terça-feira, 16 de outubro de 2018

Novo capítulo

É nos calidos dias de Outono, cinzentos e com pouca luz que penso mais na vida. Não sei por que razão me sinto tão desfazada dela, quando ela, a vida, me tem trazido tantas coisas boas. Talvez eu até faça por isso e mereça cada acontecimento, cada pessoa que ela me traz, mas uma coisa eu sinto, nunca estou suficientemente certa de que sou digna delas. Sei que poderia sempre fazer mais, dar mais, falar, rir, abraçar, amar..
Mais e melhor!
Talvez até, quem sabe, eu devesse trazer verão aos dias de Outono.

P. S.
Este fim de semana fui com a minha bike de comboio até ao Norte visitar uma amiga que o blog me trouxe. Saí de casa era verão, quando cheguei tinha passado uma tempestade que tudo deixou fora do sítio e era pleno Outono....

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Descabelada

Comentei com o marido que este inverno havíamos de tosquiar a buganvilia pois ela alastra como se não houvesse amanhã e os vizinhos já andam com certeza a proferir palavras de escárnio e maldizer contra nós com tanta folha e flor a esvoaçar por todo o lado e guias cheias de espinhos a invadir muros e telhados.
Qual inverno qual quê, no Inverno as escadas e os telhados tornam-se escorregadios e muito perigosos. Não é tarde nem é cedo, é já!
Antes.....
Depois....
Mais ou menos euzinha depois de dar umas tesouradas no meu próprio cabelo :)



domingo, 7 de outubro de 2018

Voltei

Fui ali fazer-me ao Caminho Histórico da Rota Vicentina. De Santiago do Cacém ao Cabo de São Vicente de bike. 210kms e dois dias e meio de, achava eu, planícies alentejanas, chaparros e praias paradisíacas cheias de surfistas bem apessoados. As praias paradisíacas estavam lá, os surfistas também, já as planícies... poucas, muito poucas. E ao contrário do que eu imaginava, montes e serras para trepar eram aos molhos. Dizem que só os bravos se atrevem. Eu... fui ao engano mas esfalfei-me para as subir e descer e consegui. Devo ser uma brava portanto. Mas o mais importante é que como em todas as outras travessias, voltei muito mais rica. Rica de gentes e lugares, rica de paisagens, conhecimentos, vivências e emoções.
Vi pessoas diferentes, vi planícies, subi serras assustadoras. Vi muitas vacas e cabras, fui perseguida por dezenas de cães pastores. Vi montanhas de fardos de palha, lavei-me do pó nos riachos, vi o nascer do sol do alto dos Cerros da Carrapateira. Passei por expedições de Alemães onde os burros carregavam as mochilas, passei por muitos caminhantes e ciclistas, pessoas a passear a cavalo. Fiz festas a uma Alpaca. Dei mergulhos no mar, jantei na Zambujeira a ver o pôr do sol. Pedalei durante quilómetros ao longo dos diques de rega, comi açorda de bacalhau à moda do Alentejo, ouvi o silêncio da madrugada da janela do meu quarto. Fui corrida de uma propriedade privada ao saltar uma cerca e vi o céu e o mar fundirem-se num só. Nas falésias deixei as tristezas, no alto das serras larguei as angústias . Numa das subidas mais íngremes, não tive força na perna e caí para o lado, lá, deixei um pouco da minha pele e trouxe um braço negro e arranhado como arranhado ficou o meu orgulho no momento. Cheguei por fim ao Cabo de São Vicente suja e cansada mas de sorriso nos lábios e muito feliz. Mais do que uns dias de férias, mais do que sair da rotina, mais do que correr mundo de bicicleta, mais do que tudo o que por lá deixei e tudo aquilo que trouxe, foi mais um desafio concluído! E quando eu consigo concluir desafios, eu consigo tudo....
Já estou a preparar o próximo.




















quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Ah malvada que desta é que te tramaste!

Vamos lá ver se é desta que a aranha que vive no meu espelho para me assombrar vai com os cães.
Biokill com ela!!

 Muuhahahah


terça-feira, 25 de setembro de 2018

Oca

Discernimento e clareza de ideias é coisa que escasseia nesta minha alma penada e à deriva no momento. O pensamentos encontram-se igualmente confusos e obscuros, derivado de certas doses diárias de choques eléctricos por um lado e outros tantos choques calmantes por outro. E depois, além de tantas outras ralações, tenho uma aranha residente no espelho lateral esquerdo do meu  bolinhas. Todos os dias limpo a teia, todos os dias lá tenho uma nova. Eu, que tenho pavor de aranhas já não sei o que faça. São demasiadas ralações, portanto.
Então e por ora, quedo-me por aqui calada e sogadita que é para não dizer besteiras.
Inté

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Máscara

Foi por detrás daquela máscara que tudo aconteceu. As guerras, os duelos, os debates. A raiva e o desespero, a solidão e a tristeza, a dúvida. Mas também o amor e a amizade, o querer. Foram as luas minguantes, as brumas que tudo escondem, tudo toldam e tudo escondem. Mas depois vieram os sóis e as luas, a vida a brotar de dentro e a voltar ao normal. A máscara tudo esfuma e tudo tapa e só os mais atentos conseguem vislumbrar através dela. Ninguém o fez..... Ou até fez e muito.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Ainda que não me perguntem


- Então GM, como vai essa dieta ein?
Eu quero porque quero dizer-vos.
-Ooooolhem, vai bem muito obrigada.
Na verdade, e segundo a nutri do gym eu nem tenho excesso de peso, mas eu sei, porque sei, que nós sabemos destas coisas, eu tenho três teimosos quilos acima do meu peso habitual que chegaram assim de mansinho e se foram instalando ali para a zona da cintura e da barriga, vá. Alguém os perdeu e eu achei-os pronto. E depois comprei umas calças de cintura subida, verdes e justas, mas a alargar para baixo tipo maxi saia mas em calça, lindas de morrer e acontece que não consigo respirar dentro delas….
Vai daí que me propus a alguns cuidados extra na alimentação que me fazem andar em ressaca de açúcar e gorduras, ao regresso ao ginásio que me tornou paralítica durante alguns dias  e o beber água com limão como se não houvesse amanhã que me faz praticamente viver no wc. Eis que na quinta-feira passada tive desejos de sopa de grão que comi desenfreadamente e depois no sábado a pedalada parou na TiMaria dos Queijos e o cervejão e a farinheira grelhada estavam uma delícia e no domingo à noite havia festa na terrinha e marchou o arroz doce quentinho fazendo-me recuperar o perdido, snif!
Esperem… eis que voltei a entrar nos eixos e estou a portar-me lindamente agora, mas, e porque nestas merdas há sempre um mas, hoje é dia de confraria do pastel de nata… Ai que eu não respondo por mim.

Fiz granola!! Ó p'ra ela tão maravilhosa :)