Mostrar mensagens com a etiqueta Hoje pensei. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Hoje pensei. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Hoje lembrei-me # 2

Hoje deu-me para continuar a recordar coisas de infância, cenas, locais, cheiros, gostos, sensações...
Tive uma infância feliz, sem dúvida.
Tardes e tardes a jogar ao prego na terra, ao "és tu" e às escondidas, excursões de bicicleta, pic-nics no quintal e muitas outras brincadeiras.
Hoje lembrei-me particularmente de uma cena....
Eu e 1 dos gémeos meus vizinhos, pendurados na gingeira do meu pai a comer batatas cruas que fomos apanhar à terra e a chupar vinagreiras, aquelas flores amarelas, azedas com'um raio.
Ui, ui, aquilo era cá um petisco...
Também me lembrei das excursões que fazíamos à fonte, perto do choupal  cada um com o seu garrafão para trazer água fresca e o meu cão, o Perry, sempre vigilante ao nosso lado. E das amoras que comíamos pelo caminho, tinham pó e aranhões, mas não fazia mal, eram maravilhosas...
E quando rastejávamos pela terra à procura de grilos e minhocas? Espectáculo!
À noite, a minha irmã, tinha de me esfregar os joelhos para tirar o encardido...
Era bom, era muito bom.
Mas engraçado, não me lembro dos invernos, mas lembro-me muito bem dos verões.
Que saudades...

domingo, 28 de outubro de 2012

Já cheira a frio

Hoje no treino de bike por esses pinhais a fora já se sentia o cheiro a frio, o nariz já pingava e os olhos já choravam com a aragem que se fazia sentir. O cheirinho a terra molhada, a verde e a madeira é maravilhoso para retemperar forças para mais uma semana intensa de trabalho e preocupações.
Se não fossem estes momentos para compensar certos contratempos que teimam em travar os nossos caminhos, seria certamente muito mais difícil levar o barco a bom porto.
Boa semana!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Da falta de confiança


Considero-me persistente e lutadora, já fiz montanhas de coisas, nunca desisto, sou aplicada e estudiosa, trabalhadora e voluntariosa, mas nunca fui a melhor em nada!
Nunca fui a melhor aluna, nunca ganhei um 1º lugar no desporto, nunca fui a mais bonita, ou a mais alta, nunca fui a melhor funcionária, a melhor filha ou a melhor mãe, nunca soube cantar, nunca fui a melhor a dançar ou a cozinhar ou a escrever, nunca fui a melhor fotógrafa ou mesmo a melhor amiga…
Enfim, fui sempre, mas sempre mediana.
Já recebi alguns prémios ao longo da minha vida, fizeram-me alguns elogios, passei por algumas distinções, mas nunca fui a protagonista, a principal, a primeira!
Mas gostava… de experimentar a sensação.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Quanto mais conheço as pessoas, mais gosto dos animais!


Às vezes dou por mim a dar demasiado valor ao lado negro das pessoas e das situações.
Sim, devemos estar atentos a todas as más pessoas mas não focarmo-nos nelas, pois corremos o risco de deixarmos de conseguir ver o seu lado bom, o lado que nos trás coisas positivas, ensinamentos, motivação.
Perdemos demasiado tempo a contestar, a reclamar e a lamentar quando poderíamos seguir em frente de imediato.
Por vezes não gosto em mim da forma como analiso e concluo que fulano ou cicrano não são bem como eu pensava, que me desiludiram, que mais isto e mais aquilo…
Decididamente, em vez de ir logo com as tropas todas, sem conhecer o adversário e depois bater em retirada, a melhor estratégia é mesmo estudar primeiro o adversário e só depois mandar as tropas, focar-me no que tem de bom, não esquecendo no entanto de estar atenta ao lado negro.
Se assim for, estarei certamente muito mais feliz e contente.
A ver se não me esqueço…

P.S.
O meu lado mais negro é mesmo dar demasiada importância aos lados negros.
Faço-me entender?

quarta-feira, 23 de maio de 2012

As verdadeiras amigas!

Hoje pensei!
Como distinguir, de  todas as nossas amigas, aquelas que na realidade o são?
Senão, vejamos:

Era uma vez uma Gaja que se deixa engordar alguns quilos no Inverno. Ela continua a ir ao gym e tal, mas não se consegue controlar e come como se não houvesse amanhã. Quanto mais pensa o quão está a agir erradamente, mais come...
Eis que chega a Primavera e o calor, época de andar descascada e de mostrar seus desgraçados desvarios...

Gaja - "Ai que estou tão gorda, pareço uma morsa fora de água, tão gordinha e lustrosa e vem aí o Verão, o que faço à minha vidinha que nem devo caber no biquini???"

Amiga 1 - Gorda? Onde? Não se nota nada, a tua gordura é no cérebro!
Amiga 2 - É! Tás mais cheinha sim, mas estás bem assim, tavas magra demais.
Amiga 3 - É! Tás mais gordita, mas não tás mal. Tás a ficar mais direita, sem cintura e...
                 não tinhas este pneuzito aqui... mas olha, paciência! Bem vinda ao clube.

Não sei qual delas é mais amiga mas eu gosto mesmo é da amiga 1, embora saiba que ela é muito mentirosa.
he he he :-)

terça-feira, 15 de maio de 2012

Viva o calor

Que calorzinho bom, os pés e os braços ao léu. Só falta mesmo ir à praia e abrir a época balnear...




sexta-feira, 11 de maio de 2012

Eu sou do tempo...

Em que a minha mesada eram 20 escudos e cada bolo na escola custava 2.50 (25 tostões). Podia portanto, comer 2 bolos por semana. Mas não!
Eu era muito poupadinha, levava a sandocha de casa e chegava ao fim do mês com dinheiro que ía guardando e amontoando para "umas coisitas".
Ía de bicicleta para a escola fizesse sol, chuva ou trovoada e adorava a aventura.
Brincava na rua o dia todo, as calças eram transformadas em calções e as saias em mini saias. Era super feliz!
Hoje, a minha mesada tem 4 dígitos, levo a marmita do almoço e do lanche para o trabalho, divido o carro para poupar na gasolina e ando sempre tesa...
Passo os dias fechada, para brincar a qualquer coisa tenho de pagar, não tenho máquina para fazer calções nem mini-saias e ainda é suposto andar de cara alegre, sempre bem disposta e ser muito feliz...
Xiça pá...

LOL

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Decisão, sim ou não.

Há quem diga que mais vale tomar uma má decisão do que não tomar nenhuma.
E eu concordo, o pior é quando, qualquer que seja a decisão que tomemos, seja a maioria das vezes a errada.
E é por essas e por outras que às vezes me abstenho de as tomar e deixo andar ou passo para outro..
E mau, mesmo mau, é que, muitas vezes, continuo a estar errada.
Isto de saber viver não é mesmo para mim. Por este andar, ainda morro sem aprender.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Era uma vez.... II

Um mundo onde as mulheres tinham dias, ora felizes e contentes, ora tristes e deprimidas.
As suas casas era pequenos apartamentos ou humildes vivendas, para as quais trabalhavam a vida toda com intuito de as arranjar e melhorar, faziam limpeza, cozinhavam e passavam a ferro. Os maridos, alguns eram porreiros e ajudavam nos afazeres, outros passavam o tempo no sofá, os filhos, por vezes chumbavam e por vezes eram malcriados, outras vezes nem por isso.
Ás vezes iam ao cabeleireiro e a manicura e ficavam super felizes com isso. Havia dias em que se sentiam gordas e feias e passavam os dias a fazer dietas e a martirizar-se com fulana e sicrana que eram podres de magras. Corriam as lojas todas a procura de roupa gira e barata e sapatos e acessórios em conta.
Ás vezes jantavam fora ou em casa com amigos e era uma festarola pegada.
Andavam 3 a 5 anos a juntar para uma viajem, só algumas conseguiam...
Engoliam sapos e lutavam para não perder os empregos e algumas até nem tinham, contavam o dinheiro para o fazer chegar até ao fim do mês e faziam contas e mais contas.
Por vezes riam, outras choravam, umas vezes gostavam de si próprias e outras nem por isso.
Problemas era o seu nome do meio.

E assim passavam os dias as mulheres desse mundo.

Este mundo chamava-se "real"


Qual é o teu?

Era uma vez... I

Um mundo maravilhoso, onde todas as mulheres eram super felizes e realizadas.
Tinham casas maravilhosas, maridos estupendos, bons, giros, inteligentes e bem sucedidos, que as ajudavam em tudo, os filhos eram muito educados, lindos, certinhos e só tiravam 18 na escola, tinham dinheiro para tudo, só compravam roupas e coisas de marca, tinham empregada para limpar a casa e passar a ferro, viajavam 2 vezes por ano, e em vários fins de semana.
Todas tinham unhas de gel, extensões no cabelo e mamas de silicone.
Frequentavam os restaurantes e bares mais badalados da cidade, eram convidadas para as inaugurações de todas as lojas, íam ao cinema ver as estreias de todos os filmes, ao teatro e aos concertos de música.
Andavam sempre em festas e eram umas pessoas bem dispostas, cheias de auto-estima e super seguras de si.
O dinheiro crescia nas árvores e era só colhê-lo...
Problemas, era palavra que desconheciam.

Este mundo chamava-se  "Surreal"

quinta-feira, 29 de março de 2012

Por falar em raízes...

Muitas vezes penso que era capaz de largar tudo e emigrar, recomeçar noutro lugar, na boa...
Sou aventureira, gosto de conhecer pessoas, lugares e costumes, sou desapegada o suficiente... e adapto-me (ou não...)
Mas será que era mesmo?
Uma coisa é ir, sabendo que vou voltar dentro de alguns dias, outra completamente diferente, é semanas, meses, anos, deixar pessoas, lugares, coisas... o meu sol, a minha praia, o meu mar, o meu cantinho, as minhas pessoas...
Espero nunca ter de o fazer, de nunca ter de tomar tal decisão...
As minhas raízes são importantes, sim!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Das tendências estranhas… ou não!


Não sou preconceituosa relativamente às escolhas sexuais das pessoas que me rodeiam embora de uma forma geral quase todos os meus amigos até sejam heterossexuais.
Mas há aquelas pessoas que nós conhecemos e com quem até nos relacionamos que nos suscitam curiosidade por termos dúvidas sobre que rótulo lhes colocar, certo?
Não é que o rótulo disto ou daquilo me faça grande diferença, é só uma questão de poder ou não dizer ou fazer brincadeiras que possam de alguma forma ferir a susceptibilidade dessas pessoas, que normalmente (no caso dos homens) são mesmo muito sensíveis.
À força de os observar, detectamos sinais que nos confundem pois se ele há homens muito machos e brutamontes, ela há outros que são sensíveis e meigos, atenciosos e picuinhas, que sabem de culinária e de moda, não deixando por isso de serem muito machos, certo?
Mas por nunca lhes termos conhecido qualquer relacionamento, todas estas situações tão peculiares fazem com que se desenvolva “a dúvida”.
Mas pronto, assim como se me assolam as dúvidas, assim se desvanecem logo de seguida, pois são seres extraordinários e o resto não interessa nada.
OK, já disse! Há já um tempo que me apetecia falar disto.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O que nos move

Quando acordamos e o mundo está contra nós, quando as pessoas de quem gostamos nos magoam e nos fazem sofrer, quando surgem contratempos com que não contamos, quando a saúde nos prega partidas, ou quando a nossa vida parece andar para trás em vez de seguir em frente, o que é que nos move?
O que é que nos faz continuar a andar, o que nos faz lutar???
Somos nós próprios, é o nosso amor, o amor que sentimos por nós e pelos nossos, é o amor que temos à vida, é o sol a bater-nos no rosto, é a brisa que sentimos na pele, são os pequenos momentos que nos preenchem, é a felicidade que já sentimos tantas vezes e que queremos voltar a sentir, é o querer, é o dar vida, é o viver, é o fazer os outros felizes, é sorrir.
Toca a fazer um pequeno exercício que é deixar para trás as coisas más e pensar no que nos move. Vamos lembrar as pequenas coisas que nos fazem bem, que nos fazem felizes. As sensações agradáveis, os pequenos prazeres e pensar neles com muita força.
Somos ou não somos seres maravilhosos?

sábado, 31 de dezembro de 2011

Quase, quase...

Eis que um novo ano aí vem como se de um livro em branco se tratasse, prestes a ser escrito durante novos 365 dias.
Espero que o que escrever nele, ao longo dos próximos 12 meses, sejam coisas boas...
Atitudes grandiosas, cheias de esperança e de amor, cheias de dias de luz, de paixão e de paciência, de força e de perseverança.
Espero conseguir fazer aquilo a que me propus que é fazer tudo para ser feliz e fazer feliz quem me rodeia com o mínimo de materialismos.
Sei que por vezes não vai ser fácil, haverá contrariedades, haverá sofrimentos, haverá dor em certas ocasiões, espero estar à altura de as ultrapassar nunca esquecendo ser e fazer feliz...
Para me ajudar a escrever o livro do próximo ano, tenho o meu porto de abrigo, os meus portos de abrigo em quem me posso apoiar, com quem posso contar para ultrapassar tudo o que poderá vir por aí...
Mas eu sei,  eles estão cá para mim.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Afectos

Nos dias que correm em que as pessoas são tão egocêntricas e muitas vezes solitárias, pergunto-me se alguém consegue viver sem afecto.
E acho que sim, quando penso nas crianças ou mulheres ou mesmo outras pessoas em geral que são espancadas ou mal tratadas ou escorraçadas socialmente ou sozinhas no mundo, muitas não têm afectos e ainda assim conseguem sobreviver.
Também acho que sim, quando penso nos sem abrigo, sem ninguém e sem nada, mas ainda assim, vivos.
E acho que não, quando oiço falar em suicídio, em depressão….
Concluo então que muitos conseguem viver sem afectos mas nem todos…
O ser humano é um animal muito peculiar…

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Não Gosto!


Que as portas e algumas paredes da empresa onde trabalho sejam de vidro!
Vamos a passar e vamos a ver a nossa silhueta em contra luz, se estamos gordas ou magras, se temos as pernas tortas, se os braços são muito compridos, se o cabelo está despenteado, se a barriga ou o rabo são espetados para fora ou se as mamas são grandes ou se simplesmente não temos mamas….
Mas que raio de mania de fazerem portas e paredes de vidro!!!!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Um dia



Surgiste da bruma, devagarinho, caminhando timidamente por entre carreiros e encruzilhadas, passaste por sois e por luas, por terras áridas e inférteis.
Cruzaste o meu caminho e estendeste-me a mão.
Toquei os teus dedos, sorriste, sorri, sorrimos.
Peguei na tua mão, segui os teus passos.
Caminhámos os dois, lado a lado.
Primeiro timidamente por entre ruas e vielas
Depois cheios de força e de certezas, por rios de cidades e penhascos de sofrimento, por montanhas de alegria e pelos mundos da vida.
Quando eu caio tu amparas-me, quando tu tropeças eu apoio-te.
E aqui vamos nós, mão na mão, olhos nos olhos, sorrindo.
Até um dia, todos os dias.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Imunidade?


Hoje pensei… nos enfermeiros, bombeiros, médicos legistas e outros que tais.
Como são eles capazes de lidar com a dor e o sofrimento dos outros de uma forma tão eficiente e desprendida? Será que vão para casa e conseguem dormir sem pensar no que vivem nas suas profissões? O que será que sentem em certos momentos?
Será que depois de alguns anos a lidar com tanta coisa má, ainda se emocionam com filmes ou animais ou bebés enternecedores? Será que conseguem chorar?
Será que se tornam insensíveis e imunes?

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Coisas boas




Ontem fui fazer a minha aulinha de Boot Camp, isto é, aí pelas 19.15 vamos do ginásio até um dos parques da cidade a correr, corremos à volta do parque, fazemos alguns exercícios, corremos de novo e voltamos para o ginásio. Houve dias, quando ainda era dia até mais tarde que atravessávamos a cidade e corríamos no pinhal. Maravilha!
O que com isto quero dizer é que vimos o sol a pôr-se, estavam 20 ºC, não bolia vento, cheirava a erva e a flores, ouviam-se os patos a grasnar no lago, os passaritos sobrevoavam as nossas cabeças, momentos difíceis de conseguir em muitos outros sítios do mundo.
Mas mesmo assim, o grupo era relativamente pequeno e houve pessoas que disseram que o nosso país é uma merda e a cidade uma porcaria e só queriam era poder partir para outro lugar.
Bom, de facto neste momento estamos todos um pouco na “merda” mesmo, mas há que saber apreciar as coisas boas e que até as há, lá isso há.
Eu? Eu até gosto do nosso Portugalito à beira mar plantado e quanto à minha cidade e sua localização até me considero uma felizarda… uma zona maravilhosa bem aqui no centro do país, mesmo rentinho ao mar…

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Da bipolaridade

Só posso mesmo ter uma grande panca, ou então ser bipolar…
Ele há dias que estou serena, cheia de paz e amor, feliz e de bem com a vida e ele há outros, em que acordo estranha, passo o dia inquieta, ansiosa, irritada, nervosa nem sei com quê.
Obrigada António Variações, que escreves-te esta música para mim:

não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra não chegar tarde

não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só:
Quero quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci

Esta insatisfação
não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder

Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar

Vou continuar a procurar
O meu mundo
O meu lugar
Porque até aqui eu só:
Estou bem aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou

Se nem eu me compreendo, como poderá alguém “ever” vir a compreender-me?