de tempestade, chegam réstias de sol à minha janela e passaritos esvoaçam lá fora.  Debatem-se contra o vento mas lá vão avançando e ganhando terreno. Tal como eu. Hoje é sexta feira, dia de confraria e vai haver sangria ao almoço. É bom sinal.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Últimas

Elucidou-me este fim de semana mê rique filhe, muito sensato e assertivo o raças do miúdo, que o facebook se tornou a rede social dos  velhotes que se divertem a postar e a comentar a vida dos outros. Dantes faziam-no na rua, boca a boca e ao vivo e a cores, agora fazem-no comodamente em casa. Passaram a ter a língua na ponta dos dedos. Então e a rapaziada, pergunto. A rapaziada evoluiu naturalmente e naturalmente foi deixando o face mudando-se para o insta, o twitter, o snapchat e outros que tal. A rapaziada odeia cusquices.
Concordo com ele e também constato que de há uns meses a esta parte as amigas de mamãe e outros velhotes da minha rua me enviaram pedidos de amizade. Acho engraçado e muito bom para eles acompanharem os tempos modernos, mas as tendências estão a mudar sim e o face deixou de ser de longe uma rede social interessante. Não por causa da média de idades dos utilizadores, mas por causa do seu conteúdo e do rumo que as redes sociais estão a tomar.
Don't like!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Mariquices

Ah! Agora que também eu já tenho uma dessas doenças da moda, sou chique e estou bem mais integrada na sociedade moderna e já tenho até mais um assunto para falar com pessoas e para entrar em grupos e chats e tudo e tudo, yeah!
Ah pois, que isto das cenas virtuais é que é.
Além disso, estou muito mais descansada pois já não vou morrer de caganeiras. 
Vocês desculpem-me a expressão mas... sim, muitas caganeiras. E que caganeiras!
Pois que eles é o gluten, eles é a lactose, eles é as alergias, eles é as intolerâncias a tudo e mais alguma coisa e eu a rir-me destas mariquices. Entretanto desconfiei e amuei aqui com a minha tripa, fartinha de me pregar partidas, sem que me ocorre-se tal possibilidade e sujeitando-me a exames mirabolantes que ainda por cima me invadem aqui os buracos e as entranhas.
Ao ler pela bloga uns posts sobre o assunto, lembrei-me de fazer uns testes. Tira leite normal mete leite de amêndoa ou de arroz, tira iogurtes, tira queijos, volta a meter, voltava tirar e.. Voilà! A tripa melhora, a tripa piora, volta a melhorar. Não sei porquê mas parece que me tornei intolerante à lactose. Toma, embrulha, gaja do campo que tem a mania que isso são tudo mariquices...

domingo, 5 de novembro de 2017

Eu sabia!

Que ao invês de ter escolhido a quinta e a sexta para não fazer porra nenhuma a seguir a um feriado, devia ter escolhido a segunda e a terça antes do feriado. É que assim sendo era menos uma segunda-feira. Mas para que porra têm de existir segundas, ein? Além disso a ideia era não fazer porra nenhuma, porra! Não parei, estou cansada.