Respirar
E ao trigésimo quinto dia de confinamento fui vê-lo. Peguei na bicicleta e de mansinho embrenhei-me no pinhal que continua completamente nu devido aos fogos e nu se irá manter durante anos, mas lá fui eu, por entre as dunas já vestidas de verde. Ao chegar soube que ele me esperava, lindo como sempre, vestido de um azul intenso e transparente, calmo, tão calmo, a espuma beijava a areia e o sol fazia-o brilhar. Cheirava a azul e a verde, marulhava baixinho como quem sussurra. O mar. O meu mar. Regressei feliz mas com uma ainda maior certeza que me é difícil viver sem ele ...
Trouxeste-mo, e fiquei inebriada com o cheiro a iodo, com a imagem dele. Tenho tantas saudades de o visitar, mas vou ter que esperar, eu não tenho ponto de fuga.
ResponderEliminarObrigada, Gajinha
Beijocas tantas
Non, quem convive de perto com ele, não passa sem. O mar deve ter propriedades calmantes. Vai ver, um dia destes vais lá vê-lo, parece que entretanto já podemos ir. Beijinhos
EliminarPequenas coisas que nos fazem felizes....
ResponderEliminarIsabel Sá
Brilhos da Moda
Isa, Quem diria que o mar tem todo este poder, além dos que já lhe conhecemos :)
EliminarHá dois cenários onde, por norma, sinto uma enorme paz interior: no alto duma montanha ou junto do mar.
ResponderEliminarExcelente post, GM!
Tal e qual AC, a ver se entretanto já podemos visitar ambos. Parece que já não falta muito :)
EliminarPelo menos espaireceu um pouco e respirou a maresia. Humm que bom:) Tenho saudades!
ResponderEliminar-
Arrepio na mente ...
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Beijos e um excelente semana.
"Vai ficar tudo bem"
Cidália, bom mesmo, dá-nos alento para mais uns tempos:)
EliminarBeijinhos
Estou a poucos metros dele, só o vejo quando venho das compras.
ResponderEliminarMas ouço-o e sinto-lhe o cheiro.
Já é alguma coisa Magui. O seu barulho embala e o seu cheiro faz-nos respirar melhor :)
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