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quarta-feira, 18 de dezembro de 2019
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
Bons olhos vejam
Olho bom. O regresso à luta numa chuvosa segunda_feira de dezembro.
Não percam este filme!
quinta-feira, 28 de novembro de 2019
Sei lá
Naquela parte em que sou teimosa como uma burra, e que croché só
quando não puder mexer-me ou tiver algo que queira muito e resolva ser eu mesma
a fazer como foi o caso do meu lindo tapete branco frigorífico, elegi a
terça-feira, dia internacional da coça no ginásio. Uma aula de spinning mais
uma aula de HIIT - Treino
intervalado de Alta Intensidade, a grande coça da semana.
A pica que aquilo me dá. Bem sei
que não vou para nova e que aquilo talvez seja demais para mim. Bem sei que nos
dois dias seguintes estou praticamente entrevada e mal me consigo sentar e
levantar. Bem sei que tenho uns quilitos a mais e o esforço que tenho de fazer
é maior do que antes, pois trabalha-se apenas com o peso do corpo. Bem sei que
nessa noite bebo aí uns dois litros de água que foi o que perdi durante as
aulas. Na dúvida, a vontade de cumprir com o que me é pedido e ouvir “bom
trabalho”, O sentir que estou a voltar à minha forma antiga, e ainda o facto de
fazer análises médicas e não ter uma ponta de colesterol, não tomar comprimidos
para merda nenhuma e ter um coração de uma jovem, faz-me pensar que estou
certa.
Ainda assim pergunto-me algumas vezes.
Este gosto, esta mania, este foco no desporto, com a minha idade, será um caso
de insanidade? Não deveria eu fazer apenas pilates, ioga e manutenção?
quarta-feira, 27 de novembro de 2019
Quando te pões a jeito
Noutro dia deu-me para ir correr para a mata e sentia-me tão bem por
voltar a correr depois de ter partido o pé e tão livre e leve e a paisagem era
tão linda e o ar tão puro que durante a corrida, tirei
fotografias a minha pessoa, selfies, portanto, e ainda me filmei para mais
tarde recordar. Isto tudo enquanto corria e no fim, mais feliz ainda fiquei
pois corri tão depressa e fiz uma média tão boa que jurei a mim mesma que um
dia destes ainda me punha a correr a sério.
De tão contente, quis partilhar e coloquei no face o vídeo da
minha proeza. Houve muitos comentários, uns de admiração e incentivo, outros muito engraçados, brincando com a situação. Auto estima em crescendo, não nego. Caiu-me a ficha no dia
seguinte, queimou-se-me o fusível irremediavelmente e até me doeu bastante e não foram
as pernas ou as unhas dos pé, foi a alma, quando um familiar que muito prezo,
me disse cara a cara e seriamente, que devo estar a ficar doida.
Será pois então, o croché, o meu futuro passatempo.
Ou não, que sou teimosa que nem uma burra.
terça-feira, 24 de setembro de 2019
No coração do Alentejo
Fui com amigos do centro ao
encontro de amigos do Norte, pedalar entre ruínas e castelos ali por terras
alentejanas.
A noite foi boa nas festas de São
Mateus em Elvas, mas a partida na manhã seguinte foi debaixo de uma chuva constante
e fresca, bastante húmida por sinal que me chegou quase às entranhas, mas nem
ela me demoveu de dar início a mais uma aventura bem-disposta e em boa
companhia. A roupa havia de se nos secar no pelo. E secou.
Em direção a Estremoz, onde
pernoitámos, passamos por várias ruínas e vários castelos onde subimos e
mirámos a paisagem. Castelo de Elvas, Forte de Santa Luzia, Capela Nossa
Senhora da Ajuda, Ruinas da Ponte da Ajuda onde entrámos em Espanha, terra de
“nuestros hermanos”. Em seguinda dirigimo-nos ao embarcadouro no porto de Vila
Real de Olivenza, onde, bikes e pessoas passaram de barco para Jorumenha, rumo
à fortaleza e ao Castelo de Vila Viçosa, depois Borba e finalmente, após
noventa e cinco kms, a Estremoz. A paisagem é alentejana pois claro, entre
castelos e fortes, são planícies a perder de vista, cheias de oliveiras e vacas,
muitas vacas, ai que bicho tão grande e com cornos. MEDO!
O dia seguinte amanheceu cinzento
mas sem chuva e o sol lá havia de dar um ar de sua graça até que veio para
ficar.
Abrindo e fechando portões, muitos,
tivemos vários encontros com vacas e toiros, cabras e ovelhas. Quilómetros de
tomates (tão bons), hectares e hectares de oliveiras e sobreiros. Visitámos os
Castelos de Estremoz, Veiros, Barbacena e Fontalva. E veio então a super subida
ao Forte da Graça e o término da viagem bem perto do Aqueduto da Amoreira, de
novo em Elvas.
Diz-se dos alentejanos que são
lentos, é verdade, muuuiiitttooo lentos, mas simpáticos, vá. Diz-se que ali é
uma pasmaceira e não se passa nada, é verdade, mesmo, diz-se que há planícies
sem fim, é verdade, mesmooooo. Diz-se que é tudo plano, mentiiira!
E foi assim, mais uma super aventura
de bicicleta, que me deixou com vontade de voltar ao Alentejo.
(A ordem das fotos é aleatória)
terça-feira, 10 de setembro de 2019
Minha gente!
Achei recentemente cinco quilos que alguém perdeu.
Tão
parvas estas pessoas, perdem tudo!
Não sei bem como foi isto acontecer que eu não sou de achar
nada que seja dos outros, mas enquanto andei aqui quase a finar de ansiedade e
depois perneta e distraída a fazer mapling durante uns tempos e a comer que nem
uma lontra todas as gordices que me traziam, vou a ver e pimba. Cá estavam eles
agarradinhos a mim.
Posto isto, decidi que esta cena dos estereótipos não
haveria de me vencer, que eu ainda estava linda e tirando a largura de costas e
o perímetro abdominal, até já possuía uma petite bunda redondinha, coisa que
nunca tinha tido. Achei mais um. Quilo, claro.
Esta gente não é parva, é
estúpida mesmo, em vez de guardarem as suas coisas, não, perdem para os outros
acharem.
Bom, digamos que aquela cena da perimenopausa diz o doutor, também não
abona a favor se bem que eu não deva preocupar-me pois as mulheres mais
cheeinhas têm menos sintomas, diz ele.
Pois, e se ele diz eu sou gaja para acreditar.
Tudo muito lindo sim, não fosse isto tornar-se um caso de
praticamente vida ou morte. É que quando estou vestida mal consigo respirar. Sei lá, a roupa aperta-me, dá-me ideia que encolheu e o ar não passa. Pois.
E se eu não respirar, caio para o lado, certo? Certo!
Vida ou morte pois claro.
Uuooohhh! Pensei. Espera lá que isto agora já é a sério e eu tenho
de fazer alguma coisa.
Gente:
1- Vou ao nutri do ginásio?
2- Como apenas umas folhitas de alface durante uns tempos?
3- Faço exercício físico como se não houvesse amanhã?
4- Ou … mando alargar a roupa?
terça-feira, 3 de setembro de 2019
xiiiuuu!
Eu não estou aqui!
Depois da rentré no gym com uma aula de body pump, outra de bumbum fit e outra de zumba mais vinte minutos de abs. Morri! Eles andam à minha procura, mas eu não estou aqui!!
Depois da rentré no gym com uma aula de body pump, outra de bumbum fit e outra de zumba mais vinte minutos de abs. Morri! Eles andam à minha procura, mas eu não estou aqui!!
terça-feira, 20 de agosto de 2019
Façam o favor de entrar
Em primeiro lugar, deixa-me cá varrer a entrada, abrir as cortinas e limpar o pó dos cantos deste blog que já são horas de vos dizer que ainda cá ando. Podem entrar e ficar à vontade.
Depois dos preparativos, depois de uma semana a pedalar, depois do regresso à dura realidade, que remédio tenho eu senão aceitar que a vida é mesmo assim. Tem momentos…
Foram portanto 500 kms a pedalar, durante cinco dias e meio. Parti de casa em direção a Santiago de Compostela, sempre pela costa e lá cheguei sã e salva, de sorriso nos lábios, alma lavada e coração a palpitar. Mais uma vez.
A quarta vez.
Muito feliz por superar mais um desafio, mas principalmente grata a mim e aos que me proporcionaram esta aventura, depois de no final de fevereiro ter partido um tornozelo, sofrido duas cirurgias, ter estado quase quatro meses a vegetar no sofá e a achar que nunca mais iria fazer algo semelhante. Fiz. E quero mais.
Bom, e para não me alongar muito, tenho a dizer-vos que a nossa costa é simplesmente maravilhosa e com o mar por companhia e a puta da nortada que nos empurrava para trás, conheci novos lugares, dignos de ser apelidados de paraíso. Trouxe a memória cheia de recordações e bons momentos. Sinto-me cada vez mais rica. E gorda, que não parei de beber e comer o tempo todo. Aqueles gajos são umas termites.
Eramos cinco a pedalar, quatro rapazes e eu, sempre a rir e a brincar e além do rabo e das pernas amassadas, não houve avarias, não houve furos e a magia do Caminho lá esteve, sempre a acompanhar-nos.
O Caminho é mágico, não me canso de dizer.
Tirei dezenas de fotos e gostaria de vos mostrar todas, mas como devem compreender, a maioria tem pessoas e eu não tenho o direito de as expor. Aqui vão algumas.
Amanhã continua…
Partida!
No pinhal do Rei...
E como ainda está o Pinhal do Rei...
Depois da Figueira da Foz
A pedreira
Ainda a pedreira
Almocinho em Mira
A caminho de Aveiro
Costa Nova
A travessia de barco
Continua....
sábado, 10 de agosto de 2019
terça-feira, 6 de agosto de 2019
Na serra
Partimos da Covilhã, eu e maridão, com o lanche às costas e cheios de vontade de chegar à Torre para ver os ciclistas da Volta.
Caramba, que já não me lembrava que a serra é inclinada pra caraças.
Mas lá fomos andando, ele sempre atras de mim a acompanhar-me e incentivar-me. Dezenas de ciclistas tiveram a mesma ideia, assim como grupos de pessoas a fazer picnic, o que tornou a subida mais animada. Parámos nas Penhas da Saúde para uma bebida fresca que o calor era intenso e lá seguimos. Antes do túnel, a quatro quilómetros do topo, os piores para mim, ouvi palmas e palavras de incentivo. Olho e chamam o meu nome. Estupefacta porque não conhecia ninguém, parei. Que surpresa boa, uma seguidora do Instagram que me reconheceu, beijinhos e abraços, fotos muitos sorrisos e palavras de encorajamento. Tão bom!
Segui caminho rumo à meta e ao aparato televisivo já montado. Gostei tanto. Depois da merecida sandocha de presunto com queijo da serra foi arranjar um spot para ver chegar os pros e a descida louca de volta ao carro.
Um longo e fantástico dia.
Caramba, que já não me lembrava que a serra é inclinada pra caraças.
Mas lá fomos andando, ele sempre atras de mim a acompanhar-me e incentivar-me. Dezenas de ciclistas tiveram a mesma ideia, assim como grupos de pessoas a fazer picnic, o que tornou a subida mais animada. Parámos nas Penhas da Saúde para uma bebida fresca que o calor era intenso e lá seguimos. Antes do túnel, a quatro quilómetros do topo, os piores para mim, ouvi palmas e palavras de incentivo. Olho e chamam o meu nome. Estupefacta porque não conhecia ninguém, parei. Que surpresa boa, uma seguidora do Instagram que me reconheceu, beijinhos e abraços, fotos muitos sorrisos e palavras de encorajamento. Tão bom!
Segui caminho rumo à meta e ao aparato televisivo já montado. Gostei tanto. Depois da merecida sandocha de presunto com queijo da serra foi arranjar um spot para ver chegar os pros e a descida louca de volta ao carro.
Um longo e fantástico dia.
quarta-feira, 31 de julho de 2019
Daqui a uns dias
Penso muitas vezes que devia ser como as outras mulheres de
cinquenta que eu conheço.
O prazer de cozinhar para a família, o passar as tardes à mesa
com um grupo de amigos, o café na esplanada a curtir o sol e a conversa, os
filhos já grandes que, entretanto, lhes trazem netos, a vida vivida mais
devagar, a tranquilidade, o trabalho certinho e já sem grandes ambições. Em
suma, a vida acomodada e acomodada à vida.
Não sei, mas a mim o sangue fervilha-me nas veias, a adrenalina
chama por mim, as ideias malucas povoam-me o pensamento e eu quero sempre mais.
Mais aventura, mais risco, mais ansiedade. A quietude enerva-me e eu preciso,
porque preciso, de andar na corda bamba.
Nova aventura em bicicleta está prestes a começar e eu volto
a sentir aquele friozinho na barriga. A preparação das coisas, o caminho, a
bagagem, os lugares onde vou dormir, os sítios que vou poder ver, o que vou poder
viver, deixa-me com o coração aos saltos.
Desta vez o medo de não estar à altura é grande por causa do
meu pé partido e dos meses que estive parada. Agora, as descidas assustam-me e
as subidas deixam-me de língua de fora. Estou fora de forma e tenho falta de confiança. Temo nunca mais conseguir ser a mesma e
tenho pensado montes de vezes que havia de me deixar destas coisas e dedicar-me então às tardes no sofá ou na esplanada à espera de netos. Duvidas…
Mas isto é mais forte do que eu e eu abdico das tardes na
esplanada ou na praia ou no sofá. Netos, nem pensar por agora. Abdico de uma semana de ferias descansada,
abdico de tudo, por estes momentos de felicidade. E vou conseguir. Vou
conseguir. Vou conseguir. Não é muito, é só isto….
sexta-feira, 26 de julho de 2019
Ontem deu-me para isto
Diz-se pressoterapia.
O que é que isto faz? Sei lá, nem sei se faz alguma coisa, mas prontus, gosto da sensação de alívio quando aquela cena está a desinchar, de resto não aconteceu mais nada, apenas uns euros a menos na carteira e meia hora descansada no telemóvel. A inchar e desinchar. A inchar e desinchar.
Diz que é uma maravilha para as gorduras corporais, celulite, retenção de líquidos, problemas articulares e musculares e o diabo a sete. É? Não sei, pelo menos entrei para lá Gaja Maria e de lá saí Gaja Maria e não Gisele Budchen como era suposto. Porra para isto.
Quantas vezes precisarei eu de lá ir para que isso aconteça? Ein? O resto da vida?
Naaaa!
Fui masé para casa e comi couscous com legumes e bacon e queijo e ovo escalfado. Uma pratada vá. Mas uma pratada estranha esta, não? Estranha é o meu nome do meio por estes dias.
Mas tenho a dizer-vos que fiquei consoladinha.
quarta-feira, 24 de julho de 2019
Petite Chef!
Não sei qual foi a ideia de MaisVelho quando me presenteou
com esta panóplia de facas de cozinha. Que eu esquarteje minuciosamente um
atum, uma vaca, um estrujão? Que me transforme numa Masterchef ou até numa portentosa
detentora de estrelas Michelin?
Não sei, o que sei é que da forma como sou disléxica das
mãos relativamente a objetos cortantes já esfodacei um dedo.
Tenho, no entanto, a esperança de vir a conseguir cortar uma
melancia em forma de rosa ou esculpir um cisne no gelo ou até quem sabe eu
comece por cortar uma simples maçã em forma brinco de filigrana. Fácil, não é?
Mamãe diz que o que faço, faço bem, mas ultimamente os hambúrgueres
não me têm saído grande coisa. Mas agora é que é, estas facas vão fazer milagres
com certeza.
terça-feira, 9 de julho de 2019
Spot
O pinhal de Leiria ou o que resta dele é imenso.
Há anos que me embrenho nele e julgava que o conhecia bem,
no entanto, fogos e milhares de pinheiros cortados depois tudo está
diferente, foram-se os pontos de referência.
Ontem andei perdida e até me assustei um pouco quando vi uma
carrinha aparecer do nada à minha frente e no meio do pinhal, mas não houve perigo, apenas me fez
desviar da rota e andar perdida mais um tempo. Valeu-me o sentido de orientação
e voltei ao trilho. Mais uma aventura. Mais umas quantas descobertas. Sabiam que apesar de não haver pinheiros as aves continuam lá? Muitas me acompanharam ao longo do meu passeio. Chapins, cotovias, piscos. Milhafres imponentes. Adoro os milhafres com as suas asas enormes a sobrevoarem os céus à procura de comida.
No final lá voltei ao meu spot preferido.
Lindo não é? |
sexta-feira, 5 de julho de 2019
Receita de doutor
Caminhar na areia da praia para exercitar o pé, disse ele.
Levei a chave da praia pois àquela hora e com um dia tão cinzento a praia estava deserta e a porta já fechada.
Apenas algumas canas de pesca e alguns pescadores vestidos até aos olhos e, surpresa das surpresas, o nadador salvador, a bandeira hasteada. Provavelmente teria de cumprir o horário do contrato, coitado.
Onde já se viu uma praia deserta em pleno mês de julho.
O mar estava escuro pela falta de sol mas calmo e muito cheio. Surpreendentemente a água não estava fria. Um regalo, a água salgada.
Que paz, que calmaria, que cócegas nos pés.
Voltei a fechar a praia no regresso. Talvez volte amanhã.
Trouxe uma recordação nos bolsos.
Levei a chave da praia pois àquela hora e com um dia tão cinzento a praia estava deserta e a porta já fechada.
Apenas algumas canas de pesca e alguns pescadores vestidos até aos olhos e, surpresa das surpresas, o nadador salvador, a bandeira hasteada. Provavelmente teria de cumprir o horário do contrato, coitado.
Onde já se viu uma praia deserta em pleno mês de julho.
O mar estava escuro pela falta de sol mas calmo e muito cheio. Surpreendentemente a água não estava fria. Um regalo, a água salgada.
Que paz, que calmaria, que cócegas nos pés.
Voltei a fechar a praia no regresso. Talvez volte amanhã.
Trouxe uma recordação nos bolsos.
segunda-feira, 1 de julho de 2019
Porquê eu, sempre eu a fazer figuras....
Há muitos meses que não batia perna pelas lojas. Não só
porque não tinha uma perna boa para bater perna, como também porque odeio cada
vez mais as multidões, assim como o calor das lojas e os espelhos dos
provadores e a música aos berros. Além disso quero sempre coisas que nunca
encontro, talvez porque nem sequer existem, mas se porventura encontro, os
espelhos dos provadores fazem o favor de me tirar daí a ideia.
Fui.
Estava com vontade de apanhar desilusões e a precisar de
umas coisitas e fui.
Nem sei, mas não só apanhei desilusões como encontrei tudo o
que queria e ainda, todas as pessoas sorriam para mim numa determinada fase da
batida da perna. Uma fase grande vá. Que gente tão simpática esta com quem me cruzei.
Uns queridos.
Descobri o porquê quando passei por um espelho numa loja,
mesmo à saída.
Tinha a blusa do avesso….
sábado, 15 de junho de 2019
Esta que vos escreve
Parou para se coçar.
Como era de esperar, depois da tempestade vem aquela cena de limpar e varrer, colocar as coisas nos devidos lugares, abrir portas e janelas e pôr tudo a arejar, limpar para voltar a brilhar. Em suma, um sem parança de trabalhos para ficar tudo operacional.
Assim estou eu, além do regresso aos regressos, isto é, ao trabalho, ás pedaladas, que com tanto cuidado demoram uma eternidade, às lides da casa, dos filhos, da família e dos amigos, ainda acumulo a fisioterapia, o jantar de secção, o piquenique anual dos primos, o piquenique de final de época mais o de final de ano lectivo, mais o libertar a casa do estudante e ainda a ansiosa espera pelo raio-x e a consulta para saber se a minha perneta está finalmente curada.
Estou muito ocupada mas estou aqui e trago-vos no coração.
A propósito do encontro anual dos primos, olhem aqui a minha árvore:
Como era de esperar, depois da tempestade vem aquela cena de limpar e varrer, colocar as coisas nos devidos lugares, abrir portas e janelas e pôr tudo a arejar, limpar para voltar a brilhar. Em suma, um sem parança de trabalhos para ficar tudo operacional.
Assim estou eu, além do regresso aos regressos, isto é, ao trabalho, ás pedaladas, que com tanto cuidado demoram uma eternidade, às lides da casa, dos filhos, da família e dos amigos, ainda acumulo a fisioterapia, o jantar de secção, o piquenique anual dos primos, o piquenique de final de época mais o de final de ano lectivo, mais o libertar a casa do estudante e ainda a ansiosa espera pelo raio-x e a consulta para saber se a minha perneta está finalmente curada.
Estou muito ocupada mas estou aqui e trago-vos no coração.
A propósito do encontro anual dos primos, olhem aqui a minha árvore:
segunda-feira, 10 de junho de 2019
Embalo
Foi o despertador a acordar-me a horas certas, o ritual da preparação matinal e o rumo para a luta diária. As boas vindas das pessoas do dia a dia, os sorrisos, os desejos de bom regresso.
Foi uma semana de recomeços, de regressos ao quotidiano. E que bem que me soube sentir o corpo em movimento, a alma saciada. Já nem lembrava que havia tantas pessoas e tantos problemas além dos meus.
Foi uma semana de recomeços, de regressos ao quotidiano. E que bem que me soube sentir o corpo em movimento, a alma saciada. Já nem lembrava que havia tantas pessoas e tantos problemas além dos meus.
Primeiro a medo e sem grandes pressas na incerteza de que o meu pé ia colaborar, mas depois de o sentir firme e sem dor, lá fui arriscando cada vez mais e pedalei três dias seguidos, estou que nem posso das partes que contactam com o selim.
O sol a aquecer-me, a brisa a embalar-me, as paisagens a sucederem-se em catadupa, as que eu adoro e conheço tão bem, mas que parecia ser a primeira vez que as via....
Bom, foi mais uma luta contra a ventania maluca que me empurrava para trás a cada pedalada, mas como isso não tem nada de belo nem de poético, fiquemo-nos pelo embalo da brisa.
Ainda bem que resolvi dar alta a mim própria pois sabe bem fazer parte do mundo. Só espero que tenha feito a opção correta, esta de auto dar-me alta, mas isso só vou saber daqui a uns dias na próxima consulta e após mais duas semanas na luta diária da vida.
Ainda bem que resolvi dar alta a mim própria pois sabe bem fazer parte do mundo. Só espero que tenha feito a opção correta, esta de auto dar-me alta, mas isso só vou saber daqui a uns dias na próxima consulta e após mais duas semanas na luta diária da vida.
Talvez nessa altura eu queira voltar p'ra ilha, mas aí já não há nada a fazer. Toca a trabalhar masé.
segunda-feira, 27 de maio de 2019
Sim, as anestesias...
Dizem que falando com as plantas, elas crescem e florescem mais depressa.
Eu cá não sei nada disso de falar com as plantas, mas tenho grandes prosas com Zé, o gato e só sei que o meu jardim nunca esteve tão bonito. Às tantas é o gato que fala com elas.
O meu pequeno jardim está verde e viçoso e todos os dias nascem braças e guias novas. Há duas semanas que cuido dele, regando, aparando rebentos que nascem fora do sítio, ponho terra, tiro ervas daninhas e aprecio a sua beleza sorrindo. As minhas unhas estão encardidas de esgravatar na terra e as mãos picadas de aranhiços e urtigas, mas isso não interessa nada, o meu jardim está tão lindo :)
O meu pequeno jardim está verde e viçoso e todos os dias nascem braças e guias novas. Há duas semanas que cuido dele, regando, aparando rebentos que nascem fora do sítio, ponho terra, tiro ervas daninhas e aprecio a sua beleza sorrindo. As minhas unhas estão encardidas de esgravatar na terra e as mãos picadas de aranhiços e urtigas, mas isso não interessa nada, o meu jardim está tão lindo :)
quinta-feira, 23 de maio de 2019
Ovos de galinhas felizes
Galinhas de Mamãe andam super felizes desde que lhes comi o galo. Ein?
Sim, comi, pois então. Os grandes comem os pequenos, certo?
Ele teimava em saltar-lhes para a espinha a toda a hora arranhando-lhes o costado e depenando-lhes toda a pescoceira. Ora isso é coisa que não se faz a uma galinha pois galinha que é galinha gosta que lhe saltem para a espinha mas não pode ser assim a fartazana que uma galinha tem sentimentos. Então... Pimba, finou-se. Aliás, alguém o finou que eu sou incapaz de matar bichezas. Já come-las... Dou um jeito.
Como dizia eu, galinhas estão felizes e largam ovos como se não houvesse amanhã.
Desta vez transformei-os em pão de ló mas derivado a sentir-me uma Mureia, metade mulher metade baleia, adulterei o dito.
De um fiz dois e para ambos os gostos, com e sem chocolate. Troquei a farinha para bolos por farinha de amêndoa e de linhaça, troquei o açúcar refinado por mascavado ficando assim, bolo, mas bolo light, sem manteigas nem outras cenas gordas e calóricas.
Sim, comi, pois então. Os grandes comem os pequenos, certo?
Ele teimava em saltar-lhes para a espinha a toda a hora arranhando-lhes o costado e depenando-lhes toda a pescoceira. Ora isso é coisa que não se faz a uma galinha pois galinha que é galinha gosta que lhe saltem para a espinha mas não pode ser assim a fartazana que uma galinha tem sentimentos. Então... Pimba, finou-se. Aliás, alguém o finou que eu sou incapaz de matar bichezas. Já come-las... Dou um jeito.
Como dizia eu, galinhas estão felizes e largam ovos como se não houvesse amanhã.
Desta vez transformei-os em pão de ló mas derivado a sentir-me uma Mureia, metade mulher metade baleia, adulterei o dito.
De um fiz dois e para ambos os gostos, com e sem chocolate. Troquei a farinha para bolos por farinha de amêndoa e de linhaça, troquei o açúcar refinado por mascavado ficando assim, bolo, mas bolo light, sem manteigas nem outras cenas gordas e calóricas.
Ó p'ra eles tão lindos.
Vai um chá?
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