Mesmo a tempo do fim do ano dois mil e quinze realizei mais um objetivo.
Segunda-feira, férias. Acordei cedo como habitualmente, abri a janela e o dia estava chuvoso, a casa estava em ordem, fruto de um domingo de limpezas e por isso achei que merecia, decidi ficar no quentinho. A casa estava calma, silenciosa. O gatos Zé e Maria vieram enroscar-se a meus pés e passados alguns minutos a olharem para mim e a ronronarem, adormeceram. Embalada naquela quietude fiz o que há meses não conseguia, peguei no livro que andava a ler desde Setembro e acabei-o de uma assentada. Há muito que não demorava tanto a ler um livro. Foi-me incutido bem cedo o gosto de ler, gosto das palavras, das frases que me contam histórias e me ensinam coisas. Já li centenas delas, mas a curiosidade de as saber completas leva-me muitas vezes a ler livros inteiros numa noite só. O tempo, esse, não estica, os afazeres são muitos e os objetivos a que me proponho ainda são mais e muitas vezes não pego nos livros por saber que não consigo parar antes de os ver chegar ao fim e isso custa-me noites de que preciso para descansar e os olhos já não são o que eram, sinto-os cada vez mais cansados. Não podia no entanto deixar este objetivo por cumprir e como sempre que pego num livro, as letras sucediam-se apressadamente, capítulo após capítulo. Sorvi-as a todas com pressa e avidez certa de saber o final da história. Não sabia, o que ainda mais me surpreendeu. Todos os livros me surpreendem. Há muito que não passava uma manhã na cama a ler o que me fez recuar aos tempos de adolescente em que não havia computadores nem smartphones e a TV só tinha quatro canais. Eu, lia livros ao som do Oceano Pacífico na radio e adorava.
A ver se em dois mil e dezasseis volto a ler histórias.






