Não sei para que raio serve este porco além de guardar moedas e notas e um dia ter de o esfodaçar com um martelo para as tirar. Isso e para me lembrar da maior molha da minha vida. E o que eu me esfalfei para ganhar a porcaria do porco? Só as cuecas não estavam molhadas porque não uso cuecas para pedalar mas toda eu pingava da cabeça aos pés, gelada e cheia de lama, os sapatos quando os tirei deviam ter um litro de água cada um. Decorreu uma hora até que as minhas unhas deixassem de ficar roxas. Algumas outras ganharam porcos, mas eu fui a segunda com mais de 40 anos a ganhar um. Nada de especial eu sei, só tem valor para mim. E o que me apeteceu matar com uma catana quem teve a ideia de ir a esta maratona porque o almoço era leitão? Mas acabei por não matear ninguém já que foi o melhor almoço de todas as maratonas a que já fui e agora que já passou, é mais uma aventura para contar aos netos. Eu sei, fui porque quis e porque tenho uma grande panca. Inté.
domingo, 13 de setembro de 2015
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
O grande desafio
Diz-se do desafio que é uma batalha que se trava para conquista de algo.
Muitas foram as batalhas que já travei, algumas bastante fáceis, outras difíceis como tudo, outras então, aparentemente impossíveis de vencer. Ganhei algumas, outras nem por isso, talvez por falta de força ou por não dependerem apenas de mim ou mesmo por falta de estratégia, mas nunca perdi uma batalha por falta de luta, por falta de coragem ou por me deixar vencer pelo medo. Vontade e determinação nunca me faltam, mas há desafios e desafios.
O que me dizem é que, como em tudo na vida, há que ter bom senso e conhecer os nossos limites.
Há quem me diga que ainda não conheço bem os meus, há quem me dê força e me diga que vai ser difícil, mas que não me preocupe, há quem me diga que vou conseguir e há quem me diga que sou louca.
Eu, como em tudo na minha vida, aceitei-o sem pestanejar dizendo que desafio é o meu nome do meio, mas.... e os meus limites?
De ora em diante, o frio na barriga vai~se agigantando.
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Isto de estar a água
Pois hoje tive de me ficar pela água. É que isto de ir o departamento inteiro almoçar francesinha e beber sangria e ter de trabalhar á tarde não é bom. Aliás, ser bom até é, mas não para o próprio do trabalho, que nos dá a sonolência, além disso o hálito a vinho não é lá muito profissional. E depois temos os saltos altos. Sangria , saltos altos, barriga cheia e sonolência nao é bom. Não é!
A ver se para a próxima não me esqueço de pedir apenas uma folha de alface e um copo de água.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Coisas de gaja
Sei que já vou tarde, mas fica a dica para o ano que vem, se é que ainda não conhecem esta receita milagrosa e milenar que já vem da avó ou da mãe e que passa de geração em geração.
Para as moçoilas que têm os calcanhares tão secos e gretados que parece que andaram a cavar descalças tardes inteiras, para aquelas, como eu, que não gostam de ir à pedicure porque têm cocegas e os pés tão escanzelados e sem calosidades que vêm de lá sempre com um bife a menos e para aquelas que não têm paciência para estar com os pés de molho e depois raspá-los, besuntem-nos com um creme apropriado para pés ou mesmo outro creme gordo qualquer e calcem umas meias durante algumas horas. Vão ver, ficam com uns pés de seda. Vale?
Ou isso ou colocar os pesitos dentro de um tanque com peixinhos, mas cuidado, vejam se não são piranhas...
Os livros das nossas vidas
Um livro é um livro.
"Um produto intelectual que encerra conhecimento e expressões individuais ou colectivas. Um livro é um trabalho literário, científico ou outro."
Ou não.
"Um produto intelectual que encerra conhecimento e expressões individuais ou colectivas. Um livro é um trabalho literário, científico ou outro."
Ou não.
Um livro e também um conjunto de folhas primeiro em branco e depois repletas de letras que juntas constroem frases, contam histórias, transmitem conhecimento, fazem chorar, rir, enchem o nosso coração de emoções. Umas boas, outras más. Muitas não chegam nunca a ser um livro, são textos, pequenas histórias, pensamentos, observações, opiniões.
Muitas pessoas gostavam de escrever um livro e eu não sou exceção. Não que ache que seria capaz de encher folhas e mais folhas de bonita e qualificada prosa ou de uma história de amor com fim feliz , um thriller arrepiante, ou até versos capazes de serem lembrados para todo o sempre. Não. Mas seria capaz de escrever o livro da minha vida, repleto de capítulos, uns cheios de graça, outros cheios de tristezas, muitos de amor. Cada etapa da minha vida daria certamente, não digo um best-seller, mas um livro repleto de aventuras. Vários novos capítulos estão a iniciar-se constantemente, cujas páginas praticamente se viram a uma velocidade estonteante. A vida acontece todos os dias e todos dias seria afinal capaz de escrever uma página deste livro que é a minha vida. Não serão os blogs pequenos livros?
Muitas pessoas gostavam de escrever um livro e eu não sou exceção. Não que ache que seria capaz de encher folhas e mais folhas de bonita e qualificada prosa ou de uma história de amor com fim feliz , um thriller arrepiante, ou até versos capazes de serem lembrados para todo o sempre. Não. Mas seria capaz de escrever o livro da minha vida, repleto de capítulos, uns cheios de graça, outros cheios de tristezas, muitos de amor. Cada etapa da minha vida daria certamente, não digo um best-seller, mas um livro repleto de aventuras. Vários novos capítulos estão a iniciar-se constantemente, cujas páginas praticamente se viram a uma velocidade estonteante. A vida acontece todos os dias e todos dias seria afinal capaz de escrever uma página deste livro que é a minha vida. Não serão os blogs pequenos livros?
terça-feira, 8 de setembro de 2015
A terceira gaveta
Até podia ser o terceiro planeta do sistema solar ou a terceira estrela mais brilhante do firmamento ou até mesmo a terceira medalha de uma prova internacional de arremesso de bosta, mas não, é a terceira gaveta da minha secretária. Aquela onde guardo uma imensidão. Não uma imensidão de céu ou de mar, mas uma imensidão de coisas. Umas vêem-se, outras não.
O que se vê é chá, café e bolachas, chocolates, o papel higiénico para assoar o nariz, os rebuçados para a tosse, os meus ansiolíticos (M&M's) facas e colheres. Ainda lá falta a caixa da marmelada para barrar as tostas que está no frigorífico, a fruta que se acabou e os pensos higiénicos que estão no wc. Eu não misturo essas coisas, vá.
E o que não se vê. Segredos. Palavras por dizer, gestos por fazer, atitudes por tomar. Esta gaveta tem até alguns assuntos por resolver. Um ou dois apenas, mas tem.
Esta gaveta está gasta de ser aberta e fechada e o seu conteúdo é reposto sempre que haja essa necessidade. Muitas são as vezes em que a abro para deixar sair tudo isto, mas outras tantas a volto a fechar para que nada saia. Há gavetas que não devem ser abertas e cujo conteúdo não deve sair...
domingo, 6 de setembro de 2015
Só stresssss
Sofrimento de mãe entranha-se-nos na pele, dá-nos urticaria, arrepios, murros no estômago e ansiedade a cada dia que passa. Há dias em que não se consegue respirar, outros que doem, muitos de medo e outros ainda em que se morre, muitos em que se renasce. Uma mãe nunca se habitua a sofrer e as dores de uma mãe são sempre do tamanho do mundo.
Esta noite saiam os resultados das candidaturas às Universidades por volta da meia noite mas algumas horas antes os mails com os resultados começaram a chegar. O site da DGES empacou. O Facebook começou a encher-se de alegrias e parabéns e nós à espera. MaiNovo em ânsias e nós a tentar manter a calma. Os minutos passavam lentos, muito lentos até e o mail não chegava e o site empacado. Eu sempre a acreditar na nossa estrelinha com muita força mas o mail não havia meio de chegar e o site continuava empacado. Acho que passaram horas, dias, meses, talvez até anos. Quando ele já achava que não tinha entrado em lugar algum e eu a pensava que a estrelinha afinal tinha ido brilhar para outras paragens, todos à beira de um ataque de nervos já a pensar num plano B, chegou O MAIL. Yeah!
MaiNovo entrou no curso escolhido, não na escola que escolheu em primeiro lugar, mas na segunda, um pouco até mais perto de casa. A alegria e a ansiedade do que se segue misturam-se. Arranjar casa, matricula, transportes alimentação e toda uma logística para tratar em poucos dias. Venham eles, não somos os primeiros nem os últimos a passar por isto. Sofrimento de mãe é lixado.
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