Mostrar mensagens com a etiqueta Coisas cá minhas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Coisas cá minhas. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Oca

Discernimento e clareza de ideias é coisa que escasseia nesta minha alma penada e à deriva no momento. O pensamentos encontram-se igualmente confusos e obscuros, derivado de certas doses diárias de choques eléctricos por um lado e outros tantos choques calmantes por outro. E depois, além de tantas outras ralações, tenho uma aranha residente no espelho lateral esquerdo do meu  bolinhas. Todos os dias limpo a teia, todos os dias lá tenho uma nova. Eu, que tenho pavor de aranhas já não sei o que faça. São demasiadas ralações, portanto.
Então e por ora, quedo-me por aqui calada e sogadita que é para não dizer besteiras.
Inté

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Máscara

Foi por detrás daquela máscara que tudo aconteceu. As guerras, os duelos, os debates. A raiva e o desespero, a solidão e a tristeza, a dúvida. Mas também o amor e a amizade, o querer. Foram as luas minguantes, as brumas que tudo escondem, tudo toldam e tudo escondem. Mas depois vieram os sóis e as luas, a vida a brotar de dentro e a voltar ao normal. A máscara tudo esfuma e tudo tapa e só os mais atentos conseguem vislumbrar através dela. Ninguém o fez..... Ou até fez e muito.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Outra vez

Quis o destino, irónico que só ele, que eu finalmente compreendesse porque raio me calha, todos os dias, por vezes até várias vezes e em vários locais, a última meia folha de papel higiénico do rolo. Não, não é porque os outros se estão literalmente cagando para mim e ou para os outros que vêm a seguir, ou  porque apenas o digníssimo próprio cu lhes interessa. É porque o destino assim quer. Ele que que eu aprenda de vez que, pese embora haja muita merda que se limpa até que o algodão não engane, algumas vezes faz-se merda que não se consegue limpar....

P.S. Desculpem o baixar do nível.
Por favor substituam a merda por cocó e o cu por rabo. Ah! E o cagando por defecando.
Agradecida.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Até dói

Se dói, voltar ao trabalho depois das férias... Dói tanto que ainda ando aqui a colar pensos rápidos por todo o corpo e a cabeça ainda está ligada às máquinas....
Mas foi, foi um solzinho na tola e no corpitcho, foi água salgada, foi areia, foi uma vidinha de dondoca sem cozinhar, lavar e passar. Há lá coisa mais boa?
E foi, foi o livro "um sopro de vida" da Clarice Lispector que encontrei numa livraria perto de mim, com o qual me identifico mas que é um total desassossego. Sei agora que sou ainda mais desassossegada do que alguma vez imaginava e que  nem a idade me traz a tranquilidade que tanto anseio. Preciso dar mais uma volta à minha vida, isso sim.
Foi, foi a série "The Handmaid's Tale" tão... Intensa, tão forte, mexe tanto cá dentro que quando fecho os olhos ainda vejo algumas cenas.
Foi, foi "A casa de papel" boa, muito boa.
Foram as pedaladas, foi mais um Caminho, o Caminho Poente, Nazaré - Fátima - Casa, 106 kms para acender uma vela e praticamente ser escorraçada do recinto porque tinha uma bike na mão e não podia incomodar os peregrinos.... Triste, muito triste, inconveniente, arrogante e vergonhoso que foi aquilo.
Foi, foi dançar e pular num concerto longe de mim com os amigos.
Foi, mas foi, acima de tudo perceber que preciso de me meter aí nalguma seita ou grupo de terapia ou quem sabe aprender a fazer crochet para que esta inquietação se vá. Já nada me valha, nem férias, nem trabalho, nem diversão, nada. Sou um caso perdido de desassossego e inquietação. Posto isto, resta-me andar aqui, atrás do rebanho até à coisa amainar :))
Se amainar.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Não sei...

Mas gostava de entender porque há - de a vida complicar-se tanto em certos momentos, porque nos dá e nós tira constantemente, porque nos põe à prova todos os dias. Só espero estar à altura de tanto desafio....

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Ano Novo

Ano Novo é quando um homem quiser. Ou uma mulher, vá. E se assim o dizem, assim o façam que é como quem diz, era chegada a altura de parar com os então seus dilemas sobre rumos a seguir, far-se-ia um novo ano em pleno junho e resoluções seriam tomadas, seguidas e muito provavelmente, concretizadas. E no caso de tais resoluções se revelarem infrutíferas, far-se-ia outra vez um novo ano, quem sabe lá para setembro....

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Saber amar

Pegou numa borracha e um a um foi apagando os que aparentemente não lhe queriam bem. Quando deu por si viu-se só, submerso na solidão e na angústia da sua vida apagada e triste. Esqueceu-se de esquecer e de perdoar. Esqueceu-se de amar....

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Vai e vem

Acordei esta madrugada estranhando a claridade e a brisa que se faziam sentir no quarto  e só depois lembrei que a sacada fora escancarada para a noite na hora de dormir. Cobri as pernas com o lençol e olhei em volta, toda a casa dormia ainda, mas Rosa Maria, a minha gata amarela aguardava como sempre na mesa de cabeceira olhando-me para me dar os bons dias. Respirei fundo, bem fundo, até encher e esvaziar ao limite o ar dos pulmões. E consegui fazê-lo sem nada que o atravessa-se a meio e o impedisse de circular como em tantas outras ocasiões. Por hoje, a minha angústia se foi, sinto-me tranquila. Não sei... mas o meu peito está mais leve.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Talvez quando o sol vier...

Eu e tantos outros pela blog fora que se quedam mudos e quietos voltem a querer botar faladora. Hoje pela tarde deu um ar de sua graça, o tal de sol e logo apeteceu rir e dizer umas parvoíces, mas foi-se que está ainda envergonhado. Talvez amanhã apareça e venha para ficar.
Bom, eu cá ando, e nos entretantos dei por mim em testes ao champô de cebola. Bem bom por sinal. Depois, dei por mim a mal caber no biquini e fui ao ginásio, estou aqui que nem posso, depois dei por mim a insistir numa crise existencial que teima em demorar a largar-me, a desgostar-me e a desgostar que os outros desgostem de mim.
Raios! Se o sol não vier depressa me desfaço em desgostares. ..

É há pouco ainda dei por mim a ir  ver o mar, que este pelo menos nunca me falha, está sempre lá. Umas vezes enervado e revoltado, outras tranquilo e muito calmo, mas sempre lá, à minha espera...

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Evasão


Sou perita em fugas.
Fujo.
Fujo dos carros, da poluição, do buliço da cidade. Fujo das maldades, das guerras, das desgraças. Fujo das responsabilidades, fujo das tristezas, fujo de tudo e de todos.
Só não consigo fugir de mim...

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Fábrica de Sonhos

Sou possuidora de uma fábrica de sonhos. São sonhos que sonho acordada, ciente de que a maioria não passa disso mesmo. Sonhos! No entanto, esta fábrica que haveria de me fazer feliz, traz-me angustiada nos dias. Porque sonho sonhos impossíveis, porque alguns sonhos não são como os sonhei e outros, que sonhei e que são tal e qual quando se realizam, no fim de os viver, me deixam vazia deles.
Ainda assim tenho sonhado muitos que consigo concretizar e por estes dias lá foi mais um. Mais um que sonhei, mais um que realizei, mais um que excedeu as minhas expetativas.
Hoje...... Sinto-me vazia!

quarta-feira, 23 de maio de 2018

E assim é a vida

Andam a morrer-me pessoas.
Umas vão-me morrendo devagarinho, vão ficando moribundas, dia após dia, semana após semana, por vezes meses, até que acabam por se finar. Outras morrem-me sem eu querer. Algumas, mato-as eu. Só não sei se me morrem para sempre ou se ressuscitarei algumas....

terça-feira, 8 de maio de 2018

Anos de vida

Diz-me o doutor de meus filhos que conheço há anos e a propósito da minha recente viagem de bike, que eu havia de abrandar, que havia de ter mais cuidado pois o nosso coração é como o motor de um carro, quanto mais trabalha, mais se gasta e se cansa. Eu.... respondi-lhe o que de imediato me ocorreu, que é isto que me dá anos de vida e força para ultrapassar todos os contratempos . E é!!
Não, não é só bom, também é dor e é sofrimento, é quase morrer de calor num dia e dois dias depois entrar quase em hipotermia por causa do frio e da chuva, são as dores nas pernas e nos braços e nas costas, é o rabo quase em ferida de tantas horas em contacto com o selim, é o cansaço, é o esforço é o medo de cair ou de não conseguir chegar. Mas também é felicidade e alegria puras, é ar livre, é beleza, é conhecer, é ver o que os outros não vêm, fazer o que os outros não têm coragem de fazer, é testar o corpo e a mente, é chegar à conclusão que queremos, somos e podemos e que nada nem ninguém nos mete medo. É desafio, é adrenalina, é conquista, é paixão. E por último, é concluir que tentando e lutando conseguimos, é a mente a dominar o corpo, é não ficar e ir, é arriscar, é saber enfrentar os medos, é ganhar ao invés de perder, é esperança, é viver.
E isto é ou não ganhar anos de vida?




segunda-feira, 7 de maio de 2018

Dualidade


Sento-me no fundo da sala panorâmica frente ao mar e um pouco afastada de todos observando os pequenos grupos que se vão formando por entre aquele grupo maior. Observo alguns, saltitando de grupo em grupo, conversando, rindo, perguntando, dizendo, lembrando histórias do passado e não querendo perder pitada, bebendo de tudo e de todos, absorvendo e dando-se de corpo e de alma cheios de certezas e de palavras. Eu observo, ora a vista do mar, ora as pessoas e aquele saltitar tão caraterístico daquela família. Engraçado como me sinto tão de outra.  Sinto-me estranha, deslocada, até um pouco desassossegada. Observo de novo a vista e regozijo-me por ser quem sou, por apreciar o mar e o sol, por ver rios em montanhas secas, por saber apreciar silêncios, meus e dos outros, mas depois fico insegura e penso como me verão os outros, talvez uma antipática com mania de importante, uma alienada familiar e resolvo juntar-me a um dos grupos. Nessa altura já todos estavam de partida para outros grupos e eu fico de novo sozinha, desarmada. Vagueio pela sala. Ainda nessa manhã me reconheceram a cara chapada de meu pai com quem de facto me identifico em todas estas características incluindo a física e já estavam a jurar a pés juntos que era igualzinha à minha mãe. Perdi-me então de novo na minha identidade sentando-me e descalçando os saltos altos por baixo da mesa para que ninguém visse que até nisso a minha família é outra. No fundo sinto-me feliz por nenhum dos meus filhos ser assim, como eu…

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Caixa de surpresas

Existe em mim uma caixa. E em ti e nele e nela... Habita em todos nós uma caixa cuja tampa está prestes a saltar e a mudar o rumo dos acontecimentos, das nossas vidas, da nossa história. Olhando para trás dificilmente voltarei a acreditar que podemos traçar um plano de vida e segui-lo, pese embora o fizesse ou tentasse fazer até há bem pouco tempo. É que as nossas caixas, amarradas com finas fitas de seda, estão plenas de surpresas, e as delicadas fitas soltam-se ao entreabrir da tampa fazendo com que brote o mais profundo de nós. Tantas caixas há em que é preciso tão pouco para que se abra essa tampa, outras há que passam uma vida inteira fechadas. Não seremos apenas nós, tão pouco apenas os outros, será talvez um conjunto de circunstâncias quantas vezes alheias a nós que mantêm essas caixas fechadas, essas fitas amarradas. E quantas vezes aguardo ansiosamente que a tampa se abra e isso não acontece. E quantas vezes já mudei o meu rumo, quantas vezes já se me abriu a caixa e me surpreendi, quantas vezes já morri e quantas já renasci, quantas vezes já dei por mim e tentar sair por essa tampa entreaberta e a realizar sonhos, a fazer coisas difíceis e inimagináveis.  A minha caixa é cheia de surpresas. Está amarrada com finas e frágeis fitas de seda...

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Sem volta

Longe vai o meu tempo, aquele em que por alturas da Pascoa havia grandes limpezas. Um ritual que veio passando de geração em geração e me calhou em herança. Paredes e tectos eram esfregados, janelas lavadas, armários forrados e reorganizados, colocados naperons lavados. Mas eu nem uso naperons e o pó amarelo dos pinheiros ainda nem veio, há muito que esqueci as grandes limpezas. O meu tempo é agora de fuga, de evasão, o meu tempo é agora de largar as paredes e os tectos, de sair para a rua e beber da vida.

terça-feira, 13 de março de 2018

Cuidadora

Sou supostamente uma cuidadora. Cuidadora de filhos. cuidadora de pais, de casa, de trabalho, de mim e de todos os outros. Os que me rodeiam. É suposto os cuidadores saberem cuidar. Cuidar é amar, ajudar, apoiar. É educar, orientar, ensinar. Cuidar é saber respostas, é saber tomar decisões, é arranjar soluções. Cuidar é fazer dos filhos, dos pais, da casa e do  trabalho, pessoas e lugares felizes e perfeitos sem querer nada em troca. Todos os dias acordo determinada a ser a melhor cuidadora do mundo, mas todas as noites acabo concluindo que não o sei ser. E todas as insónias me trazem uma certeza. Necessito, eu própria que cuidem de mim...

segunda-feira, 12 de março de 2018

Alma minha desassossegada que se encanita por tudo e por nada

Se ontem eu queria matar pessoas, hoje foi um dia de tréguas, tréguas da chuva, tréguas do vento, tréguas do meu pensamento. O céu não chorou e chegou até a estar pintado de azul por vários momentos, o verde até me pareceu mais verde e a minha alma sossegou. Lá fiz as pazes com a minha pessoa. 
Vesti o meu melhor sorriso, calcei a minha boa disposição e fiz-me à vida embrenhando-me no trabalho o dia todo. E se a marmita do almoço trazia uma sopita e uma empada de galinha para tirar os remorsos baleares do fim de semana, o lanche foi bolo desmanchado. Feio mas bom que estava o gajo. 
Voltei ao foco e fui ao gym, esmerei-me no jantar e para o dia ser perfeito, só faltou mesmo o voo sincronizado do pelotão de pássaros da uma da tarde, mas a primavera está tardia.  Bem que perscrutei o horizonte mas não deram um ar de sua graça, há muito que não os vejo e, julgo, não voltarão tão depressa, parece que vai continuar a chover. Se amanhã eu voltar a querer matar pessoas, desculpem qualquer coisinha, é derivado dos nervos em franja, sim, a tal que cortei à tigela há uns tempos e já voltou a crescer.
Que alma esta a minha, tão mas tão desassossegada. Encanita-se por tudo e por nada.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Julia

Quando deu por si encontrava-se no meio de um caminho desconhecido. Um caminho que descia em direção a um largo de onde não se vislumbrava saída. Esse largo estava envolto em uma leve bruma e havia pessoas. Apesar de haver muitas, as pessoas estavam sós, longe umas das outras, tinham um olhar apático e movimentos presos, praticamente não se mexiam, não falavam, pareciam paradas numa cápsula de tempo, amarradas a um marasmo sem volta. Agradável e cómodo porém, aquele caminho até ao largo. Bonito e confortável o tal largo. Não fora no entanto aquele o caminho que escolhera em tempos e do qual se desviara nem sabia como. Esse, era a subir, em direção à vida, ao sol e aos sorrisos. O que escolhera tinha mar e serras e caminhos vários, uns verdejantes e mornos, outros cinzentos e frios mas também era cheio de vida, de projetos e de sonhos.
Era a hora  então, seguiria de imediato por um atalho pois em chegando ao largo poderia não conseguir sair....