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terça-feira, 31 de julho de 2018

Até dói

Se dói, voltar ao trabalho depois das férias... Dói tanto que ainda ando aqui a colar pensos rápidos por todo o corpo e a cabeça ainda está ligada às máquinas....
Mas foi, foi um solzinho na tola e no corpitcho, foi água salgada, foi areia, foi uma vidinha de dondoca sem cozinhar, lavar e passar. Há lá coisa mais boa?
E foi, foi o livro "um sopro de vida" da Clarice Lispector que encontrei numa livraria perto de mim, com o qual me identifico mas que é um total desassossego. Sei agora que sou ainda mais desassossegada do que alguma vez imaginava e que  nem a idade me traz a tranquilidade que tanto anseio. Preciso dar mais uma volta à minha vida, isso sim.
Foi, foi a série "The Handmaid's Tale" tão... Intensa, tão forte, mexe tanto cá dentro que quando fecho os olhos ainda vejo algumas cenas.
Foi, foi "A casa de papel" boa, muito boa.
Foram as pedaladas, foi mais um Caminho, o Caminho Poente, Nazaré - Fátima - Casa, 106 kms para acender uma vela e praticamente ser escorraçada do recinto porque tinha uma bike na mão e não podia incomodar os peregrinos.... Triste, muito triste, inconveniente, arrogante e vergonhoso que foi aquilo.
Foi, foi dançar e pular num concerto longe de mim com os amigos.
Foi, mas foi, acima de tudo perceber que preciso de me meter aí nalguma seita ou grupo de terapia ou quem sabe aprender a fazer crochet para que esta inquietação se vá. Já nada me valha, nem férias, nem trabalho, nem diversão, nada. Sou um caso perdido de desassossego e inquietação. Posto isto, resta-me andar aqui, atrás do rebanho até à coisa amainar :))
Se amainar.

sábado, 21 de julho de 2018

Sim, cinquenta e depois?


"A pele que habito" 
Clarice Lispector

Nas minhas caminhadas pelos areais dei por mim a tentar adivinhar as idades das mulheres com quem me cruzava e a comparar-me com elas. Excepto as mais idosas e as mesmo novas é difícil adivinhar idades mas uma conclusão consegui tirar, as mulheres a partir dos trinta e cinco, na sua maioria, transformam-se ou iniciam por essa altura um processo de transformação. Não vale a pena ter ilusões. Salvo algumas exceções, as mulheres com a idade engordam, perdem as formas, as peles descaem, os cabelos ficam fracos, as pernas ganham derrames e varizes, a pele ganha manchas. E não venham cá dizer-me que são as portuguesas que não se cuidam,  não fazem exercício e têm uma alimentação incorreta. Não. As inglesas, as espanholas, alemãs, nórdicas, brasileiras e até as do leste, nenhuma, ou muito poucas escapam. Pois é e depois?
Depois é cagar nisso e seguir em frente que a juventude já não volta mas nós ainda estamos aqui para as curvas. É certo que a cintura já não vai voltar, a barriga já não vai alisar, o cabelo já pouco vai brilhar e as pernas nunca mais vão voltar a ser as mesmas, mas é cuidar da saúde do corpo e da alma, assumir cada centímetro de pele e ser feliz. E depois temos o sol e a sombra, temos o contemplar o mar, temos a brisa a acariciar-nos o corpo, o mar a refrescar-nos a pele. Temos um livro, um pensamento, uma imaginação criativa, uma boa conversa, música. Temos vida, temos saber, temos tranquilidade e calmaria. A praia é tão boa aos vinte quanto aos cinquenta e há que tirar partido dela em pleno. Bom, a água agora parece-me bem mais fria que antigamente e já não me apetece mergulhar. Havia também de me saber bem uma cadeirinha para não andar a rebolar o corpicho na areia, mas carregar cadeiras para o areal não é coisa que me agrade, também já não me agrada muito aquela caloraça e areia constantemente na toalha e ter de me besuntar de creme de cinco em cinco minutos e.... caramba! Ter vinte anos é que é, vale tudo, tá-se bem com tudo :)))

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Alô, alô

Pois posso dizer-vos que aqui por terras do sul há muuuuiiittto sol e mar e calor e até vento. Pessoas então é mato de todas as raças e cores...
Mas por onde andam os Tugas afinal?
Também vos posso dizer que não há protetor que me salve e que a coisa se repete ano após ano. É o filha da mãe do karma e eu voltei a ser prima das lagostas. E sim, voltei a apanhar um escaldão nos pés. Pois... Dizem que o protetor é resistente à água, mentira.... A partir de agora, écran total em toda eu e não há cá facilitansos.
Posso também dizer-vos que tenho levado a chave da praia para a abrir todas as manhãs mas hoje, finalmente, o botão desligou-se e cometi uma loucura, dormi até às 9:30. Yeahh! Palmilho quilómetros pela praia todas as manhãs, não sei para quê, são cenas do meu bicho carpinteiro e de quem adora sol, gosta de apanhar sol mas não consegue estar a torrar. Ah! Só trouxe dois livros, já marcharam.
E prontus! A fotossíntese está quase e tenho de entregar a chave a outros. Eu já vou.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

O clube dos fartos desta merda

Vou riscar-me de sócia que isto é muita merda, demasiada merda e eu estou fartinha de tanta merda. Eu agora quero é água salgada, sol a aquecer-me o pelo e a areia a enterrar-me os pés. Ah! E bolas de Berlim e uma somersby fresquinha e um livro. Ou dois vá. Eu agora, o único barulho que quero ouvir é o das ondas, o único calor é o do sol, os únicos pios são os dos pássaros. Fui!

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Baywatch Tuga

A pickup salva-vidas atravessa o areal lentamente contornando corpos ao sol., chapéus, toalhas e crianças a brincar, com quatro marmanjões massudos lá dentro mesmo à Baywatch, só faltava a mamalhuda da Pamela Anderson, mas como está já se reformou, lá vinham eles cheios de estilo, óculos de sol espelhados e bíceps de metro e meio de fora da janela, aberta até abaixo. Pararam rente às ondas e lá ficaram em amena cavaqueira com o nadador salvador de serviço. Em se cansando, arrancaram e regressavam  pelo mesmo caminho quando foram interpelados por um banhista que reclamou o constrangimento que eles estavam a causar às pessoas e ao ambiente andando no areal de carro. Um deles respondeu perguntando, muito enervado, o que é que ele já tinha feito naquele dia enquanto eles tinham já salvo do mar três pessoas na praia ao lado. O lesado contrapôs "ele? Ele estava de férias e na praia a descansar e a apanhar sol, eles é que estavam ali a trabalhar e eram pagos para isso, não para andar a passear de carro na praia". Bom, lá continuaram a trocar palavras azedas até o condutor da pickup resolver arrancar praguejando e o lesado ficar ali a rir às gargalhadas...
Ein???? ou aquilo era para os apanhados ou eu não percebi patavina do que se passou ali....

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Meu lindo mês de agosto, lá, lá, lá

Fomos fazer a vontade a Mainovo que andava com saudades de lanchar berbigões lá na tasca do canto, mesmo ao lado do elevador para o Sítio da Nazaré como costumava fazer com o Avô há uns anos. Se é difícil chegar à Nazaré para passar a tarde ao fim de semana, muito mais difícil é fazê-lo em agosto. Mais difícil ainda é estacionar e chegar ao areal, mas muito, muito mais difícil é chegar perto do mar dada a quantidade de insufláveis para crianças, bicicletas para alugar, redes de seca de peixe, barracas de bolas de berlim, etc e tal, mas difícil mesmo, mesmo é encontrar um espaço no areal para estender as toalhas por entre geleiras, pára-ventos, chapéus de sol com saia e afins. Pior que tudo isso é que é super difícil senão impossível conseguir ler descansada quando num raio de vários metros à nossa volta só se fala francês misturado com português e aos gritos para que se oiça mesmo bem. É que lá não é como cá ã? Melaniiiiiiieeee! Vien ici já!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Estranheza

Adoro o meu cantinho aqui no Oeste, as minhas praias, o barulho das ondas fortes do oceano atlântico, a areia grossa e quase branca. Conheço-as bem, cada rocha, cada escarpa, cada duna, cada passadiço que percorro vezes sem conta, a pé ou de bicicleta. Vá para onde for e por muito bom que seja, gosto sempre de voltar, agora, segunda-feira, férias, acordo e abro um olho, tudo cinzento e a chover, um frio do caraças???? Buahhh!!

quarta-feira, 26 de julho de 2017

O mar morreu

Os meus vizinhos ingleses estão agora mais calmos e dormem a manhã na cama. Um desperdício digo eu. O escritor já deve ter terminado o livro, toma o pequeno almoço calmamente com a esposa na varanda tal como nós.  Cumprimentamo-nos com um aceno de cabeça pois continuo sem saber que raio de língua falam eles que mais me parece um ladrar estranho, não pesco um telho, norueguês ou finlandês quem sabe. E o mar morreu, praticamente nem se mexe. Houve-se um leve ondejar que gosto de ouvir ainda na cama com a porta da sacada aberta e a olhar o céu, acalma-me os sentidos, embala-me a alma. Da piscina nem quero ouvir falar, ao sol abrasador não consigo estar, vou até à praia caminhar. Estas férias já caminhei uns sessenta quilómetros e li quinhentas páginas de livros. Aliás, cá em casa fomos todos mordidos pela mosca tzé tzé e nem um braço nos apetece mexer. Quem diria que me ia tornar numa apreciadora do nadismo.

domingo, 28 de agosto de 2016

Não que eu queira

Mas não  tenho outro remédio  senão dar por encerrada a Silly Season deste ano. 
Amanhã  volto a luta até  lá  para Dezembro.
Não  tirei todas as ervas daninhas do jardim,  não  aspirei o carro, não  arrumei os roupeiros nem lavei as cortinas. Fiz porém muitas outras coisas bem mais interessantes, ó se fiz. 

O resto... que se lixe, fica para outra ocasião.
Esta manhã peguei na minha fininha e na minha música e fiz-me a estrada em direção as praias com o intuito de organizar ideias e delinear alguns projetos. Podia até ser que dali viesse alguma inspiração, mas para além de passar todo o caminho a pedalar contra a puta da nortada que me empurrava para trás, não fiz mais nada. Cheguei a casa com as pernas a tremer e a achar que é bem mais difícil para mim pedalar contra o vento forte do que subir a serra.
Posto isto, além de cortinas por lavar, roupeiros por arrumar e ervas daninhas por caçar, ainda ficaram os projetos por delinear e as ideias por alinhar. Como diz o outro, que sa lixe para não dizer que sa fffff...
Boa semana para vocês e para mim também  :)



quarta-feira, 27 de julho de 2016

Imortais

Nestas férias por terras de Espanha somos oito, quatro filhos e quatro pais e gastamos ao todo bastantes  horas a tirar fotografias. Vira daqui, vira dali, na piscina, no mar, o por do sol, as construções na areia, a espuma do mar, as acrobacias na piscina. Só os rapazes, só as mulheres, o grupo todo, á noite, de manhã, as bebidas que bebemos, as coisas que fazemos, quase tudo o que vimos. Foram também algumas as horas que usamos para colocar algumas dessas fotos no Instagram, no Facebook ou no blog. Mas mais do que os comentários ou os likes ou os símbolos que recebemos em troca,  vamos levar os momentos e as imagens gravadas na alma e no coração e até no corpo bronzeado e um dia, quando formos todos velhinhos, talvez doentes ou solitários , as fotografias vão  ajudar-nos a lembrar como fomos felizes. 
Sim tiramos muitas fotos (tenho milhares de todos estes anos, juntas  dão para contar a minha vida). Não, não  nos esquecemos de viver apesar de tirarmos muitas fotos. São para mais tarde recordar.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Findou o encanto

Todos os anos, em chegando os meses de Julho e Agosto , teríamos umas férias maravilhosas, de papo para o ar, veríamos o pôr do sol todas as tardes, quiçà o seu nascer, um dia ou dois, leríamos muito, comeríamos maravilhosas iguarias, beberíamos vinhos de marca, algumas bebidas espirituosas, viajaríamos para lugares paradisíacos, , estaríamos rodeados dos nossos, que mimaríamos até mais não, gargalharíamos a toda a hora, engordaríamos alguns quilos  e ficaríamos de molho no mar ou na piscina ou a torrar ao sol ou a fotografar locais bonitos e comidas fantásticas. Então, mostraríamos tudo ao mundo, nos Blogs, no Face e no Insta, quiçá até no Tweet, atualizando ao minuto a nossa felicidade, o nosso tom dourado, o nosso ar descansado de stress e preocupação.
Depois chegaria o dia de voltarmos ao trabalho, alegres e contentes, descansados, bronzeados e em tal modo zen que nada nos afetaria durante semanas por mais que nos atazanassem o juízo. Acordaríamos sem ser necessário despertador, cheios de motivação, vontade redobrada, dispostos a trabalhar horas a fio em prole de nós e de outrem sem nunca esmorecer, deprimir ou entristecer.
Só que não...

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Acampamento cigano

MQuando a filharada do meu grupo de amigos era pequena, achámos giro dar-lhes a conhecer esta experiência maravilhosa que é acampar. Pois....
Formigas, aranhiços e pó ao pequeno almoço, assim como tomar banho quase em público e ouvir os peidos dos outros, cozinhar num fogareiro e fritar ao sol da tarde numa barragem do interior, é do melhor.
Este ano tive sorte, estou a trabalhar e fui das ultimas a chegar. Cheguei e o estaminé já esta todo montado, agora é só ligar o descomplicador e entrar em mood cigano. Vai ser só "cortir" 

domingo, 9 de agosto de 2015

Meia-noite

Domingo. Fim de férias. Apetece-me gritar. Quer dizer, não é bem gritar mas fazia-me bem dizer um palavrão ou outro, sei lá, mas asneiredo não é coisa que um Gaja fina e educada como eu diga assim de ânimo leve (que ideia...)
Fim de férias é lixado para não dizer fffffdido

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O meu pau de selfie

O que eu vi de paus de selfies nestas férias dava para fazer um verdadeiro canavial nas traseiras de casa. Era paus de selfie no mar, na piscina, nos areais, nos restaurantes, nos paredões. Uma pessoa mexia-se para qualquer lado e estava logo a levar com paus de selfie na cabeça. Pois é, o pau de selfie é a verdadeira estrela deste verão. 
E eu, claro, não quis estar demodée. Eu, Gaja Maria, também tenho um pau de selfie e super original. 
Eis o meu pau de selfie:



quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O meu barco pirata

Ontem à noite fiz-me ao mar no meu barco pirata. 


Não que quisesse voltar aos saques, mas sim porque me apetecia navegar. Fui até à popa de onde soprava uma brisa fresca que sabia tão bem depois de um dia abrasador. Queria perscrutar o horizonte na esperança de me cruzar com Cuca, a Pirata e trocar dois ou três barris de rum por outros de pólvora seca. Desde a última vez que zarpámos para saquear um barco com contentores que rumava a Portugal que veio a tempestade e não só nos encharcou até à alma como também nos molhou toda a pólvora que ficou inutilizada. Restaram-nos vários barris de rum que nos servem para troca mas que a minha tripulação teima em gastar. Neste momento estão em grande algazarra ali no convés, após terem esvaziado mais um.


E, no entanto, estou sóbria, quero manter-me sóbria e aproveitar os últimos momentos desta derradeira viagem antes de voltar definitivamente a terra. Não sei quando voltarei a partir, talvez só lá para setembro...