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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A arte de fazer malas

Fazer malas para viajar é coisa para ser uma verdadeira arte.  
Quantas e quantas vezes metemos lá dentro tantas coisas inúteis que nunca na vida utilizamos mas que achamos que nos vão ser absolutamente necessárias e vamos a ver vêm intactas de volta a casa. Quantas e quantas vezes só não levamos mesmo é aquilo que nos faz falta.
Quantas e quantas vezes acabamos por nos esquecer da coisa mais essencial como a escova de dentes, o pente ou o carregador do telemóvel...
Eu, fui para os Açores sem biquiki! Vejam bem que desgraça a minha...
Viajando num voo low cost, paguei apenas uma bagagem com 15 kgs para dois. Um par de calças vestido assim como umas sapatilhas e um casaco na mão para os dias todos, 2 kg de cuecas, meias, t-shirts, pijama e artigos de higiene para dois e 13 kgs de cenas para andar de bike. Não era para isso que eu ia?
Pois é, acontece que no fim da segunda etapa, o pessoal resolveu que queria ir relaxar as pernas moídas e cansadas e retemperar forças para a etapa do dia seguinte nas águas quentes e ferrosas da Poça da Dona Beija, sim, a tal, a poça da juventude, a ver se no dia seguinte estavam novos...
Imaginem a minha figura.... 
Boxers do marido com letras na frente a dizer Indícios....
Bandana de usar por baixo de capacete a servir de top..
Bronzeado à ciclista...
Sapatilhas à falta de chinelos que deixava à beirinha das poças...
Aí vai ela banhar-se na Poça da Dona Beija cheia de gente. E ela, eu, toda ralada... 
Estava tão gira, que tenho a certeza que nos próximos dias irá haver uma corrida do mulherio a tudo quanto é loja à procura de boxers a dizer Indícios...
Eu? Gostei tanto que no dia seguinte voltei ao meu outfit de banho na poça, desta vez na Caldeira Velha.
Tão mas tão bom.
Fait attention ã? Gaja Maria, fazer malas não é para qualquer um.


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Acabou a aventura Açoriana

Acabaram-se as lagoas, acabaram-se as vacas, a bosta, os bifes, os banhos de água quente que brota da terra e as subidas e descidas a pedalar por terras Açorianas. Acabaram-se os pastos verdejantes, as hortenses, os fetos gigantes e as piscinas naturais. Também se acabaram algumas imagens menos boas de quedas, braços partidos e avarias que puseram tantos sonhos de tanta gente de parte.
Na mala trouxe um saco de queijos e entre a roupa suja as pulseiras do desafio para recordação, quero lembrar-me sempre que olhar para elas que aos 48 nos superei mais um desafio tão duro e difícil. Quero lembrar-me sempre dele quando me disseram que não sou capaz ou quando puserem em causa o meu valor...
Trouxe também uma máquina cheia de fotos e de sorrisos e de novas pessoas. No coração trouxe a já saudade e a alegria. E na alma trouxe tudo, essa veio cheia. Cheia de memórias, de imagens, de pessoas e de situações que me acompanharão pelo resto da minha vida...
E entretanto outra aventura está na forja.

Uma pequena amostra de uma subida

As ditas vaquinhas

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Etapa III Ponta Delgada -Sete Cidades - Ponta Delgada

Feito!
Azores Challenge Mtb terminado. Desafio superado.
Estou cansada, de rabo todo assado mas ja sem cheiro a bosta de vaca que um bom banho tratou do assunto, um belo de um bife com um tinto Açoriano a acompanhar e  estou quase nova.
Hoje, além de montes de bosta espalhados por todo o lado  qual campo minado, um verdadeiro jogo de sorte não pisar tais armadilhas, ainda passamos por um lago de bosta, sim aquilo era um enorme lago de bosta, quem não  conseguisse pedalar e pusesse o pé  no chão,  ficava com ele enterrado. Uns diziam que era lama mas eu posso comprovar que não pois fui atingida por um fragmento que saltou da roda da bike que seguia a minha frente e era mesmo merda cujo cheiro me acompanhou por muitos e longos kms de subidas e descidas. O percurso foi muito duro, mais kms, mais subidas, mais descidas. Mas o que ganhei em convívio e companheirismo, em paisagens maravilhosas, em satisfação e alegria deixou-me deveras mais rica. Sinto-me riquíssima pois não é apenas nos livros que se aprendem coisas, é também nas alegrias e nas dificuldades. Estas ensinam-nos imenso.
Subimos e percorremos todo o topo  da cratera da lagoa azul das Sete Cidades, descemos e percorremo-la rente a água, voltamos a subir e percorremos o topo da lagoa verde, voltamos a descer. Tudo atapetado a verde e com o mar muito azul e imenso do outro lado. Indescritível...
Pelo  caminho adoptamos um terceiro elemento para a nossa dupla. Fizemos uns amigos e a bike dele avariou, ela continuou connosco. Chegamos a meta os três de mão dada. Foi lindo.
Contar-vos-ia montanhas de coisas mais, mas já  nem consigo abrir os olhos de tanto sono e cansaço. Fica para depois.
Inté

sábado, 26 de setembro de 2015

Etapa II - Ponta Delgada -Lagoa do Fogo - Ponta Delgada

Feito!
Os mancos, o marreco e a Gaja da dor por baixo da costela estão-se a safar.
Duro, muito duro. A subida até  a Lagoa parecia não  ter fim, foram kms e kms sempre a subir e as descidas eram muito perigosas. Bastantes quedas, felizmente nenhuma comigo.
Vacas, bosta de vaca, cheiro a bosta por todo o lado, as rodas da bike cheias de bosta de vaca, toda eu  estornicada de bosta de vaca. Estou farta de vacas, uma delas assustou-se a nossa passagem e desatou a correr na nossa direção. Assustei-me tanto que pedalei por ali a baixo a toda a velocidade, estava a ver que espetava em alguma árvore que por ali aparecesse de repente, mas não. Para me vingar de tanta vaca, tenho-lhes  comido os seus belos bifes e os seus queijos. E se eles são  bons...
Estou cansada e tenho as pernas a pedir esplanada e umas bebidas frescas para amanhã e apesar de termos  ido relaxar esta tarde para as águas  quentes da Poça da Dona Beija nas Furnas, estou receosa com a etapa pois tem mais quilómetros e ainda mais subidas...
Tiramos fotos, paramos varias vezes para ver a paisagem, abastecer e confraternizar com meio mundo, os que vieram com o mesmo espírito  que nós, porque os outros, os que vieram para ganhar só os vimos passar por nós, não  dão  confiança a ninguém.
Resumindo, cansada mas feliz.
Inté

Etapa I o prólogo

Já  está!
Prova de velocidade de 3,5 kms. Arrancar a frio a cento e duzentos, aliás, o mais depressa que consegui não  foi fácil. Isto para mim não  é uma competição,  mas não quero ser a última  dupla da tabela, não sei se sou mas fonix  que me ia saltando o coração  pela boca. Por muito que a classificação não  nos intetesse é mais forte do que nós  dar o melhor e as pessoas pelo caminho a baterem  palmas dá-nos velocidade  extra. Se não  dá, pelo menos dá-nos incentivo.
Amanhã  é para curtir e em ritmo de passeio para chegar ao fim em condições de fazer a terceira etapa. A minha dupla tem um handicap de 20%, pela idade e porque eu sou mulher,  partimos quinze minutos  mais cedo.
Este ambiente dá  cá  uma adrenalina, um frenesim de arrepiar....
Então inté, vou descansar.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A brigada do reumático

Quase tudo pronto. Amanhã vou para a ilha.
Sexta-feira começa uma aventura chamada Azores Btt Challenge com um prólogo nocturno de 3,7 kms, sábado e domingo é sempre a abrir por terras de S. Miguel com etapas de 64 e 78 kms por entre lagoas e vacas. A ver!
A ver porque dos quatro nenhum se aproveita. Um caiu no sábado mal consegue andar, outro teve uma ruptura de um músculo da perna há três semanas e tem andado na fisioterapia, o outro anda com as costas enfaixadas com uma crise de coluna e eu pespegou-se-me aqui uma dor por baixo da costela, mesmo junto ao coração que me dificulta a respiração e a qual não conseguiram descobrir a origem. Só consigo respirar bem à conta da medicação, portanto, temos aqui duas duplas que é um espectáculo. Do grupo só se salvaram mesmo as outras duas mulheres  que estão sãs e escorreitas para ir passear de carro.
Portanto, a ver. 
Dois mancos, um marreco e uma gaja com falta de ar, não sei, mas é coisa para uma prova de paralimpicos. Não sei o que raio meteram na água desta zona para andarmos todos paralíticos.
Posto isto,  espero que como que por magia todas estas mazelas desapareçam assim que começarmos a pedalar e que consigamos chegar ao fim sem problemas de maior. Acima de tudo espero conseguir curtir tudo aquilo e divertir-me à brava. 
Ah, espero também não levar com bosta de vaca na tromba que aquilo é vacas por todo o lado.
Inté

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Quase prontas


As nossas bichinhas (bikes) vão amanhã para a capital para apanharem o barco rumo a S. Miguel. Tudo a correr bem e na próxima semana juntamo-nos a elas para três dias de aventura. Espero que o mar se acalme entretanto...

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O grande desafio

Diz-se do desafio que é uma batalha que se trava para conquista de algo.
Muitas foram as batalhas que já travei, algumas bastante fáceis, outras difíceis como tudo, outras então, aparentemente impossíveis de vencer. Ganhei algumas, outras nem por isso, talvez por falta de força ou por não dependerem apenas de mim ou mesmo por falta de estratégia, mas nunca perdi uma batalha por falta de luta, por falta de coragem ou por me deixar vencer pelo medo. Vontade e determinação nunca me faltam, mas há desafios e desafios.
O que me dizem é que, como em tudo na vida, há que ter bom senso e conhecer os nossos limites. 
Há quem me diga que ainda não conheço bem os meus, há quem me dê força e me diga que vai ser difícil, mas que não me preocupe, há quem me diga que vou conseguir e há quem me diga que sou louca.
Eu, como em tudo na minha vida, aceitei-o sem pestanejar dizendo que desafio é  o meu nome do meio, mas.... e os meus limites?
De ora em diante, o frio na barriga vai~se agigantando.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

E o que viste tu nos Açores Gaja Maria?

Pois que remédio tive eu senão regressar da ilha...
E o que vi eu por lá???Possivelmente nada que alguns milhares de pessoas que lá foram antes de mim não tivessem já visto. Mas o que vi, encheu-me o olho e a alma...

Pois vi vacas! Centenas de vacas por tudo o que era sítio, até a atravessar a via rápida...


Patos, dezenas de patos que tive até de empurrar para os bttistas passarem, pois ali é tudo tão zen que até os patos não se querem mexer


Até burros..


E lagoas?? Muitas, lindas, maravilhosas, locais lindos de morrer... e ponham morrer nisso pois nem sei como descrever tal beleza


Vi dezenas de Bttistas, claro, foi para vê-los e acompanhá-los que eu fui aos Açores. Marco Chagas e Margaça, Vanessa Fernandes e José Silva, Tania Neves e Andreia Freitas, Luis Silva e Marco Fernandes, até o Renato Florido. Estavam lá todas estas grandes máquinas de pedalar, sim, é o que eles são e à excepção de uma dupla da equipa Saertex, que se classificou em 2º lugar e não despertou a simpatia de ninguém, os restantes eram pessoas 5 estrelas. Fizemos muitos amigos nos Açores, alguns naturais e outros de vários pontos de Portugal. Um abiente espetacular. A Maridão e sua dupla, apesar do nosso amigo ter ganho uma mega constipação assim que lá chegou, o que dificultou em muito o disfrute da prova e ter sido mordido por um zangão num dos abastecimentos, correu-lhes bem a prova, Embora a classificação fosse secundária para eles, ficaram a meio da tabela, não furaram, não avariaram, nem caíram. Foi bom e adoraram pedalar por aqueles locais. E eu cheia de inveja...


As furnas

As plantações de ananases 

Igrejas e mosteiros eram às dúzias

A Marina, linda não é?

Um detalhe da cidade Ponta Delgada

E verde, mesmo muito verde...



Bom... tirei 700 fotografias e para falar de tudo, tornar-me-ía numa grande chata. Apenas vos digo que vale a pena visitar tamanha beleza. Vão lá ok?