sábado, 21 de julho de 2018

Sim, cinquenta e depois?


"A pele que habito" 
Clarice Lispector

Nas minhas caminhadas pelos areais dei por mim a tentar adivinhar as idades das mulheres com quem me cruzava e a comparar-me com elas. Excepto as mais idosas e as mesmo novas é difícil adivinhar idades mas uma conclusão consegui tirar, as mulheres a partir dos trinta e cinco, na sua maioria, transformam-se ou iniciam por essa altura um processo de transformação. Não vale a pena ter ilusões. Salvo algumas exceções, as mulheres com a idade engordam, perdem as formas, as peles descaem, os cabelos ficam fracos, as pernas ganham derrames e varizes, a pele ganha manchas. E não venham cá dizer-me que são as portuguesas que não se cuidam,  não fazem exercício e têm uma alimentação incorreta. Não. As inglesas, as espanholas, alemãs, nórdicas, brasileiras e até as do leste, nenhuma, ou muito poucas escapam. Pois é e depois?
Depois é cagar nisso e seguir em frente que a juventude já não volta mas nós ainda estamos aqui para as curvas. É certo que a cintura já não vai voltar, a barriga já não vai alisar, o cabelo já pouco vai brilhar e as pernas nunca mais vão voltar a ser as mesmas, mas é cuidar da saúde do corpo e da alma, assumir cada centímetro de pele e ser feliz. E depois temos o sol e a sombra, temos o contemplar o mar, temos a brisa a acariciar-nos o corpo, o mar a refrescar-nos a pele. Temos um livro, um pensamento, uma imaginação criativa, uma boa conversa, música. Temos vida, temos saber, temos tranquilidade e calmaria. A praia é tão boa aos vinte quanto aos cinquenta e há que tirar partido dela em pleno. Bom, a água agora parece-me bem mais fria que antigamente e já não me apetece mergulhar. Havia também de me saber bem uma cadeirinha para não andar a rebolar o corpicho na areia, mas carregar cadeiras para o areal não é coisa que me agrade, também já não me agrada muito aquela caloraça e areia constantemente na toalha e ter de me besuntar de creme de cinco em cinco minutos e.... caramba! Ter vinte anos é que é, vale tudo, tá-se bem com tudo :)))

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Alô, alô

Pois posso dizer-vos que aqui por terras do sul há muuuuiiittto sol e mar e calor e até vento. Pessoas então é mato de todas as raças e cores...
Mas por onde andam os Tugas afinal?
Também vos posso dizer que não há protetor que me salve e que a coisa se repete ano após ano. É o filha da mãe do karma e eu voltei a ser prima das lagostas. E sim, voltei a apanhar um escaldão nos pés. Pois... Dizem que o protetor é resistente à água, mentira.... A partir de agora, écran total em toda eu e não há cá facilitansos.
Posso também dizer-vos que tenho levado a chave da praia para a abrir todas as manhãs mas hoje, finalmente, o botão desligou-se e cometi uma loucura, dormi até às 9:30. Yeahh! Palmilho quilómetros pela praia todas as manhãs, não sei para quê, são cenas do meu bicho carpinteiro e de quem adora sol, gosta de apanhar sol mas não consegue estar a torrar. Ah! Só trouxe dois livros, já marcharam.
E prontus! A fotossíntese está quase e tenho de entregar a chave a outros. Eu já vou.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

O clube dos fartos desta merda

Vou riscar-me de sócia que isto é muita merda, demasiada merda e eu estou fartinha de tanta merda. Eu agora quero é água salgada, sol a aquecer-me o pelo e a areia a enterrar-me os pés. Ah! E bolas de Berlim e uma somersby fresquinha e um livro. Ou dois vá. Eu agora, o único barulho que quero ouvir é o das ondas, o único calor é o do sol, os únicos pios são os dos pássaros. Fui!

quarta-feira, 11 de julho de 2018

sardas, sardinhas e pintarolas

Sempre fui sardenta e não posso expor-me ao sol e ao ar sem proteção máxima sob pena de virar lagosta. Vivo bem com isso e até acho uma certa piada e às pessoas que tentam eliminar as suas sardas e manchas à viva força, usando cremes caríssimos, esfoliantes, branqueadores, limão e pedra pomes, aconselho o uso da burka pois qualquer raio de sol as faz acirrar. Desde que ando de bicicleta e estou mais ao ar livre, apesar de usar sempre protetor tenho vindo a ganhar cada vez mais e este ano, um ano sem sol, já me caiu a pele dos braços e das pernas duas vezes. Não consigo disfarçar as marcas dos óculos e das tiras laterais do capacete que tenho na cara e pese embora as minhas tentativas para disfarçar, há quem repare neste aspeto curioso, mas giro, giro vai ser quando finalmente for à praia quase em pelota mas a parecer trazer um jersey e uns calçoes vestidos. O que vale é que ao fim de três dias toda eu serei uma big sarda com metro e meio composta por milhares de sardinhas minúsculas, por isso estejam atentos, se virem por esses areais fora uma lagosta sardenta de jersey e calções, poderei ser eu. Digam-me olá.

Coisa boa mesmo boa das férias dos outros

E deste tempinho de merdunça aqui do Oeste sem ponta de sol é que as pessoas estão sogaditas paradas e quietas algures por outras paragens ou no vale dos lençóis e as estradas estão vazias. Não se vê vivalma à exceção claro, daqueles que como eu adoram o seu trabalho e não arredam pé.
Ai se me apanho de papo para o ar nem que seja num areal ao frio e à chuva.....

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Não sei...

Mas gostava de entender porque há - de a vida complicar-se tanto em certos momentos, porque nos dá e nós tira constantemente, porque nos põe à prova todos os dias. Só espero estar à altura de tanto desafio....