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domingo, 12 de junho de 2016

E depois a blogosfera traz-nos surpresas

Há três dias peguei na minha bike, meti a minha vida, os meus medos e as minhas ansiedades nos alforges, entrei no comboio e parti para uma aventura a convite da Loira, uma pessoa fantástica que conheci na blogosfera. 
Já tinha feito O Caminho com o meu grupo de amigos e foi fantástico, mas desta vez eu e a minha bike juntámo-nos ao grupo dela, que eu não conhecia. Eles também não me conheciam mas logo me adotaram e lá fomos, todos juntos, todos unidos numa aventura de 300 kms. Ela está a voltar de bike para casa, eu, voltei hoje de carro que amanhã tenho de trabalhar, mas sem dúvida que voltei muito mais rica. Trouxe novas pessoas, novos lugares, novos momentos e emoções. No corpo trouxe marcas do sol e da chuva e na bike riscos de arbustos e de pedras. Os alforgens voltaram repletos de roupa suada e empoeirada, mas o meu coração, esse, veio cheio de tudo e a minha alma, enorme...
 Este Caminho é mágico e a blogosfera traz-nos destas coisas. Obrigada Loira!





quarta-feira, 4 de maio de 2016

Ementa para os próximos dias

Tenho uma grande empreitada pela frente, a ver se a chuva e o tempo ajudam. E as pernas claro.
Eu já volto!




segunda-feira, 25 de abril de 2016

Bom dia

Mais do que a ansiedade da preparação e do dia a aproximar-se. Mais do que a emoção da partida, mais do que aquilo vivemos durante a aventura e que passamos a trazer no coração e na alma e na pele. Os sorrisos, as gargalhadas, o companheirismo e cumplicidade, as paisagens, as brincadeiras, as dificuldades que vamos ultrapassando, sempre todos juntos. Mais do que o sentimento de desafio superado, que nos traz orgulho, auto-estima e ensinamento para a vida, pois ganhamos a certeza de que com vontade, determinação e paixão, tudo ou quase tudo na vida é possível. Mais do que tudo isto há um sentimento que fica gravado na nossa memória, é a emoção da chegada.








domingo, 24 de abril de 2016

Vivinha da Silva

Nem sei bem como depois disto...



O desafio foi superado com sucesso. Amanhã conto como, que agora tenho deir deitar o esqueleto.
Inté!

sexta-feira, 25 de março de 2016

Em fuga

Teimo em fugir das griposes e afins e hoje fui pedalar a solo. Há muito que não o fazia. Eu, comigo, a minha bike e a minha música. Aventurei-me sozinha pelos pinhais adentro a ver se a primavera havia chegado. E chegou. O tempo estava ameno e tudo está a florir. 
Cheira a verde, a madeira e a resina. Um regalo para os sentidos. 
Cantei alto, pensei, ri-me sozinha e falei comigo. Coisas de gaja maluca.
A determinada altura e no meio do pinhal avistei um grupo de homens vestidos á militar com coisas na mão que, pitosga como sou, não conseguia destinguir, pareciam-me pás. Ó diabo, pensei, mataram alguém e estão a enterrá-lo. Mesmo já perto vi que eram armas e fiquei sem pinga se sangue. Decidi armar-me em forte e passar por eles a sprintar para dar a ideia que nunca iriam conseguir apanhar-me, como se isso fosse possível, mas no final de contas, era só um grupo bastante amistoso a fazer paintball, bateram-me palmas, assobiaram e desejaram-me boa viagem, mas quem tem cu tem medo e uma gaja sozinha no meio do pinhal, longe do mundo nem sempre é boa ideia. Adiante. Dirigi-me á lagoa onde parei para ouvir os pássaros e o coaxar das rãs, uma calmaria, uma paz, um momento zen para a minha alma. E pronto, segui finalmente para casa para cuidar dos meus doentes.
Uma boa Páscoa para vocês.









sábado, 12 de março de 2016

UVA, olha eu ainda há pouco!

Hoje descobrimos uma pista de downhill e foi a loucura. Curvas e contra curvas, ondulados, rampas de meter medo e afins. Sempre a descer em alta velocidade e toda de lado nas curvas. As árvores a passarem a correr, os paus a saltarem á nossa passagem, as pedras, quase nem as sentimos. Cheguei lá abaixo com a cara salgada das lágrimas que me saltaram dos olhos com a deslocação do ar.
É claro que esta foto é na parte mais soft e final do percurso pois nas rampas que nos atiram para o espaço eu passei ao lado. Como diz o outro, sou doida mas não sou maluca e não me apetece partir nenhum osso.
Ah! E já sei porque  tenho a zona da boca cheia de rugas. É de fazer boca de broche para soprar nas subidas e de me rir ás gargalhadas nas descidas. Sensações loucas estas!
Em jeito de desabafo, não compreendo mesmo como é que os meus filhos preferem andar toda a noite na rua e dormir durante o dia, perdendo coisas destas... Quem me dera ter descoberto esta paixão quando tinha a idade deles.

 

domingo, 6 de março de 2016

Sou como um rio

De águas aparentes calmas porém cheias de remoinhos interiores.
Os rios que eu encontro vão seguindo comigo..




domingo, 7 de fevereiro de 2016

Tomates

Faz cinco anos que faço btt e pedalo com os rapazes. Os cuidados que tiveram comigo foi dar-me dicas sobre pôr e tirar mudanças e as técnicas de pedalar em areia, pedra e água, como devia fazer certas subidas medonhas e os cuidados a ter nas descidas perigosas e nos single tracks cheios de curvas, lama, árvores e paus. O resto coube-me a mim descobrir. Cai algumas vezes, outras tantas me levantei, sempre a sorrir. Arranhadelas, nódoas negras, escaldões, dores nas pernas, frio, calor, chuva, tudo enfrentei em nome desta paixão. Nas primeiras vezes esperavam por mim no topo das serras e lá em baixo após as descidas, mas depois deixou de ser necessário pois com isto tudo ganhei umas bolas ao fundo da barriga, sim, tomates. Teve de ser, uma mulher que começa nestas andanças aos quarenta e quatro anos e se apaixona por isto, ou vai ou desiste, eu fui, eu vou. Sempre, sem nunca desistir. 
Aprendi muito e transponho estas aprendizagens para a minha vida em geral. Pouco há que me meta medo, atiro-me ás dificuldades de cabeça, ganhei espírito de sacrifício, persistência, determinação, coragem e acima de tudo auto-estima. Nada me parece impossível e tornei-me uma durona. Tão durona que por vezes me assusta o meu sangue frio e a distância relativamente a certas coisas e a certas pessoas. As coisas que dizem, as coisas que fazem, muitas vezes nem me tocam, não quero saber, não estou para isso. Chego a temer muitas vezes, ter perdido o coração no meio de um trilho qualquer.

Mas não, é em momentos como o de hoje que verifico que não. Ao passar por uma quinta na pedalada da manhã, apaixonei-me por esta família e fiquei emocionada por verificar que a primavera este ano veio mais cedo. Entre outras coisas...







sábado, 6 de fevereiro de 2016

Utopia

Já sonhei muitos sonhos. 
De um malmequer cheio deles fui puxando cada pétala, umas demoradamente após grande espera e uma ainda maior luta, outras numa tão grande pressa que quase as deixei cair. Cada pétala, cada concretização de um sonho. Algumas pétalas estão ainda por tirar, outras, desisti delas. Não porque a pétala fosse difícil de puxar mas porque substitui o malmequer. 
A pétala da utopia contém um grande sonho e já o sonho há uns quatro anos. Este sonho continuará comigo até que não mais consiga sonhar com ele. 
Eu, ele, uma autocaravana, duas bicicletas e muito tempo e dinheiro para correr mundo pedalando. 
Nada demais não fosse este um sonho para realizar algures num fututo longínquo após filhos encaminhados, profissões finalizadas e mais umas quantas situações resolvidas. Utopia...
Será que nessa altura ainda terei força nas pernas para pedalar?




sábado, 30 de janeiro de 2016

Mindfullness perto do céu

Já tinha ouvido falar deste tipo de meditação, mas recentemente um amigo falou-me que foi a uma palestra e veio de lá encantado. Do melhor para controlar o stress, a ansiedade e até a depressão.
Eu não preciso, basta-me subir a serra, respirar, contemplar, pensar....
Subam o monte, caminhando ou pedalando e vão entendar-me.









sábado, 23 de janeiro de 2016

Como podia eu?

Dizem que sou maluca, a minha família diz que sou maluca, quem me conhece diz que sou maluca e eu... quase que acredito.
Ainda ontem quase que me finava de tanto vomitar e chiar fininho (como diz a Noname :)) e hoje fui pedalar.
Mas como podia eu perder uma tarde de sol com vinte graus de temperatura em Janeiro sem pedalar depois de tantos dias de chuva e frio? Com os bolsos repletos de lenços de papel não fosse precisar de repente e muita água no bidon para hidratar, lá fui eu. Uma autêntica terapia medicinal.
E como podia eu perder a chegada a casa com a companhia desta lua imensa e linda e a mini preta no bucho que engoli na última paragem?
Como podia eu?


sábado, 2 de janeiro de 2016

Já está!

Agora que já acabou o derby e que marido está para ali que não lhe cabe um feijão frade num sítio que eu cá sei de tão contente, já posso dizer-vos que fomos e viemos na Paz do Senhor. 
Subi serras e montes sem fim, fiquei toda enlameada, esfomeada, gelada, vi-me grega para lá chegar. Estava tão cansada hoje, coisa não muito boa para começo de ano, mas que logo vai voltar ao lugar. 
Não sou gaja de grandes fés, nem de religiões, nem de fanatismos, muito menos gosto desta ostentação, mas sou de vontades, de determinações, de querer e de poder. Sou de fés cá minhas e assim que surgiu a ideia fui a primeira a alinhar. Se não era objetivo passou a ser e este é um sítio que me deixa de coração pequenino. Pequenino pela grandiosidade, pelo sentimento, pelos arrepios na espinha que me dão aquelas pessoas cheias de fé que se vêem por lá, de faces carregadas, de olhos de choro, de joelhos feridos de pagar promessas feitas em momentos de desespero. Não questiono, cada um sabe de si. Talvez lá volte para a benção dos ciclistas lá para Março.


domingo, 29 de novembro de 2015

A Ecopista do Dão

Rumámos até Santa Comba Dão, estacionámos o carro, montámos nas burras e fizemo-nos à pista. Um grande passeio a dois, eu e marido, por aquela pista atapetada de folhas castanhas onde as árvores por cima de nós nos brindavam com a queda de mais folhas e folhas que pareciam flocos de neve a pairar à nossa passagem. Estava um frio do caraças que quase me caíram as orelhas e o nariz, isto no início de manhãzinha, pois até Viseu lá fomos subindo, subindo e logo nos deu o calor para irmos apreciando a paisagem magnífica daquelas bandas. O rio fez-nos companhia, assim como três corvos pretos que vimos várias vezes. Aquela zona é lindíssima no inverno. A pista foi construida por cima da antiga linha de caminho de ferro agora desativada, onde ainda estão as estações, as pontes e até o velho comboio.  Nos últimos quilómetros já nem víamos nada tão esganados de fome que estávamos, mas chegados a Viseu marcharam três bifanas, ó manjar dos deuses para dois ciclistas esfomeados. Voltámos para trás e fizemos todo o caminho de volta. Muitas paragens, muitas fotos, um total de cem quilómetros, quatro horas e tal de pura felicidade, sem trânsito, sem barulhos, sem telefones e sem gente a azucrinar a cabeça. Só nós,  a pista e a natureza. 












domingo, 8 de novembro de 2015

Baralhação

Não fosse esta imagem captada praticamente a meio da tarde e não fosse pleno mês de novembro, poderia dizer que esteve uma tarde fantástica de verão na serra. Vinte e seis graus baixando para vinte e dois à hora da foto, seis da tarde. A pedalada estava tão espetacular que nem dei pelo tempo a passar. Quando de repente se fez noite até fiquei baralhada, tomando então consciência da época do ano.
Quem andava também baralhada era a comunidade mosquiteira, eram às centenas a esvoaçar à nossa volta, tontos com o calor. Uma gaja não podia sequer abrir o bico para respirar e era sentir os mosquitos a entrar na boca a cem á hora. Vinham tão depressa que até batiam de cabeça no gorgomilo. Blhac. São azedos como tudo, mas dizem que o que não mata engorda por isso pode ser que seja desta que se me encham as peles das pernas de alicate. Às tantas já não se via bem e tirei os óculos, caramba, surgiam do nada e até picavam. Quando cheguei a casa e me vi ao espelho ainda trazia um mosquito nos dentes e vários no canto do olho. 
Uma tarde fantástica que aproveitámos ao máximo pois talvez não se vá repetir tão depressa uma vez que vem aí o inverno, ou não, vá se lá entender o S. Pedro que anda a tomar uns comprimidos esquisitos. Só pode :)




sábado, 24 de outubro de 2015

Malucos

Hoje não vimos coelhos nem corujas nem comunidades ciganas, muito menos atropelamentos. 
Hoje não vimos o sol a pôr-se, não se via a lua, nem as estrelas porque o céu estava coberto de nuvens, mas hoje, estas quatro alminhas de Deus foram às nove da noite subir e descer pedra para a Serra d'Aire e Candeeiros  com uns meros luzecus nos volantes das bikes para nos iluminar os trilhos. A paz e a quietude daquele lugar é indescritível. As nossas gargalhadas ecoaram no meio do nada e as luzes das cidades lá em baixo parecIAm mágicas. Como o mundo é lindo pela noite. Andei quase três horas com um sorriso de orelha a orelha, mas de boca fechada, claro, não fosse saltar uma pedra e partir-me a cremalheira. Se pedalar durante o dia é bom, à noite é ainda melhor e só não tive vários orgasmos cósmicos porque tinha de ir muito atenta às pedras e do cosmos nem vê-lo. Se é perigoso andar na pedra à noite? é um pouco que eu sei porque já lá andei muitas vezes de dia, mas na verdade, à noite parece tudo bem mais fácil pois não se vê um telho. E panca, muita panca nestas cabeçorras.
Bom, já comi o nestum com mel, vou descansar as perninhas. Bom fim de semana.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Vera, a Loira chamada à recepção

Voilà:


Acabaram de chegar as minhas meias Loirete que ganhei no Também Quero um Blog da Loira. São as meias mai lindas de todo o sempre e que vão comigo até aos Açores. Agora é que vai ser pedalar sem frio nas pernocas. Obrigada Loira, combinem lá esse passeio de Loiretes :)

domingo, 13 de setembro de 2015

O porco


Não sei para que raio serve este porco além de guardar moedas e notas e um dia ter de o esfodaçar com um martelo para as tirar. Isso e para me lembrar da maior molha da minha vida. E o que eu me esfalfei para ganhar a porcaria do porco? Só as cuecas não estavam molhadas porque não uso cuecas para pedalar mas toda eu pingava da cabeça aos pés, gelada e cheia de lama, os sapatos quando os tirei deviam ter um litro de água cada um. Decorreu uma hora até que as minhas unhas deixassem de ficar roxas. Algumas outras ganharam porcos, mas eu fui a segunda com mais de 40 anos a ganhar um. Nada de especial eu sei, só tem valor para mim. E o que me apeteceu matar com uma catana quem teve a ideia de ir a esta maratona porque o almoço era leitão? Mas acabei por não matear ninguém já que foi o melhor almoço de todas as maratonas a que já fui e agora que já passou, é mais uma aventura para contar aos netos. Eu sei, fui porque quis e porque tenho uma grande panca. Inté.