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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Podemos?

"Terá sempre de haver uma explicação, uma razão de ser, um motivo para que aconteça ou podemos nós sentir-nos vazios depois de intensamente preenchidos, sentir-nos pesados depois de leves que nem uma pena, sentir-nos angustiados depois de plenamente felizes, ausentes depois de termos estado presentes, voar depois de presos à terra ou então parar depois de palmilhar o mundo.
Podemos?"

Flausina Amarela

domingo, 13 de maio de 2018

Grito

"Este grito que trago no peito, este fôlego de vida, esta gargalhada surda, este sorriso mudo, este querer ser o que não posso, esta dúvida constante, esta vontade dilacerante, o grito que trago na voz, calado, quase sempre calado, o manto que me tapa a alma, o xaile que me cobre o corpo....
Enquanto tiro e ponho os óculos, tique que ganhei recentemente e que me faz travar o pensamento e calar as palavras que teimosamente me voam sem eu querer, penso que tenho de arranjar novos estratagemas para sobreviver a mim própria, para me livrar de mim, aqui aprisionada em pensamentos e gritos e vontades. Eu sou o sim e o não, o quero e não quero, o sonho e a realidade, o tempo e o não tempo. Queria. Queria poder dizer, queria poder fazer, queria saciar esta sede e esta fome que me consomem a calma e me dão ganas de força..."

Flausina Amarela

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Já há festa no castelo

Flausina Amarela acabou de me enviar um SMS. É o aniversário de um dos pagens do rei e começaram as festividades... Eu seria muito feliz naquele castelo e só de olhar já ganhei diabetes...
Flausina amarela, filha, tu arrefinfa-lhes!



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A Flausina Amarela

Bem sei que nunca vos apresentei a Flausina Amarela e talvez um dia destes até vos conte a sua triste e ao mesmo tempo hilariante e e linda história, mas por agora saibam apenas que ela é uma princesa que foi atirada da janela do castelo pelas filhas de sua madrasta e amigas ficando cega de um olho, coxa e marreca e tendo sido enviada para uma sucursal do castelo em Adevagar-Se-Vai-Ao-Longe, para tratar de umas merdas que ninguém queria fazer. Isto, porque ao invés de lhe ter dado o badagaio com a queda, Flausina era rija como cornos e sobreviveu.
Telefona-me hoje muito aflita, coitadinha, sua voz chegou entre-cortada e quase não se ouvia porque em Adevagar-Se-Vai-Ao-Longe chega lá pouca rede e não se apanha net, não podendo por isso enviar-me um whatsapp. Dizia-me ela que merda que já era de novo segunda-feira e que continuava um calor do caraças, que mal tinha conseguido descansar o seu único olho de tanto papel e que lhe doía a marreca p'ra caraças.
Pois eu disse-lhe que não ligasse a essas coisas e que fundássemos masera o clube das "Segundas feiras no Castelo" e fizéssemos festas de arromba com os gajos a servirem bolinhos e cafezinhos e a contarem as peripécias do fim de semana. Depois, o resto da manhã, os gajos coçavam a micose enquanto falavam de gajas e nós gajas, cortávamos em fulana e sicrana, líamos as notícias e visitávamos blogues e fazíamos postagens inspiradoras. Que tal?
Finalmente seria já de tarde e a neura já teria passado. Começaríamos então a trabalhar, felizes e contentes e gratas pela vida maravilhosa que tínhamos.
E vocês, o que vos parece? Quererão vocês, queridas flausinas azuis e rosas e verdes, juntar-se a este clube, o clube das "Segundas-feiras no Castelo", para onde vamos estar em pulgas para ir, às segundas de manhãzinha?