Aqui na minha zona é tradição.
Na manhã do dia 1 Novembro, as crianças andam de casa em casa aos bandos, com grandes sacos ou mochilas a pedir "Pão por Deus"
Recebem bolinhos (merendeiras), chocolates, gomas, rebuçados, castanhas, nozes, figos, romãs e até moedas.
Muitas pessoas aproveitam para fazer limpeza à despensa e dão coisas pegajosas e fora de prazo, mas os putos adoram, chegam a casa vitoriosos e orgulhosos com o que trazem nos sacos.
Ainda bem que os meus já são crescidos e já não vão, pois chegavam a casa com uma amálgama de coisas coladas umas às outras que me via negra para fazer a separação e lavar as mochilas.
É giro vê-los tão felizes.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Também me quero queixar!
Olho para trás e vejo a vidinha
boa que já pude ter. O dinheiro dava para tudo, pagar as despesas, mimar os
filhos, comprar roupa, passear, viajar e se apareciam extras, não havia
problema, fazer alterações em casa também se iam fazendo, adquirir bens que nos
proporcionam prazer e qualidade de vida, era na boa.
Agora, uma pessoa vive com o
coração nas mãos para que o dinheiro não desapareça como que por magia e possa
não chegar para as necessidades.
Corto em tudo o que é possível,
farto-me de fazer contas e não me posso esticar um niquinho que ele desaparece
num ápice.
Não sei mesmo onde isto vai
parar.
Acho que deixei de conseguir
administrar o meu dinheiro e estou aqui, estou a entrar em insolvência…
Ó vida triste que este vil metal
é mesmo estúpido e precioso.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Histórias (quase) hilariantes
Tive em tempos uma colega de
trabalho, que se tornou bastante amiga e que tinha uma vida tão linda e maravilhosa.
O marido, a quem amava loucamente, tinha lojas o que lhes permitia fazer uma
vida muito boa. Ele enchia-a de roupa e calçado de marca, ouro, lingerie de sonho,
mercedes descapotável, casa com piscina, moto 4, casa na praia, passeios e
jantares em restaurantes caros. Uma vida de sonho para muitas mulheres.
Até que um dia ela descobriu que
ele não comprava lingerie só para ela e que a enganava com outra (por acaso
brasileira) há muito tempo.
Ela tratou logo do divórcio e
estiveram separados 8 anos.
Nesse período de tempo ela teve
de vender o carro para pagar a casa e sustentar o filho, arranjou vários
empregos, mudou radicalmente de vida e “passou as passas do Algarve”.
Ele por sua vez, juntamente com o
irmão destruíram as lojas, o dinheiro e tudo o que tinham. A brasileira pôs-se
ao largo e ele, á conta do filho de ambos não largava a minha amiga, que
coitada, fragilizada, ao fim de 8 anos acabou por aceitá-lo de volta.
Ele, claro prometia mundos e
fundos e uma mudança radical de personalidade.
Durante 6 meses ela lá tentou de
novo, vivendo um dia de cada vez, na esperança que os mundos e fundos se
concretizassem.
Engano!
6 meses chegaram para perceber
que ele continuava a mesma criança irresponsável de sempre a querer viver acima
das possibilidades.
O que aconteceu foi que durante
esse tempo todo, ela andou a sustentá-lo e aos seus vícios à espera da mudança
dele.
No dia em que lhe pôs os pontos
nos iii e o mandou definitivamente embora, ele não tinha para onde ir a não ser
a casa da mãe nem dinheiro para se manter. Bla bla bla
Ela não quis saber e ela própria
lhe fez as malas e o pôs fora.
E a parte hilariante da
história??
Ele, sim que remédio teve senão
aceitar, sim ía viver para casa da mãe, sim teria de ser sustentado pela mãe.
Mas como deslocar-se para lá??
Pediu à minha amiga 20€ para pôr
gasolina para se ir embora…
Mas de jipe de alta cilindrada,
que é lá isso? Baixar o nível é que não!
E ela deu...
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
De maneiras que é isto
Ao longo da minha vida pensei
muitas vezes no dia em que chegaria este momento e de todas as vezes em que
pensei, não encontrei uma solução e agradeci por esse dia ainda estar muito
longe.
Hoje, estou a começar a
deparar-me com “O dia em que os nossos pais necessitam de cuidados, quase como
se fossem os nossos filhos bébés”.
Eu e a minha irmã temos as nossas
profissões, as nossas famílias, as nossas vidas super preenchidas e os nossos
pais necessitam de nós, agora!
Não nos podemos dar ao luxo de
perder os nossos empregos e também não nos sobra muita disponibilidade. A minha
irmã diz estar à vontade para pagar os serviços de alguém e eu, não me sinto
muito bem com a minha consciência se o fizer, pois eles sempre estiveram lá
para mim…
E chegou a hora de retribuir.
Quanto à lei, esta não prevê nada neste
sentido, não existe prestação de assistência à família remunerada…
E então estamos assim, fazendo
umas coisitas, visitando, dando atenção e carinho, tirando uns dias das nossas
férias quando necessário.
Quando chegarmos à fase de
cuidados continuados diurnos e nocturnos, a ver vamos o que vai acontecer.
De maneiras que é isto.
Uma situação que muita gente já
viveu ou vai viver e que ultrapassou ou vai ultrapassar, da melhor forma
possível, assim como eu vou ter de fazer.
O que eu não queria de todo que
acontecesse era um dia viver arrependida ou com o sentimento de culpa por não
ter feito isto ou aquilo, por isso vou mesmo ter de me superar e arranjar forma
de me desdobrar em mais uma.
domingo, 28 de outubro de 2012
Já cheira a frio
Hoje no treino de bike por esses pinhais a fora já se sentia o cheiro a frio, o nariz já pingava e os olhos já choravam com a aragem que se fazia sentir. O cheirinho a terra molhada, a verde e a madeira é maravilhoso para retemperar forças para mais uma semana intensa de trabalho e preocupações.
Se não fossem estes momentos para compensar certos contratempos que teimam em travar os nossos caminhos, seria certamente muito mais difícil levar o barco a bom porto.
Boa semana!
Se não fossem estes momentos para compensar certos contratempos que teimam em travar os nossos caminhos, seria certamente muito mais difícil levar o barco a bom porto.
Boa semana!
sábado, 27 de outubro de 2012
Primos 2012 - A reportagem
E já está mais uma edição do "Primos"
Mais um dia bem passado entre o pôr a escrita em dia com as novidades do último ano de cada um, os jogos da primada que foi dividida em 3 equipas com uma mistura de mais novos e mais velhos, a almoçarada e o lanche, as classificações (a minha equipa foi medalha de prata, a do maridão, de bronze e a dos filhotes, de ouro, eu ainda ganhei a de melhor sobremesa) que é não mais do que uma brincadeira pegada.
Vimos ainda fotografias dos outros anos e a evolução dos mais pequenos, que estão enormes, dos pais e dos já avós.
Engraçado ver a transformação de todos nestes 21 anos de encontros e convívio da primada.
No fim, o delegar da organização para o próximo ano e as despedidas.
Os dois primos mais novos, a Maria Leonor e o Afonso:
E amanhã saem 50 kms de bike para recuperar das comezainas. Ai!!
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