O terço gigante:
sábado, 3 de junho de 2017
quarta-feira, 31 de maio de 2017
Ei-lo
O pinheiro manso:
Hoje não me disse grande coisa até porque nem tempo tive para olhar para ele. Pareceu-me ouvi-lo sussurrar que as minhas favas guisadas com ovos escalfados eram as melhores do mundo. Fui a correr cozinhá-las, mas já vi que o tipo é muito mentirosos pois cá em casa, além da minha pessoa, ninguém gosta.. :(
terça-feira, 30 de maio de 2017
Pinheiro manso
Enquanto trabalho consigo observar do janelão, além de muitas outras árvores, um enorme pinheiro manso que todos os dias chama a minha atenção. Ali recortado no céu, majestoso, maior do que todos os outros, um tronco enorme e grosso, as braças fortes e robustas, formando uma copa redonda e farfalhuda que deve albergar centenas de pássaros assim que cai anoite. Faz-me lembrar um pai, uma amigo, um chefe, um patrão....
Hoje, empurrado pelo vento forte gesticulava tanto, mas tanto de um lado para o outro que parecia furioso com alguém. De tanto olhar aqueles movimentos quase fiquei hipnotizada. Imaginei-o ainda maior, assustador, a crescer para mim e a proferir palavras que eu não entendia. Desviei o olhar.
Mais tarde voltei a olhá-lo. O sol tornou-o dourado, parecia que bailava, abanava-se suavemente. Para mim ele sorria ao mesmo tempo que dizia "deixa lá isso, não leves tudo tão a peito".
Veremos o que me vai dizer amanhã.
Hoje, empurrado pelo vento forte gesticulava tanto, mas tanto de um lado para o outro que parecia furioso com alguém. De tanto olhar aqueles movimentos quase fiquei hipnotizada. Imaginei-o ainda maior, assustador, a crescer para mim e a proferir palavras que eu não entendia. Desviei o olhar.
Mais tarde voltei a olhá-lo. O sol tornou-o dourado, parecia que bailava, abanava-se suavemente. Para mim ele sorria ao mesmo tempo que dizia "deixa lá isso, não leves tudo tão a peito".
Veremos o que me vai dizer amanhã.
domingo, 28 de maio de 2017
Boa tarde Célia
Disse-me uma vez uma das filhas da vizinha da frente que eu fui criada como menina fina e não sabia nada da vida. A Célia, que não vejo há anos, havia já casado pois engravidara ainda adolescente e vivia longe mas tinha vindo visitar os pais. Ora, eu buzinei à Célia não sabendo de quem era o carro que estava estacionado em frente da minha garagem, a mesma onde eu queria entrar e não conseguia porque a Célia lá tinha deixado o carro.
Depois da buzinadela a Célia saiu disparada do portão, parecendo que estava do lado de lá à espera que eu buzinasse para soltar o leão que estava dentro dela. Eu, quando a vi dirigir-se a mim com o cabelo encrespado, o ar tresloucado e a lingua afiada deixei-me ficar à espera, dentro do carro. (Ai não!) Bom, a Célia parecia que tinha ali muita coisa entalada e falava sem respirar. Sim, a Célia, que eu lembrava-me, a que tinha em criança a aparência de um gato assanhado e selvagem, que nunca vinha à rua brincar nem falava com ninguém, mas ali, naquele dia, a lingua soltou-se-lhe e ela falou, falou, falou. De tudo o que disse e que o meu escudo filtrou, ficou-se-me na memória, que eu estava a buzinar-lhe porque fui criada como uma princesa, sim, eu que tinha tido tudo, até uma bicicleta e vestidos aos folhos, eu tinha era a mania que era fina, agora buzinar aos outros, vejam lá bem.
O meu maxilar inferior foi descaindo e ficando boquiaberto por não compreender que raio de conversa era aquela, eu nem me lembrava que se tive ou não vestidos aos folhos e fiquei sem palavras, o que enervou ainda mais a Célia.
A vizinhança veio à rua e a Célia teve então todos os olhos postos em si com muita atenção, boquiabertos por a ouvirem falar. O trânsito ia-se acumulando atrás de mim que me encontrava no meio da estrada à espera de poder entrar em casa e alguém tentou acalmá-la para que tirasse o carro. Ela lá caiu em si e, a deitar fumo dos pneus, lá arrancou a cento e duzentos à hora e a gesticular ainda até deixarmos de a ver.
Pedi desculpa, entrei na garagem, saí do carro, respirei fundo e pensei: "Boa tarde Célia"
quinta-feira, 25 de maio de 2017
Espiga e bruxaria
Hoje foi Dia da Espiga, a tradicional quinta-feira da Ascensão, feriado Municipal aqui por estas bandas do Oeste da Nação.
Como a tradição ainda é o que era foi dia de "piquenicar" com os amigos no pinhal, dia de comer coelho com arroz de ervilhas e beber vinho ao ar livre, dia de deixar a conversa em dia, gargalhar e fazer uma incursão pelos pinhais à la pata até ficar com os pés e as pernocas bem sujas. Os miúdos andavam por ali e chegam um pouco assustados com algo bem estranho que viram ali perto, numa encruzilhada....
Bruxarias sem dúvida. Um mundo tão curioso quanto assustador, perturbador até. E como Google is my friend que eu sei, andei a pesquisar. Credo! Isto é todo um mundo de feitiçarias para tudo e mais alguma coisa. Só não é rico e belo e tem amor e tudo e tudo quem não quer. Há receitas para todos. MEDO!
segunda-feira, 22 de maio de 2017
Bolhas
São bolhas aqueles escudos que criamos à nossa volta onde achamos estar protegidos de tudo e de todos. São bolhas em forma de rede de dentro das quais só vemos e ouvimos aquilo que queremos e onde apenas deixamos entrar quem nos faz bem, quem nos faz feliz. São bolhas aqueles céus onde apenas queremos ver sol e mar e flores. São bolhas as redomas que erguemos que por vezes nos fazem sentir capazes de tudo. A minha bolha falhou-me, mentiu-me e eu meti-me em mais uma aventura. Um duatlo! Sim, um duatlo com corrida, btt e mais corrida no fim. Pois são bolhas. Nos pés (acho que me vão cair as unhas). Dores nas pernas, não vão cair mas ficaram abananadas. Como é que uma Gaja de cinquenta anos acha que pode confiar assim na sua bolha ein?
sexta-feira, 19 de maio de 2017
La tortura
Trabalhar todas as sextas feiras no antro da confraria do pastel de nata não é bom. Temo ficar com a visão e o olfato definitivamente comprometidos....
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