Que não me sai da alma nem do corpo, à semelhança do céu lá fora. As minhas nuvens são grandes e escuras e estão tão baixas que quase as alcanço com as mãos. Quem me dera poder agarrá-las, empurrá-las, afastá-las de vez para deixar entrar o sol e o calor nesta minh'alma cansada e desgastada. Tantas vezes estas nuvens já vieram para depois se afastarem e deixarem passar a justiça e a verdade, a destrinça no pensamento daqueles que apenas se vêem a si próprios. Sei. Sei que mais tarde ou mais cedo isso acontecerá, acredito ou quero acreditar que todos os olhos verão a realidade e não apenas o que querem ver. Enquanto isso o tempo vai passando.
Aqui fico. À espera.