quinta-feira, 28 de junho de 2018

Sou muito rica

Neste ano de 2018 já pedalei mais de 3.000 kms por estradas e trilhos do nosso país e se pudesse já tinha pedalado o dobro ou o triplo, mas uma gaja não nasceu rica e tem de trabalhar para dar uma educação digna e um futuro aos filhos e ganhar algum papel para depois poder pedalar. 

Desde que pedalo que já conheci lugares fantásticos e pessoas incríveis que nem fazia ideia que existiam. É claro que o calo que já ganhei no cu, as marcas dos arranhões na pele, os calções desenhados nas pernas e os óculos na cara por conta do sol não contam, que esses mostro-os com orgulho e um sorriso na cara. Muito mais do que isso são as imagens que trago gravadas na alma, os ensinamentos que ganhei para a vida, os momentos de alegria e felicidade que vivi, o ar puro que respirei, o verde que vi, o azul que senti. Mais do que tudo isso é que não sendo rica em bens, sou riquíssima. 

No fim de semana passado fui com o maridão à Figueira da Foz, um total de 135 kms a dois. Já lá fomos outras vezes mas cada vez que vamos, descobrimos coisas que nunca vimos. E assim vamos enriquecendo... 


quarta-feira, 27 de junho de 2018

Ano Novo

Ano Novo é quando um homem quiser. Ou uma mulher, vá. E se assim o dizem, assim o façam que é como quem diz, era chegada a altura de parar com os então seus dilemas sobre rumos a seguir, far-se-ia um novo ano em pleno junho e resoluções seriam tomadas, seguidas e muito provavelmente, concretizadas. E no caso de tais resoluções se revelarem infrutíferas, far-se-ia outra vez um novo ano, quem sabe lá para setembro....

terça-feira, 26 de junho de 2018

Salamaleques

Salamaleques, nove horas, rodeios, há quem lhe chame até de educação, cultura, saber, ou ainda, saber viver. Chamem-lhe o que quiserem, é uma arte que não domino. Mas gostava.

P. S.
Mas se é saber viver, pelo menos façam - no com classe e mestria, com saber de verdade.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Saber amar

Pegou numa borracha e um a um foi apagando os que aparentemente não lhe queriam bem. Quando deu por si viu-se só, submerso na solidão e na angústia da sua vida apagada e triste. Esqueceu-se de esquecer e de perdoar. Esqueceu-se de amar....

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Giboia

Estou muito engraçada eu hoje derivado de uma noite em claro à conta de andar a tentar fotografar feixes de luz das trovoadas desta noite pendurada na varanda. Não consegui captar nem um, claro, problemas do obturador lento digo eu. E lenta fiquei eu do cérebro e da língua que ainda não me recompuz, trago aqui uma giboia enrolada ao pescoço que mais parece um cachecol. Odeio, fico nervosa, tenho medo de trovoadas mas estas fascinam-me e eu resolvi lutar contra o meu medo. Além de não ter resultado pois de cada vez que começava um ribombar eu fugia a sete pés, não preguei olho e estou hiperativa de movimentos ainda por cima desfasados de tudo o resto em mim.  A cota não bate com a perdigota, uma hiperativa a bocejar de 5 em 5 segundos. Já alguma vez viram? Sou eu.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Vai e vem

Acordei esta madrugada estranhando a claridade e a brisa que se faziam sentir no quarto  e só depois lembrei que a sacada fora escancarada para a noite na hora de dormir. Cobri as pernas com o lençol e olhei em volta, toda a casa dormia ainda, mas Rosa Maria, a minha gata amarela aguardava como sempre na mesa de cabeceira olhando-me para me dar os bons dias. Respirei fundo, bem fundo, até encher e esvaziar ao limite o ar dos pulmões. E consegui fazê-lo sem nada que o atravessa-se a meio e o impedisse de circular como em tantas outras ocasiões. Por hoje, a minha angústia se foi, sinto-me tranquila. Não sei... mas o meu peito está mais leve.

Isto do Portugal

É bom quando há bola e não há fogos, nem cheias, nem secas ou outras tragédias para chorar. É mesmo que haja, isso agora não interessa nada, o que importa agora é unirmo-nos à volta da TV com uma bejeca na mão é um cachecol da seleção ao pescoço. Há caraças!