quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Àquelas e às outras, as dos cus e das mamas da minha adolescência: TOMEM!

Já não sei bem em que fase da minha vida comecei a achar-me bonita e a gostar de mim.
Vejo a maioria das miúdas de hoje terem uma auto-confiança do caraças, sejam elas gordas, esqueléticas ou assim-assim, inteligentes ou não, prendadas ou não, campeãs de algo ou não. A julgar pelas roupas que usam e pelo comportamento que têm, não tenho qualquer dúvida que se acham o máximo. Acho muito bem e já no meu tempo era assim. As parvas!
Pessoalmente sempre me achei uma bela merda!
No que diz respeito a aparência, não tinha cu, não tinha mamas, o cabelo era curto à rapaz, (dizia a minha mãe que era para ficar mais forte) e só usava jeans e sapatilhas (porque sempre me ensinaram a ser simples e humilde). Está mais que visto que ninguém ligava a quem não tinha cu nem mamas, se vestia à rapaz e ainda por cima nunca podia sair de casa…
Eu em adolescente sentia-me muitas vezes uma merda!
Na escola, era um pouco para o baldas e uma aluna média, no desporto, que adorava e praticava vários, era boa em alguns mas mediana na maioria, em tudo era mediana e nunca me destaquei propriamente em nada.
Nos entretantos os cus e as mamas das outras que eram as boas e populares lá da escola, foram aumentando de tamanho (muito), cortaram o cabelo que ficou branco, encheram-se de filhos, de vários casamentos e de dívidas, algumas até, passam hoje os seus dias a fazer croquetes para fora e a ver novelas (nem todas claro, não se ofendam)
Já eu, fiz quase tudo ao contrário…
Apesar de continuar sem cu e sem mamas e depois de ter tratado de tudo para que fui formatada, isto é, estudar, trabalhar, namorar, casar por amor e ter filhos, é que fiz então por gostar de mim…
Sim, como mandam as regras da educação que me deram, eduquei os meus filhos que hoje estão crescidos, cuidei da casa e do marido muito bem durante anos, construí uma profissão e fui esquecendo-me de mim ainda que, aos poucos, modificando a minha forma de ser, sim.
Deixei crescer o cabelo que não se tornou branco, voltei ao desporto e ganhei um corpo bonito, cuidei bastante de mim e até uso saltos altos de vez em quando e vestidos. Sim, eu uso vestidos e maquilhagem e acessórios de moda! Ganhei auto-estima e confiança. As dos cus e das mamas, hoje, ficam surpresas quando me vêem e os homens admiram a minha aparência e forma física aos 47 anos de idade. Mais do que a cena do cu e das mamas enormes, sei que o maior clic na questão de gostar de mim própria e por incrível que pareça foi desde que faço Btt, pois ganhei a admiração de toda a gente, por fazer o que faço com a minha idade.
Não que me ache a maior das maiores em alguma coisa, mas estou feliz porque finalmente estou satisfeita comigo própria, com o que aparento, com o que sou e com o que fiz e faço da minha vida. 
Avé! Que Deus me conserve assim por algum tempo pelo menos.

E às dos cus e das mamas, que me olhavam de cima e de lado e eram as maiores da cantareira há bué de anos atrás: Tomem!

Que eu tou podre de gira e linda por dentro e por fora!



18 comentários:

  1. :))
    O que demora a construir é muito mais fiável e duradouro.

    Beijo :)

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    1. Grande verdade, o que a AC escreveu! Simples mas tão certeiro. Quanto ao post: clap clap clap.

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  2. Grande Gaja Maria! Tenho uma enorme admiração por ti!
    Nunca é tarde para aprendermos a gostar de nós, a cuidar de nós e a fazer algo que realmente nos faça felizes. Quem me dera aos 47 sentir-me assim como tu, com um casamento feliz, os filhos crescidos vai ser difícil pois ainda não tenho nenhum e aos 47 ainda vão ser pequenos e a precisar de muita atenção, mas adiante, gostava, tal como tu, ter orgulho em mim, no meu corpo (que neste momento odeio por estar com excesso de peso), ter um hobby que me enche-se as medidas e me motiva-se e sentir-me assim cheia de garra e alto astral como tu.
    Sem dúvida és um exemplo :)
    Parabéns!
    E às outras... Elas que se fodei e se roam de inveja :)

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    1. Obrigada, mesmo! Escrevi isto no intuito de motivar algumas pessoas a fazerem algo por si. Desistir não vale. Beijinho

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  3. pois muito bem dito, e que todas aquelas que não o dizendo, e se acharam também tão desfalcadas anatomicamente, se sintam muito vingadas pela narrativa. eu, nem BTT, nem coisa que o valha, mas diz quem sabe, que a coisa aqui prós meus lados, não está assim muito mal. quem sou eu para desmentir? boa noite e obrigada

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    1. É isso mesmo. Por vezes não se nasce muito "abonada" na maioria das coisas, mas há sempre qualquer coisa que podemos fazer por nós, certo? Beijinho

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  4. Gosto dessa nova confiança em ti mesma. Temos de aprender a gostar de nós, mesmo com os defeitozinhos que todas temos.

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    1. Ora nem mais. Defeitos todos temos por isso, o melhor é aprender a viver com eles... :D

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  5. Epá, agora fiquei triste. Eu era das miúdas que tinha o cú grande (pensava eu) e um complexo enorme com isso. Andava sempre com uma camisola na cintura que me fazia a peida MESMO grande :). Claro que mais tarde comecei a topar que não o tinha grande mas sim roliço e deixei de usar as camisolas, isto com 19 anos :-)
    Mas é sempre bom teres assim a auto-estima, auto-estima nunca fez mal a ninguém e a gente fica sempre melhor quando vemos as colegas de escola populares na ralé da população, eu cá sinto-me bem, é justiça kármica "toma lá ó porca que gozavas e agora não tens para onde de virar".
    Sou um bocado ranhosa, sou ehhe.

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    1. HEHEHE é isso mesmo Didi. Eu não tenho nada contra os cus grandes e até gostava de ter o meu maiorsito, aquelas "ranhosas" é que tinham a mania, as parvas!! :D:D:D

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  6. Se não nos amar-mos a nós próprias ninguém o fará.

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    1. E se não gostarmos de nós como podemos gostar de alguém? :D

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  7. O que eu gostei deste post... :-)
    Beijo GRANDE

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  8. Um dos melhores post que li sobre TI.
    Sabes que e adoro, que te admiro que sou uma felizarda por te ter como amiga.
    E és sim LINDA POR DENTRO E POR FORA!!!!

    Muitos beijos cheios de carinho xxxx

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  9. Eu continuo a achar que sou uma bela merda!
    A única diferença é que deixei o passado onde ele pertence: no passado! Não me interessa saber como e onde estão as pessoas do meu passado (eis uma das razões porque não tenho face-coiso, para não me encontrarem!).
    Mas gosto da tua auto-confiança e do teu percurso!
    Bjinhauuu!!!

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  10. hahah nem sempre quem anda assim vestido é sinal de que tem confiança e tudo mais ;P mas entendi e adorei ler o teu post hahaha

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