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sexta-feira, 1 de março de 2019

E assim se gasta meia vida

Fui de bicicleta à bênção dos ciclistas a Fátima. 
Em chegada lá, não coloquei a puta da  vela a arder porque a fila tinha mais de um quilómetro, não assisti à missa pois havia dezenas de ciclistas e não se ouvia nada. 
Fui almoçar uma sandocha de leitão, portanto.
Antes tivesse esperado e antes tivesse ficado. Ou nem sequer devesse ter ido. Sei lá eu. 
O que eu sei é que na volta vinha a descer um estradão a cento e duzentos à hora e aparece-me uma curva fechada que não consegui fazer. O instinto deu-me para travar. Mal feito! A roda da frente esbarrou e eu esbardalhei-me feio. 
Esfarrapei todo o lado direito nas pedras e fiquei aflita de um pé. Respirei fundo, bebi água, descansei, endireitei-me, ajeitei o orgulho ferido e mais o pé e aí vou eu. Doía-me horrores mas dava para pedalar. Pedalei mais vinte quilómetros até não poder mais pelo que foram levar-me a casa. 
De casa ao hospital, tornozelo partido, tíbia rachada perna acima. Rica coisa fui arranjar.
Cinco dias de internamento, cirurgia e três parafusos no pé depois, aqui estou eu... já em casa, perneta, de férias forçadas e cheia de mimo. Trabalhar e pedalar só daqui a uns meses...


quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

A terapia do foda-se


O foda-se chegou devagarinho à minha vida.
Primeiro achei-lhe graça, depois comecei a convidá-lo para se chegar a minha beira  e a pouco e pouco, foi-se sentando por momentos, depois mais longamente, depois trouxe a escova de dentes e por fim passou a fazer parte da minha vida diariamente. Trabalho com homens, pedalo com homens, tenho muitos amigos do peito nortenhos e ainda vivo com três homens, oiço mais foda-ses do que bons dias. Pois que o foda-se se entranhou e passou a ser tu cá tu lá comigo sem eu me aperceber. Por vezes caio em mim e começo a aperceber-me da quantidade de foda-ses com que vivo, dos outros e meus e do alívio, da libertação, do consolo que sinto ao ouvi-los e ao dizê-los. É claro que ainda consigo controlar os locais e as pessoas onde e a quem profiro tal impropério, pois se meu pai me ouvisse uma destas, ficava de castigo cinco longos anos certamente. E pese embora o foda-se já ser praticamente da família, por vezes soa-me tão mal quando o oiço proveniente da minha pessoa. É que eu sou uma lady caramba e uma lady não diz tais palavrões, uma lady diz bolas, raios, caramba, quando muito porra e na loucura lá lhe sai um merda, agora foda-se? Que horror, que baixo nível, que falta de coro e educação!!
Pois que fiz saber aos meus caros colegas de trabalho que em 2019, este ano portanto, se acabariam os foda-ses no departamento e por cada um que nos saísse, levaríamos um calduço. A mim já me doem as mãos de dar tantos, e eu, estou toda negra, foda-se!
Desculpem lá qualquer coisinha ein.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Nunca me fechem

Anda uma p'ssoa a pedalar kms e kms à chuva e ao frio e ao vento e atravessando a bruma, apanhando humidade e calor e transpirada, molhada até à medula e mantém - se sã que nem um pêro e depois, chega de férias ao escritório, quentinho, sem vento e sem frio e basta um dia para ficar contaminada de tudo quanto é bicheza gripal e constipal. Xiça!! Cof,Cof, Snif, atchim, atchim....

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Sonho que sonhei

Hoje acordei cansada, confusa, baralhada e com uma sensação de perda, desapego e angústia. Sonhei um sonho toda a noite. Sei que acordei várias vezes por não querer sonhar aquele sonho, mas quando adormecia voltava a sonha-lo e tinha sempre continuação. Estranho sentimento este, estranha sensação. Não consigo lembrar-me do sonho....

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Recaída


Hoje acordei comunista. Bom, comunista, não, é mais da oposição, seja ela qual for. Ou então, não, acordei apenas com vontade de dizer o que penso. E quando acordo assim é quando verifico todas as coisas que estão mal à minha volta com as quais eu discordo e quero/queria mudar. Não que nos outros dias não as veja, que vejo, mas nestes dias especialmente, em que acordo comunista ou da oposição vá, dá-me nas ganas e faço-as saber ao mundo, só que o mundo não quer nem saber e eu para aqui fico, com algumas palavras a menos e uma sensação de ter falado demais. Sempre fui assim, de querer mudar o dito mundo, nunca ganhei nada com isso, ou ganhei mesmo muito pouco, e entretanto, por conta de algumas ensinadelas, outras tantas zangadelas e enervadelas e muitas pisadelas, quase me deixei disso. Hoje e de quando em vez volto a ter recaídas. Raios e coriscos! 

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Dói dói

Pois que isto do trabalho dói.
Tirando a parte do fresquinho do AC, pode doer sim, especialmente quando a uma segunda-feira arrancas ao fim do dia a cento e duzentos a hora para uma linda praia perto de ti para rever uma amiga acabadinha de chegar do Norte  e acabas refastelada na esplanada até ao pôr do sol com uma bebida qualquer e a pôr a escrita em dia. Maravilha das maravilhas. Só de ver a azáfama das gentes, do mar para a toalha e da toalha para o mar e a corrida ao gelado e à bebida fresca, a desmontagem do estaminé  e o carregamento do mesmo pelas famílias praia acima, carregados até aos olhos com uma panóplia de cenas de praia mas felizes que só eles, uma gaja fica invejosa. Pois dói, dói quando na terça-feira acordas depois de uma noite quente e mal dormida e verificas que ao invés de voltares à esplanada, tens de ir pegar no batente.
Raios! Porque é que me fizeram linda e não rica...

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Calores

O calor atrofia-me o espírito que quer voar e não consegue. O ar está denso e quente, impede-me de respirar e não me  permite voos. O calor para-me o corpo, impede-me o sono e o descanso. O calor derrete-me o pensamento. Estou parada no tempo e no espaço como se isso fosse alguma vez possível....
Mas! E porque existe sempre um mas, vivo no Oeste e afinal de contas o nevoeiro e o fresco voltaram. É bom viver no Oeste.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Outra vez

Quis o destino, irónico que só ele, que eu finalmente compreendesse porque raio me calha, todos os dias, por vezes até várias vezes e em vários locais, a última meia folha de papel higiénico do rolo. Não, não é porque os outros se estão literalmente cagando para mim e ou para os outros que vêm a seguir, ou  porque apenas o digníssimo próprio cu lhes interessa. É porque o destino assim quer. Ele que que eu aprenda de vez que, pese embora haja muita merda que se limpa até que o algodão não engane, algumas vezes faz-se merda que não se consegue limpar....

P.S. Desculpem o baixar do nível.
Por favor substituam a merda por cocó e o cu por rabo. Ah! E o cagando por defecando.
Agradecida.

A última meia folha do rolo de papel higiénico!

Tiro e queda, calha-me sempre.
Só pode ser um sinal divino.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Salamaleques

Salamaleques, nove horas, rodeios, há quem lhe chame até de educação, cultura, saber, ou ainda, saber viver. Chamem-lhe o que quiserem, é uma arte que não domino. Mas gostava.

P. S.
Mas se é saber viver, pelo menos façam - no com classe e mestria, com saber de verdade.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Isto do Portugal

É bom quando há bola e não há fogos, nem cheias, nem secas ou outras tragédias para chorar. É mesmo que haja, isso agora não interessa nada, o que importa agora é unirmo-nos à volta da TV com uma bejeca na mão é um cachecol da seleção ao pescoço. Há caraças!

terça-feira, 19 de junho de 2018

Casacaria

Isto são anos e anos de casacos. Casacos volumosos, de todos os tamanhos, cores e feitios, casacos curtos, compridos, pretos, castanhos, azuis, grossos, finos, desportivos, clássicos, impermeáveis, de pelo, sem pelo, de lã, de fazenda, de pele, eu sei lá. Já não sei o que faça a tanto casaco, onde os arrume  ou esconda que são casacos por todo o lado e ai de mim que faça alguma escolha para doar que esta gente é agarrada às coisas. Já tentei de tudo, roupeiros, cabides, bengaleiros, arrumados nos quartos, no hall, no corredor, eu sei lá. Só ainda não tentei a fogueira porque lá me queimaram viva em seguida. Tenho cá para mim que um mercadinho é que era. Vendia a casacaria toda e ia de férias para a Comporta ou assim. Quécacham?

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Isto está bom é para o caracol

Esta tarde enquanto me senti pasmar a olhar a chuva pela janela que caía copiosamente fazendo-me lembrar um daqueles dias invernosos em que só apetece estar à lareira a aquecer a parrachita, resolvi tirar da gaveta da secretária a minha banana diária e fazer uma pausa. Isto, não fosse quem passa no corredor atrás de mim pensar que eu estava embalsamada e trabalhar que é bom, nada.
Ora pois que se lixasse masé a chuva, o problema é que a minha banana me deixou desconsolada. É que eu gosto delas firmes e hirtas, amarelas claro e lisas, a caminhar para o verde, deparei-me pois então com um autêntico pescoço de girafa, carregado de manchas castanhas, mole e cheia de fios. Acabei ainda assim por comê-la toda empapada e a custar a engolir mas a imaginá-la transformada em um queque acabadinho de sair do forno e a cheirar deliciosamente.
Ein? Aprendi isto num daqueles blogotretas de motivação. Ah poisé, temos de transformar as coisas más em coisas boas, mas depois pensei no preço da gasolina...

Olhem, isto está bom é para o caracol, não?

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Só porque sim

Depois do frio e da chuva e do vento que apanhei no início da semana a pedalar na serra comprei um biquini que só vou usar lá para Julho ou Agosto. Voltei ao trabalho mas não me apetecia. Lavei sete máquinas de roupa que tenho agora para dobrar e engomar. Voltei a beber água com limão. Já estou de novo farta de pessoas... Eu Quero voltar para a serra...

terça-feira, 17 de abril de 2018

Um dia ainda mato estes gatos

Este é "O meu espelho". Encomendado propositadamente para mim, com dois metros de altura para eu caber lá muito bem, pois sim que sou enorme eu :) e os outros tresentos e vinte e quatro espelhos da casa eram demasiado pequenos. Foi colocado estrategicamente ao fundo do corredor, perto da luz. Este é o espelho onde eu me vejo linda de morrer de manhã, à noite e a toda a hora, vá, que uma gaja tem de se ver. 

Os meus gatos acham que é um arranhador....

terça-feira, 3 de abril de 2018

Os macacos e os galhos

Os médicos estudaram para tratarem doenças, os professores estudaram para poderem ensinar, os engenheiros para fazerem trabalhos de engenharia, aos pedreiros foi ensinado a construir casas e aos eletricistas a tratar das eletricidades. Cada macaco no seu galho, portanto.
Existe no entanto um galho para o qual ninguém estudou mas em que todos sem exceção são especialistas, mestres ou até doutorados. Avaliar pessoas! Avaliá-las, estudar o seu comportamento e tirar conclusões. Muitas conclusões. Depreendendo que daí advêm opiniões, restrições, julgamentos e punições.
Com que direito pergunto eu, acham que devemos aceitar como válidos os mesmos, vindos de pessoas leigas na matéria, ein? Por acaso vamos nos consultar ao pedreiro ou pedimos que um médico nos construa uma casa? Ora, tento na língua minha gente, já por algum acaso pensaram em calar essas boquirrotas quando se trata de comportamento humano? Sabem tudo não é? Ainda por cima o que sabem é sempre unilateral, estas avaliações, estas conclusões, estes julgamentos, são sempre, mas sempre aos outros, nunca a nós....

quinta-feira, 29 de março de 2018

Murcho

Ummm! Isto por aqui anda murcho como murchos andam os dias e as noites. Bom, murcho não será o termo cá para os meus lados que isto são acontecimentos surprendentes e avassaladores a cada dia. Ainda não processei um e já lá vem outro mais espantoso que o anterior. Sobreviverei a tudo cheia de pujança é o que eu vos digo.
Feliz Páscoa minha gente e cuidado com a dentuça.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

O poder aliviante do suspiro

O dia está mau, suspiro
O dia está bom, suspiro
O merdoso(a) do lado não se cala, suspiro
O merdoso(a) do lado não diz uma palavra, suspiro
No trabalho a coisa não flui, suspiro
O trânsito empaca, suspiro
Dá comichão e não se pode coçar, suspiro
O nosso amor telefona, suspiro
Rasga-se uma meia, suspiro...
Ora, um bom de um suspiro alivia com'o caraças, a questão é que pode dar aos outros uma impressão errada daquilo que podemos estar a sentir.
É que tanto pode ser a versão soft do foda-se, como a versão soft de algo assim mesmo em bom. Suspiro!

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Hakuna Matata

Fazer uma pausa, apanhar ar no corpo e na alma, organizar as ideias e colocá-las nas gavetas adequadas.
Estar só por momentos.
É fácil em casa, corro para o quintal, percorro as árvores devagarinho, esgravato na terra, mudo uma planta de vaso como quem dá nova vida a algo, arranco ervas daninhas imaginando arrancar dores de mim. Ali, eu posso desnudar-me, quedar-me descalça e despida de tudo e de todos. Também é fácil quando vou até ao ginásio e solto a franga ou quando pego na bicicleta e vou ver o mar. Tirar o melhor de mim, expurgar o lixo com que me sujo todos os dias deixando que a visão fique mais clara e mais nítida, fazer com que as palavras fiquem mais doces.
Já em outros lugares não há escapatória possível. Não posso arrancar as ervas que penso serem daninhas, percorrer as árvores e esgravatar a terra está fora de questão, mudar as plantas de vaso dando-lhes novas vidas não está ao meu alcance, soltar a franga ou ir ver o mar traz consequências difíceis de gerir. Desnudar a alma então, é morte certa.
Olhem, Hakuna Matata, que é como quem diz... Que sa ffff@

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

De certezinha

Se me dissessem há uns anos que um dia eu iria apreciar uma tarde inteira de domingo, colada ao sofá em frente à lareira, quentinha, quentinha, ora pasmada a olhar as chamas, ora a fazer festinhas aos gatos, ora a ver filmes e séries sem me mexer, eu iria gargalhar alto e bom som que era como quem diz "credo, nem morta!"
Pois devo ter morrido ...