Ao longo da minha vida, que já conta mais de 40 anos, fui construindo um castelo. Não com as pedras que encontrei pelo caminho, mas com muito trabalho e dedicação, com muito suor e lágrimas, com muito amor e carinho. Não um castelo mas uma fortaleza. Uma fortaleza que me abriga e me protege das intempéries e para onde corro sempre que a tempestade sopra lá fora.
Se algum dia, porventura, a minha fortaleza ruir, compro um iglo e um saco-cama, mai nada!
(Construir uma fortaleza dá muita trabalheira)
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Castelos! (humor negro)
"A vida é um caminho e cada pedra que encontro, apanho e construo um castelo".
Não sei quem foi mas alguém escreveu algo parecido..
Mas qual castelo qual quê?? de cada vez que embato numa pedra, caio e estilhaço-me toda. A muito custo, junto alguns pedaços e lá tento reerguer-me. Em cada estilhaço que fica caído, jazem as marcas do confronto e eu lá caminho de novo até os pedaços se unirem de novo e aparecer outra pedra.
Mas que raio, tanta pedra no meu caminho.
Para a próxima vou pela auto-estrada. (se tiver dinheiro para a portagem, claro!)
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Campanhas de solidariedade
É nesta altura do ano que mais se apela à solidariedade e caridade em prole dos menos afortunados. Acho muito bem. Só esta semana, já circularam pela empresa pedidos de cobertores e toalhas, brinquedos, alimentos, caixas de ovos para fazerem a árvore de Natal na escola, fora os apelos em todo o lado, de cada vez que saímos de casa.
Estamos constantemente a ser bombardeados com tudo o que é apelo.
Ó gente, por muito solidários e amigos de ajudar que sejamos, não há quem aguente.
Não se consegue dar a todos, tá?
É desolador
Não sei se na grande Lisboa, no Porto ou em outras cidades grandes isto acontece, mas aqui pela zona centro e em meios mais pequenos, é triste de se ver. São zonas inteiras, outrora importantes pólos comerciais, agora completamente desertas. As lojas fechadas, as luzes apagadas, nem uma vivalma.
A publicidade que mais se avista são os anúncios a dizer vende-se ou aluga-se. O que ontem era um estabelecimento comercial, hoje é um espaço vazio e escuro.
Só escapam mesmo e a muito custo, alguns cafés, poucos restaurantes e os supermercados. Mal ou bem, o bom do português não dispensa a bica e o pastel de nata. De resto, parecem cidades fantasma e é triste de se ver.
Muito triste mesmo...
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Hoje
As insónias de verão lá se foram e voltou a fase dorminhoca.
Caio na cama que nem uma pedra.
Hoje foi ouvir o despertador lá muito ao fundo e virar para o outro lado. Quando voltei a abrir um olho, tive de saltar que nem uma mola pois já passavam 10 minutos da hora de levantar.
Estiquei-me, espreguicei-me, senti o meu corpo a responder, as dores nas cruzes passaram mas sentia um pequeno dorido que me fez lembrar das doses de GAP e Cycling de ontem. É um dorido bom, uma sensação que adoro e estou a voltar a entrar no ritmo.
Apesar de me deixar sem tempo para nada, necessito do gym como "de pão para a boca". É onde eu deito fora o stress e o nervoso miudinho e onde reponho os níveis de alegria e felicidade antes de ir para casa.
No fim do exercício, sinto-me sempre cansada mas feliz.
Apesar de ter de ir a correr para casa e improvisar um jantar à pressa para os meus homens, ter a casa num caos e fazer uma "visita de médico" ao meu pai, sinto uma paz interior e uma alegria compensatória.
Arruaceira, eu?
Aproxima-se o final do ano e lá vêm as introspecções e os balanços, assim como as promessas de mudança que afinal, va-se a ver e não dão em nada.
Mas do que eu quero falar é que após mais uma introspecção - zinha, voltei a concluir que sou uma arruaceira. Refinada, mas ainda assim, arruaceira. Até me pinto por um confrontozito.
Escancaram-se-me os olhos, ruborizam-se-me as faces, aumenta-se-me a voz e dá-me cá uma pica...
Bem se vê que não sou moça fina nem chique como aquelas madames que são capazes de estar a desancar alguém, mas sempre com aquela postura calma e ponderada, sem nunca baixarem o nível.
Gostava mesmo de ser assim.
Mas a mim crescem-me cá uns nervos...
É claro que com a idade a coisa amainou, mas quando me dá a "espontânea" não há pensar antes de falar que me valha. Quando penso em pensar, já falei.
E pronto, era isto. Continua a ser um dos meus projectos a concretizar e vai transitar para 2013. Aliás, cheira-me que vai continuar a transitar indefinidamente...
terça-feira, 27 de novembro de 2012
A minha "Xica espertice "
O meu prof de Mix Trainning é moçoilo aí para 20 e tal anos, quase 2 metros e tem a mania que é mau.
Farto-me de rir e estou sempre a refilar com ele. Quanto mais refilo, mais ele nos castiga e eu até acho piada ao jogo e aproveito para me tentar superar.
A aula é à 2ª feira e acho que ele passa o fds a engendrar tudo quanto é exercício difícil para nos dar coça.
Eu e a A. as duas cotas da aula, não falhamos uma e sempre a refilar não damos parte fraca, nem que a vaca tussa e ás 3ª feiras, tenho quase sempre um andar novo.
à conta da doença do meu pai tenho andado a faltar. Ontem voltei. Ele meteu-se logo comigo e disse que para castigo, tinha de dobrar o peso da barra. Eu não tenho mais nada e assim fiz...
Nem vos digo nem vos conto, estou aqui que nem posso. Ai as minhas cruzes que nem me posso baixar, isto para já não falar dos braços e das pernas a tremer.
Quem me manda a mim armar-me em Xica esperta ein? Que coça monumental.
Ele no fim só me dizia, bom, está desculpada, mas já vi que vem para aqui fazer ronha todas as semanas, se consegue levantar esses pesos...
(mal ele sabe que eu mal me consigo endireitar e que isto foi uma vez sem exemplo...)
Farto-me de rir e estou sempre a refilar com ele. Quanto mais refilo, mais ele nos castiga e eu até acho piada ao jogo e aproveito para me tentar superar.
A aula é à 2ª feira e acho que ele passa o fds a engendrar tudo quanto é exercício difícil para nos dar coça.
Eu e a A. as duas cotas da aula, não falhamos uma e sempre a refilar não damos parte fraca, nem que a vaca tussa e ás 3ª feiras, tenho quase sempre um andar novo.
à conta da doença do meu pai tenho andado a faltar. Ontem voltei. Ele meteu-se logo comigo e disse que para castigo, tinha de dobrar o peso da barra. Eu não tenho mais nada e assim fiz...
Nem vos digo nem vos conto, estou aqui que nem posso. Ai as minhas cruzes que nem me posso baixar, isto para já não falar dos braços e das pernas a tremer.
Quem me manda a mim armar-me em Xica esperta ein? Que coça monumental.
Ele no fim só me dizia, bom, está desculpada, mas já vi que vem para aqui fazer ronha todas as semanas, se consegue levantar esses pesos...
(mal ele sabe que eu mal me consigo endireitar e que isto foi uma vez sem exemplo...)
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